Tuitaço #AbsurdoÉseuRacismo

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“É um absurdo deixarem trabalhar gente assim aqui!” , disse a madama à uma funcionária negra de uma padaria no Rio de Janeiro no início dessa semana. Tudo começou porque a cliente teria se ofendido pelo modo como foi informada de que ali não era feito “café normal”, apenas café expresso e que ele custava 3 reais. Ela esperava ser prontamente atendida, estava ali para ser servida não importa a que custo. Quando isso não aconteceu, foi o bastante para que se sentisse autorizada a começar a berrar como testemunhou a atriz Aparecida Petrowky que também é negra.

Nesse momento, a PM entrou em cena. A primeira providência foi mandar que a mulher negra pedisse desculpas à cliente. Ela se recusou (yes!!!!) – “Eu estou trabalhando! Não vou pedir desculpas nem sair daqui. Não vou!” Mais uma vez, não era a resposta adequada. Não para a branquitude. O simples fato de ter falado em voz alta fez com os policiais considerassem sua atitude como desacato à autoridade. Após a violência de ser sido humilhada, constrangida e coagida em função de sua cor, tanto pela cliente quanto pela polícia, foi a vítima que saiu algemada do local causando indignação de alguns presentes.

“É um absurdo deixarem trabalhar gente assim aqui?”

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Que Justiça é essa? Juiz federal decide que julgamento de índios Tenharim será na Justiça do Amazonas

No dia 25 de dezembro de 2013, manifestantes incendiaram o barco e os carros da Funai, além de destruírem parcialmente seu prédio e o Polo de Saúde Indígena, em Humaitá. Foto: Funai
Humaitá: no dia 25 de dezembro de 2013. Foto: Funai

Conforme pode ser visto na foto acima, no dia de Natal de 2013, manifestantes incendiaram o barco e os carros da Funai, além de destruírem parcialmente seu prédio e o Polo de Saúde Indígena, em Humaitá. Cerca de 150 indígenas que estavam ou moravam na cidade foram obrigados a se refugiar no 54º BIS, por quase uma semana, sendo levados de volta às suas aldeias com segurança militar. Dois dias depois do Natal, houve ataque aos postos de pedágio, com queima inclusive de algumas cabanas. Numa das aldeias, alguns dos atacantes chegaram a passar a noite acampados à beira da estrada, enquanto as famílias indígenas se viam obrigadas a se esconder na mata. Até que o Ministério Público Federal agisse em contrário, uma verdadeira campanha de ódio e de incitamento à violência aconteceu na cidade e na vizinha Apuí. É exatamente nesse cenário que a Justiça Federal pretende seja realizado o julgamento? No mais, as declarações do advogado reproduzidas abaixo dizem tudo. Que Justiça é essa?  (Tania Pacheco).

Por Elaíze Farias, em Amazônia Real

O juiz federal Umberto Paulini, da 2ª Vara Criminal do Amazonas, declinou da competência de analisar a denúncia e julgar os seis indígenas da etnia tenharim acusados de matar três homens na terra indígena Tenharim Marmelos, no sul do Amazonas.

O crime foi investigado pela Polícia Federal e o processo tramitava na esfera federal havia cinco meses. A mudança de competência foi confirmada nesta quinta-feira (15), quando o juiz Umberto Paulini negou um recurso impetrado pelo Ministério Público Federal (MPF) pedindo a reconsideração da decisão, tomada no dia 6 de maio. Continue lendo “Que Justiça é essa? Juiz federal decide que julgamento de índios Tenharim será na Justiça do Amazonas”

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Policiais federais entram armados em escola indígena no RS para revistar professor em sala de aula

latuff_kaingangÍndios dizem que professor foi revistado durante aula na frente dos alunos. Polícia Federal nega abordagem dentro de escola em Benjamin Constant.

G1 RS

Índios da Reserva Votouro, em Benjamin Constant do Sul, na Região Norte do Rio Grande do Sul, acusam a Polícia Federal de ter entrado em uma escola indígena com agentes armados para revistar um professor, que dava aula no momento da abordagem. De acordo com os indígenas, os alunos ficaram assustados com a ação. Caso teria acontecido na Escola de Ensino Médio Toldo Coroado e os policiais teriam interrompido aula.

A assessoria de comunicação da Polícia Federal afirmou que agentes abordaram uma pessoa suspeita na frente da instituição de ensino e não dentro, como informado pelos índios. Segundo a PF, ele foi identificado e liberado rapidamente.

Policiais que estavam no local relataram que estavam apurando uma denúncia sobre um índio, que teria relação com os homicídios de dois agricultores, em conflito ocorrido no fim de abril, na cidade de Faxinalzinho, também no Norte do RS. Eles disseram que o professor foi revistado por ter negado a se identificar. Continue lendo “Policiais federais entram armados em escola indígena no RS para revistar professor em sala de aula”

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Documentário “Sobre Coragem!” estreia dia 18, em SP, e na internet dia 19, segunda. Veja o (belo) trailer

Por Guilherme Xavier Ribeiro (autor e diretor)

Gostaria de convidá-los para assistirem à exibição de lançamento do ‘Sobre Coragem!’, um filme que começou a ser produzido em janeiro deste ano, quando passei a visitar comunidades de trabalhadores sem terra do interior de São Paulo para fazer um clipe para o novo disco do Güido. Foi se construindo por conta própria, integrou imagens da comunidade de Galinhos, Rio Grande do Norte, e ganhou vida de fato quando convivi com os moradores da ocupação da Vila Nova Palestina, na Zona Sul de São Paulo. É dos olhares e das histórias que vi e ouvi por lá que o filme trata. A trilha sonora são as músicas que serão lançadas com o ‘Coragem!’, novo disco do Guido, na segunda-feira.

A exibição de estreia acontece nesse domingo (18), na Matilha Cultural, República. Sessão começa às 15h. Pertinho da Virada Cultural. Já o lançamento na web será na próxima segunda-feira (19), junto com o ‘Coragem!’. Mais informações AQUI.

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Movimento Munduruku exige apuração de violência em Jacareacanga, PA

 assembleia_josiasMovimento Munduruku Ipereg Ayu

O Movimento Munduruku Ipereg Ayu, principal organização de representação e resistência dos indígenas Munduruku da bacia do Tapajós, publicou nesta quinta, 15, novo documento sobre a situação de tensão que tem acirrado os conflitos na região.

Na quarta, cerca de 500 garimpeiros, comerciantes e membros do Poder Público de Jacareacanga (PA) atacaram 20 Munduruku do movimento com rojões e bombas de gás, em retaliação às manifestações pela contratação de 70 professores indígenas demitidos pela prefeitura em fevereiro passado.

Acionado, o Ministério Público Federal (MPF) enviou ofícios à Delegacia da Polícia Federal em Santarém e ao Comando Geral da Polícia Militar, em Belém, solicitando atenção para situação de tensão em Jacareacanga.

No documento divulgado hoje, além de conclamarem as autoridades para investigar os ataques contra 20 de seus membros, os integrantes do movimento Ipereg Ayu divulgaram a decisão da assembleia geral Munduruku de extinguir a Associação Pusuru, antiga representação dos indígenas, em função do que consideram uma série de desvios de conduta, citando inclusive a polêmica tentativa de acordo com a multinacional Celestial Green para venda de créditos de Carbono em 2012. Leia abaixo a íntegra da carta: Continue lendo “Movimento Munduruku exige apuração de violência em Jacareacanga, PA”

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Encontro reúne integrantes de povos e comunidades tradicionais de todo Brasil, em Luziânia/GO

Encontro articulacao populacoes e comunidades tradicionais 2 1O Encontro Ampliado da Articulação das Comunidades e Povos Tradicionais teve início nesta quarta-feira e segue até amanhã (16), no Centro de Formação Vicente Cañas, em Luziânia, Goiás. O evento avalia a conjuntura e as ameaças que envolvem as populações e comunidades tradicionais, no intuito de construir perspectivas para a luta desses grupos no país.

Por Assessoria de Comunicação do Encontro Ampliado da Articulação das Comunidades e Povos Tradicionais, na CPT

Desde a manhã de ontem, 14, acontece o Encontro Ampliado da Articulação das Comunidades e Povos Tradicionais no Centro de Formação Vicente Cañas, em Luziânia, Goiás. Estão reunidos representantes das populações indígenas, quilombolas, vazanteiros, fundo e fecho de pasto e das comunidades pesqueiras de todo Brasil, além de assessores da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), do Conselho Indigenista Missionário (CIMI ), da Cáritas e da FASE. O encontro, que acontece até a manhã dessa sexta-feira, 16, avalia a conjuntura e as ameaças que envolvem as populações e comunidades tradicionais, no intuito de construir perspectivas para a luta desses grupos no país.

O momento dá continuidade ao processo de debates que vem reunindo comissões da articulação que discutem as ações vinculadas ao modelo adotado pelo Estado no qual a soberania dos povos é violada em nome de um processo exploratório do território nacional. A articulação trabalha na construção de estratégias para que os grupos tradicionais criem formas de resistência diante dessa conjuntura adversa. Continue lendo “Encontro reúne integrantes de povos e comunidades tradicionais de todo Brasil, em Luziânia/GO”

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Sem-Teto param SP. Mas o que querem?

MTSTCinco manifestações simultâneas reivindicam Direito à Cidade. Movimento soma-se a protestos contra Copa, mas tem pautas e formas de organização específicas e originais

Por Antonio Martins

A bandeira do Direito à Cidade – abraçada há alguns anos pelos coletivos da juventude politizada de classe média – está sendo erguida neste momento, em São Paulo, por aqueles que a reivindicam há muito. Milhares de famílias de sem-teto paralisaram em manifestações, a partir das 9 horas da manhã, cinco das grandes artérias viárias da cidade: entre elas as marginais dos rios Tietê e Pinheiros e a Radial Leste. Os bloqueios são iniciativa do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)

As marchas são parte dos protestos contra as condições em que está organizada a Copa do Mundo de futebol. À tarde, haverá atos em dezenas de cidades brasileiras. Mas pelo menos duas características chamam atenção especial, na luta articulada pelo MTST. A primeira é a capacidade de despertar, para a ação política, quem é normalmente visto como um incômodo urbano ou, no máximo, um voto na urna a cada quatro anos. Continue lendo “Sem-Teto param SP. Mas o que querem?”

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Governo desiste de lei que enquadra ‘black blocs’ durante protestos na Copa

Aiuri Rebello e Vinícius Segalla
Do UOL, em Brasília

O governo federal desistiu de ter em vigor até o início da Copa do Mundo uma nova lei que enquadra grupos de manifestantes conhecidos como “black blocs” e pune com mais rigor atos de violência e vandalismo praticados durante protestos de rua. “Foi uma mudança de posição sim, o governo voltou atrás”, afirmou Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, em entrevista exclusiva ao UOL Esporte na manhã desta quinta-feira (15), dia que acontece uma mobilização popular nacional contra os gastos com o Mundial da Fifa.

Até o início do ano o governo federal pretendia mandar um projeto de lei próprio para o Congresso sobre a questão, conforme anunciou no começo de março o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Em abril, ele voltou atrás e disse que o governo apoiaria a aprovação de um projeto de lei que está em tramitação no Senado, de autoria do senador Armando Monteiro (PTB-PE) e relatoria do senador Pedro Taques (PDT-MT). “A necessidade dessa lei foi trabalhada a partir do final de junho de 2013, quando as manifestações populares arrefeceram e a tática black bloc ganhou força”, disse Carvalho.

“Hoje não vejo necessidade de uma nova legislação para manifestações. O recuo do governo se deu em grande parte por essa consciência,  de que a melhor solução era o diálogo e apostar no bom senso das pessoas”, afirma Carvalho. “Hoje entendemos que o aparato legal que temos é suficiente para coibir abusos, é por aí que vai a evolução na posição do governo. Temos que apostar tudo por um lado no diálogo e em segundo na evolução dos acontecimentos ligados a Copa. As pessoas vão se dando conta que uma série de previsões alarmistas e catastróficas não se confirmaram”. Continue lendo “Governo desiste de lei que enquadra ‘black blocs’ durante protestos na Copa”

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Comissão Pró-Índio promove oficina sobre políticas públicas para comunidades quilombolas

Foto: Carlos Penteado
Foto: Carlos Penteado

por Bianca Pyl

Com o objetivo de compartilhar e refletir sobre os resultados do mapeamento de políticas públicas realizado no âmbito Programa Quilombos de Parceiros da ICCO, a Comissão Pró-Índio de São Paulo realiza a oficina Políticas de Desenvolvimento e Inclusão produtiva para Quilombolas: construindo estratégias conjuntas de incidência. O evento será em Belém entre os dias 20 e 22 de maio.

O mapeamento de políticas públicas para comunidades quilombolas, realizado entre dezembro de 2013 a abril de 2014, buscou construir um diagnóstico sobre as principais políticas e programas, em nível federal e estadual (com recorte nos estados do Pará e do Maranhão) destinadas à promoção do desenvolvimento e inclusão produtiva. Continue lendo “Comissão Pró-Índio promove oficina sobre políticas públicas para comunidades quilombolas”

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Trabalhadores rurais lotaram Assembleia Legislativa na sessão especial sobre a Reforma Agrária

Audiencia publica - Jornada de luta 2014Por CPT/BA

Integrando a Jornada de Luta 2014, cerca de 1500 trabalhadores rurais do Movimento de Trabalhadores Assentados Acampados e Quilombolas (CETA), Movimento de Luta pela Terra (MLT), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Articulação Estadual de Fundos e Fechos de Pasto e Povos Indígenas e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), acampados desde a última segunda-feira, 12/05, na sede do INCRA, no Centro Administrativo da Bahia, marcharam até Assembleia Legislativa onde participaram da sessão especial sobre a Reforma Agrária, na tarde da última quarta-feira, 14/05.

Ecoando palavras de ordem de luta e resistência, os trabalhadores e trabalhadoras rurais marcaram presença em mais um espaço conquistado pelos movimentos sociais de luta pela terra para denunciar o cenário de desmantelamento da política de Reforma Agrária no Estado da Bahia e a completa ausência do executivo, legislativo e judiciário na defesa do direito das populações empobrecidas rurais, e a sua pesada atuação na defesa e ampliação das articulações do grande capital.

 “A ocupação do Incra acontece por conta da paralisação da reforma agrária no país. A sessão especial da reforma agrária vem reforçar mais ainda essa demanda dos movimentos sociais que estão nessa mobilização. É mais uma força para os movimentos sociais os parlamentares entender que precisam estar juntos com a gente buscando melhorias e mudança dentro do projeto da reforma agrária”, disse o coordenador regional do CETA em Senhor do Bonfim, João Ferreira Barros.

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