“É um absurdo deixarem trabalhar gente assim aqui!” , disse a madama à uma funcionária negra de uma padaria no Rio de Janeiro no início dessa semana. Tudo começou porque a cliente teria se ofendido pelo modo como foi informada de que ali não era feito “café normal”, apenas café expresso e que ele custava 3 reais. Ela esperava ser prontamente atendida, estava ali para ser servida não importa a que custo. Quando isso não aconteceu, foi o bastante para que se sentisse autorizada a começar a berrar como testemunhou a atriz Aparecida Petrowky que também é negra.
Nesse momento, a PM entrou em cena. A primeira providência foi mandar que a mulher negra pedisse desculpas à cliente. Ela se recusou (yes!!!!) – “Eu estou trabalhando! Não vou pedir desculpas nem sair daqui. Não vou!” Mais uma vez, não era a resposta adequada. Não para a branquitude. O simples fato de ter falado em voz alta fez com os policiais considerassem sua atitude como desacato à autoridade. Após a violência de ser sido humilhada, constrangida e coagida em função de sua cor, tanto pela cliente quanto pela polícia, foi a vítima que saiu algemada do local causando indignação de alguns presentes.
“É um absurdo deixarem trabalhar gente assim aqui?”
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