Lixões em Tocantinópolis (TO) Ameaçam o Meio Ambiente e a Saúde Pública

Lixões à céu aberto próximo ao núcleo urbano de Tocantinópolis (TO). (foto: Antônio Veríssimo. Maio de 2014)
Lixões à céu aberto próximo ao núcleo urbano de Tocantinópolis (TO). (foto: Antônio Veríssimo. Maio de 2014)

Associação União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ

Temos observado uma crescente insatisfação e preocupação da sociedade, com os problemas decorrentes da falta de responsabilidade ambiental e má gestão dos resíduos sólidos que são produzidos diariamente nas cidades. Entretanto percebemos de parte dos gestores públicos pouco ou nenhum interesse em administrar e resolver essa grave situação dos lixões que a cada dia se acumulam nas redondezas e proximidades dos centros urbanos das pequenas, médias e grandes cidades do Brasil. Continue lendo “Lixões em Tocantinópolis (TO) Ameaçam o Meio Ambiente e a Saúde Pública”

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30 anos de terra arrasada no território de Carajás

Protesto em frente a sede da empresa Vale durante o seminário internacional Carajás 30 anos. Fotos: Verena Glass
Protesto em frente a sede da empresa Vale durante o seminário internacional Carajás 30 anos. Fotos: Verena Glass

Seminário internacional reúne lideranças indígenas e representantes de movimentos sociais para discutir impactos sociais e ambientais em Carajás (PA)

Por Verena Glass* (texto e fotos) – Repórter Brasil

O maior trem do mundo
Leva minha terra

Para a Alemanha
Leva minha terra
Para o Canadá
Leva minha terra
Para o Japão

O maior trem do mundo
Puxado por cinco locomotivas a óleo diesel
Engatadas geminadas desembestadas
Leva meu tempo, minha infância, minha vida
Triturada em 163 vagões de minério e destruição

O maior trem do mundo
Transporta a coisa mínima do mundo

Meu coração itabirano

Lá vai o trem maior do mundo
Vai serpenteando, vai sumindo
E um dia, eu sei não voltará
Pois nem terra nem coração existem mais.

(Carlos Drummond de Andrade) Continue lendo “30 anos de terra arrasada no território de Carajás”

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Boletim Mundo: Delegado que prendeu indígenas em Faxinalzinho (RS) pode ser afastado de investigações

Por Carolina Fasolo,
de Brasília (DF)

CIMI – Mário Vieira, delegado responsável pela prisão temporária de cinco indígenas Kaingang na última sexta-feira (9) no Rio Grande do Sul, foi acionado judicialmente pela ação arbitrária na condução das investigações sobre a morte de dois agricultores no município de Faxinalzinho no final de abril.

Os Kaingang foram presos quando participavam de reunião de diálogo entre representantes dos indígenas e agricultores, em busca de soluções para os conflitos no RS. Mário Vieira chegou a declarar para a imprensa local que a prisão dos indígenas era um “presente para o dia das mães” e que os índios seriam punidos “exemplarmente”, cumprindo de 30 a 60 anos de prisão. “Querem transformá-los em criminosos. O delegado se colocou acima do poder judiciário. Já sentenciou a pena antes mesmo de começarem as investigações”, diz Roberto Liebgott, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na região. Continue lendo “Boletim Mundo: Delegado que prendeu indígenas em Faxinalzinho (RS) pode ser afastado de investigações”

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Brasil é mais violento que África do Sul ao organizar Copa, diz pesquisador

Escolhidos para receber as Copas do Mundo de 2010 e 2014, África do Sul e Brasil enfrentaram atrasos nas obras, críticas sobre os gastos públicos com o evento e dúvidas quanto à viabilidade financeira de estádios erguidos para o torneio

BBC Brasil

No entanto, enquanto a maioria dos sul-africanos aguardou o campeonato com grande expectativa e boa vontade, muitos brasileiros têm demonstrado – em protestos ou pesquisas de opinião – enorme descontentamento com o evento.

O que explica a disparidade nas posturas? E o que diferencia os preparativos da Copa brasileira da organização do Mundial sul-africano?

Coautor de A Copa da África, livro que analisou os impactos do Mundial de 2010 na África do Sul, o professor de história africana da Universidade do Estado de Michigan (Estados Unidos) Peter Alegi arrisca algumas respostas. Continue lendo “Brasil é mais violento que África do Sul ao organizar Copa, diz pesquisador”

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“Está em curso, no Brasil, uma concentração da propriedade da terra”. Entrevista especial com João Pedro Stédile

reforma-agraria-no-brasil

“Ganhe quem ganhe, continuará tudo igual. Só espero que não ganhe o Aécio, porque aí seria uma guerra”, diz o líder do MST

IHU On-Line – A luta pela reforma agrária, que durante os séculos XIX eXX visava o combate ao latifúndio para democratizar o acesso à terra, hoje, tem outros adversários: “o capital financeiro, que domina a produção agrícola, as grandes empresas transnacionais e, óbvio, os fazendeiros que se modernizaram e aderiram a essa aliança”, esclarece João Pedro Stédile à IHU On-Line. Esses atores, que formariam a nova classe dominante do campo, se somam aos meios de comunicação para justificar “ideologicamente à população que o agronegócio é a única alternativa possível, que ele sustenta o Brasil, que produz alimentos baratos, etc.”, pontua.

Na entrevista a seguir, concedida pessoalmente, quando esteve na Unisinos, Stédile explica quais são as análises internas do MST em relação à reforma agrária, avalia os 12 anos dos governos Lula e Dilma e rebate as críticas, recebidas por setores intelectuais, de que os movimentos sociais foram cooptados pelo Estado a partir da ascensão do PT à presidência. Continue lendo ““Está em curso, no Brasil, uma concentração da propriedade da terra”. Entrevista especial com João Pedro Stédile”

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Sem Terra prolongam jornada e ocupam mais terra e prédios públicos em PE

22 de agosoto_3Por Ramiro Olivier
Da Página do MST

A Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária se estendeu pelo estado de Pernambuco durante essa semana. Mais ocupações de terras, prédios públicos e marchas foram realizados no estado. 

Na manhã desta quinta-feira (15), Sem Terra, trabalhadores ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Sindicato dos Petroleiros, marcharam nas avenidas de Boa Viajem, em Recife, em defesa da refinaria de petróleo do estado de Pernambuco.

O objetivo dos trabalhadores era denunciar as privatizações do petróleo da reserva do Pré-Sal, ao gritarem por “O Pré-Sal é nosso”. A marcha se encerrou às 14h.  Continue lendo “Sem Terra prolongam jornada e ocupam mais terra e prédios públicos em PE”

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Em reunião em Londres, MST oferece asilo a Julian Assange em assentamento

Por Maíra Kubík Mano
Da Página do MST/Agência Pública

Em frente à Embaixada do Equador em Londres, um grupo de cinco pessoas reúne-se todos os dias para protestar. Com alguns cartazes e uma faixa costurada à mão, exige a libertação de Julian Assange, o fundador do Wikileaks, confinado no prédio. “Em 19 de junho faremos um grande ato, você pode participar?”, perguntam aos curiosos que passam pela rua. A Embaixada fica em uma área turística da cidade, bem ao lado de uma grande loja de departamentos, e a manifestação chama atenção.

A prisão de Assange foi pedida pela Suécia em um processo de assédio sexual e ele, que é australiano, entrou na Embaixada do Equador para evitar a extradição. Recebeu asilo político do governo de Rafael Correa, mas se deixar o local será detido imediatamente. Ao menos dois policiais ficam 24 horas por dia à sua espreita, o que custa, por ano, módicos 3,8 milhões de libras (R$ 14,6 milhões), conforme revelou a polícia metropolitana. “Além de tudo estão gastando nosso dinheiro”, critica uma das ativistas, uma senhora chilena que vive em Londres desde o golpe contra Salvador Allende. Continue lendo “Em reunião em Londres, MST oferece asilo a Julian Assange em assentamento”

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Caso Riocentro: Justiça aceita denúncia contra agentes da ditadura

riocentro

Eles tentaram explodir o palco do centro de convenções, durante show que reuniu público de 20 mil pessoas, para colocar a culpa nos militantes de esquerda

Najla Passos – Carta Maior

Brasília – A Justiça Federal do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra cinco militares e um delegado acusados de envolvimento no Caso Riocentro, o atentado terrorista promovido por agentes da ditadura que não concordavam com a abertura política do país, há 33 anos. De acordo com a juíza titular da 6ª Vara, Ana Paula Vieira de Carvalho, o caso é imprescritível, por se tratar de crime de lesa humanidade. Continue lendo “Caso Riocentro: Justiça aceita denúncia contra agentes da ditadura”

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Líder caingangue alerta para arrendamento ilegal

amandio vergueiro
Amandio Vergueiro, 75 anos, vive em um acampamento à beira da estrada entre Passo Fundo e Pontão. Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Cacique Amandio Vergueiro, 75 anos, diz que a prática enfraquece o movimento de retomada de áreas dos agricultores

por Carlos Wagner – Zero Hora

Respeitado pelos jovens guerreiros, escutado pelos velhos da tribo e temido pelos agricultores, o cacique Amandio Vergueiro, 75 anos, compara o arrendamento clandestino de terras das áreas indígenas para colonos como uma peste que está levando os caingangues à extinção. Continue lendo “Líder caingangue alerta para arrendamento ilegal”

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Seminário em Roraima discute mineração em terras indígenas

cirJ. Rosha, de Manaus (AM)

 Assessoria de Comunicação do Cimi Norte I (AM/RR) – Na busca de saídas para frear a ânsia das mineradoras e as investidas do governo federal contra os direitos, o Conselho Indígena de Roraima (CIR) realiza na próxima semana, entre os dias 20 e 22, na aldeia Tabalascada, município de Cantá, um seminário com a presença de procuradores federais, pesquisadores e de lideranças indígenas de áreas afetadas pela exploração mineral e impactadas por obras governamentais.

No início do último mês de abril, o CIR divulgou nota de repúdio contra a autorização prévia para pesquisas minerais em terras do estado de Roraima, emitida pelo Conselho de Defesa Nacional, instância ligada à Presidência da República, conforme publicado no dia 24 de fevereiro no Diário Oficial da União e divulgado na imprensa local. Na nota, o CIR destacava que “o fato representa mais uma vez que o Estado brasileiro continua a mercê dos poderes políticos e econômicos que visam gerar lucros milionários à custa das terras indígenas, desrespeitando totalmente os direitos constitucionais”.

Em Roraima, os povos indígenas conhecem com bastante propriedade os efeitos da exploração mineral em seus territórios. A atividade garimpeira levou para aquele estado milhares de homens e mulheres de várias regiões do Brasil, sobretudo nordestinos. Porém, a grande massa acabou por se fixar na periferia da cidade, formando um exército de mão de obra de reserva explorada por toda sorte de aventureiros.  Continue lendo “Seminário em Roraima discute mineração em terras indígenas”

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