Território, interculturalidade e bem-viver: as lutas dos povos indígenas no Brasil, em 24 de junho, em Coimbra, Portugal

cartaz-mail-jpeg-1200-1024x720Resumo:

O colóquio destina-se a todas as pessoas – integrantes do movimento indígena, pesquisadores, ativistas e sociedade civil – que apresentem inquietudes acerca dos rumos que o debate sobre o território e a saúde tem tomado, tendo ciência da permanente violência sofrida pelos povos indígenas no Brasil. A saúde, no seu sentido mais amplo e como eixo transversal às temáticas abordadas – género, reprodução material e social da vida e direito à terra –, articula a reflexão proposta em torno do sentido mais profundo do bem-viver para as populações indígenas.

Lideranças indígenas de sete diferentes etnias brasileiras – Guajajara, Macuxi, Munduruku, Terena, Taurepang, Tukano e Yanomami – estarão presentes neste colóquio, apresentando suas lutas e debatendo a questão da terra e os impactos sofridos pelos povos indígenas brasileiros face ao modelo vigente de desenvolvimento. Continue lendo “Território, interculturalidade e bem-viver: as lutas dos povos indígenas no Brasil, em 24 de junho, em Coimbra, Portugal”

Ler maisTerritório, interculturalidade e bem-viver: as lutas dos povos indígenas no Brasil, em 24 de junho, em Coimbra, Portugal

FOIRN denuncia incêndio na Wariró – Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro

10390193_660825540665015_2349828394523684956_n

A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro/FOIRN informa com grande tristeza que ocorreu um incêndio na Wariró – Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro, na madrugada de 09 de junho de 2014.

Esperamos que as investigações apontem o motivo que provocou o fogo e a perda de anos de investimento do movimento indígena de criar o centro de comercialização dos povos indígenas no rio Negro, que promovia geração de renda para as famílias indígenas e a valorização (preservando e incentivando) de práticas ancestrais dos produtos rionegrinos.Wariró comercializa artigos com valor agregado, feitos de forma tradicional a partir de matérias-primas retiradas e processadas de maneira sustentável – respeitando a capacidade de composição da natureza – como bolsas de fibra de tucum, cerâmica tukano, cestos yanomami, pimenta em pó, farinha de tapioca, pupunha, mandioca e artesanatos de várias etnias.

Os produtos tradicionais sempre dividiram as prateleiras da Wariró com livros, vídeos e CD’s com músicas sobre os mitos e as histórias dos povos do rio Negro. Continue lendo “FOIRN denuncia incêndio na Wariró – Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro”

Ler maisFOIRN denuncia incêndio na Wariró – Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro

Mais da metade dos municípios não tem serviços de saneamento básico. Entrevista especial com Édison Carlos

200e9av“Seriam necessários R$ 304 bilhões para água e esgotos em 20 anos, ou seja, pouco mais de R$ 15 bilhões por ano. Estamos, portanto, muito longe do necessário para ter essa infraestrutura básica em 20 anos”, adverte o presidente do Instituto Trata Brasil

IHU On-Line – O monitoramento das obras de saneamento básico realizadas pelos PAC 1 e PAC 2, realizado pelo Instituto Trata Brasil, revela não só que a maioria das obras estão atrasadas ou paralisadas, mas que “17% da população não recebe água tratada e 51% não tem acesso à coleta de esgotos”, informa Édison Carlos em entrevista concedida à IHU On-Line por e-mail.

Das 219 obras analisadas — 149 de esgotos e 70 de água — em municípios com população superior a 500 mil habitantes, no período de 2007 a 2013, “foram 24% de obras de esgotos do PAC 1 concluídas e 19% considerando a soma dos 2 PACs. Nas obras de água, o cenário vai de 34% de obras concluídas no PAC 1 até 27% quando se consideram os 2 PACs”, diz.

O atraso das obras está relacionado a problemas gerados pela apresentação de “projetos desatualizados ou tecnicamente falhos”. “Nas primeiras inspeções e análises dos técnicos, as obras foram paralisadas por problemas nos projetos. Passada esta fase, muitos problemas foram detectados por conta da demora de licenças ambientais, por deficiência técnica das empreiteiras, pela burocracia para os recursos chegarem às obras, entre outros”, resume.

Édison Carlos ressalta que o atual quadro do saneamento básico no Brasil é explicado pelo “descaso público por décadas”. “Prevaleceram primordialmente as obras de abastecimento de água, e o esgoto foi deixado de lado”, pontua. Ele lembra ainda que “o saneamento básico só ganhou uma Lei Federal em 2007, quando o setor ganhou as novas diretrizes, obrigando os municípios, por exemplo, a fazerem um Plano Municipal de Saneamento”. De acordo com o presidente do Instituto Trata Brasil, os recursos financeiros para o saneamento básico já estão disponíveis, os problemas, contudo, “estão na execução destas obras. Ainda falta um caminho longo a percorrer, mas não há como negar que o saneamento básico, hoje, tem um olhar mais crítico do que anos atrás. A Copa do Mundo não ajudou em absolutamente nada o saneamento”. Continue lendo “Mais da metade dos municípios não tem serviços de saneamento básico. Entrevista especial com Édison Carlos”

Ler maisMais da metade dos municípios não tem serviços de saneamento básico. Entrevista especial com Édison Carlos

“O Brasil sofre de transtorno bipolar”, Entrevista com Vladimir Safatle

Para o filósofo Vladimir Safatle, professor de filosofia da USP e autor de livros como A Esquerda que Não Teme Dizer seu Nome e Grande Hotel Abismo: Por uma Reconstrução da Teoria do Reconhecimento, o primeiro passo para pensar melhor o Brasil é superar a “mania-depressão” em que os brasileiros oscilam, ora achando que são os melhores, ora os piores do mundo

Letícia Duarte – Zero Hora

Em entrevista por telefone, o professor da USP analisa o legado das manifestações de junho. Ao mesmo tempo em que comemora uma “latência do possível”, identifica um vazio.

“A gente está num momento de vazio político que o Brasil nunca conheceu. Desde 1930 você tem ciclos políticos no Brasil em gestação. Agora temos um ciclo que se esgotou e não tem nenhum outro no lugar”, observa. Eis a entrevista.

Na época das manifestações de junho do ano passado, o senhor afirmou que uma sociedade que passa por tamanhas mobilizações populares fica para sempre marcada. Qual é a marca mais visível neste primeiro ano das manifestações?

Ficou a abertura de um campo de instabilidade e de indeterminação na política brasileira. Em maio de 2013, se alguém chegasse e dissesse: daqui a um mês nós vamos ver 1 milhão de pessoas na rua, essa pessoa seria vista como uma caricatura. Hoje ninguém tem coragem de dizer que não é possível. Então abre uma latência do possível. Há muito mais coisas possíveis do que antes.

E acho que isso é um dado muito importante, porque através da abertura dessa latência novas experiências políticas podem ser paulatinamente formadas. A gente tem uma ideia meio instantaneísta das ações, de achar que uma ação produz o seu efeito no instante em que ela aparece. E nem sempre é assim. Às vezes ela demora muito tempo para produzir de fato seus efeitos. Continue lendo ““O Brasil sofre de transtorno bipolar”, Entrevista com Vladimir Safatle”

Ler mais“O Brasil sofre de transtorno bipolar”, Entrevista com Vladimir Safatle

TRF1 bloqueia bens de acusados de exploração sexual de meninas indígenas no AM

Policiais federais prenderam acusado (de branco) em São Gabriel da Cachoeira (Foto: Alberto César Araújo)
Policiais federais prenderam acusado (de branco) em São Gabriel da Cachoeira (Foto: Alberto César Araújo)

Elaíze Farias – Amazônia Real

O Tribunal Regional Eleitoral da 1ª. Região, em Brasília, bloqueou os bens das dez pessoas acusadas por crimes de exploração sexual contra meninas indígenas do município de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira do Amazonas com a Colômbia. Entre os acusados, três são comerciantes que estão presos em Manaus.

A decisão liminar atendeu pedido do Ministério Público Federal do Amazonas.O pedido do bloqueio dos bens faz parte de uma ação civil pública do MPF que pede dos dez acusados uma indenização de R$ 500 mil por dano moral coletivo aos povos indígenas de São Gabriel da Cachoeira A ação tramita na 1ª Vara Federal no Amazonas, sob segredo de justiça. Continue lendo “TRF1 bloqueia bens de acusados de exploração sexual de meninas indígenas no AM”

Ler maisTRF1 bloqueia bens de acusados de exploração sexual de meninas indígenas no AM

Após feijão, Embrapa prepara alface transgênica

horta-producaocamponesaSegunda variedade geneticamente modificada produzida pela empresa pública tem promessa de resolver déficit nutricional e deve chegar ao mercado em 2021. Para pessoas que atuam na área, solução é simplista e arriscada

Rede Brasil Atual – RBA

Três anos após a aprovação do feijão geneticamente modificado, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) prepara agora uma variedade transgênica de alface. A verdura está prevista para chegar ao mercado em 2021 e promete suprir a carência nutricional de ácido fólico na alimentação brasileira. Presente em todas as folhas, a vitamina é responsável por evitar doenças relacionadas a má formação do tubo neural durante a gestação. Os problemas mais comuns são anencefalia, caracterizada pela ausência parcial do encéfalo, espinha bífida, que resulta da formação incompleta da medula espinhal, e lábio leporino, em que o bebê nasce com uma abertura no lábio. O primeiro teste de campo com a variedade transgênica foi autorizado no fim de 2013 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) – órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que decide sobre a produção e comercialização de transgênicos no Brasil – e foi realizado em janeiro deste ano.

Na experiência inicial, os pesquisadores conseguiram aumentar em 15 vezes o valor da substância presente na planta. Ainda que uma porção média de alface tradicional possua ácido fólico em pequena quantidade – cerca de 5% dos 731,25 mg por cada 100g de tecido que o corpo precisa diariamente – a hortaliça foi eleita pela Embrapa por ser a folha mais consumida no mundo. Além disso, a alface é comida crua, o que evita perda de parte do ácido fólico que se degrada com o processamento da folha. Os próximos experimentos ainda precisam ser autorizados pela CTNBio, mas a previsão da Embrapa é que os ensaios de campo sejam retomados em agosto. Continue lendo “Após feijão, Embrapa prepara alface transgênica”

Ler maisApós feijão, Embrapa prepara alface transgênica

Deputados agem para nos empurrar transgênicos

140609-TransgênicosCâmara Federal debate, de costas para sociedade, projetos que podem tornar ainda mais difícil identificar transgenia nos alimentos que consumimos

Por Juliana Dias, editora do site Malagueta

A questão de que as novas tecnologias poderão resolver os problemas humanos com que nos defrontamos é controversa. As tecnologias fundadas em aplicação de estudos científicos apresentam incertezas para o bem-estar humano. Apontam para aspectos negativos de difícil solução, pois têm por objetivo questões distintas do que é alardeado como grande vantagem — por exemplo, eficiência e lucro. O detentores dessas novas tecnologias tentam provar a eficácia, defendendo benefícios não inteiramente comprovados para lançar na sociedade seus produtos inovadores. O caso da transgenia serve como exemplo para indicar as implicações e compromissos entre ciência e democracia, no que diz respeito aos direitos civis e sociais dos cidadãos, bem como sua participação deliberativa.

A produção de alimentos geneticamente modificados (GM) em larga escala teve início em 1996, nos Estados Unidos (EUA), com a introdução da soja resistente a herbicidas. Entretanto, o debate a respeito desse modelo produtivo na agricultura industrial é pautado por controvérsias. A área mundial ocupada com cultivos GM atingiu 102 milhões de hectares em apenas 10 anos (SILVEIRA e BUAINAIN, 2007, p.58). Já o diálogo, na sociedade, sobre a positividade ou negatividade de seu uso, avança com dificuldades. Não há consenso entre cientistas, governos, indústrias e associações civis, os protagonistas desse enredo. Na perspectiva de Latour (2007, apud ABRAMOVAY p. 135), descrever controvérsias trata-se da capacidade de acompanhar e expor “um debate que tem por objeto, ao menos em parte, conhecimentos científicos ou técnicos ainda não assegurados”. Continue lendo “Deputados agem para nos empurrar transgênicos”

Ler maisDeputados agem para nos empurrar transgênicos

Nativos de cuatro cuencas intensifican protestas por desatención del Estado

Indígenas quechuas del Pastaza reunidos en Andoas. Foto: Puinamudt
Indígenas quechuas del Pastaza reunidos en Andoas. Foto: Puinamudt

Servindi – Ante la inacción del Estado, las federaciones nativas de las cuencas del Pastaza, Corrientes, Tigre y Marañón anunciaron movilizaciones para exigir la implementación inmediata de medidas que contrarresten los daños que viene ocasionando la actividad petrolera en sus territorios.

La primera de estas movilizaciones la viene protagonizando la Federación Indígena Quechua del Pastaza (Fediquep). Ellos llevan una semana de movilización pacífica. A la fecha se contabilizan cerca de novecientas personas reunidas en la comunidad de Nuevo Andoas, al norte de la región Loreto.

El 15, 16 y 17 será el turno de la Asociación Cocama para el Desarrollo y Conservación San Pablo de Tipishca (Acodecospat), federación que agrupa a más de cincuenta comunidades de la cuenca del Marañón.

La movilización se hará a pie y tiene como punto de partida y llegada las ciudades de Nauta e Iquitos, respectivamente. Serán más de 100 kilómetros de recorrido. Continue lendo “Nativos de cuatro cuencas intensifican protestas por desatención del Estado”

Ler maisNativos de cuatro cuencas intensifican protestas por desatención del Estado

Mais um morre em obras de trilhos em SP. Mas quem está contando?, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

Uma viga do monotrilho que ligará o aeroporto de Congonhas ao bairro do Morumbi (Linha 17-Ouro) desabou, na tarde desta segunda (9), matando um operário que trabalhava na obra, segundo informações da Polícia Militar.

O metrô, de acordo com a Folha de S.Paulo, lamentou o acidente e informou que exigiu rápida apuração do consórcio responsável, composto pelas empresas Andrade Gutierrez, CR Almeida, Scomi Engineering e MPE Montagens e Projetos Especiais.

E São Paulo vai colecionando “fatalidades” na ampliação de seu transporte de massa sobre trilhos.

Antônio José Alves Ribeiro e José Exerei Oliveira Silva foram esmagados em junho de 2013 por um guindaste que despencou nas obras da futura estação Eucaliptos na expansão da linha 5-lilás do metrô, em Moema – bairro da capital paulista. O acidente poderia ter sido pior, uma vez que dezenas de trabalhadores estavam no local.

Em janeiro de 2007, sete pessoas morreram após serem engolidas por uma cratera aberta no local onde hoje fica a redonda estação Pinheiros da linha 4. O consórcio Via Amarela (Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Alston) chegou a culpar a natureza, o terreno, as chuvas, rochas gigantes, o Imponderável da Silva, enfim, grandes forças malignas do universo contra as quais He-Man e She-Ha lutavam, pela tragédia. Continue lendo “Mais um morre em obras de trilhos em SP. Mas quem está contando?, por Leonardo Sakamoto”

Ler maisMais um morre em obras de trilhos em SP. Mas quem está contando?, por Leonardo Sakamoto

Las multinacionales del agro

 

Las tres empresas que dominan el mercado de semillas facturan 18.000 millones de dólares anuales
Las tres empresas que dominan el mercado de semillas facturan 18.000 millones de dólares anuales

Tres compañías manejan más de la mitad del mercado mundial de semillas, seis empresas de plaguicidas dominan las tres cuartas partes de ese negocio y diez corporaciones controlan el 40 por ciento de los fertilizantes. Las cifras del agronegocio

Por Darío Aranda – Página/12

Tres empresas controlan el 53 por ciento del mercado mundial de semillas, seis compañías de plaguicidas dominan el 76 por ciento del sector y diez corporaciones se hacen del 41 por ciento del mercado de fertilizantes. Con nombres propios y cifras de ganancias, un informe internacional arroja datos duros sobre las multinacionales del agro. “La concentración del poder de las corporaciones y la privatización de la investigación deben discutirse como temas principales en la búsqueda de soluciones al problema de quién nos alimentará”, reclamó Kathy Jo Wetter, coordinadora de la investigación desde Estados Unidos, y remarcó una de las principales “falacias” del modelo de agronegocios: “Es una gran mentira que este modelo agroindustrial puede combatir el hambre del mundo”. Y planteó la necesidad de acabar con los oligopolios y fortalecer otro modelo.

El Grupo ETC es un espacio de referencia en el estudio de las corporaciones del agro. Con tres décadas de trabajo y oficinas en Canadá, Estados Unidos y México, periódicamente emite documentos sobre los cinco continentes sobre la base del entrecruzamiento de información oficial de gobiernos y empresas. “Semillas, suelos y campesinos. ¿Quién controla los insumos agrícolas?”, resume el estado de situación de las multinacionales del agro. Continue lendo “Las multinacionales del agro”

Ler maisLas multinacionales del agro