Transposição do São Francisco corre o risco de ficar para 2016

Frederico Meira diz que prazo de 2015 depende de condições climáticas (BBC Brasil)
Frederico Meira diz que prazo de 2015 depende de condições climáticas (BBC Brasil)

Um representante do Ministério da Integração Nacional admitiu à BBC Brasil que existe a possibilidade que a obra de transposição do rio São Francisco, cuja previsão de conclusão é de até 2015, só termine em 2016.

Maurício Moraes, BBC Brasil

Frederico Meira, Coordenador Geral de Acompanhamento e Fiscalização de Obras do Ministério da Integração Nacional, fez a afirmação em Salgueiro, cidade no sertão pernambucano, durante a realização de uma série de reportagens sobre a obra.

Meira disse que o prazo de conclusão para dezembro de 2015 é “factível e real”, mas admite que pode haver mais atrasos.

“Vamos dizer que a gente tenha um nível de chuva, como que a gente teve neste ano, no próximo ano. Se a gente mantiver, certamente compromete o ritmo da obra”, disse.

Questionado se as obras poderiam então se arrastar para 2016, reconheceu o risco.

“Pode acontecer, mas num intervalo pequeno de um, dois ou três meses, não mais do que isso. Mas infelizmente pode acontecer”, afirmou. Continue lendo “Transposição do São Francisco corre o risco de ficar para 2016”

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Projeto Ibaorebu, uma experiência de afirmação da identidade e autonomia do Povo Munduruku

Foto: Izabel Gobbi
Foto: Izabel Gobbi

Izabel Gobbi, Funai

Realizado por meio de etapas intensivas ou “tempo escola” (aulas presenciais) e etapas de acompanhamento ou “tempo aldeia” (momento de orientação às pesquisas desenvolvidas pelos alunos), o Ibaorebu tem se constituído como um espaço privilegiado de exercício da autonomia e do protagonismo do Povo Munduruku.

Como o próprio nome sugere, trata-se de um espaço de criação, construção e valorização de conhecimentos que não se esgotam no processo de escolarização e/ou profissionalização, mas tem caráter contínuo, voltado para a formação integral que dialoga com o significado de ser homem e de ser mulher Munduruku. Continue lendo “Projeto Ibaorebu, uma experiência de afirmação da identidade e autonomia do Povo Munduruku”

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Entrevista com professores Munduruku, sobre a demissão arbitrária da prefeitura de Jacareacanga

Por Amazônia em Chamas

Entrevista realizada no final do mês de abril de 2014 com professores Munduruku sobre a demissão arbitrária da prefeitura de Jacareacanga (PA). Sandro Paigo, Flávio Kaba e Antonio Saw denunciam a perseguição do poder público e a realidade das aldeias que sofrem com 4 meses sem aula.

No mês de fevereiro de 2014, 70 professores munduruku que atuavam na educação básica foram demitidos arbitrariamente pelo poder municipal. A prefeitura culpabiliza a “falta de formação” dos professores, mas despreza as resoluções nº 3 e 5 do Conselho Nacional de Educação, que garante a permanência de professores indígenas por formação de serviço.

No dia 10 de março, cerca de 70 professores decidiram trancar a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto (SEMECD) de Jacareacanga. Saíram do local sem obter resposta. Continue lendo “Entrevista com professores Munduruku, sobre a demissão arbitrária da prefeitura de Jacareacanga”

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Distribuição da água após concluída a transposição ainda gera dúvidas

Seu Panda quer irrigar o plantio, mas terá de pedir autorização para a Agência Nacional de Águas (BBC)
Seu Panda quer irrigar o plantio, mas terá de pedir autorização para a Agência Nacional de Águas (BBC)

A obra de transposição do rio São Francisco, que a União promete entregar até 2015, deve permitir que a água do rio atravesse centenas de quilômetros, levando-a a reservatórios no sertão nordestino.

Maurício Moraes, BBC Brasil

Segundo o governo, o objetivo maior da transposição é a perenidade do abastecimento mesmo durante a seca. Os canais em construção pela União devem ter 13 grandes “portais”, que serão os pontos por onde a água será transferida para 23 açudes já existentes, além de 27 novas represas.

O grande desafio, no entanto, é o que vem a seguir – a distribuição da água recebida pelos estados beneficiados, que terão a tarefa de fazer essa água chegar às torneiras dos cidadãos. Continue lendo “Distribuição da água após concluída a transposição ainda gera dúvidas”

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Transposição já é realidade para comunidades afetadas

transposição salgueiroMaurício Moraes, BBC Brasil

A água ainda não correu pelos canais da transposição do rio São Francisco, mas já transformou a vida de pelo 850 famílias, que deixaram ou estão por deixar suas casas no sertão nordestino.

O padre Sebastião Gonçalves, da Comissão Pastoral da Terra, costuma percorrer de motocicleta várias comunidades na zona dos canais. Segundo ele, é possível ver um impacto generalizado por onde passa a obra, mas, até o momento o maior legado do projeto é o “conflito”.

“No início dos trabalhos da obra havia uma credibilidade muito grande. O sertanejo nesta terra semiárida acolheu (a transposição) com uma esperança muito grande. Mas com as perdas (…) hoje o sertanejo está com o pé atrás”, disse, em frente a sua paróquia em Carnaubeira da Penha (PE). Continue lendo “Transposição já é realidade para comunidades afetadas”

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MPF: Caixa Econômica terá recepcionista que fale tikuna em agências do Alto Solimões (AM)

Procuradoria da República no Amazonas

A Caixa Econômica Federal (CEF) contratará recepcionista bilíngue, que fale português e tikuna, para prestar atendimento nas agências localizadas nos municípios de Tabatinga (localizado a 1.108 quilômetros de Manaus) e São Paulo de Olivença (a 988 quilômetros da capital). A medida foi anunciada em reunião realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) em Tabatinga. A instituição bancária afirmou também que ampliará a rede de loterias na região.

A reunião foi promovida pelo MPF, na sede da Procuradoria da República no Município de Tabatinga, com a participação de representantes da CEF, para discutir questões relativas a inquéritos civis públicos em andamento no MPF, com a finalidade de apurar irregularidades na prestação de serviços bancários pela CEF em Tabatinga e pelos correspondentes da CEF em São Paulo de Olivença e Amaturá (distante 909 quilômetros de Manaus).

A contratação de funcionário bilíngue para atendimento nas agências da CEF de Tabatinga e São Paulo de Olivença foi indicada pelo Ministério Público Federal para atender à grande demanda de indígenas da etnia Tikuna que  vivem na região e enfrentam dificuldades no atendimento prestado nas agências bancárias no Alto Solimões, em razão do não conhecimento do português. Continue lendo “MPF: Caixa Econômica terá recepcionista que fale tikuna em agências do Alto Solimões (AM)”

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“El gobierno brasileño quiere mostrar que es desarrollado, y quienes sufrimos somos los indígenas”

foto: André Dusek - Estadão
Foto: André Dusek – Estadão

Cecilia Reigada, Desinformémonos

Brasil. “Los problemas no son sólo por la Copa; nosotros exigimos la demarcación de nuestras tierras; queremos volver a vivir en lo que es nuestro”, reclama Fabio Turibo, un joven líder guarani-kaiowá. “Si este año no hay diálogo con el gobierno, no lo habrá en mucho tiempo”, sentencia.

Pueblos indígenas de todo Brasil se reunieron en la Movilización Nacional Indígena para exigir que se garanticen sus derechos constitucionales, especialmente el referido a la tierra. La marcha aconteció en la capital, Brasilia, del 26 al 29 de mayo, fue promovida por la Articulación de los Pueblos Indígenas de Brasil (APIB) y contó con el apoyo de diversas organizaciones. En ese marco, Fabio Turibo relata que sus pueblos viven en campamentos, mientras los hacendados hacen riquezas con sus tierras y el gobierno no los escucha. Continue lendo ““El gobierno brasileño quiere mostrar que es desarrollado, y quienes sufrimos somos los indígenas””

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“Pela defesa dos direitos indígenas e quilombolas e contra a criminalização de nossas lideranças”

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A omissão, negligência e conivência das três esferas de Estado (Judiciário, Legislativo e Executivo) promoveram ao longo dos últimos anos: a paralisação das demarcações das terras indígenas e quilombolas, a invasão aos Territórios ancestrais; assassinato de milhares de jovens negros; desalojamento de milhares de famílias de suas casas e terras; desrespeito aos Direitos Constitucionais e Tratados Internacionais, MEGAPROJETOS criminosos realizados numa lógica de “DESENVOLVIMENTO” predatória para a maioria dos seres humanos e para o meio ambiente, criminalização e prisão de lideranças indígenas, quilombolas e dos movimentos sociais.

As violações aos direitos humanos aumentam, mas a resistência também aumenta. E os dois Encontros dos de Baixo se consolidaram como espaços de debates e discussões daqueles que estão em luta pela garantia de direitos sociais, políticos e nas lutas pela terra e contra o racismo institucionalizado e possibilitou uma agenda de eventos, mobilizações para resistir contra as ações e políticas que estimulam a exploração dos povos indígenas e comunidades tradicionais. Não nos calamos diante das propostas e projetos que pretendem destruir direitos a exemplo da PEC 215/2000 e medidas administrativas que pretendem as paralisações das demarcações das terras. Continue lendo ““Pela defesa dos direitos indígenas e quilombolas e contra a criminalização de nossas lideranças””

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Povos indígenas de Rondônia realizam encontro e divulgam carta com reivindicações

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Cimi Regional Rondônia – Entre os dias 3 e 6 de junho, em Rondônia, mais de 30 povos indígenas se reuniram no encontro “Movimento Indígena: Luta, Resistência e Fortalecimento”. Os debates trataram dos projetos governamnetais e privados que esbulham os territórios indígenas, bem como sobre as falhas na execução das políticas públicas que têm prejudicado a vida das comunidades. Leia na íntegra a carta do encontro:   

Nós povos indígena Aikanã, Arara, Cassupá, Chiquitano, Gavião, Guarasugwe, Jabuti, Jiahui, Kwazá, Karitiana, Kujubim, Latunde, Makurap, Mamaindê, Massacá, Migueleno, Ororam Xijem, Cao Oro Waje, Oro Mon, Oro Nao, Oro Waram, Puruborá, Sabanê, Sakirabiar, Suruí, Tawandê, Tenharin, Terena, Tupari, Wajoro, Zoró e dos aliados CIMI, UNIR, IMV, MPF e representante do deputado federal Padre Ton. Oriundos dos estados de Rondônia, noroeste do Mato Grosso e sul do Amazonas, reunidos no “Junho Indígena” Regional, de 03 a 06 de junho de 2014, com o tema “Movimento Indígena: Luta, Resistência e Fortalecimento”, no Centro Arquidiocesano de Pastoral – CAP, em Porto Velho (RO), vimos que a atual conjuntura indigenista se encontra em um momento muito delicado e desfavorável às conquistas dos povos indígenas e das demais comunidades tradicionais. Continue lendo “Povos indígenas de Rondônia realizam encontro e divulgam carta com reivindicações”

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