Manifestação contra Reintegração de posse – Aldeia Tekoa Pyau – Jaraguá SP

cocarA “Justiça” dos brancos decidiu que temos até o 27 de julho para desocupar nossa aldeia Tekoa Pyau, próxima ao Pico do Jaraguá, onde moram mais de 500 dos nossos parentes, a maioria crianças. Por isso, no próximo dia 25/07, nós indígenas guarani-mbya estaremos unidos em frente ao Tribunal Regional Federal com parentes de várias aldeias, rezando e dançando, mostrando toda nossa força para resistir a essa decisão absurda e genocida!

A Terra Indígena Jaraguá, onde está inserida a tekoa pyau, já foi reconhecida pela FUNAI como de ocupação tradicional do nosso povo e cabe ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assinar a Portaria Declaratória que dá continuidade ao processo de demarcação de nossas terras. Sem a demarcação, a terra em que vivemos está pequena demais para poder ensinar nossas crianças a viver do jeito guarani e, ao invés de mandar o Ministro Cardozo assinar, o juiz Clécio Braschi resolveu mandar a polícia pra tirar o pouco que temos.

Por isso, vamos ao TRF na Av. Paulista onde levaremos todas as crianças da aldeia que correm risco de despejo para protocolar desenhos que elas fizeram para o juiz substituto Alessandro Diaferia que deve julgar o recurso apresentado pela FUNAI para reverter essa decisão. Esperamos que vendo as nossas crianças cantando, nossos guerreiros dançando xondaro, e nossos pajés rezando em frente ao seu escritório, o juiz da 2a instância não pense como esse que quis nos exterminar e determine nossa permanência em nossa terra tradicional.  Continue lendo “Manifestação contra Reintegração de posse – Aldeia Tekoa Pyau – Jaraguá SP”

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1º Seminário de Empreendedores da Maré: inscrições abertas

Comercios da Texeira RibeiroRedes de Desenvolvimento da Maré – Que atividade comercial ou de serviço predomina nas comunidades da Maré? Quais as oportunidades de crescimento dessa economia? E os desafios a serem enfrentados? E o mais importante: Como os comerciantes da Maré podem se organizar de maneira coletiva para tornar mais criativa e produtiva as atividades comerciais locais?

Estes e outros questionamentos estarão no centro do debate do1º Seminário de Empreendedores da Maré: compartilhando experiências e possibilidades – uma realização do projeto Censo Maré, desenvolvido pela Redes da Maré em parceria com o Observatório de Favelas.

O seminário é aberto a comerciantes, prestadores de serviços, instituições atuantes na Maré e outras pessoas interessadas no tema.

O objetivo maior desse trabalho é ampliar e disseminar o conhecimento sobre as características socioeconômicas da Maré, de modo a contribuir com a elaboração participativa de políticas públicas. Continue lendo “1º Seminário de Empreendedores da Maré: inscrições abertas”

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O ensino a qualquer custo e a falta de compromisso com a educação brasileira. Entrevista especial com Daniel Cara

Foto: educacaointegral.org.br
Foto: educacaointegral.org.br

“O Plano Nacional de Educação – PNE foi aprovado praticamente por unanimidade por todos os partidos, e tanto nos programas de governo da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff, como também dos candidatos Aécio Neves e Eduardo Campos, o PNE é quase totalmente marginalizado. Então, não existe um compromisso de fato em fazer com que o PNE seja um instrumento basilar da área de educação e da própria gestão pública como um todo”, adverte o cientista político

IHU On-Line – “O texto do Plano Nacional de Educação – PNE foi muito tímido perante as necessidades na área de educação (…) e é muito aquém das necessidades e daquilo que a sociedade brasileira precisava ter como base em um Plano Nacional de Educação”, avalia Daniel Cara, em entrevista à IHU On-Line, concedida por telefone.

O PNE (PL 8035/10), aprovado na Câmara dos Deputados no mês passado, estipula as metas educacionais para os próximos dez anos com o objetivo de melhorar os índices educacionais do país.

De acordo com Daniel Cara, alguns pontos acrescentados ao Plano pelos parlamentares são “contraditórios com o conjunto do texto”, como a permissão para parcerias público-privadas e a remuneração dos professores por resultados. “O problema é que remunerar os professores por cumprimento de metas relacionadas a testes padronizados acaba sendo uma medida contraproducente à qualidade da educação, a qual tem sido revogada mundo afora. Então, infelizmente, o Plano estimula no Brasil uma prática que já é ultrapassada em países mais desenvolvidos em termos educacionais”, critica. Continue lendo “O ensino a qualquer custo e a falta de compromisso com a educação brasileira. Entrevista especial com Daniel Cara”

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Perú: Organizaciones indígenas presentan hoy propuestas frente al cambio climático

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El lunes 21 de julio, a las 4 p.m. en la sede de la CNA

Servindi, 21 de julio, 2014.- El dia de hoy las organizaciones nacionales articuladas en el Pacto de Unidad de Organizaciones Indígenas del Perú presentarán su visión, propuesta y agenda climática al país, construida desde los pueblos, así como su estrategia de movilización e incidencia de cara a la COP 20.

La reunión se realizará el lunes 21 de julio a las 4 p.m. en la sede de la Confederación Nacional Agraria (CNA), situada en el Jr. Miró Quesada 327, Cercado de Lima (primer piso) y están cordialmente invitadas las instituciones de la sociedad civil amigas y aliadas al movimiento indígena.

“Creemos que es oportuno que desde los pueblos indígenas construyamos propuestas integrales y afirmativas para enfrentar los enormes desafíos del cambio climático” indica la invitación enviada a instituciones identificadas “por su identidad, trayectoria y compromiso social”. Continue lendo “Perú: Organizaciones indígenas presentan hoy propuestas frente al cambio climático”

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Eu não sou preconceituoso, mas sabe como é…, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

Preconceito é algo gostoso, né? Descer a ladeira na banguela da razão sem precisar usar os neurônios, falando abobrinhas sobre outras pessoas, negando os direitos mais básicos – sem, ao menos, se dar ao trabalho de conhecê-las.

Mas uma dica: preconceito tem que ser dito, repetido e aplicado com na-tu-ra-li-da-de. Diluído no dia a dia, aparece como uma forma de manter a ordem das coisas e de lembrar quem manda e quem obedece. Vira uma espécie de regra silenciosa com a qual a sociedade opera, explica-se e define-se. E, o melhor: dessa forma, todo mundo esquece como ele surgiu.

A pedidos, estou retomando e ampliando uma lista aqui já publicada. Pois cabe muita abobrinha em um “Eu não sou preconceituoso, mas…” já que ele se tornou o novo “Amar é…”, presente naqueles livrinhos simpáticos da minha infância. Continue lendo “Eu não sou preconceituoso, mas sabe como é…, por Leonardo Sakamoto”

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En los pueblos originarios y en la participación ciudadana, la respuesta a la crisis del agua en el DF

1422626_271318426372541_5747408681628206764_n-391x270El modelo actual que rige en la ciudad de México beneficia a los grandescapitales, que a través de tubos, presas y gastos energéticos obtienen altas ganancias por las obras, pero rompen con el ciclo vital del agua

México, D.F. El pueblo de San Bartolo Ameyalco, que el pasado 21 de mayo fue el epicentro de hechos violentos perpetrados por más de mil policías en un operativo para imponer a los habitantes el proyecto hídrico de la delegación Álvaro Obregón, es un claro ejemplo de cómo las leyes en la capital del país están hechas para quitarle el agua a las comunidades y colonias y dársela a unos cuantos, denuncia Helena Caeri Baca, integrante del colectivo El tendedero del agua,

En la Ciudad de México hay una crisis en el sistema de agua y eso se representa en su modelo actual de extracción, explica el académico Pedro Moctezuma, integrante de la campaña nacional Agua para Todos, Agua para la Vida”. Actualmente, indica, “se tiran 800 millones de metros cúbicos de agua lluvia fuera de la cuenca, mientras que el 18 por ciento de la población no recibe agua todos los días”.

De acuerdo a información de la campaña, si bien la media per cápita de consumo es de 314 litros por habitante, el 77 por ciento de la población del DF consume menos de 150 litros por día. Continue lendo “En los pueblos originarios y en la participación ciudadana, la respuesta a la crisis del agua en el DF”

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I Seminário Sobre Educação Escolar Indígena no Rio Grande do Norte, em Canguaretama/RN, de 21 a 23 de julho

Toré na Escola Indígena João Lino da Silva - comunidade Catu dos Eleotérios
Toré na Escola Indígena João Lino da Silva –
comunidade Catu dos Eleotérios

A população indígena do Estado do Rio Grande do Norte vem lutando para ocupar seu espaço na sociedade brasileira e em diversas circunstâncias tem expressado suas preocupações e reivindicações sobre a política de Educação Escolar Indígena (EEI), que até o momento apresenta-se inacessível para os povos indígenas do RN.

Nesse processo de organização realizaram vários eventos que se constituíram em espaços de reafirmação étnica e de discussão sobre as políticas públicas. Compõe esse cenário: a 1ª Assembleia Indígena do RN (dezembro/2009), a 2ª Assembleia Indígena do RN (novembro/2011), a 1ª Assembleia de Mulheres Indígenas do RN (maio/2012), o 1º Encontro de Jovens Indígenas (outubro/2012) e a 3ª Assembleia Indígena do RN (novembro/2013).

Em tais eventos foi debatida, dentre outras questões, a temática da EEI no Rio Grande do Norte. A partir das exposições e debates observaram a inexistência dessa política no Estado e pontuaram os principais problemas que enfrentam com a educação que é proporcionada para a população indígena que frequenta a escola, bem como apresentaram propostas para a solução dos problemas. Continue lendo “I Seminário Sobre Educação Escolar Indígena no Rio Grande do Norte, em Canguaretama/RN, de 21 a 23 de julho”

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MPF vai ao Superior Tribunal de Justiça para manter indígenas Tenharim detidos em Porto Velho

As crianças voltaram a sorrir, a brincar... O medo está passando... Fotos de Márcia Mura, Lucas e Tanan Maciel Mura
Crianças Tenharim. Fotos de Márcia Mura, Lucas e Tanan Maciel Mura

MPF e DPU argumentam que a eventual transferência dos indígenas para penitenciária em Manaus (AM) impediria o contato com seus familiares e traria danos para a instrução processual

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O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) impetraram Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para manter em Porto Velho os indígenas da etnia Tenharin. No momento, eles estão detidos na penitenciária Pandinha, mas, após a revogação da liminar anteriormente concedida pelo desembargador Valter de Oliveira, relator do Habeas Corpus, volta a ser possível a transferência para Manaus (AM).

Anteriormente, o MPF pediu à Justiça de Rondônia que fosse revogada a ordem de transferência expedida pelo juiz da Vara de Execuções Penais. O pedido foi feito por meio de um Habeas Corpus para mantê-los detidos em Porto Velho, local mais próximo à terra indígena e de mais fácil acesso aos familiares dos cinco indígenas. Continue lendo “MPF vai ao Superior Tribunal de Justiça para manter indígenas Tenharim detidos em Porto Velho”

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Conflitos no Campo Brasil, em 2013: Povos indígenas foram os mais violentados e os que mais resistiram

 

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Por frei Gilvander Moreira, em seu blog

Não foi por acaso que a 29ª edição do livro-relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT) Conflitos no Campo Brasil 2013 trouxe na capa a foto de um indígena pintado, com olhar firme e destemido para a resistência. De fato, em 2013, Conflitos e Violência atingiram de forma veemente os povos indígenas e comunidades tradicionais. Das 1.266 ocorrências relacionadas ao conjunto dos conflitos no campo no Brasil, 205 estão relacionadas aos indígenas. 154 referem-se a conflitos por terra ou retomada de territórios e 11 a conflitos pela água. Das 34 mortes por assassinato, 15 são de indígenas. São também indígenas 10 das 15 vítimas de tentativas de assassinato.

Mato Grosso do Sul e Bahia lideram o ranking da violência contra os indígenas. O Mato Grosso do Sul destaca-se: 15 foram ameaçados de morte, 7 sofreram tentativa de assassinato, 3 foram assassinados, 8 presos. 100% dos assassinados e dos que sofreram tentativa de assassinato são indígenas. Também 100% dos assassinados em Roraima são indígenas. Na Bahia, dos 6 assassinatos, 4 são de indígenas e das 3 tentativas de assassinato, 1 é contra indígena, além de 3 ocorrências de ameaça de morte.

Chama atenção o alto índice de violência incidente sobre as lideranças indígenas, com 34 ocorrências relacionadas a ameaças de morte, 26 a tentativas de assassinato e 4 assassinatos.

Em 2013, porém, os povos indígenas não foram simplesmente vítimas de ações violentas. Eles protagonizaram 61 ações de retomada de seus territórios, entre as 230 registradas. 20 destas ações se registraram na Bahia e 30 no Mato Grosso do Sul. Fatos que desconstroem a noção de passividade dos nossos parentes indígenas. Continue lendo “Conflitos no Campo Brasil, em 2013: Povos indígenas foram os mais violentados e os que mais resistiram”

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Meu bairro e a Faixa de Gaza, por José Ribamar Bessa Freire

 

gaza

Taqui Pra Ti

Confesso, humilde, que não entendo bulhufas de política internacional, por isso não comento os acontecimentos na Faixa de Gaza. Nem os do território palestino, nem sequer os das favelas cariocas. Nada sei fora do bairro de Aparecida, em Manaus. A Isis que conheço é uma caboca peitudinha que mora no Beco da Escola, fica saliente ao ver farda e lembra saudosa dos amassos escandalosos do Geraldão, tenente do NPOR. De Gaza, ignoro as fofocas, que é a forma suprema do saber. Sei apenas que ISIS é a sigla do grupo que luta por um Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Nada mais.

Gaza está tão longe e Aparecida tão perto! Mas de repente, Gaza ficou mais perto de mim do que o bairro onde nasci, porque mexe com o que existe de profundo em cada um de nós: a nossa humanidade. Ninguém precisa fumar cachimbo e usar boina basca como os comentaristas internacionais ou fingir inteligência como a equipe do Manhattan Connection para saber que o que está acontecendo em Gaza é um exemplo acabado da estupidez, que nos traz tanto desencanto e compromete o destino da espécie humana.

Que fique claro, portanto, que não tratamos aqui de política internacional, mas da barbárie e da bestialidade humana, da qual cada um de nós entende um pouco. Não há outro nome para o fato testemunhado da janela do luxuoso hotel al-Deira, na cidade de Gaza, por dois jornalistas do New York Times. Eles observavam crianças palestinas que brincavam de bola, alegres e felizes, numa praia do Mar Mediterrâneo, quando foram assassinadas covardemente pela artilharia israelense. Continue lendo “Meu bairro e a Faixa de Gaza, por José Ribamar Bessa Freire”

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