Guatemala: 60 anos de um golpe da CIA

“Vitória Gloriosa”, de Diego Rivera, denuncia o golpe da CIA em 1954 contra o governo democraticamente eleito da Guatemala
“Vitória Gloriosa”, de Diego Rivera, denuncia o golpe da CIA em 1954 contra o governo democraticamente eleito da Guatemala

Livro relata luta de país centro-americano por reforma agrária, justiça social e industrialização. Foi sufocada após uma década, pelas elites locais e intervenção de Washington

Por Leonardo Wexell Severo, no Brasil de Fato | Imagem: Diego Rivera

“A memória individual e coletiva dos guatemaltecos é demasiado curta; a violência política e os meios de ideologização institucional e de comunicação apontam até a sua destruição, bem como da subjetividade, para torná-los altamente vulneráveis ao consumo compulsivo e às políticas do capital financeiro que se ocultam por trás da chamada globalização“.

Com este alerta, o livro “Guatemala: História de uma década”, de Gustavo Lapola (Editorial Estudiantil Fênix, 2006), analisa a revolução de 1944-1954 no país centro-americano como um valioso processo que, por meio da reforma agrária e de incentivos à industrialização, enfrentou as “oligarquias tradicionais, parasitárias e racistas” a serviço do imperialismo estadunidense. Continue lendo “Guatemala: 60 anos de um golpe da CIA”

Ler maisGuatemala: 60 anos de um golpe da CIA

Os EUA e a Operação Condor: “o maldito jogo de xadrez da morte”

Os anos do lobo: os interesses geopolíticos do imperialismo e das suas transnacionais. Foto: Reprodução
Os anos do lobo: os interesses geopolíticos do imperialismo e
das suas transnacionais. Foto: Reprodução

Livro Os anos do lobo, da premiada escritora e jornalista argentina Stella Calloni, revela “a conspiração assassina” contra a democracia na região

Leonardo Wexell Severo, de São Paulo (SP) 

Brasil de Fato – “A Operação Condor foi uma conspiração assassina entre serviços de segurança da Argentina, Chile, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, destinada a rastrear e eliminar adversários políticos sem preocupar-se com as fronteiras ou os limites. Operação Condor era o código para aquela multinacional do crime, cuja origem estava nas imensas oficinas da Agência Central de Inteligência (CIA) e do Burô Federal de Investigação (FBI), nos Estados Unidos”. 

O “maldito jogo de xadrez da morte” foi descrito pela premiada escritora e jornalista argentina Stella Calloni em seu livro Os anos do lobo – Operação Condor (Peña Lillo – Ediciones Continente, Buenos Aires, 1999), no qual expõe “a política exterior de Washington em carne viva”. 

Prefaciada por Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz de 1980, a obra descreve com riqueza de detalhes o envolvimento dos Estados Unidos na sequência de golpes, particularmente no Cone Sul. 

No ano em que se completam 50 anos da derrubada do governo de João Goulart, a publicação é mais do que um estímulo à reflexão sobre os interesses geopolíticos do imperialismo e das suas transnacionais.  Continue lendo “Os EUA e a Operação Condor: “o maldito jogo de xadrez da morte””

Ler maisOs EUA e a Operação Condor: “o maldito jogo de xadrez da morte”

64 personalidades internacionais, incluindo 7 ganhadores do Nobel, pedem embargo contra Israel

Mulheres choram a morte de quatro meninos em uma praia de Gaza, após ataque de Israel. Foto: Mohammed Salem, Reuters
Mulheres choram a morte de quatro meninos em uma praia de Gaza, após ataque de Israel. Foto: Mohammed Salem, Reuters

64 pensadores e personalidades públicas – de todo o mundo – assinaram manifesto pedindo embargo de armas contra Israel, que recebe ajuda militar dos EUA

Por Guilherme Dearo, em Exame

Um manifesto publicado no The Guardian e assinado por 64 pensadores, políticos e outras figuras públicas pede um embargo a Israel por conta do conflito na Faixa de Gaza.

O texto diz que Israel se beneficia de acordos de cooperação militar e ajuda dos EUA e da União Europeia e afirma que tal poder de fogo conquistado está sendo usado para uma guerra contra a Palestina. Assim, eles pedem ao mundo um embargo militar, semelhante ao imposto ao governo sul-africano nos anos de apartheid. Continue lendo “64 personalidades internacionais, incluindo 7 ganhadores do Nobel, pedem embargo contra Israel”

Ler mais64 personalidades internacionais, incluindo 7 ganhadores do Nobel, pedem embargo contra Israel

Urgente: Nova onda de violência contra o Quilombo do Guaí, Maragojipe, Bahia

Quilombolas de Maragogipe, Bahia. Foto de Rodrigo Siqueira, Brasil com Artes, encontrada na internet
Quilombolas de Maragogipe. Foto de Rodrigo Siqueira/Brasil com Artes, copiada da internet por este blog

Engenheiro da OAS derrubou a casa do quilombola Sr. Raimundo e ameaçou matá-lo

Fonte: CPP

O fato criminoso aconteceu anteontem, domingo, 20 de julho de 2014, na comunidade Remanescente de Quilombo Guaí. O engenheiro da OAS [*] derrubou a casa do quilombola Sr. Raimundo, acompanhado de vários capangas armados, e disse em voz alta que “agora será na Bala!”.

O preposto do Estaleiro Enseada do Paraguaçu apropriou-se de uma parte do território da Comunidade Remanescente de Quilombo do Guaí, em Maragojipe, Bahia. A área em questão é ocupada por várias famílias remanescentes de quilombo que estão sofrendo ameaças e  violências para que abandonem as terras que ocupam. Continue lendo “Urgente: Nova onda de violência contra o Quilombo do Guaí, Maragojipe, Bahia”

Ler maisUrgente: Nova onda de violência contra o Quilombo do Guaí, Maragojipe, Bahia

Sessão humor no Der Spiegel: “Tatunca Nara: alemão vive na Amazônia e tem até RG que diz que ele é índio”

Hansi Richard Günther Hauck
Hansi Richard Günther Hauck

Alexander Smoltczyk, do Der Spiegelno UOL

No final dos anos 60, um homem apareceu no Estado do Acre, no meio da região amazônica. Ele usava um pano amarrado sobre os genitais e uma pena, carregava um arco e dizia que era Tatunca Nara, chefe de Ugha Monulala. Ninguém nunca tinha ouvido falar de uma tribo indígena com aquele nome. Além disso, o homem não se parecia em nada com um índio. Ele era branco e falava com um forte sotaque francês.

Ele dizia que tinha herdado o sotaque de sua mãe, explicando que ela era uma freira alemã que havia sido levada pelos índios. Seu povo, segundo ele, vivia em uma cidade subterrânea chamada Akakor, e o alemão era a única língua falada lá – resultado da prole de 2.000 soldados nazistas que viajaram pela Amazônia em submarinos.

Sua história teria deixado as pessoas surpresas em qualquer outro lugar. Mas histórias bizarras não são incomuns na região amazônica, então ninguém deu muita atenção a Tatunca Nara.

Por outro lado, ele era simpático e sua aparição não teria resultado em muita coisa se não tivesse chamado a atenção de Karl Brugger, um correspondente da rede de televisão alemã ARD na época. Ele visitou Tatunca Nara em Manaus e gravou a história em 12 fitas de áudio. Continue lendo “Sessão humor no Der Spiegel: “Tatunca Nara: alemão vive na Amazônia e tem até RG que diz que ele é índio””

Ler maisSessão humor no Der Spiegel: “Tatunca Nara: alemão vive na Amazônia e tem até RG que diz que ele é índio”

MPF/RS pede prazo razoável para demarcação de área quilombola

Foto: Cáritas Arquidiocesana de Passo Fundo
Foto: Cáritas Arquidiocesana de Passo Fundo

Comunidade de Mormaça aguarda há nove anos por uma decisão do Incra

O Ministério Público Federal em Passo Fundo (MPF/RS) interpôs recurso de apelação contra sentença judicial que acatou parcialmente os pedidos em ação civil pública ajuizada contra a União e o Incra. Apesar de determinar que os réus deem andamento ao procedimento de identificação e demarcação do território em favor da comunidade quilombola de Mormaça, em Sertão, a Justiça Federal não acolheu o pedido de que fosse fixado o prazo de dois anos para conclusão do procedimento, nem de que a União e o Incra fossem condenados a pagar uma indenização por danos morais coletivos.

A procuradora da República Fernanda Alves de Oliveira argumenta que o procedimento de demarcação tramita há bastante tempo, pois foi aberto em 2005. Atualmente, ele está parado na sede do Incra em Brasília há quase dois anos – e a ordem judicial proferida não impede que, após ser dado andamento ao processo, ele fique novamente parado na próxima fase. “Há evidente e injustificável demora na conclusão do processo de identificação e delimitação do território”, reforça a procuradora, “o que traz severos prejuízos” à comunidade de remanescentes de quilombos de Mormaça, que segue alijada do pleno gozo de todos os seus direitos constitucionalmente assegurados, o que também enseja a condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos. Continue lendo “MPF/RS pede prazo razoável para demarcação de área quilombola”

Ler maisMPF/RS pede prazo razoável para demarcação de área quilombola

MST realiza Feira da Reforma Agrária Cícero Guedes no RJ

feira RARJDa Página do MST

Nos dias 24 e 25 de julho, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra realiza no Largo da Carioca a V Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes. A feira acontece entre 8h00 e 18h00, e contará com um ato público de abertura no dia 24, às 16h30. Na ocasião, o MST pretende reafirmar junto à sociedade seu compromisso com a produção de alimentos saudáveis no projeto da Reforma Agrária Popular.

Assentados e assentadas de todo o estado do Rio de Janeiro trarão frutas, legumes e verduras para serem comercializados no centro da cidade.

Mas o objetivo da feira não é somente este: no evento, o MST pretende aproximar da cidade a necessidade da realização da Reforma Agrária Popular. Na visão do Movimento, uma das formas de abordar o assunto é através da comida, conectando os camponeses e trabalhadores urbanos.

Mais uma vez, a Feira se dá num contexto de lentidão extrema da Reforma Agrária no Rio de Janeiro e no país. A demora em desapropriar terras improdutivas e estruturar os assentamentos tem relação direta com o aumento da violência no campo. Continue lendo “MST realiza Feira da Reforma Agrária Cícero Guedes no RJ”

Ler maisMST realiza Feira da Reforma Agrária Cícero Guedes no RJ

Terra Quilombola do Bacabal (PA) é reconhecida pelo Incra

bacabal para

cpisp – A presidência do Incra publicou hoje portaria de reconhecimento da terra quilombola Bacabal, no município de Salvaterra, localizado na Ilha do Marajó, estado do Pará. Centro de muitos conflitos entre quilombos e grandes fazendeiros, a ilha do Marajó ainda não tinha nenhuma terra quilombola reconhecida pela presidência do Incra. Esta portaria é fundamental para os quilombolas da região, como ressalta Raimundo Hilário, Coordenador Regional da Malungu, região do Salgado:

“Isso para nós é muito importante porque é uma luta que vem de muito tempo. É uma resposta do governo federal, e a notícia caiu do céu, os quilombolas da região estão muito felizes. O mato de Bacabal estava sendo cortado por moto serras, e essa portaria é uma resposta à opressão e ao racismo que sofreram os quilombolas da região do Marajó, resposta para que esse povo possa sobreviver de sua terra, resposta aos grandes fazendeiros que oprimiram o povo quilombola do Marajó”

As 54 famílias que vivem na área de 515,5632 hectares reconhecida pelo Incra tem agora um importante instrumento na luta para exercerem suas atividades sem a intervenção de fazendeiros.

Clique aqui para acessar o texto completo da Portaria de Reconhecimento no Diário Oficial.

Enviada para Combate Racismo Ambiental por Carolina Bellinger.

Ler maisTerra Quilombola do Bacabal (PA) é reconhecida pelo Incra

MST conquista direito de permanecer na ocupação da Araupel no PR

Foto: Leandro Taques
Foto: Leandro Taques

Da Página do MST

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná mediou a negociação entre o MST e a empresa Araupel para assinar um Termo de Ajustes de Conduta (TAC), até que haja uma decisão judicial sobre a ocupação feita pelo Movimento nas terras sob domínio da empresa.

A ocupação aconteceu na quinta-feira (17/07) e abrange sete alqueires da área da Fazenda Rio das Cobras, no Paraná.

“Essas terras são uma das melhores do Brasil, e a Araupel apenas produz madeira para exportação. Queremos produzir alimentos nessas terras, e por causa das ilegalidades, elas devem sim ser destinadas à Reforma Agrária, para que possamos trabalhar e produzir alimento de qualidade ao povo brasileiro”, explica Antônio Miranda, da Direção Nacional do MST. Continue lendo “MST conquista direito de permanecer na ocupação da Araupel no PR”

Ler maisMST conquista direito de permanecer na ocupação da Araupel no PR