A organização não governamental (ONG) Justiça Global mandou ontem (18) ofício a vários órgãos do governo federal cobrando “mudança de posicionamento sobre o caso” e a criação de uma comissão especial para acompanhar a prisão de ativistas no Rio de Janeiro. A Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, que investiga a participação de manifestantes em atos violentos, anunciou anteontem (17) que pediu a prisão preventiva de 26 pessoas, incluindo as 12 que foram soltas. Cinco suspeitos continuam presos e nove estão foragidos.
Segundo nota enviada à imprensa, a Justiça Global enviou ofícios ao Ministério da Justiça, à Secretaria de Direitos Humanos, ao Congresso Nacional e ao Conselho Nacional de Justiça. Nos documentos, a organização argumenta que as provas apresentadas pela Polícia Civil até agora não justificam a prisão dos ativistas e que o fato de o processo tramitar em segredo de Justiça “impede o acesso à informação e a comprovação das ilegalidades das prisões”.
A organização quer que a Secretaria de Direitos Humanos se pronuncie sobre as prisões e crie uma comissão especial para acompanhar o caso. Depois de o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ter declarado de que foi informado que “as provas eram consistentes” contra os ativistas, a ONG reivindica que o ministério “revise seu posicionamento” sobre as prisões. Até o fechamento da matéria, os dois órgãos não haviam se pronunciado sobre as críticas. Continue lendo “Justiça Global cobra criação de grupo para acompanhar caso de ativistas”





