MPF recorre contra sentença que absolveu delegado por assassinato de índio Munduruku

Adenilson Kirixi Munduruku: três tiros nas pernas e um tiro na cabeça
Adenilson Kirixi Munduruku: três tiros nas pernas e um tiro na cabeça

Decisão do juiz foi sumária e não respeitou o devido processo legal, deixando de analisar todas as provas apresentadas de que Adenilson Kirixi foi executado com tiro na nuca

MPF/PA

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou apelação contra a sentença da Justiça Federal de Itaituba que absolveu sumariamente o delegado Antonio Carlos Moriel Sanches pelo assassinato de Adenilson Kirixi Munduruku, durante uma operação de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Munduruku, no rio Teles Pires, em novembro de 2012. Para o MPF, a sentença está carregada de etnocentrismo e viola o devido processo legal porque deixou de analisar todas as provas que apontam que a vítima foi executada pelo delegado da Polícia Federal com um tiro na nuca.

A sentença de absolvição sumária, que evita dispensa o acusado de enfrentar o tribunal do júri, é prevista no processo penal brasileiro, desde que respeitados os procedimentos de produção de provas em juízo, com manifestações tanto da defesa quanto da acusação. No caso de Adenilson, a Justiça não observou o procedimento, determinando a absolvição do delegado Antônio Carlos Moriel Sanches antes de qualquer produção de provas. “O procedimento, notadamente do tribunal do júri, é uma garantia reservada ao cidadão, tanto individualmente do denunciado quanto da própria sociedade. É portanto questão de ordem pública, cuja inobservância acarreta, certamente, a nulidade do processo e, consequentemente, a nulidade da sentença que desconsiderou todos os atos procedimentais necessários”, diz o recurso do MPF. Continue lendo “MPF recorre contra sentença que absolveu delegado por assassinato de índio Munduruku”

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Justiça determina que prefeitura pague auxílio-aluguel a vítimas de favela incendiada

Mensagem dos moradores, no dia seguinte ao incêndio | Foto: Rafael Bonifácio/Ponte Jornalismo
Mensagem dos moradores, no dia seguinte ao incêndio | Foto: Rafael Bonifácio/Ponte Jornalismo

Favela da Fazendinha, na Penha (SP), pegou fogo em abril deste ano. Administração municipal afirmou que moradias seriam entregues em 2017 e Defensoria Pública ingressou com ação civil que determina pagamento de auxílio em até 30 dias

Luís Adorno, Ponte

A Prefeitura de São Paulo vai ter de pagar auxílio-aluguel a cerca de 700 famílias da antiga Favela da Fazendinha, na Penha, zona leste, que sumiu após um incêndio e intervenção da construtora Cyrela. Famílias cadastradas pela prefeitura receberam R$ 2 mil doados pela construtora. Para produtores do documentário “Limpam com Fogo”, os casos de ligação entre construtoras e incêndios em favelas são recorrentes: “não se trata de tacar fogo, mas de deixar queimar”. A decisão liminar foi obtida pela Defensoria Pública de São Paulo em 27 de outubro deste ano.

Na decisão liminar, o Juiz Luiz Guilherme Angeli Feichtenberger, da 5ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Capital, considerou a necessidade de atendimento emergencial das famílias para determinar que a prefeitura providencie, em até 30 dias, o pagamento do auxílio-aluguel às vítimas do incêndio. “A demora no atendimento às pessoas que perderam suas casas e se encontram abandonadas manifesta o risco que o indeferimento da medida de urgência representa. A questão é humanitária e assim deve ser cuidada”, afirmou o magistrado. Caso a decisão não seja cumprida pela prefeitura, o valor da multa é de R$ 7.000,00 por dia, desde a data da decisão. Continue lendo “Justiça determina que prefeitura pague auxílio-aluguel a vítimas de favela incendiada”

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Assentamento Terra Vista será palco da 3° Jornada de Agroecologia da Bahia

cartaz_novo_jornadaDa Página do MST

Em dezembro, o Assentamento Terra Vista, em Arataca (BA), será palco da 3° Jornada de Agroecologia da Bahia.

A atividade acontece entre os dias 4 a 7 de dezembro, e traz o tema “Sementes, ciência e tecnologia agroecológica para mudar a realidade das comunidades indígenas, quilombolas, das áreas de assentamentos e espaços urbanos”.

A programação se distribui em espaços de diálogos, oficinas, mini cursos e feira de troca, com o objetivo de promover a troca permanente de saberes agroecológicos, tradicionais e identitários, além de fortalecer a soberania popular.

A Jornada de Agroecologia é uma construção coletiva, organizado pela Teia Agroecológica dos Povos de Cabruca e da Mata Atlântica. Continue lendo “Assentamento Terra Vista será palco da 3° Jornada de Agroecologia da Bahia”

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GO – Sem Terra iniciam greve de fome contra despejo da área de Eunício de Oliveira

size_590_bandeira-mstPor Maura Silva, da Página do MST

As 3.000 mil famílias do Acampamento Dom Tomás Balduíno, localizado na fazenda Santa Mônica, entre os municípios de Alexânia, Corumbá e Abadiânia, correm o risco de serem despejadas, caso o pedido de reintegração de posse marcado para até o dia 24 de novembro se cumpra.

Além da liminar que pede a suspensão do pedido de reintegração, parte das famílias iniciaram nesta terça-feira (18) uma greve de fome, por tempo indeterminado, na Assembleia Legislativa de Goiás, com o objetivo de chamar atenção das autoridades para a situação.

O acampamento está localizado em um dos 91 imóveis rurais que o Senador, Eunício Oliveira (PMDB-CE), possui no estado de Goiás.

Ao todo, são mais de 24.000 hectares de terra, (o equivalente a 20 mil campos de futebol), autodeclaradas improdutivas.

As terras foram ocupadas desde o dia 31 de agosto e, desde então, integrantes do MST pedem a sua desapropriação. Continue lendo “GO – Sem Terra iniciam greve de fome contra despejo da área de Eunício de Oliveira”

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Seminário em Imperatriz discute impactos ambientais e sociais gerados pela Usina Hidrelétrica de Serra Quebrada

hidreletricasEvento terá participação de povos indígenas, CIMI, CPT, MST, UEMA, STTR do Bico do Papagaio e APATO.

CPT

A Articulação em Defesa dos Rios Tocantins e Araguaia realizará entre os dias 19, 20 e 21 de novembro de 2014, em Imperatriz (MA), um seminário para discutir os impactos ambientais e sociais gerados pela implementação da Usina Hidrelétrica de Serra Quebrada, no município de Governador Edison Lobão (MA).

O encontro contará com a participação dos povos indígenas Apinajé e Krahô, além de integrantes do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Movimento dos Sem Terra (MST), da Universidade Federal do Maranhão, da Universidade Estadual do Maranhão, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio e da APATO.

Há mais de dez anos, desde quando foi iniciado o planejamento da barragem, na região tocantinense conhecida como “Bico do Papagaio”, os indígenas, pescadores e pequenos produtores rurais se opõem à liberação do projeto de construção da UHE de Serra Quebrada. Ainda que a população não tenha aprovado a construção da usina, o Ibama concedeu ao órgão responsável pela obra o Termo de Referência (TR) para elaboração do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). Continue lendo “Seminário em Imperatriz discute impactos ambientais e sociais gerados pela Usina Hidrelétrica de Serra Quebrada”

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Declaración de los miembros de la Red Latinoamericana de Antropología Jurídica (RELAJU) ante los hechos contra alumnos en Iguala, México

Familiares dos desaparecidos querem os filhos vivos
Familiares dos desaparecidos querem os filhos vivos

Ricardo Verdum

Los abajo firmantes, miembros de la Red Latinoamericana de Antropología Jurídica (RELAJU) , que reúne a cientos de académicos, investigadores e intelectuales de América y Europa, por su vocación al respeto de los Derechos Humanos, expresamos nuestra condena y emitimos la siguiente protesta.

El 26 de septiembre pasado ocurrió en Iguala (Estado de Guerrero, México) un acontecimiento que constituye una grave ofensa a la conciencia moral: 6 jóvenes fueron asesinados y 43 más detenidos y desparecidos por la policía municipal involucrados con mafias del crimen organizado, a quienes supuestamente les entregaron a los estudiantes. De acuerdo a las versiones oficiales del Procurador General de la República, los estudiantes habrían sido torturados, asesinados, incinerados y sus cuerpos tirados al río por los mafiosos. Dichas versiones han sido cuestionadas por lo pobre de las evidencias que las fundamentan y sobre todo porque con ellas se ha pretendido cerrar la investigación. Continue lendo “Declaración de los miembros de la Red Latinoamericana de Antropología Jurídica (RELAJU) ante los hechos contra alumnos en Iguala, México”

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Comissão da Verdade pedirá punição para cerca de 100 militares vivos, diz Pedro Dallari

Pedro Dallari, coordenador da Comissão Nacional da Verdade, concedeu entrevista ao UOL em 17.nov.2014. A gravação ocorreu no estúdio do UOL, em São Paulo. Marcio Neves/UOL
Pedro Dallari, coordenador da Comissão Nacional da Verdade, concedeu entrevista ao UOL em 17.nov.2014. A gravação ocorreu no estúdio do UOL, em São Paulo. Marcio Neves/UOL

Fernando Rodrigues, do UOL

A Comissão Nacional da Verdade entregará à presidente Dilma Rousseff seu relatório final em 10.dez.2014 recomendando a responsabilização criminal –e a punição– de aproximadamente 100 militares que ainda estão vivos e participaram de maneira direta de violações de direitos humanos durante a ditadura militar (1964-1985).

Em entrevista ao programa “Poder e Política”, do UOL, o coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari, 55 anos, declarou que esse desfecho “é uma decorrência natural da apuração” realizada durante 3 anos de trabalho.

“Vamos indicar a necessidade da responsabilização. Como isto vai ser feito, se vai ser feito afastando-se a aplicação da Lei de Anistia, reinterpretando a lei, modificando a lei, isto é algo que caberá ao Ministério Público, ao Poder Judiciário e ao Legislativo”, declarou Dallari, que é advogado e professor da USP. Continue lendo “Comissão da Verdade pedirá punição para cerca de 100 militares vivos, diz Pedro Dallari”

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Nota Pública do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração sobre a votação da proposta do novo Código da Mineração

votaçao codigo mineraçaoEm Defesa dos Territórios Frente a Mineração

Fomos surpreendidos por uma notícia no website da Câmara Federal afirmando que a proposta de novo Código da Mineração será votada na Comissão Especial essa semana. Trata-se, evidentemente, de uma tentativa de golpe à democracia brasileira. Um completo desrespeito ao debate democrático e a prova cabal da relação de subordinação às empresas mineradoras que financiaram amplamente as campanhas.

Nada justifica a pressa, especialmente nesse momento difícil da democracia brasileira, onde ficam evidentes os vínculos promíscuos entre agentes públicos e empresas privadas, onde a dinâmica dos financiamentos de campanha subordinam a ação de parlamentares e políticos. Quase todos os 32 membros titulares da Comissão Especial receberam doações de campanha eleitoral de empresas mineradoras. O relator da proposta, Leonardo Quintão (PMDB-MG) foi um dos que mais recebeu doações de mineradoras e está sob suspeição. Há um pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal pedindo seu afastamento da relatoria da proposta.

Nós do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração denunciamos a tentativa de votação às pressas como um golpe contra a democracia e contra todos aqueles que sofrem com os impactos da mineração.

Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração

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Plataforma de Direitos Humanos apresenta resultados do processo de avaliação e define estratégias de atuação

reuniao dhescaPlataforma Dhesca

A Plataforma de Direitos Humanos realizou nos dias 11 e 12 de novembro o “Seminário Final de Avaliação e Planejamento”, encerrando o processo de avaliação externa que teve início em março deste ano e irá como orientação para as próximas ações da rede.

Em conjunto com organizações filiadas, a Plataforma avaliou a conjuntura política e as perspectivas pós-período eleitoral e definiu as estratégias e os eixos de atuação para os próximos anos no enfrentamento de visões conservadoras, intolerantes e excludentes.

Entre as estratégias da rede está a incidência no debate público na sociedade, instituições públicas e na política pública a partir de uma perspectiva ampla dos direitos humanos, como foco na integralidade e indivisibilidade. Também foi ressaltada a importância estratégica do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) na defesa e afirmação dos direitos no país.

Participaram do seminário: Ação Educativa, Articulação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (Anced), Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza, Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Conectas Direitos Humanos, Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), FIAN Brasil, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Geledés, Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Inesc), Justiça Global, Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e Terra de Direitos.

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El gobierno de Tanzania planea echar a los Masai de su ‘tierra ancestral’ para convertirla en una reserva de caza real

Foto: ANTONY NJUGUNA / REUTERS
Foto: ANTONY NJUGUNA / REUTERS

Europa Press

El Gobierno de Tanzania ha ordenado a la tribu de los Masai que abandone sus ‘tierras ancestrales’, situadas junto al parque natural del Serengeti, antes de final de año. El objetivo es convertir esta zona en una reserva de caza para la familia real de Dubai.

Esta decisión difiere totalmente de la tomada hace tan sólo un año, cuando la tribu más famosa del continente celebraba que el Gobierno había dado marcha atrás en su intento de arrebatar la zona de Loliondo a estos indígenas; una idea que parece haber vuelto, según publica el diario británico The Guardian. Continue lendo “El gobierno de Tanzania planea echar a los Masai de su ‘tierra ancestral’ para convertirla en una reserva de caza real”

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