Convite II Encontro Urubá Terra, 27 e 28 de novembro

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Convidamos vocês para participar conosco do nosso II Encontro Urubá Terra, que será realizado nos dias 27 e 28 de novembro, na aldeia Cana Brava, Território Indígena Xukuru do Ororubá, com o tema Diálogos de saberes e as vozes do Ororubá: resgatando a nossa cultura e protegendo a Mãe Natureza, nossas sementes, nossa resistência. O objetivo principal do encontro é integrar o conjunto de experiências que vêm sendo desenvolvidas no nosso território, além de promover e potencializar processos coletivos de construção e consolidação do projeto de vida Xukuru, utilizando para isso agricultura Xukuru como elemento de identidade étnica, princípio organizador da nação Xukuru do Ororubá, fundamento do Limolaigo Toipe (Bem Viver Xukuru). E como disse Xikão Xukuru: “Tá no querer na Natureza. Foi Ela que disse, e ninguém pode se negar”.

Salva Xikão Xukuru! Salve Urubá Terra! Salva os Encantos do Ororubá!    

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Movimento de Pescadores Artesanais discute pesca de pequena escala no país

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Os participantes discutirão propostas de lei para regulamentar a prática pesqueira, especialmente a de baixa escala de produção

Arthur Paganini – Correio Braziliense

Brasília sedia, até hoje, quarta-feira (19/11), uma série de reuniões e atos que marcam a Campanha Nacional pela Regularização do Território das Comunidades Tradicionais Pesqueiras. O encontro, organizado pelo Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP), pretende ampliar as discussões que tratam da pesca de pequena escala pelas comunidades pesqueiras de todo país. Dezenas de representantes da pesca artesanal de todo país participam das atividades.

Os trabalhos foram abertos na segunda-feira (17). Entre as atividades, os participantes analisaram a conjuntura política da pesca e assistiram ao lançamento do vídeo documentário Vento Forte, que trata dos conflitos socioambientais em comunidades pesqueiras. Apoiado pelo Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), o vídeo relata os diversos desafios que envolvem a sobrevivência das comunidades pesqueiras, como a aquicultura empresarial, o turismo predatório, a pesca industrial, entre outros fatores. Continue lendo “Movimento de Pescadores Artesanais discute pesca de pequena escala no país”

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MPF/BA propõe ação para proteger Parque Nacional da Chapada Diamantina

logo mpfAção foi ajuizada contra a Coelba para que repare e compense danos ambientes decorrentes da instalação das linhas de transmissão de energia elétrica no interior e na zona de amortecimento do parque.

Reparar os danos materiais e ambientais ocasionados pela implantação e funcionamento das redes de transmissão de energia elétrica no interior e na zona de amortecimento do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), sem prejuízo do fornecimento da energia para os municípios da região. Este é o objetivo da ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) na quinta-feira, 13 de outubro, contra a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba).

Atualmente, seis linhas de transmissão da concessionária de energia elétrica passam pelo PNCD, sendo que duas delas foram instaladas após a criação do parque, em 1985. Essas redes, no entanto, algumas com mais de 30 anos e a mais recente com oito anos, foram implantadas sem a autorização dos órgãos ambientais competentes, no caso o Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Além da falta das autorizações ambientais, as linhas vêm causando sérios problemas ao ecossistema do PNCD, entre eles, modificações paisagísticas, pressão populacional na ocupação das áreas atendidas pela energia elétrica, redução da cobertura vegetal para implantação ou manutenção de faixa de servidão e risco de acidentes com cabos energizados e de eletrocussão de animais (pelo uso de condutores desprotegidos). Continue lendo “MPF/BA propõe ação para proteger Parque Nacional da Chapada Diamantina”

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A Consulta Prévia e o Sagrado, por Felicio Pontes e Rodrigo Oliveira

rio do alto talvez teles pires

Em Consulta Prévia

Na semana passada, terminou em primeira instância o processo judicial contra o governo brasileiro por violação do direito Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) na construção da Usina Hidrelétrica Teles Pires, na divisa dos Estados do Pará e Mato Grosso. A ação judicial – apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e do Estado do Mato Grosso (MPE-MT) – foi julgada procedente e determinou a suspensão do licenciamento da Usina até a realização da CPLI aos povos indígenas Kayabi, Munduruku e Apiaká, como exige a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Cachoeira Sete Quedas

A Usina está sendo construída na Cachoeira de Sete Quedas, local sagrado para esses povos indígenas. Lá vive a Mãe dos Peixes, o músico chamado Karupi, o espírito Karubixexé, e os espíritos dos antepassados (lugar em que não se pode mexer – uel). Em 2012, os indígenas divulgaram uma carta contra a barragem: “As cachoeiras de Sete Quedas, que ficariam inundadas pela barragem, são o lugar de desova de peixes que são muito importantes para nós, como o pintado, pacu, pirarara e matrinxã. A construção desta hidrelétrica, afogando as cachoeiras de Sete Quedas, poluindo as águas e secando o Teles Pires rio abaixo, acabaria com os peixes que são a base da nossa alimentação. Além disso, Sete Quedas é um lugar sagrado para nós, onde vive a Mãe dos Peixes e outros espíritos de nossos antepassados – um lugar onde não se deve mexer”.

Quando se escuta as narrativas dos Munduruku, percebe-se a grandiosidade do significado da Cachoeira Sete Quedas para esse povo. Buscando um paralelo na nossa cultura ocidental, é possível dizer que destruir a Cachoeira Sete Quedas é como destruir o Muro das Lamentações para os judeus, ou a Gruta de Lourdes para os católicos. Continue lendo “A Consulta Prévia e o Sagrado, por Felicio Pontes e Rodrigo Oliveira”

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Carta I da Autodemarcação do Território Daje Kapap Eypi, Munduruku

Munduruku na autodemarcação
Foto: Larissa Saud

Aldeia Sawré Muybu – Itaituba/PA, 17 de novembro de 2014

Nossos antigos nos contavam que o tamanduá é tranquilo e quieto, fica no cantinho dele não mexe com ninguém, mas quando se sente ameaçado mata com um abraço e suas unhas.

Nós somos assim. Quietos, tranquilos, igual o tamanduá. É o governo que está tirando nosso sossego, é o governo que está mexendo com nossa mãe terra – nossa esposa.

Hoje, 17 de novembro, faz três meses que reunimos com a FUNAI e representantes do governo em Brasília-DF exigindo a publicação do relatório da demarcação da Terra IPI` WUYXI`IBUYXIM`IKUKAM; DAJE KAPAP EYPI – I`ECUG`AP KARODAYBI. Em setembro de 2013 o relatório delimitando nosso território foi concluído, mas não foi publicado e escutamos como resposta da então Presidente da FUNAI, Maria Augusta, dizendo que a nossa terra é uma área de empreendimentos hidrelétricos, e que por causa do interesse de outros órgãos do governo o relatório não foi publicado. Após duas semanas da reunião de Brasília recebemos notícias de que o Ministério Público Federal entrou com ação obrigando a FUNAI a publicar o relatório, o que a mesma não fez, e semana passada ficamos sabendo que o desembargador do TRF-1 caçou a referida liminar. Mas isso não foi novidade para nós Munduruku. Nunca abaixaremos a cabeça e abriremos a nossa mão, a luta continua! Somos verdadeiros donos da Terra, já existimos antes da chegada dos portugueses invasores. Continue lendo “Carta I da Autodemarcação do Território Daje Kapap Eypi, Munduruku”

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MPF denuncia empresário por trabalho escravo em Paracambi (RJ)

Vítimas eram transportadas em caminhões-baú e submetidas a jornadas de trabalho de 14 horas por dia

MPF/RJ

O Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda (RJ) denunciou o empresário Agnaldo José da Nobrega por reduzir trabalhadores a condição análoga à de escravo no município de Paracambi (RJ). As vítimas, oriundas de Pombal, na Paraíba, foram transportadas para o Rio no interior de caminhões-baú durante três dias, junto a mercadorias, e trabalhavam comercializando redes e outros produtos. O empresário contratava verbalmente os empregados, sem a formalização do contrato de trabalho, desrespeitando os direitos trabalhistas e os submetia a jornadas de trabalho de 14 horas por dia.

Os trabalhadores contraíam dívidas de até 10 mil reais com empréstimos, transporte, acomodações, alimentação e eram obrigados a saldar a dívida com o empresário, restringindo o direito à liberdade. De acordo com a denúncia do MPF, o empresário remunerava os empregados com base na venda que obtivessem por dia, sendo repassado apenas um pequeno percentual sobre o preço dos produtos vendidos.

Em inspeção realizada por auditores-fiscais do Ministério do Trabalho, também foi verificada a existência de empregados alojados, sem nenhum conforto, na cozinha, em quartos e na varanda da casa, dormindo em redes, além da ausência de armários na residência para guarda de objetos pessoais, falta de água potável e instalações elétricas precárias. O empresário foi denunciado por infringir os artigos 149 e 207 do Código Penal.

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Pesquisadores denunciam insuficiências em Estudo de Impacto Ambiental do Projeto de Mineração de Urânio e Fosfato em Santa Quitéria

Pesquisadores/as da UEVA e da UFC na entrega da representação.
Pesquisadores/as da UEVA e da UFC na entrega da representação.

Processo AntiNuclear – Núcleo Tramas/UFC

Na segunda feira, dia 17 de novembro, pesquisadores/as da Universidade Estadual Vale do Acaraú e da Universidade Federal do Ceará entregaram Representação ao Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União e Escritório Frei Tito de Alencar, chamando atenção para as irregularidades encontradas no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do Projeto de Mineração de Urânio e Fosfato em Santa Quitéria.

O caso vem sendo estudado pelo Núcleo  TRAMAS – Trabalho, Meio Ambiente e Saúde da Universidade Federal do Ceará. As pesquisas constataram uma série de irregularidades no Estudo de Impacto Ambiental apresentado, entre elas, a ausência de licenciamento nuclear, de informações sobre a contaminação radioativa no processo de mineração, de planos de segurança em casos de acidente e normas de proteção aos direitos e à saúde dos trabalhadores e das comunidades da região.

Com a estimativa de uma vida útil de apenas vinte anos, o empreendimento objetiva a exploração urânio e fosfato e vem sendo proposto por um consórcio formado pela INB – Indústrias Nucleares do Brasil e o grupo privado Galvani. Pelo menos quarenta e duas comunidades,  dos municípios de Santa Quitéria e Itatira devem ser atingidas pelo projeto, que prevê a utilização intensa de água, estimada em 917, 9m³ por hora o que equivale a cerca de 115 carros pipa por hora! Além de outros fatores, as pesquisas alertam para o risco da formação de pilhas de rejeitos da mineração, com cerca de 90 metros de altura e volume total de 29.533.272 m³, que ficarão expostas a céu aberto mesmo após findados os vinte anos de exploração da mina, provocando ameaça de vazamentos e de dispersão do material via ação dos ventos e das águas. Continue lendo “Pesquisadores denunciam insuficiências em Estudo de Impacto Ambiental do Projeto de Mineração de Urânio e Fosfato em Santa Quitéria”

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Indígenas vivem em garagem abandonada da Funai há mais de três anos, sem serviços básicos

Área é considerada insalubre e as crianças ficam doentes: algumas delas pegaram rotavirus e diarreia (Antônio Menezes)
Área é considerada insalubre e as crianças ficam doentes: algumas delas pegaram rotavirus e diarreia (Antônio Menezes)

Nove famílias das etnias Tikuna e Kokama ocupam o terreno desde abril de 2011, e a principal preocupação é a falta de saneamento básico para os índios

Luana Carvalho, A Crítica

Nove famílias indígenas, das etnias Tikuna e Kokama, convivem há pelo menos três anos com ratos e baratas em pequenos barracos, dentro de uma garagem abandonada da Fundação Nacional do Índio (Funai), na rua 24 de Maio, Centro. O local não possui saneamento básico e as condições precárias contribuem para a disseminação de doenças infecto-contagiosas.

A pedido da Defensoria Pública da União (DPU) do Amazonas, o  Tribunal Regional da 1ª Região (TRF1) determinou que a Funai providenciasse,  em julho deste ano,  locais adequados para abrigar os índios. No entanto, quase cinco meses depois a decisão liminar não foi atendida pela Funai. Continue lendo “Indígenas vivem em garagem abandonada da Funai há mais de três anos, sem serviços básicos”

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MPF pede à Justiça perícia urgente sobre impactos de agrotóxicos em área indígena

dende1Relatos dos índios Tembé apontam relação entre a chegada da empresa Biopalma em Tomé-Açu e o surgimento de doenças

MPF/PA

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à Justiça ação com pedido para que seja realizada com urgência perícia científica em área de cultivo de dendê em área indígena de Tomé-Açu, no nordeste do Pará. Há informações de que o uso de agrotóxicos pela empresa Biopalma está provocando sérios impactos no meio ambiente e, principalmente, na saúde das famílias indígenas Tembé, diz a ação.

Assinada pelo procurador da República Felício Pontes Jr., a ação pede à Justiça Federal que determine a realização da perícia para investigar e diagnosticar os impactos que a cultura do dendê acarreta ao solo, à flora, à fauna, aos recursos hídricos e ao ar na região. Também é solicitado que a perícia verifique se há ou não presença de agrotóxicos, utilizados na cultura do dendê, no solo e nos recursos hídricos vizinhos à Terra Indígena (TI) Turé-Mariquita, dos Tembé.

A ação pede, ainda, que essa verificação também seja feita em imóveis privados vizinhos à TI, e a análise sobre a existência ou não de correlação entre a presença de agrotóxicos utilizados na cultura do dendê e problemas de saúde relatados pelos indígenas. O MPF pediu a determinação da realização de exames clínicos nos habitantes da TI Turé-Mariquita para que a existência de contaminação por agrotóxicos possa ser investigada. Continue lendo “MPF pede à Justiça perícia urgente sobre impactos de agrotóxicos em área indígena”

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MPF pede reconstrução urgente de pontes de acesso a área indígena em Pau D’Arco

logo mpfSem acesso à cidade, indígenas também ficam sem acesso a serviços e direitos, diz ação

MPF/PA

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça que obrigue o município de Pau D’Arco, no sudeste no Pará, a reconstruir com urgência duas pontes de acesso à Terra Indígena (TI) Las Casas, dos índios Kayapó. A manutenção das pontes, segundo a ação judicial, é essencial para garantir às famílias indígenas acesso a direitos básicos, como serviços de saúde e de educação.

A área da TI mais prejudicada pelo desabamento das pontes é a aldeia Tekrejaruti, que fica em Pau D’Darco, um dos três municípios em que a TI está localizada (a área da TI, de 21,3 mil hectares, ainda abrange os municípios de Floresta do Araguaia e Redenção).

Assinada pelo procurador da República Felício Pontes Jr., a ação registra que atualmente apenas veículos de grande potência conseguem chegar até a aldeia. A situação pode ser agravada pela chegada do inverno amazônico, quando as chuvas são bem mais frequentes e intensas.

Além do abandono das duas pontes, que precisam ser refeitas em um prazo máximo de 15 dias, uma terceira está em estado bem precário e uma quarta ponte precisa ser construída em uma área de alagamento na rota até a aldeia, alerta o MPF.

O MPF pediu à Justiça que também obrigue o município de Pau D’Arco a recuperar os 12,7 quilômetros de estrada que liga a aldeia à cidade. Para o procurador da República Felício Pontes Jr., essa recuperação tem que ser realizada dentro de dois meses.

Processo nº 0006310-88.2014.4.01.3905 – Justiça Federal em Redenção
Íntegra da ação
Acompanhamento processual

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