PA – Projetos do PAC chegam a quilombolas no município do Mocajuba

Técnicos da área social da Companhia de Habitação do Pará (Cohab) estiveram nos dias 17 e 18 de maio na localidade São José do Icatu, no município de Mocajuba, na região do Baixo Tocantins, onde a companhia está construindo com recursos do PAC 50 unidades habitacionais para a comunidade quilombola (descendentes de negros africanos).

O objetivo da visita foi supervisionar o programa social executado na comunidade para gerar trabalho e renda para os moradores. Segundo a supervisora de projetos sociais da Cohab, Nagela Noronha, os quilombolas de Mocajuba têm uma população formada por 72 famílias que vivem basicamente da agricultura (plantação de feijão, pimenta e mandioca).

Para elevar a qualidade da produção e aumentar a rentabilidade dos produtos produzidos pelos quilombolas, foram ministrados neste mês cursos que ensinam como produzir mudas e sementes. Também foi realizado curso de crochê para as mulheres interessadas em obter mais uma fonte de renda. Continue lendo “PA – Projetos do PAC chegam a quilombolas no município do Mocajuba”

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I Encontro de Turismo em Comunidades Quilombolas

Carine Corrêa

Pela primeira vez no Brasil, diferentes representantes da sociedade civil e de instituições governamentais se reunirão para propor alternativas de desenvolvimento etnosustentável às comunidades tradicionais quilombolas. O I Encontro Nacional de Turismo em Comunidades Quilombolas será realizado na cidade de Registro (São Paulo), de 07 a 10 de junho, com o objetivo de estimular o debate e a construção de propostas de aprimoramento do turismo sustentável nestes locais.

Estrategicamente localizadas em áreas com importantes recursos naturais, as comunidades afrodescendentes tradicionais tornaram-se exemplo de sustentabilidade ambiental, resgate cultural e atração turística. O gerente de capacitação do Programa de Apoio ao Ecoturismo e à Sustentabilidade Ambiental do Turismo do MMA (Proecotur), Fernando Ferreira, explica que há a intenção de formular políticas públicas que apoiem o desenvolvimento de iniciativas de turismo entre estes povos. Continue lendo “I Encontro de Turismo em Comunidades Quilombolas”
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Crianças marcharão contra trabalho infantil

Adital – Na próxima quinta-feira (10), aproximadamente 1.200 crianças de mais de dez instituições educativas da cidade de Puno participarão de uma massiva marcha em comemoração ao Dia Mundial da Luta contra o Trabalho Infantil.

O objetivo dessa marcha é sensibilizar a população a respeito da luta frontal que devemos assumir todos contra o trabalho infantil. As principais autoridades da cidade, entre elas o prefeito e outros, asseguraram sua participação no evento. Estima-se que na região existam pelo menos 320 mil crianças que trabalham em diversos trabalhos, sendo o principal foco a indústria mineira.

Fonte: Los Andes | Aliança por teus Direitos

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&cod=48316

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Dia do meio ambiente: A Mãe Terra convoca suas filhas e filhos a cerrarem fileiras em sua defesa

ABONG *

Adital – Neste 5 de junho, a ABONG quer mobilizar corações e mentes para responder aos desafios da crise socioambiental que atinge todo o planeta, evidenciada pelas mudanças climáticas, pela progressiva escassez da água, pela persistência do crescimento da fome e pela ameaça da insegurança alimentar. Nosso ponto de referência é a região da Amazônia Brasileira, emblemática deste dia pelos conflitos que nela se dão. De um lado temos o crescente reconhecimento de seu valor como bioma para a sustentabilidade do planeta. E de outro temos sua transformação em objeto da vitalização do crescimento econômico do país por meio da “redescoberta” dos seus recursos naturais concentrados nos rios caudalosos, que abrigam uma imensa reserva de energia hídrica, e nos estoques minerais existentes em grandes quantidades no seu subsolo e cobiçados cada vez mais pelas mineradoras multinacionais.

O dia 5 de Junho servirá para que o governo Brasileiro alardeie com toda força a potência de sua matriz energética, composta em grande parte por “energia limpa” proveniente das hidroelétricas em funcionamento, em construção e a serem construídas na região. No Plano Decenal de Energia 2010-2020, prevê-se construir na Amazônia perto de 200 barragens, o que transformará a região numa das mais importantes fornecedoras de energia para o país. Com certeza, o discurso oficial mencionará uma significativa redução do desmatamento anual da floresta tropical, mas contraditoriamente, uma parte significativa da Amazônia brasileira está sendo transformada em província industrial, impulsionada pela indústria de ferro e alumínio, que estão entre as mais poluidoras do mundo. Continue lendo “Dia do meio ambiente: A Mãe Terra convoca suas filhas e filhos a cerrarem fileiras em sua defesa”

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Após um ano, indígenas celebram a memória de mortos em Bagua

Adital – Hoje (5), completa-se um ano do conflito ocorrido entre policiais e indígenas em Bagua, no Peru. Para celebrar a data e relembrar os 33 mortos na ocasião, organizações e povos indígenas amazônicos realizam, até a próxima terça-feira (8), em Lima e em Bagua, uma Jornada pela Vida e pelos Direitos dos Povos Indígenas. As atividades – promovidas pela Organização Regional dos Povos da Amazônia Norte (Orpian), pela Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (Aidesep), e pela Confederação Nacional de Comunidades do Peru Afetadas pela Mineração (Conacam) – têm o objetivo de celebrar a memória das pessoas assassinadas no episódio de Bagua e debater sobre a lei de anistia aos dirigentes indígenas criminalizados por defender a natureza.

Em Lima, as ações já começaram dia 3, com o fórum “A luta amazônica e seu impacto pela mudança climática”, organizado pelo Movimento Ação Urbana de Lime, pela Frente Nacional pela Vida e pela Soberania, pela Aidesep, e outras organizações sindicais, ambientais e nacionalistas. Ontem, a capital peruana sedi0u uma missa em homenagem às pessoas assassinadas na Curva del Diablo. A programação segue hoje com a atividade cultural “Bagua não se esquece”, na praça Francia. As ações se encerram na próxima segunda-feira (8), com uma marcha pacífica que sairá da Praça San Martín para entregar um memorial à 40ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre Criminalização, Anistia e Moratória das indústrias extrativas. Continue lendo “Após um ano, indígenas celebram a memória de mortos em Bagua”

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Agronegócio: uma face do latifúndio no país. Entrevista especial com Marcos Pedlowski

“Não podemos entender a discussão do agronegócio sem primeiro compreender o que ele estabeleceu do ponto de vista produtivo e qual foi seu impacto na questão da concentração das propriedades de terra em países como o Brasil”. A afirmação é do professor e pesquisador da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, Marcos Pedlowski. Em entrevista, concedida, por telefone, à IHU On-Line, Pedlowski explica como a prática, considerada por ele uma maquiagem para a proteção do latifúndio no país, pode ser prejudicial para a sociedade brasileira e mundial.

Segundo ele, “quem mais ganha com o agronegócio são as grandes cadeias de comercialização, que ficam com o grosso do que é gerado mundialmente”. Pedlowski aponta que “isso foge do nosso alcance, porque, geralmente, ficamos só observando a relação entre agronegócio, latifúndio e reforma agrária”. “O agronegócio não é autodestrutivo, é destrutivo só para a nação e para os países que tentam sair dessa dependência histórica e geopolítica dos países ricos”, afirma. Continue lendo “Agronegócio: uma face do latifúndio no país. Entrevista especial com Marcos Pedlowski”

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POLÍCIA FEDERAL PRENDE MÃE E BEBÊ TUPINAMBÁ

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segura bebê de dois meses de Glicéria Tupinambá. Glicéria participou da 13ª Reunião da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), ocasião em que expôs as violências sofridas por seu povo. Foto: Secretaria de Imprensa / Ricardo Stuckert / PR.

A Polícia Federal prendeu na tarde de quinta-feira, feriado de Corpus Christi, a índia Glicéria Tupinambá e seu filho de apenas (02) dois meses. Glicéria é liderança de seu povo e membro da Comissão Nacional de Política Indigenista – CNPI. Vinculada ao Ministério da Justiça, a CNPI tem entre seus integrantes representantes de 12 ministérios, 20 lideranças indígenas e dois representantes de entidades indigenistas. Na tarde de ontem, 2 de junho, Glicéria participou da reunião da CNPI com o Presidente Lula, oportunidade em que denunciou as perseguições de que as lideranças Tupinambá têm sido vítimas por parte da Polícia Federal no Sul da Bahia.

No dia seguinte, quando tentava retornar para sua aldeia, Glicéria – tendo ao colo o seu bebê de dois meses – foi detida ao descer do avião, ainda na pista de pouso do aeroporto de Ilhéus (BA), e diante dos demais passageiros, por três agentes da Polícia Federal, numa intenção clara de constrangê-la. O episódio foi testemunhado por Luis Titiah, liderança Pataxó Hã-hã-hãe, também membro da CNPI, que a acompanhava. Continue lendo “POLÍCIA FEDERAL PRENDE MÃE E BEBÊ TUPINAMBÁ”

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Indígenas pedem mais diálogo a Lula sobre Belo Monte

Agência Brasil -2/6/2010

Lideranças indígenas reivindicaram na quarta-feira (2/6) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais diálogo antes da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, durante a 13ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Política Indigenista. Segundo o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, Lula prometeu aos índios realizar um novo encontro para debater o assunto.

O líder Caiapó, Akiaboro Caiapó, que mora no Pará, às margens do Rio Xingu, disse que a falta de diálogo pode levar a conflitos. “Há muitotempo se fala do projeto de Belo Monte e temos uma preocupação muito  grande. Quero sentar e conversar antes da guerra e dos problemas que vão acontecer. Porque se não vai acontecer muita coisa e vai sair o nome do governo muito sujo”, disse o líder Caiapó. Continue lendo “Indígenas pedem mais diálogo a Lula sobre Belo Monte”

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Debate: o direito ao território e às Políticas de Demarcação de Terras das Populações Indígenas e Quilombolas

Foi aprovado um Requerimento na Comissão de Legislação Participativa na Câmara dos Deputados para debater o direito ao território e às Políticas de Demarcação de Terras das Populações Indígenas e Quilombolas. [ver Requerimento abaixo]

Em decorrência deste ato será realizada uma Audiência Pública na Comissão Legislativa da Câmara dos Deputados no dia 09 de junho, quarta-feira próxima, as 14hs no Plenário 3 Anexo II da Câmara para debater estas questões bem como a “Farra oportunista” da Revista Veja.

Ao mesmo tempo estão sendo atacado os direitos das populações indígenas e quilombolas, o trabalho de antropólogos/as e o apoio de ONGs e entidades de assessoria. Uma ofensiva dos setores conservadores da sociedade que intransigentemente vem atacando e descaracterizando todos os grupos que lutam por uma estrutura fundiária mais eqüitativa e um Brasil mais plural e democrático. Continue lendo “Debate: o direito ao território e às Políticas de Demarcação de Terras das Populações Indígenas e Quilombolas”

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UM CANTO VERDE AMEAÇADO!

A Prainha do Canto Verde, Beberibe, Ceará, reconhecida internacionalmente por sua história de defesa da terra, da pesca artesanal, do turismo comunitário e dos direitos das populações tradicionais, às vésperas de comemorar um ano da conquista de sua Reserva Extrativista (RESEX), no dia 05 de junho, se vê mais uma vez ameaçada pela especulação imobiliária e seus representantes.

Depois de 30 anos de luta contra Antônio Sales Magalhães e a imobiliária Henrique Jorge, o especulador da vez é o empresário Tales de Sá Cavalcante, do ramo da construção civil e dono da rede de ensino privado Farias Brito. Este senhor está reclamado para si a propriedade de mais da metade das terras da comunidade! Com isso, vem tentando anular a criação da RESEX da Prainha do Canto Verde, desqualificando todo um trabalho baseado no que estabelece a legislação ambiental em vigor, que reconhece os comunitários como sujeitos de direitos e lhes garante a posse coletiva de seu território.

Como pode uma única pessoa se dizer dona de terras de marinha pertencentes à União? Essa postura representa o total desrespeito aos direitos de posse legítima da população tradicional. Além disso, desconsidera todo o acúmulo de conhecimento que reconhece o uso comunitário dos territórios como a única forma de frear a degradação socioambiental que se alastra na Zona Costeira. Continue lendo “UM CANTO VERDE AMEAÇADO!”

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