Líderes sindicais no Chile iniciaram ontem uma greve nacional de dois dias em apoio às exigências dos estudantes por educação gratuita e outras reformas, aprofundando o pior conflito social que o país já viveu desde o retorno à democracia, em 1990. A reportagem é de Jude Webber e publicada pelo jornal Valor, 25-08-2011.
O Chile – amplamente considerado um modelo de estabilidade política e progresso econômico numa região imprevisível -, vive há três meses a agitação resultante de protestos estudantis que fizeram a taxa de aprovação de Sebastián Piñera, o mais impopular presidente do país, cair para apenas 26%.
A prisão de centenas de manifestantes durante os confrontos violentos e, na quarta-feira, o uso de gás lacrimogêneo e canhões de água pela polícia de choque para dispersar bloqueios expuseram o descontentamento no coração do milagre econômico no maior produtor de cobre no mundo.
O governo disse que a greve está produzindo poucos efeitos e que os serviços de metrô e ônibus na capital, Santiago, funcionavam normalmente. Mas Rodrigo Ubilla, subsecretário do Ministério do Interior, disse que a polícia está preparada para enfrentar tentativas de “alguns grupos violentos” de bloquear estradas, e que tem ordens para desobstruí-las. Continue lendo “Greve nacional reforça protestos estudantis no Chile”




