“Amazônia Real”: nasce um novo portal de notícias

Amazônia Real
Foto do portal capturada por Tania Pacheco

“Junho de 2013. Milhares de brasileiros foram às ruas dos grandes centros urbanos, assim como nas pequenas cidades da Amazônia, protestar contra a corrupção dos governos, o caótico sistema público de saúde, educação e transportes, além dos gastos com as obras da Copa do Mundo de 2014.

Foi neste momento da história recente que as jornalistas Elaíze Farias, Kátia Brasil e Liège Albuquerque, repórteres de Manaus (AM), com experiência nas redações da grande mídia, decidiram criar um projeto de imprensa alternativa.

Outubro de 2013. O portal de notícias Amazônia Real nasce com o objetivo de fazer jornalismo independente e pautado nas questões da Amazônia e de seu povo, com uma visão mais realista e linha editorial em defesa da democracia e da liberdade de expressão. Um jornalismo produzido por profissionais com sensibilidade na busca de grandes histórias da Amazônia. Continue lendo ““Amazônia Real”: nasce um novo portal de notícias”

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UPPS e a reestruturação do tráfico no Rio de Janeiro. Entrevista especial com José Cláudio Alves

Foto: http://bit.ly/1eJNcEr
Foto: http://bit.ly/1eJNcEr

“Essa estrutura de organização do crime não pode ser concebida, nos moldes que hoje existe no Rio de Janeiro, sem a direta participação, intervenção e organização do próprio Estado, ou seja, do próprio aparato policial”, diz o sociólogo

IHU On-Line – “As Unidades de Polícia Pacificadora – UPPs provocaram uma mudança na economia política do crime organizado no Rio de Janeiro”, afirma José Cláudio Alves à IHU On-Line. Nos cinco anos de implantação desta política pública, “o capital criminoso começou a agilizar o seu ganho em outras áreas da região metropolitana do Rio de Janeiro. Esse é o grande fenômeno que ocorre atualmente”, diz o sociólogo, em entrevista concedida por telefone. Segundo ele, “ao analisar a Baixada Fluminense, São Gonçalo, Angra dos Reis, Cabo Frio, Búzios, que é hoje uma das regiões mais violentas do Rio de Janeiro, percebe-se um deslocamento da organização do crime”.

De acordo com Alves, o tráfico também se deslocou para a região que circunda a Baía de Guanabara, “em função de ganhos menores, como o consumo do craque e ganhos com a importação do tráfico de drogas de forma mais ostensiva”. Continue lendo “UPPS e a reestruturação do tráfico no Rio de Janeiro. Entrevista especial com José Cláudio Alves”

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Colômbia: Persiste recrutamento forçado de meninos para o Exército Nacional

colômbia – Apesar dos esforços para colocar fim ao cenário de conflito armado e violações de direitos humanos que a Colômbia vive há cerca de 50 anos, situações como o recrutamento forçado de crianças para o Exército Nacional ainda são uma realidade. No mês de setembro, o Defensor do Povo, Vólmar Pérez, denunciou que a prática ainda é frequente e preocupante no sul de Bogotá e também no norte de Santander, Sucre, Vaupés, Risaralda, Quindío e Córdoba.

Segundo informações da agência de notícias Anncol, ligadas às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), geralmente, os “recrutados” são meninos filhos de famílias pobres. Eles são abordados por membros do Exército Nacional e levados, no mesmo momento, para outras regiões, sem ao menos poder avisar às suas famílias sobre o ocorrido, o que mostra que essa prestação de serviço militar é ilegal e forçosa.

O Movimento Mira denunciou que, no último, dia 10 de setembro, foram feitas retenções ilegais nos bairros Minitas, Sultana e Enea, em Manizales, capital do departamento de Caldas. Após serem recolhidos, os meninos foram levados imediatamente para as instalações do Batalhão Ayacucho. Continue lendo “Colômbia: Persiste recrutamento forçado de meninos para o Exército Nacional”

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Acusados pelo assassinato do sindicalista Dezinho vão a júri hoje em Belém

400_assassinatosCPT – Lourival de Sousa Costa (acusado de ser um dos mandantes) e Domício de Sousa Neto (acusado de ser um dos intermediários) irão a júri popular, hoje, 24 de outubro, em Belém, acusados pelo assassinato do sindicalista José Dutra da Costa, o Dezinho. O crime ocorreu em 21 de novembro de 2000, na cidade de Rondon do Pará, sudeste do Estado.

Lourival ocupava ilegalmente a Fazenda Santa Mônica, uma área pública federal, que à época foi ocupada por um grupo de famílias sem terra lideradas por Dezinho. Domício era o então gerente da fazenda e, de acordo com as investigações policiais, forneceu a arma que foi usada no crime.

O pistoleiro Wellington de Jesus, que assassinou o sindicalista, foi julgado e condenado a 30 anos de prisão em 2006, mas foi autorizado pela justiça a passar o final daquele ano em casa e nunca mais retornou para cumprir a pena. Dois outros acusados de serem intermediários do crime tiveram suas prisões preventivas decretadas, mas nunca foram presos. Outro fazendeiro também acusado de ser mandante (Décio Barroso Nunes) aguarda em liberdade e deverá ir a julgamento em 2014.

O processo que apurou o assassinato do sindicalista foi marcado por uma péssima atuação das polícias civil e federal e do Ministério Público na fase de investigação e instrução, dificultando a produção de provas que pudessem responsabilizar todos os acusados pelo crime. A omissão do Estado brasileiro quanto à proteção do sindicalista Dezinho das ameaças que recebia em função de sua atuação, e o descaso no processo de apuração do crime, resultou em uma ação contra o Estado brasileiro perante a Comissão Interamericana da OEA.

Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará – FETAGRI

Comissão Pastoral da Terra – CPT

Sociedade de Defesa dos Direitos Humanos – SDDH

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Refletindo com Lévi-Strauss a ideia do negro e do índio como outro

claude_levi_straussEustáquio José – O Brasil Nativo

Extrair de um antropólogo algo positivo sobre índios e negros não chega a ser nada de espantoso nem extraordinário. Claude Lévi-Strauss também não é novidade neste tema. Mas o que este antropólogo insigne disse de tão importante para as minhas preocupações e que me despertou uma forma de melhor defender esses “outros esquecidos” deve ser compartilhado aqui. Não é nada demais, nem é algo técnico e extremamente enfadonho, mas, pelo contrário, instigante e motivador. Não é nada que carregue o academicismo nas veias, mas algo que é bem mais sensível e típico de um grande pensador, mas, em especial, de um grande ser humano.

Certa vez Lévi-Strauss, em seu livro Três Formas de Humanismo, disse que a antropologia era a “afirmação do princípio da alteridade”, isto é, que a antropologia era atender a um “apelo para o homem reconhecer-se no outro”, de se colocar como “um perante outros” e de fazer disso uma condição existencial, uma forma de vivência e experiência. Essa constatação forte, e simples, contudo, não é nem de perto seguida pelo chamado “homem civilizado”, ou como bem diz a música do Titãs “cidadão civilizado”. Hoje o que mais vemos é a tentativa exacerbada de uniformização e de ditadura da identidade. Essa escolha por se condicionar todos ao mesmo e massificar tudo prejudica quem, por um acaso, for diferente e, principalmente deforma até nossa maneira de se reconhecer, que é pelo outro. Lévi-Strauss repete Hegel quando este disse que o reconhecimento é o ponto fulcral de nossa consciência e de nossa condição, o ponto de inflexão no qual há o retorno, há o salto e a condição de se ver que nós temos um campo, um espaço, ocupamos este espaço e somos nós mesmos. Reconhecer-se no outro, mais do que um ditame dialético, é um ponto cotidiano, é uma expressão da vida humana.  Continue lendo “Refletindo com Lévi-Strauss a ideia do negro e do índio como outro”

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Defesa de direitos humanos é defesa da vida, diz Maria do Rosário

Maria do Rosário explicou que a lógica que perpassa as políticas voltadas para a promoção dos direitos humanos é, principalmente, a de proteção da vida
Maria do Rosário explicou que a lógica que perpassa as políticas voltadas para a promoção dos direitos humanos é, principalmente, a de proteção da vida

Durante a audiência, Maria do Rosário cobrou do Congresso a aprovação do Projeto de Lei 4.715/94 que cria o Conselho Nacional de Direitos Humanos

Agência Brasil

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, Maria do Rosário, disse nesta quarta-feira que o debate sobre direitos humanos no país tem que avançar e parar de restringir o tema a estereótipos como “defesa de bandidos”. “Todo o trabalho da secretaria tem sido de fomentarmos o tema de direitos humanos para que diga respeito a tudo que contribua para a dignidade e qualidade de vida. Não podemos nos perder em uma visão estreita que observa essa temática a partir da lógica do estereótipo; que enxerga os direitos humanos como defesa dos bandidos”, disse Maria do Rosário, durante audiência pública na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados. Continue lendo “Defesa de direitos humanos é defesa da vida, diz Maria do Rosário”

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Documentário do 2º Festival de Artes das Escolas de Assentamentos do Paraná

Da Página do MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou, de 07 a 10 de outubro de 2013, em Curitiba, o II Festival de Artes das Escolas de Assentamento do Paraná, com o lema” “Plantando Arte e Colhendo Cidadania no Campo”.

Diferente do I Festival de Artes que aconteceu em 2011, também em Curitiba, onde apenas escolas do Paraná participaram, o II Festival contou com a participação de jovens estudantes do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Foram cerca de 2 mil participantes, totalizando aproximadamente 50 escolas, sendo que desse total 16 se apresentaram nas noites no Teatro Guaíra. Continue lendo “Documentário do 2º Festival de Artes das Escolas de Assentamentos do Paraná”

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Terra e autodeterminação: o plano Paumari de manejo do pirarucu

Oiara Bonilla – Amazônia Real

Na primeira semana deste mês foi realizada a Semana de Mobilização durante a qual indígenas de todo o Brasil manifestaram seu repúdio aos atuais ataques direcionados à legislação indigenista e, mais especificamente, à Constituição Brasileira que, em seu artigo 231, lhes garante o direito à terra e à autodeterminação.

Enquanto isso, na sexta-feira (04), a Presidente estava no Paraná, onde anunciava um investimento de 5 bilhões de reais para armazenamento de grãos no estado. A coincidência dessa mobilização e desse evento revela a contradição que vivem as populações tradicionais no Brasil hoje.

Enquanto ainda estão lutando pela terra e pelo cumprimento do que está garantido na Constituição, esses mesmos direitos, conquistados a duras penas, há apenas 25 anos, estão sendo hoje ameaçados pelos interesses ruralistas no Congresso. Aqueles que conseguiram ter suas terras devidamente demarcadas batalham agora para conquistar mais autonomia, tanto politicamente, quanto em relação ao próprio mercado e às políticas públicas, estas ainda fortemente marcadas pela tutela e pelo assistencialismo. Continue lendo “Terra e autodeterminação: o plano Paumari de manejo do pirarucu”

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Encontro dos Povos Tradicionais do Maranhão

povos trad maranhao

No próximo mês povos indígenas e quilombolas do Maranhão e de outros estados do Brasil irão se encontrar, em Santa Helena – MA

MOQUIBOM – Esse Encontro, na verdade, já começou quando indígenas dos povos Krikati, Guajajara, Krenyê e Kaapor se encontraram pela primeira vez, em São Luís – MA, em agosto de 2011. Era tempo de jornada de luta camponesa que, no Maranhão, ganhou cores, sons e movimentos específicos, os dos quilombolas e indígenas em luta para defenderem seus territórios fundamentais para os seus modos de vida.

Foram oito dias que de cantos, danças e histórias de vidas partilhadas. Tempo oportuno para que uns e outros pudessem entender que as ameaças comuns estavam a exigir estratégia de defesa e resistência comuns. O inimigo é comum: o Estado, os latifundiários, empresas de mineração, madeireiros, etc. Continue lendo “Encontro dos Povos Tradicionais do Maranhão”

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“Governo deve usar Raposa Serra do Sol para demarcações”

Joaquim Barbosa
Joaquim Barbosa: “O tribunal extrapolou, traçou parâmetros abstratos e alheios ao que foi proposto na ação originária. Agiu como verdadeiro legislador”, disse Barbosa. Ele e Marco Aurélio Mello votaram contra os embargos, mas não voltaram para decidir a parte proposta pelos Povos Indígenas.  (Tania Pacheco) 

Por Felipe Recondo, Mariângela Gallucci e Roldão Arruda, no O Estado de S. Paulo

Brasília e São Paulo – O Supremo Tribunal Federal confirmou nesta quarta-feira, 23, a validade das 19 salvaguardas que haviam sido adotadas em 2009, durante o processo que definiu a demarcação em área contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. A Corte deixou claro que a decisão não tem efeito vinculante. Segundo o ministro relator, Luís Roberto Barroso, ela não se estende automaticamente a outros julgamentos envolvendo disputas de áreas reivindicadas por grupos indígenas.

Na prática, porém, as 19 salvaguardas referentes à Raposa deverão orientar daqui para a frente todas as decisões do poder público em relação a outras demarcações. Ainda nesta quarta, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, anunciou que, tão logo seja publicado o acórdão do Supremo, voltará a vigorar automaticamente a Portaria 303, com orientações sobre o cumprimento das 19 salvaguardas. Editada em 2012 pela AGU, a portaria foi arquivada em decorrência de protestos de índios e organizações não governamentais em todo o País. Continue lendo ““Governo deve usar Raposa Serra do Sol para demarcações””

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