En México, el odio sigue asesinando a las mujeres

FOTO: CUARTOSCURO
FOTO: CUARTOSCURO

Coincidiendo con el aniversario veinte del Tratado de Libre Comercio de América del Norte y el de la insurrección zapatista en Chiapas, México conmemora otra fecha: el inicio de la ola de feminicidios que, lejos de erradicarse, se extendió por todo el país

Adazahira Chávez – Desinformémonos

México. “La muerte no es democrática en México. Las mujeres son asesinadas con mayor odio, misoginia y desprecio”, afirma Karla Micheel Salas, abogada con una reconocida trayectoria en el tema de los feminicidios. A 20 años de que se dio la voz de alerta en Ciudad Juárez, Chihuahua, por la gran cantidad de mujeres asesinadas con huellas de tortura y abuso sexual, el fenómeno se extendió al resto del país.

El trabajo de familiares de víctimas de feminicidio, activistas y defensoras de derechos humanos, que desde hace 20 años luchan por erradicar el asesinato de mujeres por el hecho de serlas, ha tenido importantes logros, valora la abogada Karla Micheel Salas, especialista en el tema. “En muy poco tiempo –a partir de 2010- se logró que casi todos los códigos penales del país tipificaran el feminicidio, cosa que no ocurre por ejemplo con la tortura y la desaparición forzada”, señala. Además, hay un amplio reconocimiento del fenómeno a nivel social e internacional, incluso a nivel de gobiernos, agrega la abogada. Continue lendo “En México, el odio sigue asesinando a las mujeres”

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Racismo y maltrato institucional contra los migrantes en España

20130428_migrantes01La legislación española y la actuación de sus fuerzas de seguridad está llena de criterios racistas y xenófobos, que resultan en un elevado porcentaje de migrantes en prisión, despojados de sus derechos y expuestos a la tortura y el maltrato, que en la mayoría de los casos queda impune

Carlos E. Hernaández – Desinformémonos

Bilbao, País Vasco. La tortura y los malos tratos a migrantes, por motivaciones racistas o xenófobas, son un problema importante en el Estado español. Los extranjeros sufren tasas de encarcelamiento y malos tratos superiores a la media, fruto de su situación de marginación social.

Desde mediados de los años noventa, la problemática racista evolucionó a enfoques más xenófobos agravados por el aumento del número de personas extranjeras, especialmente en los casos de las migrantes de fuera de Europa y de las europeas de origen gitano, quienes sufren la discriminación desde siempre, aunque la etnia sea autóctona. Continue lendo “Racismo y maltrato institucional contra los migrantes en España”

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Histórias de fronteira: “Vocês, brancos, não têm alma”, de Jorge Pozzobon

"Vocês, brancos, não têm alma"O livro “Vocês, brancos, não têm alma”, do antropólogo Jorge Pozzobon (1955-2001), chegou à segunda edição em 2013, lançado pela editora Azougue em co-edição com o ISA.

Colaborador ativo do ISA como integrante da equipe do Programa Rio Negro, Jorge dedicou sua vida a conviver com os índios Maku, uma das famílias linguísticas do Rio Negro, sobre os quais escreveu sua tese de doutorado e muitos artigos. Durante 20 anos fez os registros de todas as suas andanças e aventuras por aquela região no noroeste amazônico.

O livro está à venda na loja do ISA. Clique aqui.

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“Índios podem ficar sem aulas se conflito persistir no Amazonas”

Juiz Wilson Witzel e cocarJosé Maria Tomazela – O Estado de S. Paulo

A persistência do conflito entre brancos e índios pelo desaparecimento de três homens na reserva tenharim-marmelos há 20 dias pode deixar crianças e jovens indígenas sem aulas no início do ano escolar, em Humaitá, sul do Amazonas. O calendário de 2014 foi adiantado em razão da Copa e o ano letivo começa em menos de um mês. De acordo com Ivanildo Tenharim, representante da etnia e coordenador de Educação Escolar Indígena em Humaitá, mais de trinta professores índios que atuam nas 13 escolas indígenas do município terão de passar por um curso de capacitação na cidade antes do início das aulas.

Após o conflito que resultou na destruição das instalações indígenas na cidade e na entrada das aldeias, os índios permanecem confinados na reserva, o mesmo ocorrendo com os professores. “Além da falta de alimentação e de atendimento médico, essa é a questão que mais nos preocupa”, disse Ivanildo. Segundo ele, as aldeias estão num processo de integração escolar que não pode ser interrompido. “Levamos muito tempo para chegar ao estágio atual e agora tudo depende da educação.” No final de janeiro, seria realizada uma oficina pedagógica para professores que atendem, além dos tenharim, outros povos, como os parintintins, apurinã, tora, mura e manducuru, mas já foi cancelada.

Ivanildo, que desde o início negou a participação dos índios no desaparecimento dos três brancos, disse que os tenharins valorizam a língua materna, os costumes e a cultura. “Não somos a causa dessa revolta, mas estamos sofrendo as consequências. Esperamos que a polícia forneça logo as respostas que a população espera para voltarmos à vida normal.” A questão escolar foi levada à Fundação Nacional do Índio (Funai). Segundo ele, o órgão está envolvido com o atendimento de necessidades mais imediatas dos indígenas, como alimentação, atendimento médico e segurança. Continue lendo ““Índios podem ficar sem aulas se conflito persistir no Amazonas””

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Mercado Livre oferece à venda crianças negras por R$ 1,00. Ministério Público Federal, aja, por favor, urgente!

ML 1 - Mercado Livre anuncia venda de crianças negras
Mercado Livre anuncia venda de crianças negras “com diversas utilidades”. Foto capturada da internet

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

O anúncio acima e os outros três abaixo estão neste momento no Mercado Livre, com a chamada “Negros com diversas utilidades”. Há quatro grupos diferentes, todos compostos por crianças de idades variadas. No último, como pode ser visto, são meninas adolescentes. Um segundo quadro – “Funções dos negros” – informa que podem ser usados como “carpinteiros, pedreiros, cozinheiros, seguranças de boates, vassoureiros, garis, ‘vlw flw, faxineiros”.  O preço é o mesmo, para todos: R$ 1,00.

Neste momento há, ao todo, 16 comentários ou tentativas de comentários no espaço reservado para a troca de mensagens entre o interessado e o vendedor. Desses 16, quatro foram excluídos pelo Mercado Livre e substituídos pela tarja “Tivemos que excluir esta pergunta porque não está de acordo com as nossas Políticas para Cadastramento de Anúncios”. Onze são protestos contra o racismo e contra o portal, que mantém o anúncio e, até, o ‘protege’. Um ser que se pensa humano, provavelmente, faz uma pergunta: “quanto é o frete pra minas gerais?”.  Há a possibilidade de denunciar, bem ao lado dela. Mas a tentativa falha, pois a múltipla escolha não prevê qualquer hipótese que envolva o crime em questão. Continue lendo “Mercado Livre oferece à venda crianças negras por R$ 1,00. Ministério Público Federal, aja, por favor, urgente!”

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Nota de repúdio às declarações de Edward Luz na reportagem “Índios poderão tudo até que a sociedade dizer chega”

Nota de repúdio às declarações de Edward Luz na reportagem “Índios poderão tudo até que a sociedade dizer chega”, publicada pelo referido autor no site “Notícias Agrícolas”

Antes de entrar no tema proposto pela reportagem acima, cabe resolver um equivoco que as manifestações do senhor Edward Luz têm gerado. A Antropologia é uma Ciência e como tal é desprovida, pelo menos em tese, de orientação ideológica ou comprometimento com demandas de povos e segmentos sociais específicos. Ou seja, o antropólogo não é formado para defender os povos originários ou qualquer outro segmento social. Ele é formado para produzir conhecimentos sobre as formas de viver em sociedades.

As manifestações do senhor Edward Luz, propositalmente, simplificam e reduzem o campo de atuação dos antropólogos e atribuem a esses profissionais uma conduta norteada por motivações ideologias simplórias, guiada por princípios rasos e por interesses mesquinhos. O ponto central de nossas formações acadêmicas está direcionado para o que se convencionou chamar de diferença cultural. A antropologia produz conhecimentos cientificamente sistematizados sobre as distintas formas de organização social e sistemas culturais. No caso brasileiro, o exercício profissional dos antropólogos enquanto pesquisadores e produtores de conhecimento acadêmico e científico confere certa ênfase aos estudos dos povos originários. Mas é importante destacar que a antropologia brasileira é formada por vários campos de investigação e que a etnologia indígena é somente um dos seus ramos.

Também é importante frisar que o antropólogo não opera somente no campo acadêmico. Atua nas mais diversas áreas onde o conhecimento antropológico é requisitado, entre elas, como enfatiza o senhor Edward Luz, na assessoria de comunidades e organizações indígenas. Todavia, temos antropólogos trabalhando em grandes corporações, em instituições públicas e com os mais diferentes temas. Continue lendo “Nota de repúdio às declarações de Edward Luz na reportagem “Índios poderão tudo até que a sociedade dizer chega””

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Ministros do STF começam ano com aumento de R$ 1,4 mil. Agora ganham apenas R$ 29.462,25

Justiça $André Richter, Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começaram  o ano com aumento de aproximadamente R$ 1,4 mil nos salários.  De acordo com uma portaria publicada na sexta-feira (3) noDiário da Justiça, desde o dia 1º de janeiro, o salário dos ministros passou de R$ 28.059,29 para R$ 29.462,25, um reajuste de cerca de 4,9%.

O aumento provocou efeito cascata nos subsídios dos demais membros da magistratura, como juízes e desembargadores dos tribunais federais e estaduais. O salário dos ministros do STF é o teto constitucional, valor máximo pago aos servidores públicos, e serve de parâmetro para o cálculo dos vencimentos dos demais magistrados do país.

O aumento está previsto na Lei nº 12.771, de 28 de dezembro de 2012, que definiu o valor dos vencimentos dos ministros até 2015, quando os membros do STF terão um novo reajuste. A partir de 1º de janeiro do ano que vem, o salário será R$ 30.935,36. Conforme a norma, a partir de 2016, os salários serão fixados pelo próprio STF, por meio de projeto de lei, com base na previsão orçamentária, e em comparação com os ganhos dos demais servidores públicos. Continue lendo “Ministros do STF começam ano com aumento de R$ 1,4 mil. Agora ganham apenas R$ 29.462,25”

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Lei que define crimes de racismo completa 25 anos

Racismo_Crime(1)Paulo Victor Chagas, Repórter da Agência Brasil 

Brasília – Foi criada há exatos 25 anos a Lei 7.716, que define os crimes resultantes de preconceito racial. A legislação determina a pena de reclusão a quem tenha cometidos atos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Com a sanção, a lei regulamentou o trecho da Constituição Federal que torna inafiançável e imprescritível o crime de racismo, após dizer que todos são iguais sem discriminação de qualquer natureza.

A lei ficou conhecida como Caó em homenagem ao seu autor, o deputado Carlos Alberto de Oliveira. A partir de 5 de janeiro de 1989, quem impedir o acesso de pessoas devidamente habilitadas para cargos no serviço público ou recusar a contratar trabalhadores em empresas privadas por discriminação deve ficar preso de dois a cinco anos.  Continue lendo “Lei que define crimes de racismo completa 25 anos”

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Minha aldeia, minha vida, por Cley Medeiros (2)

Foto: Gabriel Ivan/Mídia NINJA
Foto: Gabriel Ivan/Mídia NINJA

Por Cley Medeiros, enviado especial da Mídia NINJA à Terra Indígena Tenharim

Fernando Tenharim, em frente a sua casa incendiada durante a onda de violência organizada por madeireiros e fazendeiros na Transamazônica (BR 230) no dia 26 de dezembro, próximo a cidade de Humaitá, Sul do Amazonas. Fernando morava no local com sua esposa e três filhos pequenos.

O indígena conta que havia uma cama, alguns colchonetes, um álbum de família, com fotos dos avós e tios; só lhe restou a roupa do corpo. A moto de Fernando também foi incendiada, assim como os brinquedos dos seus filhos. “Eu não acreditei no que estava vendo, corri com meus filhos antes que eles começassem a atirar. Eu vi um deles atirando na minha direção enquanto corria para a floresta,” conta Fernando. E completa: “Eu construí essa casa com meus parentes, e agora ela está assim. Agora é recomeçar tudo outra vez.”  Continue lendo “Minha aldeia, minha vida, por Cley Medeiros (2)”

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