Neste audiovisual o cacique Ládio Verón analisa as últimas “medidas governamentais para acabar com o conflito entre latifundiários e indígenas pela posse de terra.” Além disso, há lindas imagens da aldeia takuara.
Bahia celebra tombamento do terreiro Oxumaré

FCP – A ministra da Cultura, Marta Suplicy, e a presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, estiveram nesta quarta-feira (15) no terreiro Oxumaré (Salvador – BA), onde se celebrou a aprovação do tombamento da Casa em decisão do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan.
O governador Jaques Wagner, a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (ACM Neto), o presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, a senadora Lídice da Mata e as Ialorixás Stela de Oxóssi e Carmen de Oxalá prestigiaram o evento.
“Estivemos juntos, em Brasilia, onde acompanhei a análise e votação sobre a relevância e símbolo do terreiro Oxumaré. E, portanto, é uma honra e um momento muito especial ser acolhida e hoje estar aqui neste terreiro iluminado e agora tombado”, disse a ministra. Continue lendo “Bahia celebra tombamento do terreiro Oxumaré”
O campo precisa da juventude atuando politicamente para transformar a realidade

Representante da CPT, Plácido Júnior, durante sua fala, ressaltou que um dos maiores inimigos dos camponeses é o estado. “Se nós formos depender do estado e do capital, nós, camponeses, não vamos existir”. Assessor da PJR, Maciel Cover falou sobre a situação da juventude camponesa no Brasil e da atuação do jovem como ser político e social. Confira:
Na CPT
O III Congresso Nacional da Juventude Camponesa seguiu na tarde de ontem, 15, com a assessoria do representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT) Plácido Júnior, que trouxe uma análise sobre o olhar histórico e atual da questão agrária, além da discussão sobre a atual situação da distribuição da terra no Brasil, posição da igreja sobre a reforma agrária hoje levando em consideração o estudo da CNBB “Igreja e a questão agrária no início do século XXI” além do representante da PJR, Maciel Cover discutindo o tema: Juventude Camponesa: sujeito social e político.
Em suas falas, Plácido fez observações a respeito do processo de extinção do povo no campo. Segundo ele, um dos maiores inimigos dos camponeses é o estado. “Se nós formos depender do estado e do capital, nós camponeses não vamos existir”. Continue lendo “O campo precisa da juventude atuando politicamente para transformar a realidade”
PB – MST ocupa fazenda em protesto ao assassinato de camponeses
Ontem (15), 70 famílias do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocuparam a Fazenda Espírito Santo de Baixo, no município de Soledade, na Paraíba. Há exatos 50 anos ocorreu na área a Chacina de Mari.
São mais 2 mil hectares de terra improdutivas que os trabalhadores rurais exigem que sejam direcionadas para a Reforma Agrária no estado. Na mesma cidade, há três anos também resiste o acampamento Mangueiral ocupando a Fazenda José Nunes à espera da desapropriação.
No dia 15 de janeiro de 1964, mais de 300 camponeses trabalhavam em uma lavoura às margens da PB 073, quando foram reprimidos por policiais que assassinaram o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Mari, Antônio Galdino da Silva e os camponeses José Barbosa do Nascimento, Pedro Cardoso da Silva e Genival Fortunato Félix, deixando ainda dezenas de trabalhadores feridos. Continue lendo “PB – MST ocupa fazenda em protesto ao assassinato de camponeses”
Crise no Complexo de Pedrinhas: SMDH solicita audiência na OEA

Por Igor Almeida, Blog Outros Olhares
A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) protocolou na manhã desta quinta-feira (16) uma solicitação de audiência junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O pedido de audiência feito pela SMDH está fundamentado na ocorrência de novas mortes dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas (nove após a concessão das medidas cautelares pela OEA), na falta de informações do Estado sobre as investigações das mortes dentro do Complexo, no impedimento do acesso das peticionárias (SMDH e OAB/MA), livre e sem qualquer aviso prévio, às unidades prisionais, e na falta de diálogo por parte do Estado para tratar sobre as medidas para cumprimento das recomendações da CIDH.
Segundo informações da CIDH, o período de audiências na OEA vai de 20 de março a 4 de abril deste ano. A partir de 24 de fevereiro, a SMDH deverá receber uma resposta da Comissão Interamericana sobre o pedido.
A SMDH, em conjunto com a OAB/MA, ingressou com um pedido de Medida Cautelar, denunciando a violência e as mortes no Complexo Penitenciário de Pedrinhas logo após a rebelião no mês de outubro, que resultou na morte de nove pessoas. No dia 16 de dezembro de 2013, a CIDH concedeu a Medida Cautelar, expedindo recomendações ao Estado Brasileiro para adotar medidas para evitar que novas mortes acontecessem; a redução imediata da superlotação no Complexo; e a investigação imparcial das mortes ocorridas no Complexo em 2013. Continue lendo “Crise no Complexo de Pedrinhas: SMDH solicita audiência na OEA”
Mais um gay é morto. E o Congresso Nacional pode ter sido cúmplice, por Leonardo Sakamoto
Kaique, negro e homossexual, de 16 anos, foi encontrado morto na madrugada de sábado (11). Segundo familiares que reconheceram o corpo, não havia dentes na boca do rapaz e seu corpo apresentava sinais de tortura, hematomas na cabeça e uma barra de ferro cravada na perna. De acordo com matéria de Felipe Souza e Ricardo Senra, na Folha de S. Paulo, desta quinta (16), ele havia sido visto pela última vez em uma balada gay no Centro de São Paulo.
Antes de mais nada, uma curiosidade: sabe como a Polícia Civil do 2º DP registrou o caso segundo a matéria? Suicídio. E a Secretaria de Segurança Pública não vai comentar a tortura porque o laudo da morte seria sigiloso e que há uma investigação em andamento.
Gente… Sério? Registrar como suicídio?
O Estado não aprendeu que não se “suicida” alguém diante de elementos que apontam o contrário? Os casos são diferentes, mas me lembrei da morte de Vladimir Herzog e de tantos outros “suicidas” da ditadura. Depois quando digo que a gente tem uma ferida aberta e mal resolvida que influencia o dia a dia da força policial, o pessoal que é saudoso dos Anos de Chumbo dá chilique. Da última vez que disse isso, muitos gastaram um bom tempo defendendo que eu fosse torturado em uma página de amigos da Rota ao invés de ler um bom livro de história contemporânea brasileira…
Marco Feliciano está deixando a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Viva! Mas me assusta a quantidade de pessoas, teoricamente com acesso à informação, que “discordavam, mas entendiam” as posições do profeta, que dizer, pastor, veiculadas durante 2013. O que preocupa, uma vez que as “abominações” continuam morrendo. Continue lendo “Mais um gay é morto. E o Congresso Nacional pode ter sido cúmplice, por Leonardo Sakamoto”
MAB: Nota em apoio à luta dos povos indígenas do sul do Amazonas

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) é solidário com a luta dos povos indígenas e repudia as ações violentas e racistas ocorridas no sul do Amazonas, na região de Humaitá, Manicoré e Apuí, a partir do dia 25 de dezembro de 2013, assim como repudia os meios de comunicação que incitaram estes acontecimentos.
Os atos de perseguição, intimidação, depredação da estrutura pública de atendimento às comunidades indígenas Tenharim, Parintintin, Jiahui e Pirahã ocorreram de forma oportunista diante do sofrimento dos familiares dos desaparecidos e do cacique falecido, Ivan Tenharim, com os quais nos solidarizamos. Após a longa demora a reagir aos acontecimentos, o Governo Federal e a FUNAI em Brasília devem garantir rapidamente o direito de ir e vir dos indígenas e respostas ao caso dos desaparecidos. Continue lendo “MAB: Nota em apoio à luta dos povos indígenas do sul do Amazonas”
Nota de Apoio do Corpo Discente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas aos Povos Indígenas do Sul do Amazonas

Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social – PPGAS/UFAM
Os povos indígenas da região do Rio Madeira trazem em suas trajetórias a marca da histórica perseguição desenfreada ao longo dos processos de ocupação da Amazônia. Trata-se de atos de genocídio que culminaram na perda de territórios e na dizimação de milhares de vidas.
Uma atualização deste processo – de investida contra os grupos indígenas da região do Rio Madeira – tem se mostrado a partir da emergência de manifestações violentas de desrespeito aos direitos indígenas e apontam para inúmeras tentativas em reverter direitos já estabelecidos na Constituição, como no “capítulo VIII, artigo 231, onde é conferida à União a responsabilidade de demarcar suas terras, garantir a sua proteção, bem como todos os seus bens e o que é previsto na Convenção n° 169 da OIT e no Decreto n° 6.040 de 07 de fevereiro de 2007”. Continue lendo “Nota de Apoio do Corpo Discente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas aos Povos Indígenas do Sul do Amazonas”
Rio dos Macacos: MPF/BA recomenda à Marinha cumprimento de medidas que beneficiam quilombolas
A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) do Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) recomendou, na última terça-feira, 14 de janeiro, que o Comando do 2º Distrito Naval cumpra de imediato o que foi acordado sobre a comunidade quilombola de Rio dos Macacos, localizada na Vila Naval da Barrarem, em Simões Filho/BA, nas reuniões, ocorridas nos últimos dias 8 e 9 de janeiro. As medidas foram: a não oposição do 2º Distrito ao plantio de subsistência, à construção de um centro comunitário na comunidade ou à reforma das casas com risco de desabamento; a inclusão de estudos para o fornecimento de água encanada às casas que ainda não dispõem do recurso; e a colocação de pessoa civil na guarita de entrada ao acesso principal da Vila Naval. Continue lendo “Rio dos Macacos: MPF/BA recomenda à Marinha cumprimento de medidas que beneficiam quilombolas”
Ministério da Justiça prorroga permanência da Força Nacional em favela do Rio
Vitor Abdala* – Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Ministério da Justiça autorizou hoje (16) a permanência da Força Nacional de Segurança Pública na comunidade de Santo Amaro, na zona sul da cidade do Rio, por mais cinco meses. A tropa ocupa a favela desde maio de 2012, com o objetivo de combater a venda de crack.
A autorização do Ministério da Justiça foi publicada hoje no Diário Oficial da União. Segundo o Ministério da Justiça, a Força Nacional de Segurança Pública apoia o governo fluminense na chamada Operação Pacificadora 2, que integra o programa “Crack, é Possível Vencer”, do governo federal.
A função da Força Nacional, de acordo com a portaria, é “preservar a ordem pública, a incolumidade das pessoas e do patrimônio, apoiar os órgãos estaduais nas ações de segurança pública”.
*Edição: Talita Cavalcante


