Ato de sem-teto em apoio a ‘rolezinhos’ faz shoppings fecharem em São Paulo

Agência Estado

Dois shoppings da zona sul paulistana fecharam as portas no final da tarde desta quinta-feira para evitar uma manifestação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). O ato foi feito em apoio aos “rolezinhos” que têm sido feitos, desde dezembro de 2013, por jovens da periferia em centros comerciais da cidade. Os eventos têm sido reprimidos pela polícia e proibidos por decisões judiciais.

Por volta das 17h30, o Shopping Jardim Sul, que fica na região do Morumbi, foi evacuado e teve todos os acesso bloqueados com grades. Em comunicado, o establecimento disse que tomou medidas preventivas para resguardar clientes e lojistas. O Shopping Campo Limpo informou por nota que fechou as portas às 17h para “manter a segurança de clientes, lojistas e funcionários”. O local foi reaberto às 19h40. O Campo Limpo ressaltou ainda que obteve uma liminar judicial contra o protesto.

Os sem-teto protestaram em frente ao Jardim Sul. Apesar do protesto ter sido pacífico, em um momento houve troca de empurrões com os seguranças que evitavam a aproximação dos manifestantes do prédio. Segundo a coordenadora estadual do MTST, Ana Ribeiro, o movimento decidiu apoiar os rolezinhos porque entende que os jovens estão reivindicando lazer e cultura para a periferia. “A gente está em uma luta por moradia na periferia, mas isso é uma luta imediata. Tudo que tem relação com a cidadania do povo da periferia a gente apoia”, disse. Continue lendo “Ato de sem-teto em apoio a ‘rolezinhos’ faz shoppings fecharem em São Paulo”

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Notas com “adoçante e pseudoafeto”

Eustáquio José – Com caturrice e ironia

Não pude resistir a minha recente leitura do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley e a recente audição de Com açúcar, com afeto do sempre genial Chico Buarque. Isso tudo junto à minha caturrice irônica rotineira deu nisso aí: com adoçante e pseudoafeto”.

Mas tem que se ser assim diante de tanta “coisa interessante” que acontece em nossa vida cotidiana não é? Então vamos ao que interessa.

1- Em primeiro lugar os rolezinhos. Diante da vociferação dos direitistas de plantão, que culminou na frase de Rodrigo Constantino, ícone do liberalismo tupiniquim (sic), em sua célebre conclusão que os jovens da periferia não toleram a riqueza alheia, a civilização mais educada, os locais mais refinados e são bárbaros incapazes de reconhecer a própria inferioridade, e morrem de inveja da civilização. Não sei por onde começar diante de tanta excrescência que este liberal conseguiu metralhar em só uma frase. Mas uma coisa é certa: ele é porta-voz coerente do conservadorismo que admira. Nossa sociedade racista, classista e conservadora pulou efusivamente de alegria diante dessas declarações tão obscenas do esclarecido que tem birra (briguinha) com Olavo de Carvalho a quem ele chama de direita tacanha, sendo ele uma direita high tech! A declaração de Constantino lembra um grego antigo se vangloriando de sua educação e jogando terra no barbarismo dos que estavam fora e não eram cidadãos, mas ele esqueceu que é brasileiro e que aqui dentro a educação não é lá grande forte? Parece que sim…  Continue lendo “Notas com “adoçante e pseudoafeto””

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Aty Guasu de Crianças e Adolescentes Guarani Kaiowá

MG_1572Imagem da Vida – Em 25 e 26 de janeiro, acontecerá o Aty Guasu de Crianças e Adolescentes Guarani Kaiowá na aldeia de Tey Kue, em Caarapó (MS). O evento está sendo organizado pela OSCIP imagem da Vida e   o Conselho Aty Guasu. Conta com a parceria da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, do Conanda – Conselho Nacional da Criança e do Adolescente e o apoio da FUNAI e do CIMI (Conselho Indigenista Missionário).

O evento contará com a presença de 200 crianças e adolescentes indígenas de diversas aldeias. Entre outras de Sombrerito, Yvy Katu/P.Lindo, Puelito, Sossoró, Jaguapiré, Pirajuí, Ipo’i, Potrero Guasu, Arroio Corá, Paraguassu, Kurusu Ambá, Taquapiri, Limão Verde, Amambay, Guaiviry, Guasuty, Marangatu/Campet, Lima Campo, Bororo/Jaguapiru, Passo Piraju, Panambizinho, Laranjeira Nanderu, Laranjeira Nanderu, Panambi/Itay.

Os temas que estarão norteando o debate estão baseados no que foi manifestado pelas crianças e jovens Guarani Kaiowá no  “I Fórum Cidadania e Direitos na Visão de Crianças e Adolescentes Guarani Kaiowá”, que ocorreu na Câmara dos Deputados em Brasília em outubro de 2013, quando foram levantados os seguintes apontamentos: Continue lendo “Aty Guasu de Crianças e Adolescentes Guarani Kaiowá”

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Ativista americano contra racismo reivindica mais mudanças no Brasil

Raiz Africana* – O ativista americano contra a discriminação racial Joe Beasley disse nesta terça-feira no Rio de Janeiro que o Brasil ainda precisa de muitas mudanças para não diferenciar as pessoas pela cor da pele e que “ainda há muito por fazer” no país.

Beasley reconheceu que “já foram feitos avanços importantes na mudanças de leis” e disse ser “responsabilidade dos próprios negros fazer respeitar essas leis”.

O ativista fez essas declarações em um ato promocional da Coca-Cola, que também contou com a participação de Lázaro Cunha, presidente do Instituto Steve Biko, organização que luta pela igualdade racial no Brasil.

Cunha pediu para que seja promovida “a vida, a igualdade e a solidariedade para tirar os negros da situação de exclusão em que se encontram”.

Também se referiu aos negros como “um valor e não como um problema ou uma carga” para um país como o Brasil, em que metade da população se declara negra ou parda, segundo dados do censo de 2010.

“Um país em crescimento deve combater esse inimigo que é a discriminação, conseguir mudar a situação”, convocou o ativista brasileiro.

A Coca-Cola, que organizou o ato, anunciou um investimento de R$ 5 milhões em iniciativas que tenham como objetivo combater a discriminação racial no Brasil, principalmente em regiões mais desfavorecidas do país.

*Fonte: UOL

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IEB faz 15 anos com os pés fincados na Amazônia

IEB - formarPNGATI
Indígenas e gestores públicos participaram do segundo módulo do Formar PNGATI em Cacoal, Rondônia. Foto: Acervo IEB

Instituto busca promover Justiça socioambiental fortalecendo as comunidades.

Por Sávio de Tarso, da Envolverde

Lá eles chamam de base, é o chão. Parece longe de todo lugar, mesmo para os que vivem nesse vastíssimo “lá”, teia de muitos territórios amazônicos sumariamente semelhantes nas desigualdades – sociais, regionais, ambientais, gritantes. São gritos roucos dos filhos desse chão multidiverso que a equipe do IEB busca afinar com ouvidos receptivos, olhar atento e disposição para oferecer aos desfavorecidos uma laboriosa dinâmica de empoderamento, ao compasso da história de cada comunidade. Aos 15 anos de existência, o IEB – Instituto Internacional de Educação do Brasil tem destino e destinatário definidos para suas ações: as comunidades locais da Amazônia.

Criado para facilitar o acesso ao conhecimento sobre conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável, executando projetos de formação e capacitação aplicáveis nos vários biomas brasileiros, o IEB percorreu nesse período uma trajetória singular, que abraçou o desdobramento dos focos de sua missão institucional por força do contato mais estreito com o “chão”. Não descuidou de sistematizar e disseminar os saberes sobre o uso dos recursos naturais nem sobre o indispensável alargamento da participação institucional das comunidades nos espaços públicos, mas aos poucos concentrou as ações na Amazônia – o que não é de pouca monta. Continue lendo “IEB faz 15 anos com os pés fincados na Amazônia”

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O planeta Terra não tem backup (reedição), por Telma Monteiro

Kansas seca 2012

China, Índia, Arábia Saudita, África do Norte e EUA estão levando à exaustão os seus aquíferos à ordem de 160 bilhões de metros cúbicos por ano. Brown faz uma equação muito interessante para ilustrar sua análise: cada tonelada de grãos equivale a 1.000 toneladas de consumo de água, ou seja, 160 bilhões de toneladas de déficit hídrico correspondem a 160 milhões de toneladas de produção de grãos. São de 300 quilos/ano o consumo mundial per capita de grãos e 160 milhões de toneladas de grãos, produzidos de forma insustentável, alimentam 480 milhões de pessoas.

Outro dado interessante que ele apresenta é que quando os países perdem sua capacidade de irrigação acabam aumentando sua necessidade de importação de grãos. A água para suprir a demanda das cidades tende a migrar da água que iria para a irrigação com a consequente diminuição da produção de grãos. Importar grãos é, na equação de Brown, importar água numa proporção de 1.000 toneladas de água para cada tonelada de grãos. Incrível!

Por Telma Monteiro

Os tempos estão mudados e o clima cada vez mais incerto. O economista Lester R. Brown escreveu, em 2006, o livro Eco-Economia – Construindo uma Economia para a Terra onde analisa em profundidade as mudanças climáticas e seus efeitos no planeta. No mesmo ano, não resisti, resumi o livro e publiquei.

Hoje, depois das notícias e imagens dos extremos climáticos vividos no hemisfério norte com um inverno com temperaturas abaixo de zero, e as altas temperaturas no Rio de Janeiro e em São Paulo, precipitações intensas localizadas em algumas regiões, acredito que a mensagem de Lester Brown nunca esteve tão atual. Continue lendo “O planeta Terra não tem backup (reedição), por Telma Monteiro”

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Pedágio Indígena, por Egon Heck

Foto Egon Heck
Foto Egon Heck

Por Egon Heck

Prontamente o cacique Aurelio Tenharim dá outra interpretação “a gente não fala de pedágio, fala de cobrança de compensação. Ela nunca vai pagar a dívida. Nós éramos 30 mil tenharins, hoje somos 800. Os jeahoy foram quase extintos. Claro que o povo tenharim tem deixado aberto para negociar com os governantes. Esperamos quatro anos para sentar na mesa de negociação, mas nenhum órgão se manifestou. Ninguém levou a sério essa cobrança de compensação da parte do governo”.

Continua o cacique Aurelio  “a Transamazônica tem história de massacre, de estupro de nossas índias, escravos, violação de direitos. Quem vai pagar isso? Essa compensação não está só na fala, está no Ministério Público Federal que tem esse relatório detalhadamente. As autoridades aqui presentes precisam ver o relatório levantado por antropólogos e biólogos.” Tribuna da Imprensa, 8/01/2014) Continue lendo “Pedágio Indígena, por Egon Heck”

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MA – Começa entrega de notificações para retirada de não índios da Terra Indígena Awá-Guajá

awaPaulo Victor Chagas, Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os oficiais da Justiça Federal no Maranhão iniciaram a entrega das notificações aos não índios que ocupam a Terra Indígena Awá-Guajá. No primeiro dia de trabalho, 45 famílias receberam o documento e têm 40 dias para desocupar a área de forma voluntária.

Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), o cumprimento da decisão do juiz José Carlos do Vale Madeira começou ontem (15), na parte sul da região, próximo ao município de São João do Caru. O território compreende ainda os municípios de Centro Novo do Maranhão, Governador Newton Bello e Zé Doca.

A Justiça trabalha com a estimativa de que haja entre 300 e 500 ocupações e imóveis no território, que tem área total de 116 mil hectares. O número exato de famílias a serem notificadas, no entanto, só será conhecido após a entrega de todas as notificações. Continue lendo “MA – Começa entrega de notificações para retirada de não índios da Terra Indígena Awá-Guajá”

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Procuradoria Regional da República da 1ª Região recorre de decisão que trancou ação penal contra Major Curió

Procuradora alega que Lei de Anistia não se aplica ao caso

Procuradoria Regional da República – 1ª Região

A Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR1) opôs embargos de declaração, nesta terça-feira, 14 de janeiro, contra acórdão do Tribunal Regional Federal (TRF1) para esclarecer contradições e omissões do julgamento que trancou ação penal contra Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o Major Curió. O coronel da reserva do Exército é acusado de sequestrar e manter em cárcere privado cinco militantes, até hoje desaparecidos, durante a repressão à guerrilha do Araguaia, na década de 70.

A decisão que trancou a ação penal contra Curió, dada pela 4ª Turma do Tribunal, aplicou a Lei 6.683/79 (Lei da Anistia) ao processo e afirmou ter havido a prescrição para a punição do réu, tendo em vista que o crime aconteceu há mais de 30 anos.

No recurso apresentado ao TRF1, a procuradora regional da República Raquel Branquinho defende que o acórdão foi omisso, pois deixou de considerar precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a não aplicação da Lei de Anistia aos casos de sequestro e cárcere privado. De acordo com o Ministério Público Federal, embora tenham se passado mais de 30 anos do crime, as vítimas até hoje não apareceram, e nem os corpos, o que impede que seja cogitada hipótese de homicídio. “Enquanto não se souber o paradeiro das vítimas, sem que haja provas diretas ou indiretas dos restos mortais, remanesce a privação ilegal da liberdade, tipificada no art. 148, § 2º, do Código Penal”, esclarece o recurso. Continue lendo “Procuradoria Regional da República da 1ª Região recorre de decisão que trancou ação penal contra Major Curió”

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Mineradora Colossus promove demissão em massa no garimpo de Serra Pelada, e Deputados vão ao Pará discutir situação de garimpeiros

Graziele Bezerra, Rádio Nacional da Amazônia

Pelo menos 300 garimpeiros foram desligados da mineradora Colossus, que há seis anos se juntou à cooperativa de garimpeiros da Serra Pelada para implantar a exploração mecanizada do ouro no sudeste do Pará.

Muitos foram passar o recesso de fim de ano com as famílias e ao voltar ao trabalho foram pegos de surpresa, como relata o garimpeiro Antônio Milhomem: “Desde que a empresa Colossus se instalou em serra pelada todo ano acontece demissões e férias coletivas… neste ano nós pensávamos que ia ser do mesmo jeito …. ela fez foi anunciar uma suposta falência…”

Milhomem não acredita na falência da mineradora. Na opinião dele a Colossus está reagindo contra o pedido de revisão ou nulidade do contrato firmado com cooperativa do garimpeiros, que atualmente prevê 75 por cento dos lucros para a mineradora e apenas 25 por cento para os trabalhadores.

O garimpeiro garante que a revisão no contrato traria benefícios àqueles atualmente estão sem emprego e sem expectativa de quando voltarão ao trabalho: “Renda? É a Lei do Muricy, cada qual faça por si. Salve-se quem puder. Quem tem comércio vive de comércio, quem tem algum meio de vida, vive. Quem é aposentado, vive de aposentadoria. E quem não é aposentado e tem família e tem gente estudando vive do bolsa família. E quem não tem nem uma coisa nem a outra, vai de pior a pior.” Continue lendo “Mineradora Colossus promove demissão em massa no garimpo de Serra Pelada, e Deputados vão ao Pará discutir situação de garimpeiros”

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