MS – Escritório da Funai na aldeia Jaguapiru, em Dourados, foi invadido e destruído. Isso é terrorismo!

Manifestantes atearam fogo em carros da Funai de Humaitá. Foto: Divulgação
25 de dezembro de 2013: barcos, carros e prédio da Funai incendiados em Humaitá. Foto: Divulgação/Funai

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

Esta madrugada, o escritório da Coordenação Técnica Local da Funai na aldeia Jaguapiru foi arrombado e invadido. Todos os equipamentos foram destruídos, incluindo a documentação de indígenas, arquivada em pastas. Evidentemente, as famílias das aldeias Jaguapiru e Bororó, na reserva de Dourados, serão prejudicadas.

Trata-se de mais uma ação terrorista de ameaça e intimidação a indigenistas, técnicos e funcionários, bem como de destruição de patrimônio público. O clima é de medo entre os servidores.

Isso não pode continuar: o governo federal tem a obrigação de usar seu poder policial para evitar que fatos como esse continuem a ocorrer, principalmente no Norte e Centro-Oeste. Isso se chama terrorismo, Presidente Dilma!

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Manifesto ex-Dops/RJ: Ocupar a Memória para não Esquecer a Nossa História

Campanha pela transformação do prédio do ex-DOPS/RJ em Espaço de Memória da Resistência

Ocupa Dops – O edifício inaugurado em 1910, localizado na Rua da Relação com Rua dos Inválidos, no Centro do Rio de Janeiro, foi construído para sediar a Repartição Central de Polícia. Ao longo dos anos, abrigou distintas polícias políticas responsáveis por coibir reações de setores sociais que supostamente pudessem comprometer a “ordem pública”. De 1962 a 1975, funcionou no prédio o Departamento de Ordem Política e Social do Rio de Janeiro (DOPS-RJ), um dos principais órgãos de perseguição política, tortura, morte e desaparecimento forçado de pessoas durante a ditadura civil-militar. Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), o prédio, hoje sob a administração da Polícia Civil, encontra-se em péssimo estado de conservação, com arquivos em deterioração, o que evidencia a destruição e o abandono do poder público para com o patrimônio histórico. Continue lendo “Manifesto ex-Dops/RJ: Ocupar a Memória para não Esquecer a Nossa História”

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Economia: o notável exemplo da Bolívia

Trabalhadores celebram Dia da Descolonização, instituído em 2011. Exito na distribuição de riquezas e em reformas estruturais revela espaço para alternativas
Trabalhadores celebram Dia da Descolonização, instituído em 2011. Exito na distribuição de riquezas e em reformas estruturais revela espaço para alternativas

Além de rechaçar políticas do FMI, país fez reformas estruturais e evitou concessões a grandes empresas. Sucesso revela como são frágeis ideias conservadoras que dominam debate brasileiro

Por Antonio Martins – Outras Palavras

Uma vasta onda de conservadorismo econômico varre o Brasil. Neste exato instante, por exemplo, o ministro da Fazenda Guido Mantega batalha por um amplo corte no Orçamento da União para 2014. Reduzir investimentos públicos é, pensa ele, indispensável para “tranquilizar os mercados”, sinalizando que o governo Dilma não adotará políticas que os afetem e recuperando sua “confiança“. Entre os adversários mais fortes da presidente, o cenário é ainda mais devastador. Aécio Neves prega o retorno puro e simples às políticas neoliberais. Eduardo Campos e Marina Silva cercam-se, informa o Valor Econômico, dos principais assessores econômicos de FHC. Preveem, se eleitos, ampliar as concessões que o Executivo faz, há meses, ao mundo das grandes finanças. Não há saída, todos parecem calcular: num mundo em que a crise agrava-se, a única opção de governantes prudentes seria evitar ousadias, não confrontar o grande poder econômico, esperar que passem os tempos de vacas magras. Será verdade? Continue lendo “Economia: o notável exemplo da Bolívia”

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Às vésperas da eleição, filme denuncia o “Maranhão real”

Depoimentos de jornalistas, moradores de rua e usuários do sistema público de saúde denunciam o descaso no poder público no reduto da família Sarney
Depoimentos de jornalistas, moradores de rua e usuários do sistema público de saúde denunciam o descaso no poder público no reduto da família Sarney

Contra controle midiático local, produção aposta na internet para divulgar o retrato fiel do reduto da família Sarney

por Amanda Cotrim – Carta Capital

O Luís que nasce. O Luís que morre. São vários Luíses. Eles se espremem nos ônibus, são ambulantes, morrem nos corredores dos hospitais. Vivem. Sobrevivem. São vítimas de uma história que não é nova no estado nordestino. Mas da boca dos Luíses pouco se ouve. “Muitas pessoas no Maranhão sabem o que acontece aqui, mas têm medo de falar”. O longa metragem “Luíses- Solrealismo Maranhense”, de Lucian Rosa, foi lançado em outubro de 2013 em festivais, mas estreia agora na internet para poder disseminar com mais rapidez a situação da população maranhense. Depoimentos de jornalistas, moradores de rua e usuários do sistema público de saúde denunciam o descaso no poder público no reduto da família Sarney. “O filme está falando, oficialmente, da corrupção no Maranhão”, diz Rosa.

O documentário é uma produção do “Éguas Coletivo Audiovisual”. O filme se utiliza de elementos ficcionais para falar sobre o cotidiano. O público, por vezes, se confunde sobre quem são os personagens da ficção e os “da vida real”. Continue lendo “Às vésperas da eleição, filme denuncia o “Maranhão real””

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Moradores de Ilha de Maré fecham entrada do Porto de Aratu e denunciam contaminação da população

Porto de Aratu 2

Tania Pacheco, com informações do MPP-BA

Por volta das 5 horas da manhã desta quinta-feira (20), moradores das comunidades pesqueiras e quilombolas de Ilha de Maré, em Salvador, fecharam a entrada do Porto de Aratu em protesto aos danos socioambientais causados pela explosão do navio Golden Miller no ano passado.

Os pescadores pedem soluções para os o agravamento dos danos socioambientais na região de Ilha de Maré, incluindo a diminuição no fluxo de poluentes que transitam no porto, além da suspensão da ampliação de empreendimentos e emissão de novas licenças nas proximidades do Porto de Aratu para proteger a saúde e o trabalho dos pescadores.

No momento, dezenas de carretas e caminhões estão parados no local. Todas as empresas do Porto de Aratu estão paradas. Com o fechamento da rodovia os trabalhadores não puderam entrar. Continue lendo “Moradores de Ilha de Maré fecham entrada do Porto de Aratu e denunciam contaminação da população”

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Justiça Federal declara inconstitucionalidade de artigo do novo Código Florestal

Imagem reproduzida do site do Ministério Público de Minas Gerais
Imagem reproduzida do site do Ministério Público Federal em Minas Gerais

Entendimento, que acolhe teses do Ministério Público Federal, considerou que a nova lei incorreu em “flagrante retrocesso jurídico-ambiental”, o que é “inadmissível”

Ministério Público Federal em Minas Gerais

O Juízo da 2ª Vara Federal de Uberaba declarou incidentalmente a inconstitucionalidade do artigo 62 do Novo Código Florestal brasileiro (Lei nº 12.651/2012), que reduziu a proteção das áreas de preservação permanente localizadas às margens de reservatórios artificiais.

As decisões foram proferidas em duas ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público Federal (MPF) contra pessoas que desmataram e construíram edificações às margens dos reservatórios de usinas hidrelétricas instaladas no Rio Grande, no Triângulo Mineiro, desobedecendo a distância mínima permitida em lei. Continue lendo “Justiça Federal declara inconstitucionalidade de artigo do novo Código Florestal”

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ES – Petição reúne assinaturas para que Ibama não licencie porto e mineroduto Manabi

do_generic_poProjeto de foco exportador, que envolverá os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, descontenta população por seus danos ambientais e sociais

Any Cometti, Século Diário

Uma petição online no site Avaaz pede que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não licencie o mineroduto e porto da Manabi. A pretensão é de que sejam recolhidas mil assinaturas. No começo da tarde desta quarta-feira (19), já haviam sido reunidas mais de 800. A instalação do Porto Norte Capixaba (PNC), de caráter exportador, está prevista para o vilarejo de Degredo, próximo a Regência, em Linhares (norte do Estado).

O Ibama, entretanto, foi apontado pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), presente na audiência pública sobre o empreendimento que aconteceu no último dia 5 de fevereiro, como o órgão que atuou como uma empresa de consultoria à Manabi, sempre defendendo o empreendimento. Diante dos protestos contrários das comunidades afetadas, o instituto chegou a pedir “ordem para que o empreendimento pudesse avançar”. Continue lendo “ES – Petição reúne assinaturas para que Ibama não licencie porto e mineroduto Manabi”

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MPF/MS: Em Corumbá, comunidade quilombola sofre com falta de acesso a serviços básicos

Moradores vivem em situação precária. Sem coleta de lixo, sujeira se acumula no local. Foto: MPF/MS
Moradores vivem em situação precária. Sem coleta de lixo, sujeira se acumula no local. Foto: MPF/MS

Condições precárias afetam 100 moradores, que convivem com ausência de água e luz e não têm sequer coleta de lixo

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul oficiou empresas e órgãos públicos do município de Corumbá para garantir o direito, de aproximadamente 100 moradores da Comunidade Quilombola Família Campos Correia, de ter acesso a serviços assistenciais básicos.

Os descendentes de negros vivem em situação precária na periferia de Corumbá. Sem acesso à água potável, à energia elétrica e até mesmo sem coleta de lixo no local, os moradores se sentem esquecidos pelos órgãos públicos. A situação foi denunciada ao MPF pelo Instituto Mulher Negra do Pantanal (Imnegra), que afirmou já ter procurado várias secretarias municipais para prestar auxílio aos quilombolas, sem nenhuma resposta.  Continue lendo “MPF/MS: Em Corumbá, comunidade quilombola sofre com falta de acesso a serviços básicos”

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Divergência marca julgamento da ACP que pede anulação das regras para cultivo de milho transgênico

Foto da arte: Joka Madruga
Foto da arte: Joka Madruga

Desembargadores do TRF4 decidiram excluir do processo as empresas transnacionais de sementes transgênicas, já que são as principais interessadas economicamente na continuidade das regras vigentes.

Terra de Direitos

Por voltas das 11h30 desta quarta-feira (19), o julgamento da Ação Civil Pública que pede a anulação das atuais regras para o cultivo de sementes transgênicas de milho foi suspenso por pedido de vistas da desembargadora Vivian Josete Pantaleão Caminha. A ação está sendo julgada pela Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª região – TRF4, em Porto Alegre/RS. Não há previsão de data para o novo julgamento.

O Ministério Público Federal, representando pelo procurador da república Jorge Gasparini, tomou posição favorável ao pedido da ACP, afirmando que as atuais regras da CTNBio são insuficientes para evitar que transgênicos contaminem lavouras de milho não transgênico.

Durante a sustentação oral o procurador da república enfatizou as várias provas de contaminação apresentadas nos autos do processo, e afirmou haver um conflito de interesses entre forças econômicas desiguais, de grandes empresas versus pequenos agricultores interessados na produção convencional. Já a relatora do processo, Marga Inge Barth Tessler, e o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz votaram pela manutenção da Resolução Normativa de nº 4, estabelecida pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBIO) em 2007. Continue lendo “Divergência marca julgamento da ACP que pede anulação das regras para cultivo de milho transgênico”

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Subcomissão da Verdade quer visitar locais onde jornalistas foram torturados

Romário, Doyle, Capiberibe, Sant´Anna e Rollemberg, durante a audiência pública (José Cruz/Agência Senado)
Romário, Doyle, Capiberibe, Sant´Anna e Rollemberg, durante a audiência pública (José Cruz/Agência Senado)

Rodrigo Baptista, Agência Senado

Às vésperas do aniversário de 50 anos do golpe militar que tirou o mandato do presidente João Goulart e mais tarde ocasionou o fechamento do Congresso, a Comissão da Memória e Verdade dos Jornalistas do Distrito Federal apresentou relatório preliminar que aponta a existência, durante a ditadura militar (1964-1985), de centros de detenção e de tortura a pouco mais de 500 metros de distância do Palácio do Planalto.

O documento foi entregue nesta quarta-feira (19) ao presidente da Subcomissão Permanente da Memória, Verdade e Justiça, senador João Capiberibe (PSB-AP), que prometeu promover diligências aos locais para apurar as denúncias.

Porões da ditadura

Segundo o jornalista Chico Sant´Anna, profissionais da imprensa e outros cidadãos eram levados para dependências de dois prédios localizados na Esplanada dos Ministérios – na região central de Brasília –  que então sediavam os ministérios do Exército e da Marinha. Na avaliação de Sant´Anna, a proximidade com o centro do poder político evidencia o envolvimento dos chefes do governo militar com casos de violação de diretos humanos. Continue lendo “Subcomissão da Verdade quer visitar locais onde jornalistas foram torturados”

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