Trabalhadores, golpes e ditaduras: colóquio internacional na UFF, de 14 a 16 de abril

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O colóquio internacional Trabalhadores, golpes e ditaduras, que acontece na UFF entre os próximos dias 14 e 16 de abril, é parte de um esforço de reflexão crítica sobre o período compreendido entre o início dos anos 1960 e o fim da ditadura instalada com o golpe de 1964. Tal período, por certo, será alvo de um grande número de eventos acadêmicos e novas publicações, não só pelo “cinquentenário” do golpe registrado em 2014, mas especialmente porque existe uma demanda social por reflexões mais consistentes sobre aquela quadra conturbada de nossa história recente. De certa forma, em função da relevância daquele momento para a construção da memória sobre o Brasil por parte de uma geração ainda viva e de seus descendentes, podemos dizer que o governo Goulart e o golpe de 1964 constituem-se hoje no marco inicial de nossa História do Tempo Presente.

A especificidade deste colóquio reside em uma tripla justificativa: de um lado, sua ênfase temática na ação coletiva dos trabalhadores na conjuntura que levou ao golpe e durante a ditadura; de outro lado, sua ênfase teórica, na importância da dinâmica dos conflitos sociais para o entendimento dos fenômenos políticos; por fim, em sua abertura para análises comparativas internacionais, bem como para o entendimento do grau de articulação entre processos internos e conjunturas externas. Tais ênfases e abertura nos remetem a um inevitável debate historiográfico, a partir de uma perspectiva crítica em relação aos posicionamentos conservadores de parte significativa da produção atual, que será também característico deste colóquio. Continue lendo “Trabalhadores, golpes e ditaduras: colóquio internacional na UFF, de 14 a 16 de abril”

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O sonho e o desencanto

Sergey Brin e Larry Page, inventores do PageRank. O idealismo, mais uma vez, rende-se ao capitalismo
Sergey Brin e Larry Page, inventores do PageRank. O idealismo, mais uma vez, rende-se ao capitalismo

Maior site de buscas da internet, o Google nasceu em meio a promessas utópicas de democratização da cultura, mas pratica o mais selvagem pragmatismo de mercado 

João Lanari Bo*, em EM Impresso

‘‘Don’t be evil” foi o moto corporativo inventado pelo pessoal que trabalhava no início do Google, em 2000 ou 2001, numa reunião em que se discutiam os “valores” que deveriam nortear a empresa. A ideia era marcar a diferença com os competidores, os motores de busca da internet mais fortes no mercado à época (Altavista, Yahoo). Essas empresas estavam “explorando os usuários” ao misturar capciosamente propaganda com resultados da busca. A marca Google queria ser percebida como um projeto utópico, idealista e altruísta: organizar o acesso universal à informação e ao conhecimento por meio de uma tecnologia “mágica” livre do bombardeio publicitário sub-reptício, uma espécie de celebração coletiva e consensual do progresso da humanidade. Continue lendo “O sonho e o desencanto”

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Com cheia do rio Madeira, população enfrenta doenças e falta de alimentos no AM

Cidade de Humaitá está em estado de calamidade pública. Foto: Joel Rosa - Estadão
Cidade de Humaitá está em estado de calamidade pública. Foto: Joel Rosa – Estadão

Prefeito informou que internações aumentaram em 10% desde que cheias começaram

R7

A população da cidade de Humaitá (AM), a 600 km de Manaus, enfrenta problemas com doenças e a falta de alimentos com a cheia histórica que atinge o rio Madeira. O prefeito José Cidiney Lobo informou que as internações já cresceram 10% desde o início das fortes chuvas.

Foram registrados 309 casos de dengue, sete de hepatite tipo A, além de inúmeras viroses e doenças de pele. Na sexta-feira (7), o governo federal reconheceu situação de calamidade pública no município.

A Defesa Civil informou que distribui kits e pede que a população tome cuidado com a água, já que o abastecimento está suspenso em ao menos oito bairros.

O rio Madeira [atingiu] 24,69 metros, ultrapassando o recorde de 24,58 metros registrados em 1993. A previsão é que as tempestades permaneçam até o dia 16 de março.

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Quién fui, quién soy: alternativas para a questão da maioridade penal no Uruguai

La baja de la edad de imputabilidad es uno de los temas más recurrentes de la agenda pública actual en Uruguay. Las historias de Gabriel (20), un joven que egresó del Programa de Inserción Social y Comunitaria del Sistema de Responsabilidad Penal Adolescente (SIRPA) y Andrés (15), que se encuentra recluido en el hogar de semilibertad Cimarrones: demuestran que hay otro camino, a través del trabajo y el estudio donde la rehabilitación es posible.

Dirección: Antonella Lupano; Producción: Laura Silvera; Cámara y sonido: Milagros Luissi; Edición: Amankay Iltis. Reportaje realizado en el marco del Seminario Taller Audiovisual de la Licenciatura en Ciencias de la Comunicación de la Universidad de la República, año 2013.

[Enviada para Combate Racismo Ambiental por Luciana Gaffrée]

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Senado gasta R$ 6,2 milhões com plano de saúde que abrange até enteados e não termina com a morte do titular

justiçaO serviço médico banca despesas de senadores, ex-senadores e dependentes como filhos, enteados e cônjuges. Para usufruí-lo, o parlamentar não precisa fazer nenhuma contribuição – basta que tenha exercido o cargo por 180 dias ininterruptos.

Estado de Minas

Bancado exclusivamente pelo contribuinte, o plano de saúde do Senado paga despesas que incluem implantação de próteses dentárias com ouro e até sessões de fonoaudiologia para melhorar a oratória e driblar a timidez. Alguns senadores chegam a gastar até R$ 70 mil por tratamento dentário.

Documentos obtidos pelo jornal O Estado de S.Paulo mostram que, nos últimos cinco anos, a Casa autorizou tratamentos milionários, principalmente odontológicos, sem fazer perícia física dos pacientes nem definir limites de cobertura. Os gastos atingiram média de R$ 6,2 milhões anuais entre 2008 e 2012 – 62% referentes a reembolso de notas fiscais e recibos. A reportagem obteve as despesas efetuadas em 2013, que ainda não foram consolidadas pelo Senado. A estimativa é que a média de gasto tenha se mantido inalterada.

O plano de saúde do Senado é vitalício. Ele banca despesas de senadores, ex-senadores e dependentes como filhos, enteados e cônjuges. Para usufruí-lo, o parlamentar não precisa fazer nenhuma contribuição – basta que tenha exercido o cargo por 180 dias ininterruptos. Após a morte do titular, o cônjuge continua usando a carteirinha. Continue lendo “Senado gasta R$ 6,2 milhões com plano de saúde que abrange até enteados e não termina com a morte do titular”

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Os 10 piores estados do Brasil para ser negro, gay ou mulher

Preconceito mata – e muito – no Brasil. A discriminação por cor, gênero e orientação sexual ainda é um problema endêmico do país com dados que proporcionam um panorama triste.

Por Gabriela Loureiro, em BrasilPost

O preconceito de cor, escancarado na semana passada com três casos relacionados à televisão, é tão sério que reduziu a expectativa de vida do brasileiro negro. A possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que um branco, segundo uma pesquisa divulgada em 2013 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Pelo levantamento, a expectativa de vida de um homem brasileiro negro é menos que a metade a de um branco.

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Foz do Iguaçu: Estudante da UNILA desaparecida desde 2 de março é encontrada assassinada

Martina Piazza Conde
Martina Piazza Conde

A Casa da América Latina ES lamenta e se indigna com a notícia da morte, com indícios de violência, da estudante uruguaia Martina Piazza, da UNILA, encontrada sem vida justamente nesse dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

“Quem cala, morre contigo. Quem grita vive contigo”. Basta de violência!
Martina presente! Sua luta continua!

***

Ministério da Educação
Universidade Federal da Integração Latino-Americana
Instituto Latino-Americano de Arte, Cultura e História

Foz do Iguaçu-PR, 08 de Março de 2014.

Nota de Pesar – Martina Piazza Conde

No dia da Mulher, 08 de março, o Instituto Latino-Americano de Arte, Cultura e História, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, está de luto e em luta. Viemos a público afirmar a sua imensa tristeza e dor pela morte da jovem estudante de Antropologia Martina Piazza Conde, membra de nossa comunidade universitária. Esse ano, a estudante planejava se formar antropóloga.

De nacionalidade uruguaia, Martina tinha 26 anos e era considerada uma estudante “estrela”, como ensina Victor Turner, uma daquelas pessoas que é central e agregadora de toda uma comunidade. Ela dançava no grupo de Maracatu e participava da Casa do Teatro, era militante feminista, defendia a legalização do aborto e foi organizadora da I Marcha das Vadias em Foz do Iguaçu.

A nossa dor tem nome e a lembrança real de uma pessoa por nós muito querida, mas infelizmente Martina também engrossa uma estatística alarmante. A morte violenta de mulheres é comum no Brasil, um país que parece não amar suas mulheres. Continue lendo “Foz do Iguaçu: Estudante da UNILA desaparecida desde 2 de março é encontrada assassinada”

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A Copa do Mundo não sei… A Constituição Federal é Nossa!

indios e constituição

Por Tereza Amaral, em Amazônia Legal em Foco

Pode até não parecer, em especial na defesa dos povos indígenas, mas temos uma Constituição Federal (CF) – a sétima em evolução desde 1824 – que é clara em seus cinco elementos constitutivos: orgânicos (normas que regulam a organização do Estado e Poderes), sócio ideológicos (premissas filosóficas, sociológicas, políticas e ideológicas que a fundamenta) e limitativa (este último dispõe sobre normas que regulam os direitos e garantias fundamentais, limitando a atuação dos Poderes do Estado que são Executivo, Legislativo e Judiciário). Há, ainda, os elementos de estabilização e formais de aplicabilidade.

O ‘guardião’ da CF é o Supremo Tribunal Federal (STF) que precisa ser acionado pelas entidades que defendem o direito indígena no Mato Grosso do Sul, em caráter de urgência, onde há em curso genocídio indígena. Continue lendo “A Copa do Mundo não sei… A Constituição Federal é Nossa!”

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O manifestante, o “crime” e a “pena”: uma punição pelo direito de manifestar-se

Criminalização

Por Cláudio Silva*

Recebi uma ligação de um jovem, 22, que fora preso durante as manifestações ocorridas no período da Copa das Confederações. No dia seguinte seria ouvido em algum Juizado Especial Criminal. Confuso, sem orientação jurídica, não sabia a origem da “intimação”, apenas que sua mãe recebera uma ligação pela manhã, comunicando que seu filho deveria comparecer “na justiça”, no dia seguinte.

Acusação: incitação ao crime (3 a 6 meses de detenção). Fato: o rapaz, sem qualquer antecedente criminal ou qualquer conduta que signifique qualquer coisa próxima de um delito, estava sentado, na manifestação, quando foi preso, juntamente com dezenas de outras manifestantes.

Manifestar-se não é crime. Crime é impedir que alguém se manifeste. Continue lendo “O manifestante, o “crime” e a “pena”: uma punição pelo direito de manifestar-se”

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