De Olho No Tempo Meteorologia – O transbordamento do rio Tocantins no leste do Pará deixou famílias desabrigadas nos municípios de Marabá e Tucuruí, de acordo com a Defesa Civil.
Nesta sexta-feira (07), pelo menos mais de 800 pessoas já haviam sido encaminhadas para abrigos públicos em Marabá. Já em Tucuruí, 15 famílias foram retiradas de locais já alagados pelo Tocantins. O nível do rio do município chegou a 10,70 metros, quase três metros acima do nível máximo para a cota de alerta de enchente.
De Olho No Tempo Meteorologia – O nível do rio Madeira atingiu nesta sexta-feira (07), 18,93 metros às 14 horas (local) em Porto Velho. O maior nível de que se tem registro desde 1967 quando as medições tiveram início pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) do Serviço Geológico do Brasil e posteriormente pela Agência Nacional de Águas (ANA).
Segundo projeção da ANA, ao longo deste sábado (08), o rio deve superar a marca de 19 metros, um feito histórico para o monitoramento de um grande rio amazônico. Em sua atualização desta sexta-feira, a Defesa Civil estadual informou que quase três mil pessoas estavam desabrigadas no município, a maioria moradores de distritos totalmente inundados. A maior cheia até então registrada oficialmente em Porto Velho era de 17,51 metros em 08 de abril de 1997.
Os moradores de Nova Dimensão, distrito de Nova Mamoré (RO), seguem com a manifestação na estrada 421, rota alternativa usada para permitir o transporte de mercadorias até os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, isolados por conta da cheia histórica do Rio Madeira. Com a estrada em péssimas condições, os moradores pedem a abertura de um acesso por dentro do Parque Estadual de Guajará-Mirim, obra que chegou a ser autorizada por órgãos estaduais, mas foi impedida por determinação do Ministério Público Federal por se tratar de uma área de reserva natural e indígena. A cheia do Rio Madeira atinge o afluente Araras, que interditou a BR-425, principal acesso para a fronteira com a Bolívia. Continue lendo “Acesso a cidades isoladas continua bloqueado por manifestantes em RO”
Servindi – Una denuncia presentada por diversas organizaciones indígenas ante el relator de la ONU James Anaya ha llevado a que el Congreso de Chile aplace hasta nuevo aviso el debate del proyecto de ley calificado de protransgénico y conocido como “Ley Monsanto”.
Ministra de Cultura Diana Álvarez-Calderón entregando medalla a dirigente asháninka Luzmila Chiricente
Servindi – En el marco de las actividades por el Día Internacional de la Mujer, que se celebra el 8 de marzo, el Ministerio de Cultura condecoró a 21 mujeres por su contribución a la cultura peruana. Entre las laureadas estuvieron Rosa Palomino, Luzmila Chiricente y Tarcila Rivera, representantes de los pueblos originarios, de destacable trayectoria. Continue lendo “Mujeres indígenas entre las personalidades reconocidas por su aporte a la cultura peruana”
Organização de Direitos Humanos, por meio de Nota, rebate críticas feitas por jornais e pela senadora ruralista Kátia Abreu. A parlamentar, em artigo, critica a pesquisa da Terra de Direitos: “Casos Emblemáticos e Experiências de Mediação: Análise para uma cultura Institucional de soluções alternativas de conflitos fundiários rurais”. Confira a Nota:
Passados mais de 25 anos da promulgação da Constituição Federal o Estado brasileiro não cumpriu com a obrigação de realizar a reforma agrária, demarcar as terras indígenas e titular os territórios quilombolas. A ausência de cumprimento da lei maior faz com que o Brasil seja a segunda maior nação do mundo em concentração de terras, fato que dá origem aos extremados e diários conflitos fundiários. Povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores sem terra são as principais vítimas da falta de cumprimento da Constituição e pagam com a vida o preço de lutar pela efetivação de direitos. Continue lendo “Nota Pública da Terra de Direitos: Direito Para Quem?”
Mulheres fazem campanha eleitoral na década de 50 Arquivo Nacional
Danyele Soares – Repórter do Radiojornalismo/EBC
O Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje (8), reacende o debate e o desafio sobre a participação feminina na política. Apesar de representarem 51,95% do eleitorado no país, o percentual de mulheres no Congresso Nacional não chega a 10%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por exemplo, dos 513 deputados federais, 45 mulheres foram eleitas nas últimas eleições gerais em 2010, o que representa 9% do total, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para a socióloga do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, Joluzia Batista, os números mostram que a norma, de 2009, que obriga os partidos a destinarem 30%, no mínimo, das candidaturas às mulheres não tem sido cumprida. Ela defende adoção da lista alternada: 50% das candidaturas para homens e a outra metade para as mulheres, além da reforma política. Continue lendo “Participação das mulheres na política ainda é desafio”
Há alguns anos nós, feministas que militamos na internet (sobretudo em blogs), reforçamos a máxima de que aquela rosa que muita gente distribui no dia 8 de março pode ficar pra vocês. Um bom texto que não sai de moda, nesta época, é o “Dispenso esta rosa”, da Marjorie Rodrigues (leia aqui). Muito confusos com essa recusa, alguns leitores têm me escrito desde a semana passada, tentando entender: afinal de contas, se dar parabéns junto a flores ou presentes não é bacana no dia 8 de março, o que podemos fazer para que não passe em branco? Continue lendo “Um 8 de março para homens”
Quero me identificar: eu me chamo Wary Kamaiurá Sabino e sou da etnia Kamaiurá/Aweti do Alto Xingu do Estado de Mato Grosso. Sou professor, formado em LETRAS, Especialista em Educação Escolar Indígena na UNEMAT, Mestre em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB). Atualmente, moro em Brasília-DF em virtude de meus estudos de Doutorado na UnB. Agora passa a relatar os fatos que me motivaram a escrever este texto:
No dia 17/02/2014, segunda-feira, fui submetido a uma grande humilhação, chegando mesmo a ser lesado, no momento em que eu estava solicitando a emissão do meu passaporte na agência da Policial de Federal no Distrito Federal, localizada na PEP – NA HORA, em Taguatinga-DF.
No Grajaú, distrito mais populoso de São Paulo, com 1 milhão e 100 mil habitantes, o Jardim União apresenta novas estratégias de luta por moradia digna
Isabel Harari e Roberto Oliveira, da Revista Vaidapé para Agência Carta Maior
Emily, Jéssica e Vitória encontram um barraco vazio, quase no limite do terreno, já com mato crescendo nos cantos. As meninas, de 8, 12 e 11 anos respectivamente, resolveram ocupá-lo. Conversaram com o proprietário anterior, que já havia ido embora do local, e este cedeu o espaço a elas. Iniciaram imediatamente a reforma: arrumaram as paredes e o telhado, construíram duas portas e uma mesinha de madeira. Para o barracão das crianças ficar pronto só falta cobrir o chão com carpete e arrumar os brinquedos. “Vai ser o clube das meninas, mas todo mundo pode entrar”, explicam.
Cerca de 250 pessoas encontraram um terreno vazio, na região do Grajaú. Resolveram ocupá-lo na madrugada do dia 12 de outubro de 2013. Quatro meses depois a ocupação Jardim União, nome escolhido pelos próprios moradores, conta com quase dois mil barracos e 1200 famílias distribuídas em uma área de 85 mil metros quadrados. Continue lendo “Luta na zona sul: ocupação Jardim União”