Piquiá de Baixo: mais uma conquista rumo ao reassentamento

Piquiá de Baixo
Piquiá de Baixo

Depois de 30 horas de protesto em frente às empresas Queiroz Galvão Siderurgia e Gusa Nordeste S/A, moradores de Piquiá de Baixo garantem maior participação financeira do Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Maranhão (SIFEMA) no processo de reassentamento da população.

Justiça nos Trilhos

Mais de cem moradores fecharam desde a manhã do dia 06 de março os portões de duas das quatro empresas que há décadas continuam poluindo e violando os direitos do bairro de Piquiá de Baixo.

Debaixo de sol e chuva forte, mulheres, homens, jovens, idosos e crianças mostraram resistência e indignação com a lentidão no processo de reassentamento rumo a uma terra livre da poluição. Eles impediram o acesso de carros e caminhões pelos principais portões das empresas, garantindo a passagem a pé dos funcionários, e paralisaram a BR 222 por vinte minutos, buscando a solidariedade da cidade de Açailândia e do estado do Maranhão. Continue lendo “Piquiá de Baixo: mais uma conquista rumo ao reassentamento”

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3º Seminário livre pela Democratização da Mídia: 10 de março, 17 horas, na ABI

Seminário Democratização da Mídia

A Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI, convida para o 3º Seminário livre pela Democratização da Mídia. Será amanhã, segunda feira, de 17h às 21h, na sede da entidade.

As jornadas de junho evidenciaram que precisamos derrotar o terrorismo midiático.

O jornalismo de mercado é um forte instrumento de Estado e de grupos econômicos, uma poderosa ferramenta a serviço das classes dominantes. A mídia corporativa usa seu grande poder para a sustentação ideológica do sistema. Precisamos rever as concessões de rádio e TV.

Precisamos de novos mecanismos para garantir transparência nos processos de distribuição de concessões e garantir a ampliação da participação da população na definição das políticas para o setor.

O objetivo do 3º Seminário livre pela Democratização da Mídia é contribuir na transformação do jornalismo em uma ferramenta em defesa da sociedade, voltado para as demandas sociais, sensível e atento às lutas, aos movimentos sociais e a crítica ao modelo neoliberal.

A sociedade precisa dessa imprensa mais independente, crítica, que pode expor e debater todas as mazelas do sistema. Só assim poderemos propor e construir um verdadeiro projeto de nação, hoje só a imprensa alternativa cumpre um papel relevante de elevar o nível da consciência sobre a realidade do Brasil e do mundo. Continue lendo “3º Seminário livre pela Democratização da Mídia: 10 de março, 17 horas, na ABI”

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Vitória dos Garis: Dois comentários para a nossa reflexão

Foto: Mídia Ninja
Foto: Mídia Ninja

Por Ivana Bentes

Mídia de mobilização! Formação politica de rua e mídias-redes! E a mídia de mobilização nas redes impulsionou a onda laranja para além das ruas e dos guetos. Depois de uma semana de desqualificação, suspeitas e dissuasão do movimento dos garis, pela mídia corporativa, o Jornal Nacional deu “uma linha” seca e rápida sobre o fim vitorioso da greve, sem qualquer imagem de celebração!

Nas redes, as imagens e memes dos garis postadas pelos midialivristas inundaram as timelines. A transmissão ao vivo pela Midia Ninja mostrou o movimento desde o primeiro ato e fez circular fotos lindíssimas. Imagens que dão cara, singularizam e produzem comoção. O “ao vivo” nas redes traz a experiência de “estar na rua” e é hoje uma ferramenta decisiva para os movimentos populares.  Continue lendo “Vitória dos Garis: Dois comentários para a nossa reflexão”

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MPs conseguem da Justiça Federal liminar que impede o Ibama de autorizar o aumento da cota de Santo Antônio sem ouvir comunidades

mPF na comunidadeDecisão liminar garante o direito de novas audiências públicas às populações afetadas pelo aumento da área alagada da hidrelétrica 

MPF RO

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MP/RO) obtiveram na Justiça Federal uma liminar que impede o Ibama de autorizar o aumento da cota do reservatório da Usina de Santo Antônio. A decisão judicial atendeu ao pedido dos MPs para que a elevação da área alagada só fosse permitida quando as comunidades afetadas tivessem oportunidade de participar de novas audiências públicas em suas localidades.

Em dezembro do ano passado, o MPF e o MP/RO questionaram na Justiça a falta de publicidade da audiência pública sobre a elevação da cota da usina de Santo Antônio. Entretanto, a Justiça negou o pedido e a audiência foi realizada no dia 18 de dezembro, em Porto Velho. Continue lendo “MPs conseguem da Justiça Federal liminar que impede o Ibama de autorizar o aumento da cota de Santo Antônio sem ouvir comunidades”

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Mundurucu, conto de Beto Vianna*

índio-é-nós-horizontal-duplp-300x23Em Índio é Nós

No meio da mata virgem, nasceu Mundurucu. Seu grito de nascença foi tão esganiçado e esgoelado que a mãe (Mamãe Tupi, a mãe se chamava) previu que o neném recém-parido seria cria de dar tristeza: nem ia dar bom amante, nem bom caçador. Mamãe Tupi acertava no certo e errava no errado, porque o certo é que Mundurucu cresceu feio, fraco e franzino, ruim de namorar, de erguer o arco e ombrear-se com os primos no jogo do luta-luta. Mas o menino mostrou crescendo que tinha o dom de ser sabido e linguajeiro, de conhecer e assuntar as coisas do mundo, e assim compensava as alegrias faltantes com o excesso de outra.

Mundurucu cresceu e Mamãe Tupi pariu mais irmãzinhas e irmãozinhos pra ele. Lá pela décima segunda lua do ano de 1500 do Nosso Senhor, a oca bonita de Mundurucu estava cheia de gente. Viviam ali o irmão mais velho Sateré, a irmã mais velha Zoé, o irmão mais novo Urubu, a caçulinha Tupinambá, e, é claro, Mamãe Tupi, que gostava de todos os seus filhinhos mais do que a luz dos próprios olhos. Sateré era um caboclo valente, destro no arco, na rede e no anzol. Zoé era uma morena linda do queixo comprido. Urubu era um caboclo tagarela que só falava com as mãos (nunca com a boca) e todo mundo entendia o que Urubu falava usando as mãozinhas. Tupinambá era uma menininha arisca e briguenta que tinha o estranho hábito de comer os bonequinhos de barro que a Mamãe Tupi fazia pra ela brincar. Continue lendo “Mundurucu, conto de Beto Vianna*”

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ABA lança edital do V Prêmio Claude Lévi-Strauss, referente a 2014

29 reunião da ABAA Associação Brasileira de Antropologia está lançando a quinta edição do Prêmio Lévi-Strauss. O Concurso é uma homenagem à contribuição de Claude Lévi-Strauss à Antropologia e visa estimular novas carreiras e dar visibilidade à produção original e de grande qualidade acadêmica de pesquisas desenvolvidas na graduação, em universidades brasileiras.

O Concurso é de âmbito nacional e os concorrentes podem se inscrever em duas modalidades:

(a) Melhor pôster de Iniciação Científica em Antropologia, inscrito, exposto e apresentado na 29ª Reunião Brasileira de Antropologia, que terá lugar em Natal (UFRN), entre 3 e 6 de agosto de 2014; ou

(b) Melhor artigo de recém-graduado, com resultado de pesquisa antropológica desenvolvida na graduação em universidades brasileiras.

Informações detalhadas podem ser encontradas da página da 29ª RBA (clique).

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Manifesto: Índio é nós

Nós é índioDepois de quatro dias no facebook e no twitter (ver endereços na página), entra oficialmente no ar o portal/campanha Índio é Nós, com textos , vídeos, informações sobre manifestações artísticas, materiais para serem baixados e links para outros espaços que defendem as questões indígenas no Brasil. Abaixo, o manifesto de lançamento. TP.

Manifesto: Índio é nós

Índio é nós: não somos um grupo, somos vários. Agimos porque, neste ano do cinquentenário do golpe de 1964, permanecem os ataques às terras e às vidas dos índios no Brasil. Além da realização de projetos hidrelétricos da ditadura militar, como a usina de Belo Monte, assiste-se hoje à ofensiva, com franco apoio dos três Poderes, do agronegócio e dos grandes eventos esportivos contra o meio ambiente, as populações indígenas e as tradicionais.

Normas constitucionais e internacionais vêm sendo flagrantemente desrespeitadas, ignorando a necessidade democrática de consulta às populações interessadas e o cumprimento das condicionantes ambientais, em uma escalada autoritária e plutocrática incompatível com a democracia.

Na escalada dessa ofensiva, ocorreu o inominável “leilão da resistência” para financiar a apropriação de terras pelo agronegócio. Desde o nome, ele quis roubar dos índios até mesmo a posição que ocupam: a de resistir.

Em resposta ao genocídio dos povos indígenas, propõe-se a realização de uma rede de eventos autônomos, de natureza variada, porém sempre relacionados pelo mote da resistência contra o etnocídio e o genocídio, em prol dos índios e dos mortos e desaparecidos de ontem e de hoje. Continue lendo “Manifesto: Índio é nós”

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O que Kátia Abreu, Folha e Estadão tem em comum? Aversão à Constituição

Do Terra de Direitos 

Passados mais de 25 anos da promulgação da Constituição Federal o Estado brasileiro não cumpriu com a obrigação de realizar a reforma agrária, demarcar as terras indígenas e titular os territórios quilombolas. A ausência de cumprimento da lei maior faz com que o Brasil seja a segunda maior nação do mundo em concentração de terras, fato que dá origem aos extremados e diários conflitos fundiários. Povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores sem terra são as principais vítimas da falta de cumprimento da Constituição e pagam com a vida o preço de lutar pela efetivação de direitos.

Para fortalecer o debate acerca de soluções para os conflitos fundiários, a Terra de Direitos realizou a pesquisa Casos Emblemáticos e Experiências de Mediação: Análise para uma cultura Institucional de soluções alternativas de conflitos fundiários rurais, desenvolvida em parceria com o Ministério da Justiça, por meio da Secretaria da Reforma do Judiciário. A pesquisa foi lançada no dia 19 de fevereiro, em Brasília, durante o seminário Conflitos Fundiários em Debate, que contou com a presença do Ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, e Flávio Caetano, da Secretaria de Reforma do Judiciário.

No sábado seguinte ao lançamento, dia 22, o jornal Folha de S. Paulo publicou artigo da senadora Kátia Abreu intitulado “Contra a lei”, em que a ruralista afirma que a pesquisa da Terra de Direitos quer afastar o Judiciário da solução do conflito fundiário e que estaria propondo soluções “fora da lei” para os conflitos no campo. Continue lendo “O que Kátia Abreu, Folha e Estadão tem em comum? Aversão à Constituição”

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A radicalidade da luta das mulheres é do tamanho das nossas necessidades humanas

Por Setor de Gênero do MST
Da Página do MST

O Patriarcado é um pilar fundamental do Capitalismo. Na luta pela transformação da sociedade, a construção de novas relações de gênero é uma condição para forjar mudanças reais.

As mulheres são impactadas há séculos por uma dupla opressão: de gênero e de classe. Essa é uma condição objetiva que torna a luta das mulheres um potencial para lutas que alteram a correlação de forças, não se conformam com o possível e, com isso, vão fazendo história.

Quando as mulheres decidem entrar na luta, levam consigo essas determinações sociais. Não tem nada a perder e tem o mundo a conquistar. Não vacilam! Seguem, rompendo cercas, ocupando os latifúndios das empresas transnacionais. Lutam pela soberania alimentar, pela defesa das sementes e dos recursos naturais. Continue lendo “A radicalidade da luta das mulheres é do tamanho das nossas necessidades humanas”

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Rio Xingu deixa mais de 1.200 desabrigados em Altamira (PA)

Crédito da imagem: Glaydson Castro/TV Liberal
Crédito da imagem: Glaydson Castro/TV Liberal

De Olho No Tempo Meteorologia – Mais de 1.200 pessoas estão desabrigadas no município de Altamira, no centro-norte do Pará, devido à cheia do rio Xingu.

De acordo com o levantamento feito pela Defesa Civil, comunidades ribeirinhas localizadas no entroncamento do Xingu com o rio Iriri estão completamente isoladas, onde o acesso por via terrestre não existe mais. A cheia do rio Xingu é resultado da intensificação da chuva nas principais cabeceiras, entre o norte de Mato Grosso e o sudeste do Pará.

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