Originarios advierten que no aceptarán imposiciones del Estado. Hidroeléctrica destinaría su producción principalmente a la minería, grandes industrias y comercio
Servindi – Representantes de organizaciones campesinas y mapuches se movilizaron hasta la localidad de Karilafquen, en la comuna de Pitrufquén, región de La Araucanía, a fin de expresar su rechazo al proyecto hidroeléctrico Los Aromos.
Tonico Benites é um dos principais nomes à frente da luta dos índios Guarani-Kaiowá, atuando como porta-voz dos povos indígenas. Desde criança, ouvia os mais velhos falando sobre um tal “antropólogo”, um não-índio capaz de valorizar e respeitar suas práticas culturais, sobretudo a crença, o modo de ser e viver dos índios. A curiosidade e a mobilização levaram o jovem a enveredar pela área e, no final de fevereiro, Tonico galgou mais um passo na sua caminhada acadêmica, iniciada em 2001. Ele conquistou o título de Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Adital – “Vamos matar todo o mundo.” Essa foi a sugestão da participante do Big Brother Brasil (BBB 14), veiculado pela Rede Globo de Televisão, Angela, 26 anos, advogada, de São Roque, Estado de São Paulo, como medida para ser aplicada a todas as pessoas vivendo com HIV. Não satisfeita, depois de proferir a sentença de morte, a advogada ainda disse: “O que mais me irrita é saber que a Aids existe porque teve um idiota que foi transar com um macaco.”
Angela fez os comentários infelizes, que causaram imediata indignação nas redes sociais, durante uma conversa sem pé nem cabeça sobre o destino da epidemia no reality show da Globo. Outro participante, Cássio, 22 anos, estudante de publicidade, de Alvorada, Estado do Rio Grande do Sul, dava aos colegas a desinformação de que, geralmente , quem tem (HIV) não dura mais de 40 anos. Continue lendo “Participante do Big Brother Brasil sugere extermínio das pessoas vivendo com HIV”
“As Marchas contribuíram na construção de um discurso legitimador do golpe civil-militar, segundo o qual ele representaria um desejo da sociedade civil”, diz a historiadora
IHU On-Line – A Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que ocorreu no dia 19 de março de 1964, surgiu como uma reação ao discurso do ex-presidente João Goulart, na Central do Brasil na semana anterior, e “como uma espécie de pedido às Forças Armadas por uma intervenção ‘salvadora das instituições’, e, posteriormente ao 31 de março de 1964, passou por uma ressignificação de seu discurso, transformando-se numa demonstração de legitimação do golpe civil-militar”, relembra Aline Pressot, em entrevista concedida à IHU On-Line por e-mail.
A memória da ex-presa política Inês Etienne Romeu, única sobrevivente da Casa da Morte de Petrópolis, registrou os codinomes de 19 torturadores durante os 96 dias de seu martírio, em um dos mais sombrios aparelhos da repressão dos anos 1970. A identidade de parte deles, que permanecia desconhecida até hoje, sai das sombras agora. “Doutor Bruno”, apontado por Inês como a pessoa de mais alta patente na casa, era o coronel Cyro Guedes Etchegoyen, chefe de Contrainformações do Centro de Informações do Exército (CIE). Completam a nova lista de torturadores da casa os sargentos Rubens Gomes Carneiro, o “Laecato”, Jairo de Canaã Cony, o “Marcelo”, e Carlos Quissak, além do cabo Severino Manuel Ciríaco, o “Raul”
Quatro décadas depois, o jornal identificou os nomes ao cruzar os registros de Inês com depoimentos de ex-agentes e documentos militares. A Casa da Morte, na Rua Arthur Barbosa 668, simbolizou os anos de chumbo do regime. Entidades de defesa dos Direitos Humanos acreditam que o destino final de seus presos, geralmente comandantes de organizações guerrilheiras, era a morte (o número de vítimas é impreciso). Porém, em entrevista ao jornal, em 2012, o coronel reformado Paulo Malhães, ex-agente do CIE, disse que a casa era chamada de “centro de conveniência” e servia para pressionar os presos a mudar de lado e virar informantes infiltrados, ou “RX”, na gíria dos agentes. Continue lendo “Casa da Morte: Investigações revelam nomes de cinco agentes que atuaram em torturas”
A valorização do homem do campo é um dos temas da exposição itinerante Sentimentos da terra, que ficará aberta ao público até sexta-feira (21/03) na Fundação Oswaldo Cruz. (foto: Bruno Figueiredo)
Caminhão-museu que percorre o Brasil com exposição itinerante sobre a história da luta pela terra no nosso país chega ao Rio de Janeiro
Ciência Hoje – Há um Brasil que muitos não veem: é o país dos conflitos agrários; das mortes violentas no campo; do sangue derramado em nome do direito à terra. Soa como o datado papo esquerdista dos anos 1980, é verdade. O problema é que a questão agrária – um dos mais profundos dramas históricos de nosso país – continua mal resolvida.
A velha discussão ganha novo fôlego. Um museu itinerante – montado na carroceria de um caminhão – percorre o Brasil há um ano e leva consigo a história dos conflitos de terra em nosso país. É a exposição Sentimentos da terra. Continue lendo “A saga do homem do campo”
Por unanimidade de votos, a 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) suspendeu o transporte de pedras de gesso (gipsita) feito pela empresa Gessomar na estrada que passa pelos povoados de Bom Jesus e Nova Luta, no município de Codó. Os membros do órgão colegiado entenderam que a saúde dos moradores das comunidades deve prevalecer sobre o alegado prejuízo econômico para a empresa.
Para dissipar quaisquer dúvidas se a atividade de extração da gipsita causa ou não poluição prejudicial à saúde das pessoas, a decisão também determinou que seja realizada perícia no local para avaliar a extensão de danos causados, bem como supostos prejuízos à produção de cultura de subsistência. E, ainda, que seja providenciada, se possível, a construção de um desvio, evitando-se que as caçambas passem pelo meio dos povoados.
O conflito teve início em 29 de agosto do ano passado, dia em que, segundo o recurso ajuizado pela Associação Quilombola de Santa Maria dos Moreiras Jerusalém e Bom Jesus, cerca de 200 representantes de 16 comunidades interditaram a estrada vicinal que liga o povoado Barracão à mina de gesso da empresa, para chamar atenção do que eles apontaram como intensas degradações ambientais causadas pelas atividades mineradoras na região.
Deputado Molon (PT-RJ), relator do Marco Civil, era um jovem professor de história que entrou para política com bandeiras ligadas aos direitos humanos. (Foto: Agência Brasil)
De olho no financiamento eleitoral, PMDB defende interesse das Teles no Marco Civil da Internet e se une à oposição para derrotar governo; projeto coletivo pode ficar desfigurado
No dia 6 de novembro do ano passado, a bancada do PMDB, segunda maior da Câmara, se reuniu no Congresso Nacional para ouvir com exclusividade o que Eduardo Levy, diretor executivo do Sindicato das Empresas de Telefonia (Sinditelebrasil), tinha a falar contra o projeto do Marco Civil da Internet, que já naquela época trancava a pauta da casa. Uma didática exposição concentrava as principais críticas sobre a tão falada neutralidade da rede e defendia a desnecessidade de um projeto sobre o assunto. Continue lendo “Marco Civil: Por trás da disputa política, a força das Teles”
Comissão da Verdade da PUC-SP realiza julgamento simbólico da Lei de Anistia, no Tuca: justiça para os crimes da ditadura
Tribunal Tiradentes III resgata júris que ilegalizaram Lei de Segurança Nacional e Colégio Eleitoral nos anos 1980. Objetivo é reverter impunidade dos crimes contra a humanidade cometidos na ditadura
São Paulo – Três horas de julgamento bastaram para que um tribunal temporariamente instalado no Tuca, teatro da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, reunisse cinco décadas de luta pela memória, verdade e justiça no país e condenasse politicamente a interpretação oficial da Lei nº 6.683, conhecida como Lei da Anistia. Aprovado pelo Congresso Nacional em 1979, ainda durante a ditadura, o texto restabelece os direitos políticos de quem se opôs e foi perseguido pelo regime. E, de acordo com entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) proferido em 2010, também exime de punição agentes do Estado que torturaram, mataram, estupraram e desapareceram com os corpos de membros da dissidência durante os anos de chumbo. Continue lendo “Ato simbólico condena Lei da Anistia e reclama punição a torturadores”
CIMI – O uso de força militar contra os movimentos sociais, em especial o movimento indígena já não é novidade e chega a ser quase uma prerrogativa mecânica do Governo Federal nesta atual conjuntura. Foi assim com o povo Tupinambá na Bahia e a história se repete agora contra o povo Kaingang, no Rio Grande do Sul. Com efeito similar aos discursos violentos dos deputados ruralistas, essas medidas acabam por reforçar e acirrar os ânimos de conflito e denunciam ares de uma ditadura escancarada contra movimentos étnicos e populares em pleno estado democrático de direito.
A tentativa de instalação de um posto de treinamento militar dentro da área indígena de Passo Grande da Forquilha, localizada no município de Sananduva-RS, ocorre justamente quando, sem outra opção de garantir os direitos de seu povo, os Kaingang anunciam prazo para iniciar o processo de auto-demarcação de seu território. Sem jamais usar de violência contra os pequenos agricultores, a comunidade de Forquilha tentou ainda no ano passado resolver a situação de sua terra dentro dos meios institucionais. Bem diferente do quadro que esta medida do Governo Federal pinta ao criminalizar e rotular simbolicamente os indígenas de “terroristas” quando estes se colocam em luta clara pelos seus direitos constitucionais.
Depois da falta de sucesso do Ministério da Justiça em negociar direitos com os indígenas, através de denominadas “mesas de diálogo”, os Kaingang junto com os agricultores, supostamente afetados pela demarcação da Terra Indígena, acabaram por colocar em cheque as intenções e o discurso do ministro, José Eduardo Cardozo, ao apresentarem em tom de unidade, propostas concretas e plenamente possíveis para resolver a situação em Sananduva. Nesta reunião, que ocorreu no local e contou com a presença direta da assessoria do ministro, agricultores e indígenas exigiram a imediata demarcação de Forquilha e a indenização plena dos agricultores, sem mais demora, mas a negligência do Governo Federal foi identificada na ocasião, como a principal causadora dos conflitos na região. Continue lendo “Governo Federal usará força militar para frear demarcação de Terra Indígena Kaingang”