
Veja a matéria original por Chris Michael e Ellie Violet Bramley em inglês no The Guardian aqui.
Discurso persuasivo de improviso, do ardente Spike Lee, contra a transformação do Brooklyn pela chegada de descolados e ricos levanta pontos-chave sobre as tensões da gentrificação–especialmente sobre respeito. Mais do que talvez qualquer outro cineasta, Spike Lee fez das questões urbanas, o seu pão com manteiga. Então, o que fez com que o diretor de Faça a Coisa Certa e Clockers em uma aparição em um evento no Mês da História Negra no Pratt Institute, no Brooklyn, ficar enraivecido contra um membro da platéia tentando argumentar sobre os benefícios da gentrificação?
Chamando o processo como “síndrome de Cristóvão Colombo” e acusando ricos recém-chegados de desrespeitar a cultura das áreas predominantemente negras e que têm sido seu reduto–com a alteração de nomes de bairros, o cancelamento de um tributo a Michael Jackson por causa de temores de que os negros fariam muito bagunça, ou reprimindo as sessões de tambores africanos realizadas no parque Mount Morris por 40 anos–Lee teve uma recepção calorosa da multidão. Alguns noticiários norte-americanos eram menos aprovadores, acusando Lee–um Brooklynite nativo–de “não ter o direito” de reclamar.
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