No RS, índios Kaingang bloqueiam mais uma rodovia e ocupam sede da Funai

DSC00035CIMI – Em apoio às reivindicações das lideranças Kaingang que estão acampadas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, um grupo com cerca de 200 índios voltou a bloquear a rodovia BR-285, próximo ao município de Gentil, no Rio Grande do Sul. A rodovia havia sido liberada nessa terça-feira (18), mas foi reocupada na manhã de hoje (19).

Um novo ponto de bloqueio paralisou a rodovia BR-386, no trecho do município de Irai, onde 300 índios Kaingang de nove terras indígenas também manifestam apoio ao movimento em Brasília. “Estamos com toda a comunidade aqui e esperamos que retomem os processos de nossas terras e criem novos grupos de trabalho para acelerar as demarcações. Se a resposta em Brasília for negativa às nossas reivindicações, vamos bloquear mais rodovias”, afirmou Isaías Jacinto Kaingang.

A sede regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Passo Fundo (RS) está ocupada desde segunda-feira (17) e os índios permanecem sem qualquer tipo de assistência por parte do órgão. “Estamos com mais de 20 crianças aqui e a Funai não nos ajudou nem com a comida. A gente até agüenta ficar sem alimentação, mas nossas crianças não podem passar o dia todo sem comer”, disse Daniel Kaingang, da Terra Indígena Votouro/Kandoia.   Continue lendo “No RS, índios Kaingang bloqueiam mais uma rodovia e ocupam sede da Funai”

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Comitiva de lideranças indígenas do Projeto Cruviana viaja ao Mato Grosso para visitar mini hidrelétricas

Mayra Wapichana – CIR

Uma comitiva de oito lideranças do Projeto Cruviana, pertencentes às comunidades indígenas Maturuca, Willimon, Morro, Pedra Preta, Tamanduá, Serra do Sol, Urinduke, da Terra Indígena Raposa Serra do Sol e comunidade Canauanin, Terra Indígena Canauanin, das organizações indígenas Conselho Indígena de Roraima (CIR) e Conselho do Povo Indígena Ingaricó (COPING), juntamente com a equipe técnica do Instituto Socioambiental e da Universidade Federal do Maranhão (UFM) viajou na madrugada desta quarta-feira, 19, ao estado de Mato Grosso para conhecer impactos e características de mini hidrelétricas existente naquele Estado.

A visita faz parte do calendário trimestral de 2014 do Projeto Cruviana, onde vai possibilitar as lideranças indígenas de conhecer os impactos de usinas com potência entre 100 e 1.000 KW, existentes em quatro municípios do estado de Mato Grosso. A visita servirá também para ampliar o debate sobre as diversas fontes de geração de energia elétrica da região mato-grossense.

O Projeto Cruviana é uma parceria do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Instituto Socioambiental (ISA) e Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que desde 2010 vem passando por um processo de consulta, articulação e deliberações junto aos povos indígenas da Raposa Serra do Sol, para os estudos do potencial de geração de energia eólica, através da captação dos ventos. Continue lendo “Comitiva de lideranças indígenas do Projeto Cruviana viaja ao Mato Grosso para visitar mini hidrelétricas”

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Belo Monte é o nosso sangue derramado

x180314_rodolfosalm1.jpg.pagespeed.ic.c2XgGg2sSBRodolfo Salm – Correio da Cidadania

Morreu na sexta-feira, 7 de março, de bicicleta, atropelada por um caminhão-caçamba no centro da cidade, a minha aluna Aline Flor, estudante de Biologia na Universidade Federal do Pará, em Altamira. A tragédia foi especialmente marcante pela violência: seu corpo foi destruído, com morte instantânea, por ter acontecido no principal cruzamento da cidade e por se tratar de uma estudante doce e gentil, como seu nome sugere, querida por todos na universidade. Mas, infelizmente, não se trata de uma exceção: todos os dias morre pelo menos um anônimo em algum ponto dessa cidade, que era tranquila, quase bucólica até poucos anos atrás, antes do início das obras de Belo Monte.

Em minhas aulas de Ecologia, falando sobre os efeitos das barragens, eu preferiria sem dúvida tratar de questões biologicamente instigantes, como o efeito das grandes enchentes exacerbadas pela construção de hidrelétricas, como aquela que se observa neste momento no rio Madeira, sobre a biodiversidade e estabilidade dos seus lagos periféricos. Mas, enumerando os impactos das barragens, eu e meus alunos inevitavelmente nos deparamos com questões de outra natureza, como o impacto das obras sobre os preços dos alimentos e aluguéis e sobre a violência do trânsito na cidade. Continue lendo “Belo Monte é o nosso sangue derramado”

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Nasa prevê colapso da humanidade nas próximas décadas

Foto: Wikipedia
Foto: Wikipedia

Por Charles Nisz – Vi na Internet

A humanidade está na iminência de um colapso por conta da instabilidade econômica e do esgotamento dos recursos naturais. Essa foi a conclusão de um estudo financiado pela Nasa, a agência espacial norte-americana. Com o uso de modelos matemáticos a agência norte-americana previu o colapso do planeta Terra mesmo quando eram feitas estimativas otimistas, segundo o jornal britânico Independent. Continue lendo “Nasa prevê colapso da humanidade nas próximas décadas”

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Em Rondônia, atingidos cobram responsabilidade das usinas por enchentes do Madeira

barragem roAtingidos e desabrigados pelas enchentes do rio Madeira vão às ruas para cobrar responsabilidade das usinas Santo Antônio e Jirau e exigir seus direitos

MAB

Na manhã desta terça-feira (18), 350 atingidos e desabrigados pela enchente do rio Madeira foram às ruas exigir seus direitos. A marcha iniciou-se na Praça Madeira-Mamoré, em Porto Velho (RO), às 7 horas da manhã e seguiu em marcha até o palácio do Governo, onde foram erguidas três barracas de lona – cada uma indicando uma região: Santo Antônio, Jirau e Samuel – o que simboliza como ficará a situação das famílias depois das enchentes, caso as soluções de longo prazo não sejam estabelecidas. Continue lendo “Em Rondônia, atingidos cobram responsabilidade das usinas por enchentes do Madeira”

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MPF/AM requer conclusão de demarcação de terras indígenas do Médio e Baixo Rio Negro

mPF na comunidadeAção pede que a Funai conclua em 45 dias os estudos técnicos do processo de demarcação de terras indígenas nos municípios de Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) entrou com ação civil pública na Justiça Federal, com pedido de liminar, para obrigar a União e a Fundação Nacional do Índio (Funai) a concluírem, no prazo de 45 dias, o processo administrativo que trata da demarcação de terras ocupadas pelos povos indígenas do Médio e Baixo Rio Negro, nos municípios de Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, interior do Estado.

A ação foi proposta em decorrência da demora por parte da Funai em dar andamento à demarcação das terras indígenas. “Os povos do Baixo e Médio Rio Negro buscam pelo reconhecimento de seus territórios de ocupação tradicional há muitos anos. Essa reivindicação é formalmente conhecida pelas demandadas desde 1998”, destacou o procurador da República Julio José Araujo Junior no texto da ação. Continue lendo “MPF/AM requer conclusão de demarcação de terras indígenas do Médio e Baixo Rio Negro”

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UFAM manda estudantes indígenas irem ao campus de Humaitá para recuperar período letivo comprometido. E quem garante a segurança deles?

No dia 25 de dezembro de 2013, manifestantes incendiaram o barco e os carros da Funai, além de destruírem parcialmente seu prédio e o Polo de Saúde Indígena, em Humaitá. Foto: Funai
No dia 25 de dezembro de 2013, manifestantes incendiaram o barco e os carros da Funai, além de destruírem parcialmente seu prédio e o Polo de Saúde Indígena, em Humaitá. Foto: Funai

UFAM

A Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) da Universidade Federal do Amazonas, considerando a Recomendação Nº 02/2014, 5º Ofício Cível, da Procuradoria da República no Estado do Amazonas, com o fito de garantir aos estudantes indígenas da região de Humaitá/AM o aproveitamento do ano letivo, como garantia de que não sofrerão prejuízos em decorrência dos conflitos e ameaças existentes na região, torna público e convoca os alunos regularmente matriculados no Instituto de Agricultura e Ambiente (IEAA), campus de Humaitá (IAA) e que tenham sido impedidos de dar prosseguimento às atividades acadêmicas neste semestre letivo, para que compareçam no período de 18 de março a 26 de março de 2014, à referida unidade acadêmica, a fim de requererem as providências cabíveis para recuperação dos estudos que porventura tenham perdido.
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Dá pra beber essa água?

sabesp-010Agrotóxicos, metais pesados e substâncias que imitam hormônios podem estar na água que chega à torneira da sua casa ou na mineral, vendida em garrafões, restaurantes e supermercados. Saiba por que nenhuma das duas é totalmente segura

Por Anne Vigna, em #Reportagem

Pesquisar sobre a água não é fácil. Não existem leis ou regras que definam um critério uniforme para a divulgação de dados. Esperei mais de 15 dias, por exemplo, para receber as análises de qualidade para o município de São Paulo, segundo as normas da Portaria 2.914/2011, do Ministério da Saúde. Os mesmos resultados para o Rio de Janeiro estão disponíveis para consulta de qualquer pessoa no site da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), responsável pelo tratamento de água na cidade. Não se sabe por que uma das concessionárias fornece a informação publicamente, enquanto a outra não diz nada sobre o assunto.

Depois de muita espera e de uma dezena de e-mails trocados, recebi quase todas as análises da capital paulista feitas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), encarregada da água e do saneamento na metrópole. No primeiro envio, porém, faltavam vários dos parâmetros considerados pela portaria do Ministério da Saúde. Por quê? Não há como saber. Depois de insistir mais, recebi todos os dados (aquiaquiaqui e aqui). Continue lendo “Dá pra beber essa água?”

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Índios ocupam ferrovia da Vale que corta aldeias de Aracruz

Foto Século Diário
Foto Século Diário

Após três anos de tentativas, Vale acordou pagar indenização aos índios a título de compensação, mas recuou no dia de definir forma de pagamento, nesta terça-feira

Por Any Cometti, em Século Diário

Os índios das aldeias de Comboios e Córrego do Ouro, localizadas em Aracruz, norte do Estado, ocupam desde o início da tarde desta terça-feira (18) a linha férrea da Vale que corta as aldeias. O protesto foi organizado como uma resposta à falta de responsabilidade por parte da poluidora com um compromisso firmado anteriormente com a população indígena. Os índios lutam há três anos por uma indenização pelo uso de suas terras para a passagem da estrada de ferro da mineradora.

Os caciques Antônio Carlos, de Comboios, e Luiz Barbosa, de Córrego do Ouro, afirmam que a Vale cancelou pela manhã, por telefone, a sua participação em uma reunião que aconteceria momentos depois e na qual seria firmado um acordo para destinar R$ 19 milhões ao Plantar, projeto de agricultura desenvolvido pelos índios, como forma de compensação por usarem há mais de 30 anos as terras indígenas como base para sua estrada de ferro. O procurador da República responsável pelo caso, Almir Sanches, também foi avisado no mesmo horário pela poluidora.

Segundo os caciques, no dia 18 de janeiro foi feita uma reunião entre o Ministério Público Federal, a Fundação Nacional do Índio (Funai), em suas instâncias nacional e estadual, a Vale e as lideranças e povo indígena. Na ocasião, o valor da indenização foi firmado em R$ 19 milhões, acordados entre os índios e a empresa, uma verba necessária e calculada com base na agricultura desenvolvida nas duas aldeias. Além disso, a Vale se comprometeu a levar neste dia 18 de março sua proposta sobre a indenização. Continue lendo “Índios ocupam ferrovia da Vale que corta aldeias de Aracruz”

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Depois da cadeia, mulheres enfrentam dura realidade no retorno à sociedade

"Vi que teria que viver com minhas próprias pernas. Eu ia morrer de overdose ou mataria minha mãe. Ela não aguentaria passar por tudo de novo" Luciana (nome fictício), de 27 anos, que foi presa por tráfico, voltou a usar drogas depois de ser solta e hoje luta para retomar a vida e o filho mais velho
“Vi que teria que viver com minhas próprias pernas. Eu ia morrer de overdose ou mataria minha mãe. Ela não aguentaria passar por tudo de novo” Luciana (nome fictício), de 27 anos, que foi presa por tráfico, voltou a usar drogas depois de ser solta e hoje luta para retomar a vida e o filho mais velho

Última reportagem da série sobre o universo feminino na prisão revela a dificuldade de conseguir atestado de bons antecedentes, burocracia e preconceito enfrentados pelas ex-detentas

Por Patrícia Giudice, em EM

Presas, condenadas a viver longe da família. Depois de ver de trás das grades parte da existência passar, finalmente chega a hora de colocar o pé fora da cadeia. É o dia mais esperado. É dia de respirar fundo e seguir em frente, com esperança. Elas sonham em reconstruir a família, estudar, trabalhar e, principalmente, não voltar ao crime. Nem sempre é possível. Às vezes, o projeto de futuro é atropelado pela realidade.

Apesar dos obstáculos, o índice de reincidência entre elas é considerado baixo em relação ao dos homens. “No geral, a reincidência da mulher no crime é baixa. Ela só é mais elevada no tráfico de drogas, mas por causa da influência dos companheiros. Sem romper o relacionamento, fica difícil deixarem o submundo”, observa o juiz da Vara de Execuções Penais de Montes Claros, Francisco Lacerda de Figueiredo. No presídio da cidade do Norte de Minas, estatísticas comprovam o baixo retorno delas ao crime: o percentual de reincidência é de 30%, contra taxas superiores a 60% entre os detentos no país. Continue lendo “Depois da cadeia, mulheres enfrentam dura realidade no retorno à sociedade”

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