Mecanização de lavoura de cana-de-açúcar mascara problemas trabalhistas

cana_trabalho_escravo_1Do Instituto Observatório Social

Ao mesmo tempo em que se discutem iniciativas para eliminar o trabalho degradante na cadeia produtiva do álcool e do etanol, a mecanização das lavouras de cana-de-açúcar tem colocado novas preocupações na área de defesa dos direitos dos trabalhadores. 

Pesquisa realizada pelo Instituto Observatório Social em plantações e indústrias no Estado de São Paulo aponta que a contaminação ao meio ambiente continua, assim como lesões por esforços repetitivos, discriminação de mulheres, baixa remuneração e alta rotatividade nos trabalhadores do setor. Com a chegada das máquinas, cresce também a preocupação com o desemprego (Acesse à pesquisa completa).

A pesquisa foi realizada ao longo de 2013 em fazendas nos municípios de Ibaté e Ipaussu, no Estado de São Paulo. Foram ouvidos trabalhadores e trabalhadoras do setor, além de sindicalistas e representante da empresa Raízen, joint venture das empresas Cosan e Shell.  Continue lendo “Mecanização de lavoura de cana-de-açúcar mascara problemas trabalhistas”

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Para professora, com movimentos sociais, os muros universitários se voltam à sociedade

Por José Coutinho Júnior
Da Página do MST

Durante o mês de abril, as cerca de 50 universidades nas quais o MST tem parcerias irão realizar a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária, com debates, exibições de teatro, filmes, visitas a assentamentos e feiras da Reforma Agrária em apoio à luta no campo.

As atividades serão paralelas às mobilizações da jornada de lutas do MST, realizadas todo mês de abril por todo o país.

O MST tem mais de 3 mil militantes presentes nas universidades. Mais de 5 mil já se formaram em cursos universitários e de especialização, e mil professores realizam trabalhos próximo ao Movimento.

Segundo Cristina Bezerra, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e coordenadora do curso de Especialização em Estudos Latino Americanos – uma parceria entre o MST, a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) e a Faculdade de Serviço Social da universidade -, a jornada surge para “incentivar dentro do espaço acadêmico esse compromisso da universidade com a questão agrária”.  Continue lendo “Para professora, com movimentos sociais, os muros universitários se voltam à sociedade”

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Para Jean Wyllys, o fascismo “saiu do armário” no Brasil, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

“As pessoas me insultam, me ameaçam, me xingam, me difamam.”

O deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ) é, hoje, um dos políticos mais influentes nas redes sociais. Mexendo em temas polêmicos (e sem ser uma unanimidade entre os progressistas, com posições que desagradam parte dos movimentos feminista e negro, por exemplo), ele se tornou uma das pessoas mais amadas e, ao mesmo tempo, mais odiadas da internet brasileira.

Em entrevista concedida ao UOL, Jean afirmou que não acredita que os conservadores estejam crescendo em número, mas sim reagindo.

“O processo de redemocratização do Brasil, o fim da ditadura militar, a promulgação da Constituição cidadã em 88 produziram um discurso público que recalcou os fascistas e conservadores. E tudo o que é recalcado não desaparece, retorna em algum momento sob diferentes máscaras.” Para ele, com as redes sociais e a possibilidade de expressão anônima, o fascismo saiu do armário. E o próprio ambiente democrático e a liberdade de expressão deram a chance de pessoas virem a público dizer o que pensam, mesmo que o que elas pensem ameacem o próprio regime democrático.

Jean também considera que a criminalização da homofobia não é a melhor saída para resolver o problema. ”Homofobia tem a ver com preconceitos e preconceitos são falsas certezas socialmente partilhadas. E falsas certezas só podem ser desconstruídas com conhecimento, com educação que produza a vida com pensamento. Essas pessoas não tiveram essa educação, essa educação lhes foi negada”, afirma. Continue lendo “Para Jean Wyllys, o fascismo “saiu do armário” no Brasil, por Leonardo Sakamoto”

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Pastorais Sociais participam do Nordestão da 5ª SSB

nordestao5ssb

CNBB – As Pastorais Sociais dos cinco regionais do nordeste realizaram, entre os dias 4 e 6 de abril, em Lagoa Seca (PB), o Nordestão da 5ª Semana Social Brasileira (SSB). Representações de quilombolas, indígenas, pescadores artesanais, ribeirinhos, camponeses, catadores de materiais recicláveis, juventudes, movimento negro, movimento de mulheres, atingidos por grandes empreendimentos, sem-terra, sem-teto, população de rua, igrejas cristãs e de religiões de matriz africana partilharam os desdobramentos da 5ª SSB e publicaram uma carta com as conclusões do encontro, que teve o tema “O Nordeste que temos. E o Nordeste que queremos”.

 Após resgate histórico, os participantes fizeram uma análise de conjuntura, em especial do nordeste. Com a metodologia de mini plenárias, partilharam experiências da busca pela construção de uma região em que o Estado esteja a serviço de todos. Continue lendo “Pastorais Sociais participam do Nordestão da 5ª SSB”

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Comissão da Verdade Rubens Paiva promove lançamento de livro sobre Frei Tito em São Paulo

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“Um homem torturado: nos passos de Frei Tito Alencar” conta a história de luta do Frei que foi torturado pela ditadura militar

Brasil de Fato

Na próxima segunda-feira (14) a Comissão da Verdade Rubens Paiva realizará na Assembleia Legislativa Paulista o lançamento do livro “Um homem torturado: nos passos de Frei Tito Alencar” com a participação das autoras Leneide Duarte-Plon e Clarisse Meireles e de Frei Betto e o deputado estadual Adriano Diogo (PT). Continue lendo “Comissão da Verdade Rubens Paiva promove lançamento de livro sobre Frei Tito em São Paulo”

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Parir e nascer no SUS

Tânia Rego/ABr
Tânia Rego/ABr

No Brasil, o modelo de atenção ao parto é intervencionista, hospitalocêntrico e medicalizado, mas taxas de mortalidade materna e neonatal seguem altas e sem sinais de que irão diminuir. Conheça algumas experiências que dão certo no SUS

Raquel Torres, do Rio de Janeiro (RJ)

Da Revista Poli – Saúde, Educação e Trabalho

É uma sala ampla, com janelas abertas e muitas almofadas espalhadas pelo chão. Sentadas em círculo estão cerca de dez gestantes acompanhadas por suas mães, tias, filhos, maridos ou namorados. “Como e onde vocês nasceram?”, pergunta a enfermeira que conduz o grupo. Entre os mais jovens, a imensa maioria diz ter nascido no hospital, por cesariana. “E os pais de vocês?” Eles se dividem. Alguns afirmam que os nascimentos se deram por parto normal e outros por meio de cirurgias, mas quase todos no ambiente hospitalar. “E os avós?” Agora a resposta é unânime: em casa, parto normal. Continue lendo “Parir e nascer no SUS”

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Sem Terra conquistam assentamento no Vale do Paraíba, em São Paulo

lagoinha1Da Página do MST

Nesta segunda-feira (7), as famílias do acampamento Egídio Brunetto, localizado no município de Lagoinha, região do Vale do Paraíba, conquistaram a imissão de posse da Fazenda Bela Vista.

Por ser improdutiva, a área de 1.650 hectares foi decretada de interesse social para fins de Reforma Agrária em 28 de dezembro 2012. Serão assentadas cerca de 55 famílias no local. Continue lendo “Sem Terra conquistam assentamento no Vale do Paraíba, em São Paulo”

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Em vídeo, moradores em torno de mina de urânio narram as dificuldades que passam

Em Caetité (BA) moradores denunciam falta de informação por parte das Indústrias Nucleares Brasil (INB)

Brasil de Fato

A única mina de urânio da América latina se encontra no Brasil, mais precisamente na cidade de Caetité (BA) e produz mais de 400 toneladas de concentrado de urânio por ano pela INB (Indústrias Nucleares Brasil).

Esse produto é exportado para o Canadá e alguns países da Europa ou é utilizado nas usinas de Angra dos Reis (RJ).

Nesse vídeo, moradores denunciam os abusos cometidos pela empresa com trabalhadores e a falta de informação e diálogo com a comunidade.

Enviada para Combate Racismo Ambiental por José Carlos.

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Favela da Telerj: ocupantes terão prazo para sair amigavelmente

O terreno localizado na Rua Dois de Maio, no Engenho Novo, onde barracos continuam sendo construídos Marcelo Piu / Agência O Globo
O terreno localizado na Rua Dois de Maio, no Engenho Novo, onde barracos continuam sendo construídos Marcelo Piu / Agência O Globo

Representante da OAB disse que PM já está planejando desocupação e pretende reagir se houver agressão

Gustavo Goulart – O Globo

RIO – As milhares de pessoas que ocupam o terreno da Oi, no Engenho Novo, na Zona Norte, terão um prazo ainda não estabelecido para sair do local amigavelmente. A desocupação do espaço, que ficou conhecido como Favela da Telerj, foi discutida em uma reunião na tarde desta terça-feira na 6ª Vara Cível do Fórum do Méier. A juíza Maria Aparecida Silveira de Abreu, que concedeu a liminar à empresa de telefonia, vai estabelecer a data da desocupação depois que a Polícia Militar terminar o planejamento para a retirada das famílias do local. A expectativa é que, durante esse período, os invasores comecem a sair espontaneamente para evitar confronto com a PM. Continue lendo “Favela da Telerj: ocupantes terão prazo para sair amigavelmente”

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Uma chance para avançar na política habitacional em SP

Raquel Rolnik*

No último final de semana, movimentos de moradia realizaram cerca de vinte ocupações em São Paulo, reivindicando soluções para o grave problema habitacional que atinge especialmente as populações mais pobres. Muitos seguiram de ônibus para Brasília, onde se somarão a manifestantes de outros estados para pressionar também o governo federal.

Em São Paulo, estamos passando por um momento-chave que, a depender de como for concluído, poderá significar uma oportunidade de grandes avanços na questão habitacional. Isso porque o novo Plano Diretor Estratégico da cidade deverá ser votado hoje (9)  na comissão de política urbana da Câmara Municipal e, muito em breve, será votado também no plenário, onde se encerrará um processo de discussão que teve início no ano passado.

A proposta de Plano que se encontra em debate da Câmara contém uma política fundiária para a habitação, incorporando instrumentos que contribuirão, com terras e imóveis, para viabilizar um volume maior de habitação de interesse social.

Hoje, um dos gargalos fundamentais para a produção de habitação com qualidade é a localização. Com o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), a população de menor renda tem acesso a um subsídio público para comprar a casa própria ofertada pelo setor privado, que é responsável por conceber o projeto, decidindo inclusive a localização, e executá-lo. Continue lendo “Uma chance para avançar na política habitacional em SP”

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