Para PM, réus do Carandiru não cometeram faltas

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Depois de quase um ano de pedidos via lei de acesso à informação, pesquisadores da FGV obtêm documentos que revelam o olhar da corporação sobre os policiais envolvidos

Por Jessica Mota e Joseh Silva, A Pública

Passados 21 anos do Massacre do Carandiru, a Polícia Militar do Estado de São Paulo não moveu nenhum processo administrativo disciplinar contra os homens que atuaram no dia 2 de outubro de 1992. Não somente isso, mas a maioria dos policiais de alta patente da época – capitães, majores e tentente-coronéis – foram promovidos. É o caso dos ex-comandantes do 1º, 2º e 3º Batalhão de Choque das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, a Rota, que agiram no comando do massacre. Antônio Chiari, Edson Faroro e Luiz Nakaharada passaram à patente de coronel, a mais alta na hierarquia da Polícia Militar.

Outros comandantes da operação também foram promovidos. Wanderley Mascarenhas de Souza (que estava à frente do Grupo de Ações Táticas Especiais – GATE) foi promovido a tenente-coronel; Arivaldo Sérgio Salgado, do Comandos e Operações Especiais (COE), foi aposentado como coronel. Continue lendo “Para PM, réus do Carandiru não cometeram faltas”

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A Defensoria tem que ser autônoma e participativa. Amanhã, 11, às 9:30h, Audiência Pública na Alerj

O defensor chefe da Defensoria Privatizada, Nilson Bruno, e o ex-governador do estado, Sérgio Cabral
O defensor chefe da Defensoria Privatizada, Nilson Bruno, e o ex-governador do estado, Sérgio Cabral

Por Daniel Mazola, na Tribuna da Imprensa

Nessa sexta feira, dia 11/04, tem Audiência Pública na ALERJ sobre as remoções e a atuação da Defensoria Pública na Vila Autódromo e em outras favelas. Paralelamente a audiência, vai acontecer uma Assembléia Popular das favelas e movimentos sociais nas escadarias da ALERJ, buscando chamar atenção da população e do poder público não só para as remoções como para toda violação de direitos humanos que vêm acontecendo nas áreas mais pobres do Rio de Janeiro. Conheça o contexto:

O Defensor Público Geral, Nílson Bruno, desde que assumiu o controle da Defensoria Pública no Rio de Janeiro, tem atuado como Procurador do Município e do Estado. Fez isso em diversas ocasiões, como, por exemplo, nas ocupações militares das favelas para instalação das UPPs, durante a greve dos garis e na, semana passada, violou a independência funcional das Defensoras Públicas Titulares do Núcleo de Terras e Habitação – NUTH , ao reunir-se com moradores da Vila Autódromo que desejam sair da comunidade, transportados pela Subprefeitura, sem a presença das defensoras que estão defendendo a comunidade e atuando no processo, para organizar uma petição visando suspender a liminar, conseguida pelas próprias defensoras do NUTH, liminar esta que garantia que a Prefeitura não demolisse as residências de quem aceitasse o reassentamento no Parque Carioca, enquanto o Município não apresentasse o plano de reurbanização dos que desejam ficar na Vila Autódromo, que está sendo removida em função da construção do Parque Olímpico.

A liminar não impedia que a Prefeitura entregasse as chaves dos apartamentos para quem optou pelo reassentamento, mas o Eduardo Paes mente, para criar o conflito entre os que desejam ficar e os que querem sair, conforme vem fazendo nas comunidades da Indiana (Tijuca), da Providência, Estradinha e outras. Continue lendo “A Defensoria tem que ser autônoma e participativa. Amanhã, 11, às 9:30h, Audiência Pública na Alerj”

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Cravari Energia fraudou memorial descritivo para enganar o Incra

b35cf7dce62c042e8aa3ac4e3e44a6b2Antonio P. Pacheco – Jornal Centro Oeste Popular

A empresa Cravari Energia, do empresário Darci Mário Fantin, fraudou documentos para legitimar, junto ao Incra,  a usurpação de terras federais para a construção da Pequena Central Hidrelétrica Bocaiúva. A PCH foi construída dentro do Projeto de Assentamento (PA) Tibagi, no município de Brasnorte (627 km de Cuiabá) e seu reservatório, mal projetado, suplantou a área negociada inicialmente junto ao Incra e aos assentados.

Para encobrir o erro de projeto e evitar as conseqüências legais, bem como a elevação de custos, a empresa optou por fraudar o memorial descritivo da área para obter a escritura da mesma junto ao Incra-MT.

Originalmente, a Cravari Energia previu que o empreendimento ocuparia 415.9193 hectares. Num segundo momento, percebeu que a área necessária para a instalação da PCH Bocaiúva seria muito maior. Com isso, a empresa negociou com os assentados a cessão de 643 hectares e impetrou no Incra o pedido de desapropriação e transferência da área acordada com os assentados para si. Até aí, tudo corria bem para a Cravari.

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Justiça ouve mais quatro réus do caso Amarildo

amarildo_2_arquivo_agencia_brasilVitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

A 35ª Vara Criminal da capital interrogou ontem (9) mais quatro policiais militares suspeitos de terem participado da tortura do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, em julho do ano passado, na Rocinha, zona sul do Rio. No total, sete réus do processo, incluindo o ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade major Edson Santos, foram ouvidos.

Na audiência de ontem, o soldado Marlon Campos disse que participou da ação que resultou na abordagem de Amarildo de Souza e que levou o ajudante de pedreiro, juntamente com mais sete policiais, para o centro de comando e controle da UPP da Rocinha.

Ele contou que, depois de algum tempo, que deixou o centro de comando e controle, entrou em uma viatura junto com Amarildo e com o soldado Douglas Vital. No depoimento, Marlon diz que os três foram até a sede da UPP. Depois de uma rápida conferência de documentos, Amarildo teria sido liberado pelo major Edson Santos e deixado a base, a pé. Com isso, Marlon negou que o morador da favela tenha sido torturado e morto na sede da UPP, como afirma o Ministério Público. Continue lendo “Justiça ouve mais quatro réus do caso Amarildo”

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Elizabeth Teixeira: marcada para viver e lutar por justiça, terra e liberdade

elisabethteixeiraPor Iris Pacheco*
Da Página do MST 

É sabido que antes mesmo da organização do MST, a força das mulheres Sem Terra nas lutas da classe trabalhadora sempre acompanhou o processo de organização. Sua memória carrega um passado não tão distante, mas fundamental para aquelas que lutam pela terra, dignidade e sobrevivência.

Elizabeth Teixeira, viúva de João Pedro Teixeira, líder das Ligas Camponesas na Paraíba, hoje com 89 anos, começou a participar das Ligas Camponesas ativamente depois que seu marido foi brutalmente assassinado em 1962, a tiros de fuzil em uma emboscada preparada por pistoleiros, numa estrada que ligava João Pessoa, Sapé, e Café do Vento. Foram três tiros pelas costas.

Filha de fazendeiro, proprietário e comerciante na região de Sapé na Paraíba, Elizabeth frequentou a escola, mas não terminou o primário. Aprendeu bem a ler, escrever e dominar as quatro operações de matemática, mas não continuou os estudos porque o pai a proibiu. Saiu da escola para trabalhar na mercearia, onde o pai lhe confiou a função de fazer as contas das mercadorias vendidas. Continue lendo “Elizabeth Teixeira: marcada para viver e lutar por justiça, terra e liberdade”

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Laranja transgênica já está em fase de testes no Brasil

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Avaliações para comercialização do cítrico podem começar após sete anos e meio; a Embrapa, por sua vez, iniciará o cultivo de soja geneticamente modificada ainda em 2014

Por Maurício Thuswohl – Repórter Brasil

Rio de Janeiro – Os cães ladram, a caravana transgênica passa. Enquanto diversas organizações representativas da sociedade civil brasileira tentam impedir, através de ações e projetos junto aos poderes Legislativo e Judiciário, a expansão descontrolada de alimentos e outros organismos geneticamente modificados no Brasil, o país segue, ao fim do primeiro trimestre de 2014, na mesma toada expansionista que lhe garante um lugar no pódio dos maiores produtores e consumidores mundiais de transgênicos. Continue lendo “Laranja transgênica já está em fase de testes no Brasil”

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Governo fecha abrigo para haitianos em Brasileia. Para organização de Direitos Humanos, solução improvisada não resolve problema

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O Governo do Estado do Acre disse hoje à Organização de Direito Humanos Conectas que fechará o abrigo de imigrantes na cidade de Brasileia, na fronteira com a Bolívia. As autoridades acreanas prometeram retirar até sábado todos os imigrantes – a maioria, haitianos – que viviam abrigados, com a promessa de transferi-los para um centro de exposições na capital, Rio Branco e, de lá, despachá-los para Porto Velho, em Rondônia, de onde serão fornecidos ônibus para fazer o traslado a São Paulo, de acordo com informações do administrador do abrigo de Brasileia, Damião Borges

Conectas

Mais de 20 mil haitianos já passaram pelo abrigo de Brasileia em três anos e nas últimas semanas, mais de 2.500 pessoas chegaram a se amontoar no local, projetado inicialmente para receber 300 albergados. Só no dia do anúncio, mais 108 haitianos chegaram ao local. De acordo com Damião, todos os novos imigrantes serão informados de que o abrigo foi transferido para Rio Branco. A partir de então, o traslado entre Brasileia e a capital será feito por conta do imigrante, que pode ainda optar por dar entrada no pedido de documentos na própria fronteira, sem direito a alimentação, abrigo ou qualquer outro apoio das autoridades locais, de acordo com Damião. Continue lendo “Governo fecha abrigo para haitianos em Brasileia. Para organização de Direitos Humanos, solução improvisada não resolve problema”

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Maré vive sob tensão e medo após ocupação das Forças Armadas

Menos de duas semanas após ser ocupado pela polícia e poucos dias depois da chegada das Forças Armadas, o Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, vive sob muito medo e desconfiança. Há blindados, jipes, e militares armados com fuzis por toda parte. Embora a intenção seja tocar a vida normalmente, o clima na comunidade é de guerra e as dúvidas sobre o futuro só tornam a tensão ainda mais palpável

BBC Brasil

A reportagem da BBC Brasil percorreu ruas das favelas Nova Holanda e Baixa do Sapateiro, separadas pelo valão conhecido como “Faixa de Gaza” – que dividia as áreas controladas, respectivamente, pelas organizações criminosas Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro (TCP). O local costumava ser o ponto mais conturbado do Complexo, numa rotina diária de tiroteios e provocações.

Dois dias antes, soldados dispararam tiros para o alto quando um adolescente foi encontrado ferido dentro da vala, supostamente após uma briga entre membros das facções rivais. No dia da ocupação da Polícia Militar, no fim de semana anterior, dois jovens morreram em confrontos após uma guerra de pedras que terminou com disparos.

Relatos de violência entre membros remanescentes do tráfico e de abusos por parte dos policiais e militares, incluindo excessos cometidos nas revistas às casas, começam a aparecer conforme os moradores se sentem mais à vontade com a reportagem. Sob o olhar constante dos soldados armados, a maioria prefere não falar. E se fala, não diz quase nada, pede para não ser identificado e não permite ser fotografado. Caminhando por ruas com carros incendiados ou com parabrisas estilhaçados por tiros, casas com marcas de bala e blindados de transporte de tropas dividindo espaço com crianças não é difícil entender o porquê do silêncio.

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Búsqueda de “ciudad perdida” inca en la Amazonía pondría en peligro a pueblos indígenas

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Expedición de seis semanas que comienza en julio intentará encontrar a Paititi en el Santuario Nacional Megantoni del sudeste peruano

Por David Hill* – Servindi

10 de abril, 2014.- Un escritor y aventurero francés planea explorar una de las zonas más remotas de la Amazonía peruana en busca de la “ciudad perdida” o “secreta” que habría sido construida por los incas, pero se teme que la expedición ponga en peligro la salud de tribus aisladas nunca expuestas a las enfermedades humanas más comunes.

Thierry Jamin sostiene que la ciudad, a la que llama “Paititi”, podría encontrarse en alguna parte dentro de las 215,000 hectáreas del Santuario Nacional Megantoni en la región de Cusco, al sudeste del Perú. Continue lendo “Búsqueda de “ciudad perdida” inca en la Amazonía pondría en peligro a pueblos indígenas”

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Guatemala: envidiablemente multicultural, escalofriantemente racista

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Por Ollantay Itzamná* – Servindi

10 de abril, 2014.- Cuando el visitante ingresa a las principales ciudades de Guatemala, la diversidad de colores, idiomas y aromas irrumpen desde los mercados y plazas principales, activando en el huésped sensible su capacidad de asombro y observación. Continue lendo “Guatemala: envidiablemente multicultural, escalofriantemente racista”

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