Luiza Bairros: O racismo no Brasil causa um prejuízo que já pode ser mensurado

A ministra foi palestrante ontem, em atividade do Grupo Temático sobre Gênero, Raça e Etnia do Sistema ONU
A ministra foi palestrante ontem, em atividade do Grupo Temático sobre Gênero, Raça e Etnia do Sistema ONU

Foi o que disse a ministra da Igualdade Racial (SEPPIR) anteontem (08/04), em atividade promovida pela ONU Mulheres em Brasília, no âmbito do GT sobre Gênero, Raça e Etnia do Sistema ONU

SEPPIR – A ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial) afirmou anteontem (08/04) que a não inserção da população negra gera custos para a sociedade e os prejuízos causados pelo racismo no Brasil já podem ser mensurados. Ela disse também que o processo de inclusão racial tem que ser acelerado agora para que a população negra brasileira, estimada em quase 100 milhões de pessoas, faça parte do contexto de desenvolvimento projetado para o país até 2030.

“Até 2030, o país poderá se beneficiar do que os analistas chamam de janela demográfica ou bônus demográfico. O momento em que a quantidade de trabalhadores e trabalhadoras é maior do que a de pessoas que não trabalham, as crianças e os idosos. Esse é o momento de criar riquezas e de acumular até o ponto em que essa relação se inverte. Vamos ficar uma população parecida com a europeia, em que o número de crianças e de adultos vai ser pequeno relativamente ao número de idosos”, afirmou a chefe da SEPPIR.

“Se não fizermos um esforço de aumento de escolaridade dos nossos jovens e adultos jovens agora, principalmente os negros, onde e como estaremos em 2030?”, perguntou a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, durante a palestra “Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e a Promoção da Igualdade Racial”, que proferiu na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), ontem, em Brasília. Continue lendo “Luiza Bairros: O racismo no Brasil causa um prejuízo que já pode ser mensurado”

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Mineroduto no norte de Minas é crime ambiental

Mineroduto do Projeto Vale do Rio Pardo é tema de audiência pública e alvo de investigação do Ministério Público / Foto: Mariela Guimarães (O Tempo)
Mineroduto do Projeto Vale do Rio Pardo é tema de audiência pública e alvo de investigação do Ministério Público / Foto: Mariela Guimarães (O Tempo)

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais se reuniu hoje em audiência pública para tratar do Decreto Estadual de numeração 30, que desapropriou terrenos em oito municípios do Norte de Minas para a construção do Mineroduto Projeto Vale do Rio Pardo, da Empresa Sul-Americana de Metais S.A. – SAM. O requerimento de audiência pública foi apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT). Continue lendo “Mineroduto no norte de Minas é crime ambiental”

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Ministério Público exige das autoridades medidas que coíbam as agressões aos rios

No vale do Rio São Francisco, curso d'água nasce na Cachoeira Casca D'Anta, ponto turístico famoso na região
No vale do Rio São Francisco, curso d’água nasce na Cachoeira Casca D’Anta, ponto turístico famoso na região

MP promete agir diante de denúncias de agressões contra fontes de alguns dos principais rios de Minas. Na última reportagem da série, EM revela caminhos para preservação

Mateus Parreiras (texto) e Leandro Couri (fotos) – Enviados Especiais – Estado de Minas

A degradação que seca mananciais e desabastece rios que brotam em Minas Gerais, denunciada pela série de reportagens “Ameaçados ao nascer”, do Estado de Minas, mobilizou o Ministério Público, que promete exigir fiscalização do Poder Executivo e ações de prefeituras e concessionárias de saneamento. Como não há em prática leis específicas nem políticas sistemáticas sobre as nascentes que possam barrar também os efeitos de desmatamento, lançamento de esgoto, mineração e garimpos clandestinos, os promotores pretendem usar a Justiça e a polícia para coibir as agressões.

De acordo com a Coordenadoria Geral das Promotorias de Defesa do Meio Ambiente, as regionais que cuidam das bacias dos rios São Francisco, das Velhas, Maracujá, Doce, Piracicaba, Piranga, Jequitinhonha e Santo Antônio foram acionadas depois das denúncias de ameaças às nascentes feitas pelo Estado de Minas e deverão apontar quem são os responsáveis por promover a reconstituição de áreas devastadas e a conservação dos locais. Continue lendo “Ministério Público exige das autoridades medidas que coíbam as agressões aos rios”

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A PM-SP revela sua ideologia em nota oficial

Polícia Militar realiza abordagens em bairros na zona norte de São Paulo durante a Operação Saturação, realizada em outubro de 2012
Polícia Militar realiza abordagens em bairros na zona norte de São Paulo durante a Operação Saturação, realizada em outubro de 2012

Para suprimir o debate sobre a desmilitarização, Polícia Militar adota discurso radical e insinua que críticos são comunistas

por José Antonio Lima – CartaCapital

Em nota oficial enviada ao portal UOL e publicada nesta terça-feira 9, a Polícia Militar de São Paulo deixou claro que seu comando está alinhado ideologicamente com um dos discursos mais extremistas da política brasileira. É uma revelação espantosa, pelo conteúdo, que resvala com o autoritarismo, e pela forma como foi feita.

A nota oficial da PM-SP é uma resposta ao coronel reformado Adilson Paes de Souza, que em entrevista ao portal disse acreditar que a PM-SP trata parte da população brasileira como um potencial inimigo, assim como ocorria na ditadura. O comentário de Souza é uma referência aos altos índices de violência da Polícia Militar, em especial nas regiões periféricas das cidades brasileiras. Continue lendo “A PM-SP revela sua ideologia em nota oficial”

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Réquiem Para Um Jovem Negro Assassinado

lucasrolepor Flávio Leandro – Mamapress

A violência roubou-nos um jovem líder negro que sem a ganância por orçamentos, sem sedução por emprego público; sem panfletagem; sem discursos retrógrados, panfletários e vazios; sem religiosidade; sem atrelamento a partido político; sem participar de movimento algum; sem puxa-saquismo de políticos; sem projetos pessoais e sem faturar com a venda da raça mobilizou uma legião de jovens na luta pela busca de espaços públicos para lazer, diversão, cultura e arte.

Lucas Oliveira Silva de Lima, 18, o Rei do Rolezinho, foi assassinado por motivo torpe.

O “Cocão, menino do morro”, como se denominava, tinha 57.480 seguidores no Facebook, a maioria garotas. Era um ídolo. Orgulhoso, assumia suas origens: negro, estudante, morador de uma favela em Itaquera, Zona Leste de São Paulo.

Em janeiro, passado, Lucas tornou-se celebridade, depois de organizar um rolezinho no Shopping Itaquera, vizinho de sua casa, na favela da Vila Campanela. Três mil adolescentes participaram, cantando as letras desafiadoras do funk. A polícia interveio com bombas de gás. Continue lendo “Réquiem Para Um Jovem Negro Assassinado”

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Convite: Do Luto À Luta – Mulheres Torturadas e Mortas na Ditadura Militar

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Somos Iara Iaveberg! Somos Soledad Barrett Viedma! Somos Catarina Helena!

Somos essas mulheres e tantas outras, foi graças a essas mulheres que hoje nos erguemos em luta. A nossa “democracia” ainda carrega o sangue dessas mulheres, duplamente violentadas, porque nunca se condena uma mulher por ser subversiva, a condenam por ser subversiva, com relação à ordem capitalista, e por ser uma mulher que contesta sua condição dentro dessa ordem, com relação ao patriarcado. Sempre quando uma mulher se ergue com os punhos em riste, incomoda, porque isso significa que ela não recuará, e não recuaram, apesar dos estupros, choques, humilhação, cá estamos para lembrar e pedir justiça pela memória dessas guerreiras. Lutamos para que não haja mais Mirians, Paulines nem Sônias, para que não haja mais torturas e que aqueles que torturaram paguem pelo que fizeram. Continue lendo “Convite: Do Luto À Luta – Mulheres Torturadas e Mortas na Ditadura Militar”

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Governo de Rondônia assume compromisso com atingidos

protesto

Governo garantiu terras para os atingidos pela hidrelétrica de Samuel, construída na época da ditadura. Além disso, o MAB apresentou uma lista de prédios públicos que poderiam servir como alternativa aos barracos de lona oferecidos pela prefeitura aos desabrigados pela enchente do Madeira

MAB Amazônia – Nesta terça-feira (08), coordenadores do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) em Rondônia participaram de reunião para tratar pendências envolvendo as famílias sem terra das regiões que foram atingidas há 30 anos pela Usina de Samuel, ainda no regime militar, e as áreas para reassentar as famílias que estão sendo atingidas pelas enchentes – ao que tudo indica agravadas pelas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira. Continue lendo “Governo de Rondônia assume compromisso com atingidos”

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Informativo da Aty Guasu: Pistoleiros da fazenda Cacheira-Iguatemi-MS atacam a comunidade Guarani Kaiowa do Pyelito kue

Aty Guasu

No dia 07 de abril de 2014 às 8 horas da manhã, em pleno dia, os pistoleiros/grupo de milícia armadas contratados pelos fazendeiros da fazenda Cachoeira cercaram e atacaram as crianças, mulheres, idosos Guarani e Kaiowa do acampamento Pyelito kue. Um indígena conseguiu filmar. Esses mesmos pistoleiros não barraram a equipe médica que atende a comunidade indígenas de Pyelito kue. Até o dia 09/04, passados dois dias, a polícia federal não compareceu ao local de ataque. pedimos a justiça. Essa é realidade em que sobrevive os povos indígenas Guarani Kaiowa.

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“Diálogos Socioambientais” discute REDD+ e Povos Indígenas

Foto:©Mário Vilela/Funai
Foto:©Mário Vilela/Funai

PNGATI

A Coordenação Geral de Gestão Ambiental (CGGAM) da Fundação Nacional do Índio inaugurou no dia 27 de março, o primeiro encontro, da série mensal de debates intitulada “Diálogos Socioambientais”. Os encontros promovem a interação entre especialistas e convidados a fim de estimular a reflexão sobre os desafios socioambientais da atualidade e a sua relação com os povos indígenas. O tema da primeira edição foi REDD+ e Povos Indígenas: Potencialidades, Vulnerabilidades e Perspectivas”, que teve como objetivo divulgar e trocar informações para guarnecer e qualificar o trabalho dos servidores da Funai e ainda subsidiar estratégias de ampliação desta temática junto aos povos indígenas.

Para compor as discussões do evento foram convidados os seguintes especialistas na área: Fernanda Carvalho, consultora independente, e Paulo Moutinho, Diretor Executivo do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), que abordaram conceitos, histórico, evolução e salvaguardas relacionadas ao tema; Letícia Guimarães, analista ambiental da SMCQ/MMA (Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente) e Felipe Ferreira, do DCLIMA/MRE (Divisão de Clima, Ozônio e Segurança Química do Ministério das Relações Exteriores), que enfatizaram a Estratégia Nacional de REDD+ (ENREDD) e as discussões sobre o tema no âmbito internacional. O evento também contou com a presença dos membros indígenas do Comitê Gestor da PNGATI, que relataram como estão enfrentando esse tema nas suas comunidades.

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