Rio dos Macacos: MPF intermedia nova etapa de negociações para permanência da comunidade na Base Naval

Fotos: Patrick Silva – Ascom_MPF/BA
Fotos: Patrick Silva – Ascom_MPF/BA

Comunidade apresentará avaliação sobre proposta feita pelo Governo no mês passado.

Ministério Público Federal na Bahia

Na próxima terça-feira, 6 de maio, o Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) intermediará mais uma etapa das negociações iniciadas em outubro de 2013 entre representantes da comunidade Rios dos Macacos e o Ministério da Defesa, para a permanência dos quilombolas na atual base da Marinha em Simões Filho/BA.Durante o evento, previsto para começar às 10h, na sede do MPF em Salvador, a comunidade apresentará sua avaliação sobre a proposta feita pelo Governo em 11 de março último.

Na ocasião, o representante da Secretaria Geral da Presidência da República, Fernando Matos, apresentou uma nova solução do Governo, que considera a cessão de 86 hectares dentro da atual área de Marinha para comunidade. A principal mudança em relação à proposta anterior é a permanência da maior parte dos moradores onde atualmente residem, além da manutenção de áreas onde já cultivam, algo que ainda não havia sido contemplado.

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MPF aciona Braskem por contaminação com mercúrio na Enseada dos Tainheiros, em Salvador/BA

logo mpfÓrgão requer que a empresa repare os danos ambientais causados e pague indenização por danos morais coletivos.

Ministério Público Federal na Bahia

O Ministério Público Federal (MPF) na Bahia ajuizou, em 24 de abril, ação civil pública contra a Braskem S. A. por contaminação com mercúrio na Enseada dos Tainheiros, localizada na península de Itapagipe, em Salvador/BA. Na ação, o MPF requer que a empresa repare os danos ambientais causados e pague indenização por danos morais coletivos.

De acordo com a ação, a Companhia Química do Recôncavo Baiano (CRQ), posteriormente incorporada pela Braskem, que funcionou nas proximidades da Enseada dos Tainheiros por cerca de 11 anos, produzia cloro-soda pelo processo eletrolítico de célula de mercúrio e lançava efluentes líquidos sob a forma inorgânica de cloreto de mercúrio diretamente no mar, poluindo a área e expondo a população a alto risco de intoxicação.

A empresa se mudou para o Polo Petroquímico de Camaçari em 1978, mas os resultados do lançamento dos efluentes permanecem até hoje depositados nos sedimentos de fundo da Enseada, na forma inorgânica, que não é tóxica. Segundo estudos realizados no local, embora os níveis de mercúrio presentes no mar se encontrem dentro dos limites aceitáveis pela legislação brasileira, existe o risco de que uma movimentação dos sedimentos em decorrência do fluxo das marés ou da própria atividade humana possa provocar um processo de metilação do mercúrio e sua dispersão na forma orgânica, que pode bioacumular na cadeia alimentar, atingindo o homem. Vale ressaltar que essa contaminação é altamente tóxica e pode causar graves danos à saúde humana.

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Depoimentos na Comissão Nacional da Verdade Indígena podem levar a ações de reparação contra o Estado

Evento inédito reuniu indígenas de seis etnias em Dourados (MPF/MS)
Evento inédito reuniu indígenas de seis etnias em Dourados (MPF/MS)

Relatos de violências contra as etnias de MS, com participação de agentes públicos, vão compor relatório final da Comissão, a ser entregue ao governo federal

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

A 2ª Audiência da Comissão Nacional da Verdade em Dourados (MS), realizada de 24 a 26 de Abril, tratou da violação de direitos indígenas entre 1946 e 1988, principalmente por agentes estatais. As informações, documentos e depoimentos desta segunda audiência vão somar com as já colhidas pela Comissão Nacional da Verdade em 21 de fevereiro, na 1ª audiência da CNV voltada para os direitos indígenas no país.

Foram apresentados 11 casos de violação de direitos de 6 etnias: guarani-ñandeva, guarani-kaiowá, terena, ofaié, guató e kinikinawa. Eles farão parte do relatório final da CNV, a cargo de Maria Rita Kehl, que será entregue até o fim deste ano ao governo federal. “Eu espero que esse relatório também mostre não só as maldades que fizeram com os índios – isso vai mostrar com certeza – mas que mostre também como o Brasil ficaria pobre culturalmente, pobre como um país, uma nação, se não colaborasse para a recuperação dessas terras da cultura indígena”, afirma Maria Rita Kehl. Continue lendo “Depoimentos na Comissão Nacional da Verdade Indígena podem levar a ações de reparação contra o Estado”

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Audiência alerta sobre riscos da exploração de gás de xisto

Método de extração – o faturamento hidráulico – tem provocado questionamentos sobre a ameaça ao meio ambiente e às comunidades tradicionais brasileiras. (Foto: 24 Horas News
Método de extração – o faturamento hidráulico – tem provocado questionamentos sobre a ameaça ao meio ambiente e às comunidades tradicionais brasileiras. (Foto: 24 Horas News

Debate acontece depois que ANP leiloou bloco nba bacia do Parnaíba que pode explorar o gás

Tremores no solo, poluição de cursos de água, doenças respiratórias, câncer e até a presença de água fluindo de torneiras residenciais em ponto de combustão são consequências da exploração do gás de xisto. Essas informações foram repassadas nessa segunda-feira, 28 de abril, durante audiência pública em Teresina (PI), promovida pelo Ministério Público Federal no Piauí (MPF/PI), pela Rede Ambiental do Piauí (REAPI), em parceria com a Assembleia Legislativa do estado.

A audiência pública é resultado da preocupação com a possibilidade real de exploração do gás de xisto no estado depois que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) leiloou, em novembro de 2013, o bloco PN-T-597 pertencente à bacia do Parnaíba. Contrariando toda a tentativa realizada pelo Ministério Público Federal, por meio da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão, em Brasília, para resolver o conflito pela via extrajudicial, a ANP negou-se a realizar estudos de avaliação ambiental estratégica prévia para comprovar a viabilidade de exploração naquela área. Continue lendo “Audiência alerta sobre riscos da exploração de gás de xisto”

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Médio São Francisco: Mobilizada, população de Correntina impede a realização da segunda Audiência Pública

A audiência seria realizada pela segunda vez pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia para que o Grupo Mizote pudesse implementar o agronegócio. 

Por Raquel Salama*, em APSFV

Com decisão judicial publicada na manhã desta sexta-feira (25/04), cerca de 500 pessoas participaram mais uma vez de mobilização contra o empreendimento Fazenda Barra Velha, do Grupo Mizote, em Correntina, município do oeste baiano. Com faixas, bandeiras, instrumentos, cartazes e muitos gritos de ordem, os movimentos sociais, estudantes e sociedade civil organizada de Correntina e região saíram às ruas para mais uma vez manifestarem sua posição contrária ao empreendimento do grupo. O objetivo dos empresários do agronegócio é o plantio de grãos em 25.000 hectares de Cerrado. A localização do empreendimento está entre os rios do Meio e Santo Antônio, uma das últimas áreas preservadas no nosso município, que é um dos recordistas no desmatamento no Brasil.

Ao chegarem à Pousada Águas Cristalinas, local onde aconteceria a Audiência Pública, os moradores foram impedidos de entrar por Policiais Militares, que alegavam não ser permitido a entrada com faixas, instrumentos e apitos. Diante deste fato, os manifestantes ficaram por cerca de 1 hora pressionando a entrada da pousada e expondo sua posição aos representantes do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), órgão responsável pelo licenciamento do empreendimento.

Diante dessa situação inusitada, semelhante à Ditadura Militar, em que o governo, ocupado por pessoas com interesses político-econômicos, viola a constituição e coloca homens da Polícia Militar para defender seus interesses e, se for necessário, reprimir, eis que surge um juiz consciente e corajoso e entra com uma liminar, impedindo a realização da audiência da forma como se queria realizar: ou seja, autoritariamente, sem participação popular e portanto sem diálogo. Continue lendo “Médio São Francisco: Mobilizada, população de Correntina impede a realização da segunda Audiência Pública”

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MPF denuncia agricultor por crime ambiental em terra indígena

Fazendeiro destruiu vegetação e armazenou madeira sem autorização ( MPF)
Fazendeiro destruiu vegetação e armazenou madeira sem autorização (MPF)

7 mil m² de mata em área de preservação permanente foram derrubados irregularmente

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul denunciou um agricultor por corte e armazenamento ilegais de 7 mil m² (0,7 hectare) de Mata Atlântica. O local onde ocorreu o corte, Fazenda Brasília do Sul, em Juti (MS), foi reconhecido desde 2005 pela Funai como terra tradicional da etnia guarani-kaiowá, denominada tekohá Taquara. Continue lendo “MPF denuncia agricultor por crime ambiental em terra indígena”

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Hangout Aberto – Causa Indígena, hoje, às 20h

hougout indigenaO Coletivo Clímax Brasil realiza mais um bate papo online e ao vivo sobre temas relacionados às mudanças do clima e o dia-a-dia das pessoas.

O assunto desse mês é a causa indígena e vamos contar com a presença de Sonia Guajajara, coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), David Martim Karai Popygua, liderança guarani mbya da aldeia Ytu (Terra Indígena do Jaraguá) e Pádua Fernandes, Índio é nós.

A conversa, que será transmitida ao vivo pelo Youtube, onde nossos convidados especiais vão falar um pouco sobre a causa indígena e como, de alguma forma, ela nos afeta e está ligada também ao clima do planeta.

Os internautas poderão interagir enviando perguntas pelo Youtube. O link de transmissão da conversa será divulgado 30 minutos antes da conversa (as 19h30) na página do Clímax Brasil no Facebook.

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Belo Monte: a bofetada na cara, por Claret Fernandes*

Imagem: SBT de Brasil Novo
Imagem: SBT de Brasil Novo

*para Combate Racismo Ambiental

Hoje (30/04) fecha o Hospital Natália Arraes em Brasil Novo, município atingido por Belo Monte. Sua continuidade impõe um custo mensal de R$ 250.000, sendo R$ 56.000 apenas de aluguel do espaço com a estrutura e, segundo os gestores públicos locais, a Prefeitura não suporta esse gasto.

Essa situação numa área onde se impõe um empreendimento de 30 bilhões de reais lembra a música tão cantada no tempo da Ditadura, ‘esse é um país que vai pra  frente’, enquanto lutadores eram exilados, torturados,  e a vida do povo ia para trás.

Definitivamente, por enquanto água e energia são mercadorias! O contrário disso é sonho, que pode materializar-se no Projeto Energético Popular com organização e luta.

O Natália Arraes é uma história grande! Mas não vamos impor ao  leitor o sacrifício de conhecê-la toda. Em síntese, a assistência à saúde aqui, talvez mais que em outras regiões do país, é tratada como um negócio. O chamado Custo  Amazônico é manobrado para aumentar os lucros em todos os ramos. Continue lendo “Belo Monte: a bofetada na cara, por Claret Fernandes*”

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Ex-prefeito de Lábrea e genro são responsabilizados por 21 pessoas em situação de Trabalho Escravo

Menino de 11 anos com a camisa do Flamengo carregava saco de 25 kg de castanhas descalço na mata quando foi encontrado pela fiscalização. Adultos chegam a transportar cargas de mais de 50 kg. Fotos: Divulgação/MTE
Menino de 11 anos com a camisa do Flamengo carregava saco de 25 kg de castanhas descalço na mata quando foi encontrado pela fiscalização. Adultos chegam a transportar cargas de mais de 50 kg. Fotos: Divulgação/MTE

Dois adolescentes e quatro crianças estão entre os 21 resgatados que trabalhavam para o ex-prefeito Gean Campos de Barros e seu genro, Oscar da Costa Gadelha. “O que mais nos chamou a atenção foi a questão das crianças. Vimos meninos carregando sacos de 25 kg dentro da floresta, andando até quatro quilômetros descalças”, contou um auditor do MTE.

Por Daniel Santini/Repórter Brasil com apoio da Fundação Rosa Luxemburg

O ex-prefeito de Lábrea, Gean Campos de Barros (PMDB) e seu genro, Oscar da Costa Gadelha, foram responsabilizados pela exploração de 21 pessoas em condições análogas a de escravos na produção de castanha-do-pará em Lábrea, no Amazonas. Entre os resgatados estavam dois adolescentes e quatro crianças, incluindo dois meninos de 11 anos que, assim como os demais, carregavam sacos cheios de castanhas em trilhas na mata e manuseavam facões longos, conhecidos como terçados, para abertura dos ouriços, os frutos da castanha. A reportagem tentou entrar em contato com os empresários para ouvi-los sobre o flagrante, mas não conseguiu localizá-los.

A libertação aconteceu em operação conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal, realizada entre 16 a 28 de março em castanhal localizado dentro da Reserva Extrativista do Médio Purus, acessível a partir da comunidade ribeirinha de Lusitânia, nas margens do rio Purus. Continue lendo “Ex-prefeito de Lábrea e genro são responsabilizados por 21 pessoas em situação de Trabalho Escravo”

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Após 8 anos, mãe descobre filho vivo e trabalhando como ‘escravo’

Mãe e filho se encontraram após oito anos (Foto: Priscilla Alves/ G1)
Mãe e filho se encontraram após oito anos (Foto: Priscilla Alves/ G1)

Reencontro foi na delegacia de Campos, RJ, nesta segunda-feira (28). Trabalhadores foram libertados no final de semana, em São Fidélis, no RJ. “Eu estava em casa e chegou um rapaz lá falando que meu filho estava passando na televisão. Eu nem acreditei que era ele. Todo mundo começou a chorar lá em casa  e eu vim atrás dele”, contou a mãe. 

Priscilla Alves, do G1 Norte Fluminense

Após oito anos sem ver o filho, já considerando que ele estivesse morto, a pensionista Rita Mota Rosa, de 72 anos, teve uma surpresa ao assistir a uma reportagem sobre trabalho análogo à escravidão em São Fidélis, no Norte Fluminense, neste final de semana. Entre os homens libertados pela polícia, que viviam em condições sub-humanas e sem receber, estava Romário Mota Rosa, de 33 anos, filho de dona Rita. Emocionada, a moradora de Campos dos Goytacazes foi até a delegacia da cidade nesta segunda-feira (28) para o tão sonhado reencontro.

“Todo mundo começou a chorar lá em casa e eu vim atrás dele” (Rita Mota Rosa)

“Eu estava em casa e chegou um rapaz lá falando que meu filho estava passando na televisão. Eu nem acreditei que era ele. Todo mundo começou a chorar lá em casa  e eu vim atrás dele. Nós ficamos esse tempo todo sem notícia e eu sempre rezava pra que ele estivesse vivo e voltasse um dia”, contou a mãe, que durante anos peregrinou pelas delegacias da região em busca de notícias. Continue lendo “Após 8 anos, mãe descobre filho vivo e trabalhando como ‘escravo’”

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