Paraná revê lei que protege mananciais

info_mananciais_curitibaGoverno estuda liberar a construção de indústrias e condomínios próximo a áreas de onde se tira a água para abastecimento público

Amanda Audi, Gazeta do Povo

Os mananciais de água para abastecimento público do estado podem perder parte da sua proteção legal. Isso porque o governo do Paraná estuda liberar, por exemplo, a construção de indústrias e condomínios em áreas próximas a reservatórios e corpos d’água. Essa prática, atualmente, é proibida por lei. Um projeto de lei de autoria do Executivo estadual, enviado à Assembleia em dezembro de 2013, no entanto, permite que empreendimentos sejam erguidos no interior de áreas de preservação, apenas respeitando certas limitações na emissão de poluentes.

Nessa última semana, após pressão do Ministério Público e de entidades ligadas ao meio ambiente – que alegaram não terem sido consultadas sobre a iniciativa –, o governo decidiu suspender a tramitação do projeto e reavaliar o texto, que será apresentado de novo ao Legislativo em até três meses. Continue lendo “Paraná revê lei que protege mananciais”

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Aryon Rodrigues e a farofa de banana, por José Ribamar Bessa Freire

Aryon com indiosEm Taqui PraTi

A última vez que vi Aryon Rodrigues foi em 2 de maio de 2013 numa sala da Universidade de Brasília (UnB), quando não sei por que cargas d’água lembramos de uma farofa de banana compartilhada havia muitos anos. Eu ia dar uma aula filmada por Renato Barbieri para o documentário A Revolta da Cabanagem, com roteiro do historiador Victor Leonardi. O tema era as línguas faladas no séc. XIX pelos cabanos. De repente, chega Aryon carregando seus quase 88 anos, seguido por jovens pesquisadores do Laboratório de Línguas Indígenas. Veio assistir minha aula.

Confesso que me senti como aquele obscuro vigário de periferia convidado a celebrar missa para o papa: prestigiado, mas inseguro. Só consegui rezar a missa porque a farofa de banana evocada por Aryon me encorajou, lembrando o que acontecera quando o vi pela primeira vez. Foi no final de 1983, em Manaus, por onde ele passava em missão de consultoria ao INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Eu era professor da Universidade Federal do Amazonas. Ele, o papa da linguística indígena, pontificava no Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP. Continue lendo “Aryon Rodrigues e a farofa de banana, por José Ribamar Bessa Freire”

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Dom Tomás Balduíno fala sobre a criação do Movimento Camponês Popular, modelo de desenvolvimento e capitalismo no Brasil

Em gravação de novembro de 2013, Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás, fala sobre a criação do Movimento Camponês Popular, mas não só. Faz sérias críticas ao modelo de desenvolvimento aplicado no Brasil e, en passant, à cooptação de movimentos sociais e militantes.

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Dom Tomás, o eterno militante da causa indígena

dom Tomas cimi
Dom Tomás participando da XIX Assembleia Geral do Cimi, em 2011.

Às 23hs30min de ontem, dia 2 de maio, disse-nos adeus o incansável guerrilheiro das grandes causas da humanidade. Profeta e conselheiro, estrategista e sonhador, Dom Tomás foi um homem de muitas causas. Assim como a mensagem do Evangelho, nunca se deixou limitar pelas fronteiras, ultrapassou todas elas para defender a vida. Nessa sua missão transfronteiriça assumiu as lutas dos povos indígenas como uma das suas prioridades. Por essa razão, percorreu todo o Brasil para apoiar as justas reivindicações dos povos originários em defesa de seus territórios tradicionais e de suas formas próprias de vida. Depois de ter participado da fundação do Cimi e ter exercido a função de vice-presidente e presidente, tornou-se padrinho honorário da entidade. Sua partida nos deixa grande saudade provocada pelo sentimento de perda, mas nossa certeza na ressurreição nos consola e nos torna conscientes de que seu compromisso com causa dos indígenas, assim como com a causa de todos os povos agora será eterno.

Brasília, DF, 3 de maio de 2014.

Cimi – Conselho Indigenista Missionário

Informações sobre a celebração de despedida:

O Corpo será velado na Igreja São Judas Tadeu, no Setor Coimbra, em Goiânia, até as 10 horas do domingo, dia 4, momento em que será concelebrada a Eucaristia, e logo em seguida será transladado para a cidade de Goiás, onde será velado na Catedral até às 9 horas da 2ª feira, dia 5, e logo em seguida será sepultado na própria Catedral.

Telefones para Contato com Frei José Fernandes ou Vilma: 62 9611 12 13, 62 9636 9418, 62 8103 0324.

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CSA tem autorização para operar renovada, apesar de apesar de pendências ambientais

Sueli Barreto em sua casa, em frente à siderúrgica, inaugurada em 2010: a “chuva de prata” ainda assusta moradores (Leo Martins)
Sueli Barreto em sua casa, em frente à siderúrgica, inaugurada em 2010: a “chuva de prata” ainda assusta moradores (Leo Martins)

Unidade siderúrgica da alemã Thyssenkrupp na Zona Oeste do Rio gera incômodo na vizinhança

O Globo

Em junho de 2010, os alto-fornos da ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), localizada em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, foram acionados. O empreendimento que prometia levar desenvolvimento à região acabou se transformando em um pesadelo para os moradores, que ainda se queixam de problemas respiratórios e oftalmológicos. No último dia 16, a siderúrgica teve seu Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) renovado por mais 24 meses, com uma série de pendências.

Na prática, a usina está funcionando há quase quatro anos com o status de pré-operação e assim seguirá por mais dois anos, pois ainda não conseguiu atender exigências mínimas para obter o aval definitivo dos órgãos ambientais para seu funcionamento. Continue lendo “CSA tem autorização para operar renovada, apesar de apesar de pendências ambientais”

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Nota de Falecimento: Dom Tomás Balduino, fundador da CPT, fez a sua páscoa

É com grande tristeza que CPT comunica o falecimento de Dom Tomás Balduino, bispo emérito da cidade de Goiás (GO) e fundados da Comissão Pastoral da Terra. Apesar da tristeza temos a certeza que Dom Tomás viveu sua vida em plenitude, e em comunhão com a causa dos pobres da terra. Seu exemplo e luta estarão presentes sempre na caminhada daqueles e daquelas que lutam por um mundo melhor e por justiça social.

dom_tomas

“Para tudo há uma ocasião certa;
há um tempo certo para cada propósito
debaixo do céu: Tempo de nascer e tempo de morrer,
tempo de plantar
e tempo de arrancar o que se plantou…
tempo de lutar e tempo de viver em paz”.
(Eclesiastes 3:1-8)

É com grande pesar e muita tristeza que a Comissão Pastoral da Terra (CPT) comunica a todos e todas o falecimento de Dom Tomás Balduino. Fundador da CPT, bispo emérito da cidade de Goiás e frade dominicano, Dom Tomás lutou por toda sua vida pela defesa dos direitos dos pobres da terra, dos indígenas, das demais comunidades tradicionais, e por justiça social. Nem mesmo com a saúde debilitada e internado no hospital ele deixava de se preocupar com a questão da terra e pedia, em conversas, para saber o que estava acontecendo no mundo.

Aos 91 anos, completados em dezembro passado, Dom Tomás Balduino, o bispo da reforma agrária e dos indígenas, nos deixa seu exemplo de luta, esperança e crença no Deus dos pobres. Ficamos, hoje, todos e todas um pouco órfãos, mas seguimos na certeza de quem Dom Tomás está e estará presente sempre, nos pés que marcham por esse país e nas bandeiras que tremulam por esse mundo em busca de uma sociedade mais justa e igualitária. Continue lendo “Nota de Falecimento: Dom Tomás Balduino, fundador da CPT, fez a sua páscoa”

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El empleo (O emprego) – curta de 7 minutos brilhante

Lara Schneider enviou e escreveu: “El empleo (O emprego) é um curta de animação argentino, produzido de forma independente e ganhador de uma pancada de prêmios. É só assistir, que logo a gente consegue perceber o porquê! São apenas sete minutos, mas podendo serem desdobrados em muitas horas pensando e repensando as relações humanas, de trabalho e a tal “coisificação”. Genial! (Assista até o final, após os créditos)”.

Dirección: Santiago ‘Bou’ Grasso Idea: Patricio Plaza Animación: Santiago Grasso / Patricio Plaza

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CMN edita norma sobre a política de responsabilidade socioambiental para instituições financeiras

 

ALDEIA COMUM

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou  a Resolução nº 4.327, de 25 de abril de 2014 (clique aqui para ver no site) que estabelece diretrizes para o estabelecimento e a implementação da Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA) pelas instituições financeiras. A elaboração de uma PRSA parte do princípio de que as instituições financeiras devem demonstrar como consideram os riscos socioambientais no processo de gerenciamento das diversas modalidades de risco a que estão expostas.

A norma é o resultado de uma ampla discussão com a sociedade, iniciada em 2011, a qual resultou na realização de audiência pública cujo edital foi divulgado durante a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Continue lendo “CMN edita norma sobre a política de responsabilidade socioambiental para instituições financeiras”

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O que o índio quer? Por Antônio Carlos Souza Lima

 

TV Gota

Mas afinal, o que o índio quer? Quem responde é antropólogo do Museu Nacional/UFRJ, Antônio Carlos Lima.

A Campanha Tamuaté-Aki reúne pessoas e organizações com o objetivo comum de apoiar os povos indígenas no Brasil na defesa de seus direitos. Os mais de 305 povos indígenas brasileiros caracterizam um patrimônio da diversidade sociocultural do Brasil que se reflete nos seus conhecimentos e modos de vida, em 274 línguas e uma imensa variedade de expressões artísticas e rituais. A demarcação dos territórios indígenas, hoje paralisada, é condição básica de sobrevivência para esses povos.

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Repetindo porque, 25 anos depois, não poderia ser mais revoltantemente atual: “Balbina no País da Impunidade”, de Rogelio Casado

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

Postamos este vídeo em 2012, logo após ele ter sido recuperado e relançado por seu autor e diretor, Rogélio Casado. Construída pela ditadura entre 1981 e 1989, em meio a protestos científicos e populares que são mostrados no filme, Balbina fez com que oito aldeias indígenas sumissem do mapa, expulsou populações ribeirinhas, afogou flora e fauna sob um lago do tamanho de sete baías da Guanabara, segundo a narração.

As cenas dos estragos ambientais causados pela hidrelétrica inclusive rio abaixo, após a abertura das comportas, são chocantes. Mas muito mais chocante ainda é o fato de que exatos 25 anos depois, estragos ainda piores estão sendo feitos e/ou programados na Amazônia. E para quê?

Prometida pela Eletrobrás da ditadura como uma grande solução energética, Balbina fornece hoje 10% da energia de Manaus. As dezenas de usinas em construção ou em planejamento no governo da ex presa política Dilma Rousseff  vão solucionar o quê? A começar por Belo Monte, que já sabemos será mais um elo igualmente bichado numa cadeia de destruição e desrespeito à natureza e à vida de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais…

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