Agência Brasil inicia amanhã série Direitos das Crianças no país da Copa

timlopes_banner

Juliana Russomano e Juliana Cézar Nunes – Repórteres da EBC

No ano em que o Brasil recebe a Copa do Mundo e a seleção brasileira comemora seu centenário, a expectativa é que o turismo bata recorde e que o país feche 2014 com mais de 10 milhões de visitas.

Se, por um lado, o aumento no turismo aquece a economia, movimenta o comércio e aumenta a procura por serviços, por outro, traz problemas como os preços abusivos, o consumo desenfreado e até contribui para agravar a situação de crianças e adolescentes vulneráveis às redes de trabalho infantil e exploração sexual.

No jogo de altos investimentos, grandes obras e seleções estrelares, o elo mais fraco é a criança que, ao contrário do mascote da Copa, o tatu-bola, não pode se proteger dentro de uma carapaça. Continue lendo “Agência Brasil inicia amanhã série Direitos das Crianças no país da Copa”

Ler maisAgência Brasil inicia amanhã série Direitos das Crianças no país da Copa

Sob sol e com música eletrônica, Parada do Orgulho LGBT celebra a diversidade

Parada do Orgulho LGBT lota a Avenida Paulista. Foto repórter Daniel Mello
Parada do Orgulho LGBT lota a Avenida Paulista. Foto repórter Daniel Mello

Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

Embalados pela música eletrônica, milhares de pessoas aproveitam a tarde de sol para celebrar a diversidade na Avenida Paulista. Neste ano, a 18ª Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), que tradicionalmente ocorre em junho, foi antecipada para não coincidir com a Copa do Mundo. “Mudamos [a data] pensando no bem-estar de quem veio para a parada. Porque eu tive a informação que 40% da rede hoteleira estão reservados para a Copa. E a parada ocupa 100%”, explicou o presidente da associação da parada, Fernando Quaresma. Continue lendo “Sob sol e com música eletrônica, Parada do Orgulho LGBT celebra a diversidade”

Ler maisSob sol e com música eletrônica, Parada do Orgulho LGBT celebra a diversidade

A solução final para a violência é matar todos os vagabundos , por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

“Sempre torci para que bandido que baleei morresse. Vou ficar chorando, fazendo novena em cima dele? Antes de ele me jantar, se puder, eu almoço o cara, mesmo”.

A frase é de Conte Lopes (PTB), pertencente à “Bancada da Bala”, em um discurso na Câmara dos Vereadores de São Paulo, e foi registrada em matéria de Giba Bergamin Jr, na Folha de S.Paulo, deste domingo (4).

Lembrei-me daquelas redações escolares do tipo “inspirado pelo trecho acima, escreva um texto qualquer”. Segue, pois:

Por que ficar só nos bandidos? Político corrupto também me enoja. Gostaria que alguém entrasse no Congresso e matasse um por um, todos eles. E depois atravessasse a Praça dos Três Poderes e fizesse o mesmo com aquela mulher e seus asseclas. Se terminasse o serviço explodindo a cidade de merda que é Brasília, melhor.

Deveríamos ter tido a coragem de terminar o projeto da bomba atômica durante a vigência da Gloriosa. Seria um bom uso para ela… Continue lendo “A solução final para a violência é matar todos os vagabundos , por Leonardo Sakamoto”

Ler maisA solução final para a violência é matar todos os vagabundos , por Leonardo Sakamoto

Índios e lavradores dão adeus a dom Tomás durante velório em Goiás

Durante o velório, na cidade natal de dom Tomás, a preocupação era com a continuidade da luta da Igreja pelos pobres, negros e indígenas
Durante o velório, na cidade natal de dom Tomás, a preocupação era com a continuidade da luta da Igreja pelos pobres, negros e indígenas

Velório realizado em Goiás e Goiânia reuniu pessoas emocionadas que lembraram a luta do religioso contra a injustiça social. Governador de Goiás decretou luto oficial de três dias

Étore Medeiros – Correio Braziliense

O corpo de dom Tomás Balduíno, morto aos 91 anos, na sexta-feira, em função de uma trombo-embolia pulmonar, foi velado durante todo o dia de ontem. Fundador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), na década de 1970, o religioso era um dos principais nomes da ala social da Igreja Católica no Brasil. Ontem, o velório do religioso começou em Goiânia, onde ele residia, antes de seguir para a cidade de Goiás, na qual Balduíno era bispo emérito. Continue lendo “Índios e lavradores dão adeus a dom Tomás durante velório em Goiás”

Ler maisÍndios e lavradores dão adeus a dom Tomás durante velório em Goiás

La guerra mediática y el “golpe suave”

midia-desonesta1

Enrique Alfonso Rico Cifuentes (especial para ARGENPRESS.info)

Sobre diversos acontecimientos actuales, recibimos un constante bombardeo a través de los poderosos medios de comunicación nacionales e internacionales, los cuales nos presentan una sola versión de los hechos, muchas veces parcializada o tergiversada, con la que se nutre mentalmente a la mayoría de la población. Ésta “no tiene tiempo” o no le interesa investigar otras versiones sobre tales asuntos y toman aquélla como la única verdad, que repiten casi de manera mecánica y emocional, sin ningún tipo de análisis. Así se crean, lo que llaman algunos analistas, sólidas matrices de opinión (o en lenguaje coloquial: fuertes prejuicios) y profundos amores u odios respecto a personajes, países o modelos económicos, sentimientos que se cierran con enormes cadenas, impidiendo, de manera furibunda, la entrada de cualquier otra versión. Continue lendo “La guerra mediática y el “golpe suave””

Ler maisLa guerra mediática y el “golpe suave”

MG – Encontro Nacional dos Atingidos pela COPA (1 a 3 de maio): depoimentos de representantes das 12 capitais-sede

Por Gilvander Luís Moreira

O I Encontro Nacional dos Atingidos pela COPA aconteceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, de 1 a 3 de maio de 2014. Estiveram presentes, dando seus depoimentos, vários segmentos da classe trabalhadora atingidos nas 12 capitais-sede. Eis aqui, divididos em quatro partes, a gravação de depoimentos comoventes de atingidos por grandes obras “em nome da COPA 2014”, que nos deixam indignados. Continue lendo “MG – Encontro Nacional dos Atingidos pela COPA (1 a 3 de maio): depoimentos de representantes das 12 capitais-sede”

Ler maisMG – Encontro Nacional dos Atingidos pela COPA (1 a 3 de maio): depoimentos de representantes das 12 capitais-sede

Para recordar el Primero de Mayo: Cuando el gobierno es enemigo de trabajadores e indígenas

La actuación de la policía frente a las protestas indígenas es cada vez más cuestionada en Sudáfrica. Crédito: Thapelo Lekgowa/IPS.
La actuación de la policía frente a las protestas indígenas es cada vez más cuestionada en Sudáfrica. Crédito: Thapelo Lekgowa/IPS.

Análisis de Catherine Wilson, en IPS

La violencia del Estado contra la disidencia política es cotidiana en ciudades como El Cairo, Bangkok y Kiev, donde la policía reprime a la ciudadanía a la que debería proteger. Pero en algunos países en desarrollo, las fuerzas del orden atacan también a la oposición indígena a la extracción de recursos naturales que impulsan los gobiernos en alianza con empresas privadas.

Pueblos indígenas de todo el mundo padecen el despojo de sus tierras ante el avance de la industria extractiva. Cuando fracasan las vías regulares para resolver las discrepancias con las autoridades, los activistas se enfrentan al uso desproporcionado de la fuerza, la detención ilegal y la penalización de sus líderes.

Mientras, los autores de la violencia de Estado gozan, invariablemente, de impunidad.

Mandeep Tiwana, de la Alianza Mundial para la Participación Ciudadana CIVICUS, una organización con sede en Johannesburgo, dijo a IPS que la víctima final es la confianza de la gente en el gobierno representativo. Continue lendo “Para recordar el Primero de Mayo: Cuando el gobierno es enemigo de trabajadores e indígenas”

Ler maisPara recordar el Primero de Mayo: Cuando el gobierno es enemigo de trabajadores e indígenas

Crianças ilhadas no Rio São Francisco enfrentam dura jornada para estudar

Transporte sai da Ilha da Capivara e vai até Pedras de Maria da Cruz: ponto de embarque depende do rio
Transporte sai da Ilha da Capivara e vai até Pedras de Maria da Cruz: ponto de embarque depende do rio

Última reportagem da série sobre a vida no meio do Velho Chico revela a dura jornada de crianças que são a esperança de superar o analfabetismo que condenou gerações

Por Luiz Ribeiro, enviado especial do EM

Pedras de Maria da Cruz e Manga – Separados do mundo há cerca de cinco décadas, desde seus ancestrais que foram expulsos das margens do Rio São Francisco por fazendeiros, privados de energia elétrica e desconhecendo TV ou internet, os moradores das ilhas do Velho Chico podem ter na educação a ponte para romper o isolamento que se eterniza por gerações. Nessas comunidades, o analfabetismo é fato comum entre os adultos, privados do estudo pela distância da escola. Hoje, os filhos dos ilhéus já enxergam uma oportunidade para mudar a realidade. Porém, a tarefa está longe de ser fácil. Para chegar à sala de aula os alunos enfrentam uma vida de sacrifício, iniciada na caminhada até a lancha que faz as vezes de escolar. Depois é preciso gastar boa parte do tempo navegando, antes de caminhar novamente até a escola.

O transporte fluvial, iniciado há quatro anos, é feito em lanchas fornecidas aos municípios ribeirinhos pelo governo federal, por intermédio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. A reportagem do Estado de Minas acompanhou a rotina de crianças das ilhas na jornada até a escola. A labuta é encarada por estudantes como Vanaick Ferreira Silva, de 13 anos, do sétimo ano do ensino fundamental, da Ilha da Capivara, em Pedras de Maria da Cruz. Ele acorda cedo, toma banho no rio e, por volta das 11h, logo após o almoço, caminha cerca de 400 metros para esperar a lancha escolarque o levará até uma escola pública da cidade.

Recentemente, com a redução do nível do rio, o local de embarque teve que ser mudado. Para chegar até o ponto, Vanaick e outras crianças precisam andar no meio do mato. “Tem muito carrapicho, gruda na roupa da gente”, reclama Fabíola, de 12, irmã de Vanaick, do quinto ano do ensino fundamental. No caminho ainda há o risco de serem picados por cobras. Continue lendo “Crianças ilhadas no Rio São Francisco enfrentam dura jornada para estudar”

Ler maisCrianças ilhadas no Rio São Francisco enfrentam dura jornada para estudar

Cacique Babau foi libertado na noite de sexta, dia 2. Notícia foi mantida em sigilo para garantir sua segurança

 

Cacique Babau na Câmara dos Deputados, antes de se entregar à PF. Foto: Nathalia Passarinho -G1
Cacique Babau na Câmara dos Deputados, antes de se entregar à PF. Foto: Nathalia Passarinho -G1

G1 BA

O líder indígena da Bahia Rosivaldo Ferreira da Silva, mais conhecido como Cacique Babau, foi liberado da prisão, em Brasília, na noite de sexta-feira (2), três dias depois de ter a liberdade concedida, em caráter liminar, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

De acordo com o advogado que representa o indígena da etnia Tupinambá, não foi possível uma saída imediata da prisão porque a defesa se esbarrou em “burocracias”. Os advogados também mantiveram a saída da prisão em sigilo durante parte do fim de semana para “preservar a segurança” de Babau. Mesmo com a liberdade, ele continua à disposição da Justiça.

O líder indígena foi preso no dia 24 de abril, no Distrito Federal, por força de um mandado de prisão expedido no dia 20 de fevereiro por um juiz de Una, na região sul da Bahia, área de intensos conflitos entre índios e fazendeiros por disputa de terras. Cacique Babau é apontado no inquérito como suspeito de ser o mandante do assassinato de um produtor rural, morto a tiros por quatro homens no dia 10 de fevereiro, na Bahia.

De acordo com o o advogado Adelar Cupsinski, do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a defesa só tomou conhecimento do mandado no mês passado, às vésperas de uma viagem do Cacique Babau para Roma, onde participaria, a convite do Vaticano, de uma missa em Ação de Graças pela canonização do Padre Anchieta. A viagem não foi realizada devido à prisão, após Babau se entregar à Polícia Federal de Brasília.

Continue lendo “Cacique Babau foi libertado na noite de sexta, dia 2. Notícia foi mantida em sigilo para garantir sua segurança”

Ler maisCacique Babau foi libertado na noite de sexta, dia 2. Notícia foi mantida em sigilo para garantir sua segurança

Justiça suspende licença da usina São Manoel, no rio Teles Pires, para proteger índios isolados

JustiçaEstudos ambientais mostram impactos irreversíveis sobre indígenas que vivem em isolamento voluntário, mas foram ignorados pela Empresa de Pesquisa Energética e pelo Ibama.

MPF PA

Justiça Federal do Mato Grosso suspendeu o licenciamento da usina hidrelétrica de São Manoel no rio Teles Pires, próximo à divisa com o estado do Pará. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) deve suspender a licença prévia que concedeu ao empreendimento, sob pena de multa de R$ 500 mil. O juiz Ilan Presser, da 1ª Vara de Cuiabá, assinalou que “é inadmissível a imposição da aceleração de um procedimento complexo de licenciamento, que ignore os impactos socioambientais sobre as comunidades com povos indígenas isolados.” A liminar atende pedido do Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com os Estudos de Impacto Ambiental da usina de São Manoel, a usina atingirá as terras indígenas Munduruku, Kayabi e Apiaká do Pontal. Nessa última, vivem indígenas que optaram pelo isolamento voluntário como estratégia de sobrevivência, em decorrência da traumática relação travada com não-índios. Os estudos apontam que a obra de uma grande usina na região vai provocar  escassez irreversível de recursos naturais hoje abundantes para as populações indígenas, além da proliferação, também irreversível, de doenças como leishmaniose, dengue, febre amarela, malária e outras. Diante desses impactos, o grupo de isolados que perambula na terra Apiaká é o mais vulnerável de todos os indígenas afetados.

“Não se pode admitir, no presente momento, a continuidade do licenciamento da UHE São Manoel, sob pena de malferimento dos artigos 216 e 231 da Constituição, a permitir um etnocídio da minoria dos índios isolados pela sociedade envolvente”, diz a decisão judicial. Os artigos 216 e 231 tratam da proteção do patrimônio cultural brasileiro e dos direitos indígenas. “A vontade da Constituição é de preservação e fomento do multiculturalismo; e não da produção de um assimilacionismo e integracionismo, de matriz colonialista, impostos pela vontade da cultura dominante em detrimento dos modos de criar, fazer e viver dos índios isolados”, diz a decisão. Continue lendo “Justiça suspende licença da usina São Manoel, no rio Teles Pires, para proteger índios isolados”

Ler maisJustiça suspende licença da usina São Manoel, no rio Teles Pires, para proteger índios isolados