Índios ocupam prédio da Funai no interior do Acre

Índios da etnia Apolima-Arara ocuparam prédio em protesto (Foto: Genival Moura/G1)
Índios da etnia Apolima-Arara ocuparam prédio em protesto (Foto: Genival Moura/G1)

Eles exigem pagamento de indenização a posseiros que vivem em reserva. Reivindicações serão enviadas à Funai, em Brasília.

Genival Moura, do G1 AC

O prédio da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Cruzeiro do Sul (AC) foi ocupado na manhã desta segunda-feira (5) por 32 índios representantes do povo Apolima-Arara. Os indígenas exigem da Funai o pagamento de indenização para posseiros e moradores tradicionais que ainda ocupam a área já demarcada como terra indígena.

A área está localizada no Rio Amônia, município de Marechal Thaumaturgo (AC), próximo à fronteira com o Peru. A demarcação ocupou parte da Reserva Extrativista do Alto Juruá (Resex) onde vivem famílias tradicionais e outra área de um projeto de assentamento do Incra. Continue lendo “Índios ocupam prédio da Funai no interior do Acre”

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O aborto na fogueira eleitoral, por Eliane Brum

Créditos da foto: Eric Drooker
Créditos da foto: Eric Drooker

Todos os perigos parecem ainda morar no corpo da mulher, inclusive, de várias maneiras, para os políticos brasileiros em campanha

Eliane Brum, El País Brasil

Aconteceu de novo. E logo cedo. Depois de assistir à missa de Páscoa no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, Eduardo Campos, pré-candidato à presidência da República pelo PSB, foi confrontado com a pergunta do aborto. Contra ou favor? Era o colarinho do cardeal Dom Raymundo Damasceno, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ao seu lado, que estava justo, mas foi Campos que espremeu a seguinte resposta: “Acho que a legislação brasileira é adequada e, como cidadão, minha posição é a de todos. Não conheço ninguém que seja a favor do aborto”. E acrescentou: “Como cristão, cidadão e pai de cinco filhos, minha vida já responde à pergunta”. Dias depois, Campos afirmou, durante uma coletiva de imprensa, que seu “ponto de vista é muito claro”, mas que “respeita o ponto de vista dos outros”. Disse ainda que sua posição sobre o aborto é “pública”, porque já foi candidato outras vezes, e sugeriu aos jornalistas que dessem “um Google” para buscar a resposta, o que é um tanto extraordinário.

Nos últimos anos, o tema se tornou uma moeda de barganha eleitoral. Todos os dias mulheres de todas as religiões fazem abortos no Brasil. Aos 40 anos, uma em cada cinco brasileiras já fez aborto. A cada dois dias uma mulher morre por aborto ilegal. Muitas deixam crianças órfãs, num ciclo de dor e miséria que mereceria a atenção de qualquer cidadão, mais ainda de alguém que pleiteia governar o país. Mas a questão do aborto, de fato, nenhum candidato parece querer discutir com a seriedade e a honestidade exigidas para algo com tanto impacto sobre o país. O assunto só aparece como instrumento de chantagem na busca inescrupulosa por todo o apoio possível, nesse caso o voto religioso. O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, foi outro que assistiu à missa de Páscoa em Aparecida. Continue lendo “O aborto na fogueira eleitoral, por Eliane Brum”

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Documento Final do Encontro de Professores Indígenas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina

Cimi-40anosCimi Regional Sul

Nós, professores indígenas dos povos Kaingang, Guarani Mbya e Xokleng, participantes do “Encontro dos educadores indígenas”, realizado nos dias 03 e 04 de maio de 2014 em Chapecó, SC, representando 14 terras indígenas e mais de 20 aldeias dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, denunciamos: a situação de nossas escolas e da educação escolar indígena; a falta de autonomia dos povos indígenas com a gestão de suas escolas; a distância das coordenadorias dos estados com a educação escolar.

A falta de formação continuada para nossos professores e o não cumprimento das responsabilidades e atribuições do estado e das esferas municipais para com a educação indígena, impedem nossos povos de ter acesso a uma educação diferenciada baseada em nossos costumes, tradições e especificidade de cada povo, ferindo assim nossos direitos conquistados em luta e a própria Constituição Federal de 1988, Convenções internacionais como a 169 da OIT e demais legislação indigenista.

Frente a isto, nossos professores estão se organizando através de uma articulação e formação de uma comissão indígena composta por representantes dos estados e desde já exigimos dos órgãos responsáveis o cumprimento emergencial e imediato das demandas abaixo listadas, e que estes órgãos garantam nosso direito a uma educação baseada na especificidade de cada um dos povos que assinam este documento: Continue lendo “Documento Final do Encontro de Professores Indígenas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina”

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MST bloqueia rodovia no Ceará

size_590_bandeira-mstAndreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Uma manifestação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fechou hoje (5) a Rodovia CE-060, no município de Ibaretama, a 130 quilômetros de Fortaleza. O ato faz parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária e em protesto à ação de dois homens, que atiraram contra integrantes do grupo, segundo Ivanildo Paes de Lima, um dos coordenadores do movimento.

Ele disse que 237 famílias estão acampadas desde o dia 22 de abril em frente à Fazenda Bonito, que é reivindicada pelo MST para fins de reforma agrária. Ele explica que, na sexta-feira (2), dois homens em uma moto passaram atirando e feriram duas pessoas, uma delas recebeu alta e a outra segue hospitalizada, mas não corre o risco de morrer.

A Polícia Civil do Ceará informou que uma pessoa foi presa em flagrante e que será indiciada por tentativa de homicídio e lesão corporal grave. O outro suspeito conseguiu fugir. O caso é apurado pela Delegacia Regional de Quixadá.

A manifestação na CE-060 tem a participação de 400 famílias da região. Segundo Ivanildo, elas só deixarão o local após marcar audiência com o prefeito e o governo do estado, para discutir a desapropriação da fazenda e a segurança do acampamento. Continue lendo “MST bloqueia rodovia no Ceará”

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“Que um grito de gol não abafe a nossa história”: Carta do I Encontro dos/das Atingidos/as – Quem perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos

logo comite copa 2014Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa

Reunidos em Belo Horizonte no “I Encontro dos(as) Atingidos(as) – Quem perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos”, de 1 a 3 de maio de 2014, constatamos que as violações geradas a partir dos megaprojetos e da saga privatista é comum em todas as cidades-sede da Copa 2014. Afirmamos que a Copa e as Olimpíadas estão a serviço de um modelo de país e de mundo que não atende aos interesses gerais do povo trabalhador e dos setores oprimidos pelo sistema capitalista. A Lei Geral da Copa, inconstitucional e autoritária, escancara que o Estado funciona a serviço das corporações e das empreiteiras. Abaixo expressamos algumas dimensões do sofrimento do nosso povo, potencializados pelos megaeventos como a Copa e as Olimpíadas.

Moradia

A Copa intensificou aumento dos despejos e remoções violentas nas cidades brasileiras. Duzentos e cinquenta mil pessoas com suas famílias estão sendo desestruturadas, levadas para longe de seus lugares de origem, causando impactos na saúde, na educação, no transporte público, além da violência física e psicológica. Tem gente com depressão, se endividando, esperando por soluções que nunca chegam. São vítimas da especulação imobiliária que expulsa os pobres das áreas do seu interesse.

Histórias semelhantes de violências contra populações ocorrem em todo o território brasileiro. Não pedimos essa Copa da Fifa. Mais do que barrar a Copa, queremos barrar os despejos e remoções no Brasil. Nossa luta é antes, durante e depois da Copa, para que nenhuma família brasileira sofra a violência e humilhação de um despejo ou remoção forçada. Decidimos sair deste encontro com uma grande união para barrar os despejos e remoções no Brasil. Sairemos juntos daqui numa articulação permanente, e assim estaremos mais fortes. Por um Brasil sem despejos! Brasil sem remoção! Respeito ao cidadão! Continue lendo ““Que um grito de gol não abafe a nossa história”: Carta do I Encontro dos/das Atingidos/as – Quem perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos”

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RJ – Remoção forçada no Horto

remoçao hortoLaboratório de Direitos Humanos de Manguinhos

A Remoção forçada começou esta manhã na área do Clube Caxinguelê. A polícia já invadiu e tomou o local. Os policiais permanecem dentro do clube.

Atacaram os moradores e as moradoras com bombas de gás e spray de pimenta. Inclusive em crianças. Um senhor sofreu infarto e foi socorrido por uma ambulância. Duas senhoras também passaram mal.(depoimento de uma moradora por celular)

Mais uma vez, o Estado ataca covardemente sem qualquer diálogo, agindo sorrateiramente e com todo o aparato militar. Continue lendo “RJ – Remoção forçada no Horto”

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Livro sobre o Mapa de Conflitos envolvendo injustiça ambiental e saúde no Brasil será lançado dia 8 em Brasília

convite BSB IEB

Um inventário dos conflitos envolvendo injustiça ambiental no Brasil, que mostra como estes estão aumentando em número e gravidade, como resultado de um projeto hegemônico de desenvolvimento injusto e insustentável. É o que nos revela o livro Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil: o Mapa de Conflitos (Editora Fiocruz), que será lançado no próximo dia 08 de maio, quinta-feira, às 19h, no Centro Cultural de Brasília (CCB), com a presença de uma de suas organizadoras, Tania Pacheco – que o coordenou ao lado de Marcelo Firpo Porto (Fiocruz) e Jean Pierre Leroy (Fase).

O livro é resultado do trabalho meticuloso e mundialmente pioneiro dos pesquisadores vinculados ao Projeto ‘Mapa de Conflitos Envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil’, cujo processo de construção foi iniciado em 2008, sob a responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Federação dos Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), com apoio do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, do Ministério da Saúde. Continue lendo “Livro sobre o Mapa de Conflitos envolvendo injustiça ambiental e saúde no Brasil será lançado dia 8 em Brasília”

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Último ano para a coleta de assinaturas da Campanha Nacional pela Regularização do Território das Comunidades Tradicionais Pesqueiras

Campanha pelo Território Pesqueiro – Entramos no último ano para conseguirmos as assinaturas necessárias para que o projeto de lei proposto pela Campanha Nacional pela Regularização do Território das Comunidades Tradicionais Pesqueiras seja encaminhado ao Congresso Nacional. No vídeo, pescadores, pescadoras, agentes de pastoral e professores falam sobre a importância de se garantir o território de pescadores e pescadoras artesanais.

Ajude na coleta de assinaturas para garantir os direitos das comunidades tradicionais pesqueiras de todo o Brasil. Acesse o abaixo-assinado em nosso blog e tenha mais informações aqui.

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“Erradicar a fome não é uma opção, é uma necessidade imperiosa, se queremos ter um futuro”. Entrevista especial com José Esquinas-Alcázar

Jose_Esquinas_2_G“A crise alimentar provocou, em 2008, revoltas em mais de 50 países. Hoje, o aumento nos preços dos alimentos está novamente contribuindo para a instabilidade política no mundo”, afirma o diretor da Cátedra de Estudos sobre a Fome e a Pobreza – CEHAP da Universidade de Córdoba, Espanha

IHU On-Line – “A fome e a pobreza são o caldo de cultivo no qual crescem problemas que tanto preocupam o Ocidente, como a migração ilegal e a violência internacional. Quando, em consequência da fome e da pobreza, o valor da vida humana em muitos países pobres é quase desprezível e quando o risco de embarcar num barco é menor que o de ficar em casa, a decisão está tomada”, destaca o professor José Esquinas-Alcázar.

“A FAO anunciou, em 2007, que o aumento dos preços de alimentos poderia levar a um aumento nos conflitos globais. De fato, a crise alimentar provocou, somente em 2008, revoltas em mais de 50 países e a consequente queda de vários governos. Hoje, o aumento nos preços dos alimentos está novamente contribuindo para a instabilidade política em diferentes partes do mundo”, complementa. Continue lendo ““Erradicar a fome não é uma opção, é uma necessidade imperiosa, se queremos ter um futuro”. Entrevista especial com José Esquinas-Alcázar”

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Movimentos sociais ocupam perímetro irrigado na Chapada do Apodi no Ceará

Cerca de mil trabalhadores ligados à movimentos sociais ocupam perímetro irrigado na chapada do Apodi em Limoeiro do Norte no Ceará. O objetivo da ação é denunciar a ofensiva do agronegócio na região, o assentamento de famílias acampadas e exigir o julgamento e condenação dos responsáveis pelo assassinato de trabalhadores rurais.

Os trabalhadores denunciam que dos 10 mil hectare do projeto de irrigação na região, 4 mil estão invadidas e griladas por empresas nacionais e transnacionais do agronegócio. Os movimentos sociais exigem a retomada dessas áreas pelas famílias camponesas.

De acordo com o dirigente estadual, Marcelo Matos, o acampamento tem caráter permanente. “Vamos ficar acampados e queremos audiência com representantes do Governo”. Os manifestantes aguardam negociação com o Departamento Nacional de obras Contras Secas (Denocs), Secretaria de Desenvolvimento Agrário (S.D.A), Ministério da Integração Nacional e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

A ação que faz parte da Jornada Nacional de lutas é realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Cáritas, Movimento 21, Sindicato dos Trabalhadores de Apodi e tem apoio da Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Núcleo Tramas e da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fafidam.

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