Jornadas Brasil – Alemanha: 50 anos do Golpe de 1964

Começou ontem um ciclo de debates no qual estão sendo discutidos aspectos das políticas alemã e brasileira como o acordo Nuclear Brasil-Alemanha assinado em 1975, as políticas para grandes eventos e as relações da Alemanha com a ditadura brasileira. O evento acontece no contexto dos dos 50 anos do Golpe militar de 1964 e é promovido pela PUC-SP com apoio de diversas organizações como a Fundação Heinrich Böll. O livro “Copa, para quem e para que? Um olhar sobre os legados dos mundiais no Brasil, África do Sul e Alemanha” será lançado hoje (6/5) com a participação do jornalista Juca Kfouri.

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Rumo do III Encontro Nacional de Agroecologia

O III Encontro Nacional de Agroecologia (III ENA) ocorrerá entre os dias 16 e 19 de maio de 2014 no campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), em Juazeiro (BA).  Reunirá 2.000 pessoas de todos os estados do Brasil e diretamente envolvidas na construção da agroecologia, sendo 70% agricultores familiares, camponeses, povos e comunidades tradicionais e pelo menos 50% mulheres.

O III ENA é promovido pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), uma rede nacional composta por organizações, redes regionais e movimentos sociais de abrangência nacional e regional. Ancorada no princípio da “unidade na diversidade”, a ANA tem como objetivo construir convergências políticas e uma expressão pública unitária em torno a um projeto de transformação do mundo rural brasileiro fundado na defesa da agricultura familiar camponesa e dos povos e comunidades tradicionais em suas múltiplas expressões e identidades.

O III ENA tem como objetivo central aumentar a coesão política e a expressão pública do campo agroecológico brasileiro. Para tanto, está organizado para dar respostas à seguinte questão: “Por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia?” Exemplos concretos previamente sistematizados por participantes do III ENA em suas regiões de origem serão a base para o debate em torno a essa questão. Diversas etapas preparatórias integram o processo preparatório do Encontro, principalmente as Caravanas Agroecológicas e Culturais realizadas em 14 territórios em todo o país, envolvendo mais de 2,5 mil pessoas. Divididas por rotas, as visitas às experiências promoveram uma troca de saberes intensa entre as/os agricultoras/es, técnicas/os, estudantes, gestores públicos, dentre outros. Continue lendo “Rumo do III Encontro Nacional de Agroecologia”

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Brasil vive barbárie em série com linchamentos e espancamentos

Número de espancamentos aumentou depois da divulgação, em fevereiro, do caso de menor amarrado em poste no Flamengo, RJ
Número de espancamentos aumentou depois da divulgação, em fevereiro, do caso de menor amarrado em poste no Flamengo, RJ

Brasil assiste a uma escalada de linchamentos e espancamentos coletivos. Para especialistas, a onda revela descrença na Justiça e se alimenta da divulgação

Por Alessandra Mello, em EM

Osvaldo Bachinam, de 32 anos, e os irmãos Ivacir Garcia dos Santos, de 31, e Arci Garcia dos Santos, de 28, mantiveram refém, sob a mira de um revólver, uma família em Matupá, cidade de 14 mil habitantes, no Mato Grosso. Depois de horas de negociação eles se renderam. Mas não chegaram a ser presos, muito menos condenados pela Justiça. Foram linchados pela população da cidade. Um cinegrafista amador, que vivia de filmar casamentos, gravou toda a violência. As cenas são chocantes. Depois do espancamento, um homem joga gasolina nos três. Em seguida, alguém ateia fogo. Um deles, ainda vivo, se debate enquanto tem o corpo incendiado. O crime aconteceu no fim de 1990. Poucos meses depois, as imagens vieram a público e correram o mundo. E o número de linchamentos no Brasil bateu recorde. Foram 148 casos em 1992, contra 48 do ano anterior, segundo dados do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP).

A dinâmica “notícia de linchamento-explosão de casos” parece se repetir este ano. No rastro da metodologia adotada nas pesquisas do NEV/USP, cujos dados são baseados em notícias publicadas na imprensa, a reportagem do Estado de Minas levantou, por meio de informações divulgadas em portais de notícias, 36 casos de linchamentos e espancamentos coletivos neste ano em 15 dos 26 estados e no Distrito Federal. Dezenove deles resultaram na morte da vítima. A média é de um caso a cada oito dias. A maioria absoluta aconteceu a partir de fevereiro, logo depois que um adolescente foi espancado por cerca de 15 homens e amarrado nu a um poste no Bairro Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro, em 31 de janeiro, com repercussão nos portais de notícias e redes sociais. Continue lendo “Brasil vive barbárie em série com linchamentos e espancamentos”

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Nota Pública dos Atingidos pelo Projeto de Irrigação Baixio do Irecê

Fonte: http://baixiodeirece.blogspot.com.br/
Fonte: http://baixiodeirece.blogspot.com.br/

Em CPT/BA

As comunidades tradicionais atingidas pelo Projeto de Irrigação Baixio de Irecê, e as entidades de apoio (CPT, Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Itaguaçu e Xiquexique, Paróquia Senhor do Bomfim), conclamam a sociedade e os órgãos competentes do Estado e da Federação providências quanto à realidade das famílias camponesas que vivem no entorno do citado projeto.

Desde que foi pensado e planejado há mais de 50 anos, o Projeto de Irrigação Baixio de Irecê que seu principal objetivo é para irrigar cana para produção de álcool e frutas para exportação. Entretanto, em todo este processo de construção e divulgação como o “maior Projeto de Irrigação da América Latina”, não é dito por quem o propaga que nas terras do referido projeto existe aproximadamente mais de 500 famílias que historicamente vivem naquelas terras produzindo e criando animais em mais de 15 comunidades próximas à instalação do empreendimento.

Neste sentido, nas décadas de 1970 e 1980, as famílias destas comunidades sofreram um processo muito forte de grilagem (roubo) de suas terras por empresas, fazendeiros e políticos daquela época, que por meio de um grupo de pistoleiros, ameaçaram, feriram e expulsaram as famílias camponesas destas terras.
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Com risco de novas invasões, governo determina permanência de Força Nacional de Segurança em Marãwaitsédé

Foto: Via celular android
Foto: Via celular

Ronaldo Couto, Olhar Direto

Um comboio formado por quatro caminhões com vários soldados do Exército seguiu na manhã de hoje para a região de Alto Boa Vista, onde fica a reserva indígena Marãiwatsédé, dos índios xavantes, a antiga gleba Suiá- Missu. A presença do Exército integra parte do plano para evitar novas invasões na área de 164 mil hectares que pertencia [sic] aos agricultores e por decisão judicial passou a ser dos índios xavantes mesmo com protestos de mais de 14 municípios do Norte Araguaia. Diante do risco de novas invasões, o governo federal autorizou a permanência da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), até a data de 11 de maio, na Terra Indígena Marãiwatsédé (antiga área de Suiá-Missu).

A nova ação de retirada dos agricultores, realizada no mês de março, provocou uma crise institucional para o governo federal. Segundo os produtores que ali residiam, houve uma promessa de indenização inclusive concessão de uma nova área para as 7 mil famílias despejadas da Suiá-Missu, onde já havia até um distrito com escola, posto de gasolina e comércio denominado Posto da Mata. Revoltados, os agricultores reclamam que foram abandonados pela presidente da Dilma, governador Silval Barbosa e deputados de Mato Grosso.

A ação de desocupação dos não índios de Marãiwatsédé teve início em agosto de 2012, atendendo decisão do Juízo da Primeira Vara de Cuiabá/MT, que determinou o prosseguimento da execução da sentença para efetuar a retirada dos não índios e garantir o usufruto exclusivo e a posse plena do povo xavante sobre a Terra Indígena Marãiwatsédé.

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Mandante da Chacina da Fazenda Princesa vai a júri depois de 30 anos

arame-farpadoCrime ocorrido em Marabá (PA) em 1985 chegou até à OEA em razão da lentidão da justiça brasileira

por Felipe Milanez, Carta Capital

Uma semana após a Justiça paraense condenar a 12 anos o fazendeiro acusado de ser o mandante do assassinato do sindicalista José Dutra da Costa, o Dézinho, ocorrido em Rondon do Pará em novembro de 2000, novamente o estado tem chance de rever a brutalidade do passado e dar um passo adiante contra a impunidade: vai a júri, em Belém, no dia 8 de maio, o fazendeiro acusado de organizar o massacre que ficou conhecido como Chacina da Fazenda Princesa, ocorrido perto de Marabá, há três décadas.

Segundo informa a Comissão Pastoral da Terra: “Acontecerá também em Belém, o julgamento do Fazendeiro Marlon Pidde, acusado de uma chacina em sua fazenda (Princesa), onde cinco trabalhadores foram assassinados no ano de 1985. O caso ficou muito conhecido pela brutalidade das mortes. Os camponeses foram sequestrados, torturados, assassinados e seus corpos amarrados em pedras no fundo do Rio Itacaiunas, próximo de Marabá. Quase 30 anos depois ocorrerá o julgamento do principal acusado. O Estado brasileiro também responde processo na OEA pela demora no julgamento do caso.”

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SP – Após boato em rede social, ‘justiceiros’ podem ter assassinado pessoa inocente

Fabiane Maria de Jesus após ser espancada pelos justiceiros (foto: Reprodução/Facebook)
Fabiane Maria de Jesus após ser espancada pelos justiceiros (foto: Reprodução/Facebook)

Justiça com as próprias mãos termina em morte no Guarujá; marido diz que mulher foi confundida

Por Redação Spresso SP

Pelo país, seguem as práticas de linchamentos públicos contra pessoas acusadas de crimes. No último sábado (3), Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi espancada por moradores do bairro Morrinhos, no Guarujá, no litoral de São Paulo. A vítima morreu ontem (4), no hospital.

Fabiane foi acusada, em uma página do Facebook, de sequestrar crianças para prática de magia negra. Segundo o seu companheiro, o porteiro Jaílson Alves das Neves, houve um equívoco.

“Começou com um boato na internet. Eles colocaram uma foto de uma pessoa parecida e todo mundo achou que era ela. Quando ela voltou para o bairro, a cercaram e começaram as agressões”, afirmou Jaílson. Continue lendo “SP – Após boato em rede social, ‘justiceiros’ podem ter assassinado pessoa inocente”

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Seminário internacional no MA debate impactos dos projetos de mineração

Fonte: Midia Ninja
Fonte: Midia Ninja

Por Reynaldo Costa, da Página do MST

Teve início na manhã desta segunda-feira (05/05), em São Luís (MA) no Campus da UFMA, a etapa final do Seminário Carajás 30 Anos: resistências e mobilizações frente a projetos de desenvolvimento na Amazônia oriental.

A atividade, que se estende até sexta-feira (09/05) recebe a presença de estudantes, pesquisadores, militantes sociais, povos tradicionais e atingidos por projetos de mineração de 11 países.

O Seminário Carajás teve outros quatro momentos, chamado de etapas regionais, realizadas em Imperatriz, Santa Inês, Marabá e Belém do Pará.

O Seminário é um resultado também do acúmulo de debates e enfrentamentos que discutem a situação de centenas de comunidades atingidas por grandes projetos de desenvolvimentos, a maioria destes ligados a projetos de mineração. Continue lendo “Seminário internacional no MA debate impactos dos projetos de mineração”

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MPF/SP denuncia quatro pessoas por manterem 51 trabalhadores em condição análoga à de escravidão

Blusa da Zara produzida com trabalho escravo. Fotos: Bianca Pyl
Blusa da Zara produzida com trabalho escravo. Fotos: Bianca Pyl

Vítimas confeccionavam peças de roupa da marca espanhola Zara; elas eram submetidas a jornadas de 14 horas e condições degradantes de trabalho, alimentação e moradia

O Ministério Público Federal em Piracicaba (MPF/SP) denunciou quatro pessoas por manterem 51 trabalhadores em condições análogas às de escravos em uma oficina de costura em Americana, no interior de São Paulo. Entre as vítimas estavam 45 bolivianos, dos quais 13 viviam em situação irregular no Brasil.

A lista de denunciados inclui o boliviano Narciso Atahuichy Choque, dono da confecção onde os empregados foram resgatados, e as brasileiras Rosangila Theodoro, Sonia Aparecida Campanholo e Silva Regina Fernandes Ribeiro da Costa, respectivamente sócia e funcionárias da Rhodes Confecções Ltda..

O caso foi descoberto durante operação do Ministério do Trabalho e Emprego entre maio e agosto de 2011. Na ocasião, constatou-se que diversos desses trabalhadores se dedicavam à confecção de peças de vestuário da marca Zara, encomendadas pela Rhodes. A empresa funcionava como fornecedora direta da grife espanhola, mas, como não possuía capacidade produtiva para atender à demanda, repassava as encomendas recebidas para outras confecções, como a do boliviano. Continue lendo “MPF/SP denuncia quatro pessoas por manterem 51 trabalhadores em condição análoga à de escravidão”

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Após uma semana da mobilização indígenas no RS o que se pode deduzir?

logoARPIN SUL – Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul

Não é de hoje que as disputas territoriais no Brasil é um alarmante conhecido por diversos órgãos governamentais e federais. Contudo, embora haja este conhecimento, tanto dos órgãos quanto dos indivíduos envoltos a este fato, nada foi planejado para evitar possíveis confrontos.

Esta afirmativa pode ser constatada diante do fato ocorrido exatamente há uma semana (28), em Faxinalzinho (RS), no norte do Estado do Rio Grande do Sul, onde, durante uma manifestação indígena, contra a lentidão da demarcação de terras, paralelamente a todo ato pacífico, foram assassinados dois agricultores desta cidade.

Se por um lado a imprensa gaúcha incline as suas publicações sobre o ocorrido, ao dar brecha a interpretação do leitor, de que, o assassinato dos agricultores esteja diretamente ligado à manifestação indígena, por outro, há um ano, o Conselho Indigenista Missionário – CIMI divulgou um levantamento onde anuncia que dos 96 territórios nacionais classificados como, em situação de risco ou, sujeito a conflito diretamente relacionado à disputa agrária, 17 destes territórios estão localizados em solo gaúcho.

Contudo, a necessidade desta demarcação territorial não é um fato canalizado apenas na região sul, mas em todo o Brasil. Apesar da mídia gaúcha alinhar ambas as situações a uma ideia de trama, onde quem for o culpado irá arcar com as penalidades, vale ressaltar que a grande questão entorno de todo este alarme é há necessidade urgente para a criação de ações governamentais que solucionem o impasse entre indígenas, agricultores e demais povos originários, os quais também dividem a aflição sobre esta insegurança já famigerada. Continue lendo “Após uma semana da mobilização indígenas no RS o que se pode deduzir?”

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