Restituir y proteger territorios indígenas demandan a la OEA y estado de Paraguay

Articulación expuso situación de los pueblos indígenas de Paraguay. Foto: FAPI
Articulación expuso situación de los pueblos indígenas de Paraguay. Foto: FAPI

La petición formulada por una articulación de entidades indígenas tuvo un impacto en la prensa local

Servindi, 5 de junio, 2014.- Un conjunto de organizaciones indígenas de Paraguay entregaron el domingo 1 de junio un petitorio a José Miguel Insulza, Secretario General de la Organización de Estados Americanos (OEA), en el que demandan restituir, legalizar, consolidar y proteger los territorios indígenas, respetando su derecho ancestral sobre los mismos.

Luego de la entrevista realizada en las instalaciones de la Conmebol Insulza prometió a los líderes indígenas interceder ante el presidente, Horacio Cartes para promulgar la expropiación de tierras a favor de la comunidad Sawhoyamaxa.

La petición solicita al Estado de Paraguay proteger los derechos territoriales de los pueblos en aislamiento voluntario y la restitución territorial para las comunidades desplazadas por las hidroeléctricas binacionales Itaipu y Yasyreta. Continue lendo “Restituir y proteger territorios indígenas demandan a la OEA y estado de Paraguay”

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Emenda do Trabalho Escravo será promulgada hoje

A PEC do Trabalho Escravo tramitou por 15 anos no Congresso Nacional até ser aprovadaAgência Brasil/Arquivo
A PEC do Trabalho Escravo tramitou por 15 anos no Congresso Nacional até ser aprovadaAgência Brasil/Arquivo

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

Em clima de festa, será promulgada nesta quinta-feira (5) a Emenda Constitucional 81/2014, que prevê a expropriação de imóveis onde seja identificada a exploração de trabalho escravo. Um grupo  de artistas tem presença confirmada na cerimônia, entre eles Margareth Menezes, Alcione, Camila Pitanga e Letícia Sabatella. O objetivo é comemorar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 57A/1999, que teve a unanimidade dos senadores na semana passada, após tramitar durante 15 anos no Congresso Nacional.

A área jurídica também deve comparecer ao evento, marcado para as 12h, como representantes do Tribunal Superior do Trabalho, da Associação dos Magistrados Brasileiros e do Ministério Público do Trabalho. Foram convidados também movimentos sociais que participaram da criação da emenda, entre eles a Comissão Pastoral da Terra e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

A emenda constitucional já está sendo comemorada por outros países na 103ª Conferência Internacional do Trabalho, que ocorre até a próxima semana em Genebra. “É algo avançado em termos de legislação, que nos coloca na conferência em uma situação bastante diferenciada em termos mundiais. O Brasil é um dos primeiros países a ter na Constituição a questão da expropriação da propriedade, do bem, quando caracterizado e comprovado o trabalho escravo”, diz a ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Continue lendo “Emenda do Trabalho Escravo será promulgada hoje”

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Anistia Internacional pede respeito à manifestação pacífica na Copa

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil 

A Anistia Internacional pedirá respeito à liberdade de expressão e à manifestação pacífica durante a Copa do Mundo, em ato que será realizado hoje (5) em Brasília. O movimento reuniu mais de 86 mil assinaturas, em cerca de 100 países, com a campanha “Brasil, chega de bola fora!” e vai entregá-las ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional. A preocupação é que a violência contra os manifestantes registrada nos protestos do ano passado voltem a ocorrer durante o Mundial.

Os relatos de violência são muitos. A organização reuniu alguns e acrescentou recomendações ao Poder Público no documento Eles Usam uma Estratégia de Medo: Proteção do Direito ao Protesto no Brasil, que estará disponível a partir desta quinta-feira no site do movimento.  

“A intenção é a prevenção, para evitar eventuais violações por parte da polícia durante as manifestações que poderão ocorrer”, diz a assessora de Direitos Humanos da Anistia Internacional, Renata Neder. “No ano passado, a gente viu eclodir em todo o país grandes manifestações. Em diversas, a resposta da polícia foi abusiva, fazendo o uso excessivo da força, de balas de borracha e gás”.

A reação policial teve consequências. O documento mostra o caso do fotógrafo Sérgio Andrade da Silva que perdeu um olho após ser atingido por uma bala de borracha, disparada pela polícia militar durante uma manifestação em São Paulo, no dia 13 de junho de 2013. Continue lendo “Anistia Internacional pede respeito à manifestação pacífica na Copa”

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Injustiça – Entendendo o racismo ambiental

por Sheryda Lopes – O Estado

O racismo é um tema polêmico e que geralmente é associado a fatores como a cor da pele e práticas religiosas ou culturais historicamente discriminadas. Porém, existe uma forma de racismo que também abrange questões territoriais: é o racismo ambiental, causador de injustiças cometidas contra grupos vulneráveis, geralmente, durante a realização de políticas públicas ou obras do setor privado. Essas violações de direitos ocorrem tanto no campo quanto no meio urbano.

Para o sociólogo Robert Bullard, também diretor do Environmental Justice Resource Center, Atlanta (EUA), o racismo ambiental tem uma correlação direta entre a exploração da terra e a exploração das pessoas. “De forma geral, os indígenas são a parte da população que se defrontam com algumas das piores formas de poluição, entre elas a do mercúrio usado nos garimpos e as populações marginais que vivem perto dos lixões e aterros sanitários, incineradores e de outros tipos de operações perigosas praticadas pelas empresas mineradoras. A poluição industrial se manifesta também no aleitamento materno das mães das grandes cidades como São Paulo ou Nova Iorque”, conforme escreveu em artigo publicado janeiro de 2005, na Revista Eco 21.

Segundo Cristiane Faustino, integrante da coordenação colegiada do Instituto Terramar, e relatora nacional do direito humano ao meio ambiente da Plataforma Dhesca (Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais), as principais vítimas do racismo ambiental são as populações pobres e negras, além de indígenas, quilombolas e outros grupos “étnicos e racialmente excluídos dos processos de participação politica, e em desvantagem econômica”. A tomada dos territórios para a realização de empreendimentos e degradação ambiental, como a contaminação de recursos hídricos dos quais as comunidades no entorno dependem para sobreviver, por exemplo, são algumas consequências desse tipo de injustiça.

“Consideramos que há um processo de expropriação do campo, de alteração do modo de vida desses povos dentro do próprio território. Isso ocorre porque há um modelo de desenvolvimento dominante que prega que o modo de viver urbano e branco é superior, e que os manejos da terra tradicionais são atrasados”, explica. Para a pesquisadora Tania Pacheco, militante e autora do blog Combate Racismo Ambiental, existe um processo de expropriação de terras que geralmente não dá aos moradores outra alternativa a não ser sair do seu local de origem. Continue lendo “Injustiça – Entendendo o racismo ambiental”

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Mesmo sem guerras, Brasil é o país mais violento do mundo

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Adital* – O Brasil ultrapassou países com históricos de guerras e conflitos armados no número de assassinatos e se tornou o país mais violento em todo o mundo, mesmo sem estar em nenhum cenário de guerra. É o que afirma um estudo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês).

De acordo com o UNODC, sete pessoas em cada 100 mil são assassinadas por ano em todo o mundo, contudo, quando analisamos apenas a América Latina, esse número sobe consideravelmente. No ano de 2010, foram 146.648 pessoas assassinadas, chegando a uma taxa de 15,4 assassinatos a cada 100 mil pessoas.

Já quando passamos a avaliar os números por país, o Brasil é campeão. Foram registrados no país da Copa do Mundo deste ano, em 2010, 42.785 assassinatos, seguido pela Índia, com 40.752 e o México com 27.199. Os três países juntos possuem 25% dos crimes de morte que ocorrem em todo o mundo. Continue lendo “Mesmo sem guerras, Brasil é o país mais violento do mundo”

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Na Rua Não Estamos Sós!

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O Coletivo Urucum – Direitos Humanos, Comunicação e Justiça – desenvolveu uma plataforma virtual que fará o registro e o monitoramento das violações aos direitos humanos ocorridas durante os protestos relacionados direta ou indiretamente à Copa do Mundo em Fortaleza (CE). O projeto se chama “Na Rua“.

Atualizado diariamente, o site apresenta coberturas de manifestações, relatos dos atos, depoimentos, entrevistas, crônicas, galerias de fotos, vídeos, cartilhas de direitos humanos, além de demais orientações para quem vai participar dos protestos.

O “Na Rua” também vai coletar dados dessas violações, como o número de manifestantes detidos. Além do eixo de comunicação, o “Na Rua” também possui um eixo jurídico responsável por um trabalho muito importante: apurar e encaminhar as denúncias de violação realizadas através de uma ferramenta no site, bem como acompanhar os manifestantes detidos nas delegacias. Continue lendo “Na Rua Não Estamos Sós!”

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Vitória da Justiça Paranaense Sobre o Fracking – Fraturamento Hidráulico no Brasil

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O juiz federal Leonardo Cacau Santos La Bradbury, de Cascavel, suspendeu na tarde desta quarta-feira dia 04/06/2014 as 19:00 os efeitos da 12ª rodada de licitações promovidas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Os contratos já assinados pelas empresas vencedoras para explorar gás de xisto no Paraná também foram suspensos. A liminar atinge as empresas Copel, Bayar Empreendimentos, Tucumann Engenharia, Petrobras, Petra Energia e Cowan Petróleo e Gás. A exploração da reserva de gás de xisto seria feita por meio da técnica fracking – fratura hidráulica – que é considerada por ambientalistas e geólogos como altamente danosa ao meio ambiente.

Na decisão, o juiz suspende a licitação e ordena que sejam realizados estudos técnico-ambientais pelo Ibama que demonstrem a viabilidade, ou não, do uso da técnica.

A Justiça cobra ainda uma prévia regulamentação pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) autorizando a utilização da técnica, estabelecendo, inclusive, o seu alcance e limites de atuação das empresas exploradoras.

Outra exigência da Justiça é a publicidade da avaliação ambiental de áreas sedimentares.

As empresas estão impedidas de assinar contratos de concessão dos blocos localizados dentro da faixa de fronteira e os já assinados estão com seus efeitos suspensos.

 A ANP também terá que disponibilizar a íntegra dos contratos de concessão em seu site institucional.

Conheça um pouco mais sobre a Ação :

O MPF (Ministério Público Federal) de Cascavel propôs ação civil pública para que sejam suspensos os efeitos decorrentes da 12ª Rodada de Licitações realizada pela ANP, que ofereceu a exploração de gás de folhelho (o “gás de xisto”), na modalidade fracking (fraturamento hidráulico), na Bacia do RioParaná .

De acordo com o MPF, a ação é necessária em vista dos potenciais riscos ao meio ambiente, à saúde humana e à atividade econômica regional, além de vícios que anulariam o procedimento licitatório. A ação foi proposta em 20 de maio contra ANP, Copel, Petrobras, Bayar, Cowan Petróleo, Petra Energia e Tucumann Engenharia. De acordo com o MPF, o oferecimento do gás de xisto na 12ª Rodada de Leilões realizada pela ANP foi precipitado e temerário, já que essa técnica de exploração é altamente questionada no mundo inteiro (foi proibida, inclusive, em países como Itália, Áustria, Dinamarca e Alemanha) e representa um potencial e extenso dano ambiental em caráter irreversível, especialmente em relação aos cursos de água e aquíferos que se localizam na região em que ocorrer -no caso, na Bacia do Rio Paraná , atingindo diretamente o Aquífero Guarani, um dos maiores do Brasil.

O MPF pede que seja concedida liminar para suspender imediatamente os efeitos da rodada de licitações na bacia do Rio Paraná (setor SPA-CS) até a realização de estudos técnicos que demonstrem a viabilidade, ou não, do uso da técnica do fraturamento hidráulico em solo brasileiro, com prévia regulamentação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Além disso, pede especial ênfase na realização e publicidade da Avaliação Ambiental de Áreas Sedimentares (AAAS), cujos resultados deverão vincular a possível exploração dos correspondentes blocos, oportunizando-se adequadamente a participação técnica e das pessoas que serão impactadas diretamente pela exploração, como os moradores da Terra Indígena Xetá e da comunidade quilombola Manoel Ciríaco dos Santos, que não foram consultados previamente, em violação à Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Gás de xisto e o fracking -O gás de folhelho é também chamado de gás não convencional, porque está aprisionado em formações de baixa permeabilidade (águas ultraprofundas), além de apresentar alto custo de exploração e produção. Apesar desse tipo de gás ser explorado há décadas em algumas partes do mundo, nunca houve o desenvolvimento de uma técnica economicamente viável para sua exploração, já que o procedimento de retirada das rochas em que fica alojado era caro e demorado.

O fraturamento hidráulico (fracking, em inglês), foi descoberto apenas na década de 1990, por um magnata do petróleo no Texas (EUA). O método consiste em “fraturar” as finas camadas de folhelho com jatos de água sob pressão. A água recebe adição de areia e de produtos químicos que mantêm abertas as fraturas provocadas pelo impacto, mesmo em grandes profundidades. O procedimento envolve a exploração sísmica 3D, a preparação do terreno, a perfuração vertical e horizontal, a fratura hidráulica, a gestão de resíduos e a produção propriamente dita. É importante salientar que a composição química do fluido de fraturamento é segredo industrial. Ou seja, sequer é possível saber quais são, exatamente, os componentes utilizados. Exames laboratoriais indicam a presença de arsênico, glicol e elementos radioativos, produtos que também estão presentes nos resíduos do fraturamento hidráulico e poderão contaminar a água potável e o ar. Além do problema ambiental da imensa quantidade de água utilizada para a realização do fraturamento hidráulico, há, ainda, a contaminação do solo e da água de poços e lençóis freáticos com o gás metano. “Os danos serão incomensuráveis a médio e longo prazo, além da contaminação da água potável (já escassa!) e, neste aspecto, destaca-se o Aquífero Guarani, os prejuízos também atingirão a economia paranaense, considerando que essa região sobrevive em grande parte da agricultura e da criação de animais.”, destacam os procuradores da República em Cascavel, Carlos Henrique Macedo Bara e Luís Felipe Schneider Kircher.

Tenha a Íntegra da ACPL :

http://www.prpr.mpf.gov.br/pdfs/2014/cascavel/xisto-531-2014-61-LCAD_1.pdf

www.facebook.com/groups/392409314227631/

Enviada para Combate Racismo Ambiental por Juliano Bueno de Araujo.

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Ministério Público Federal investiga extração ilegal de prata em Minas

Ação indica que a Kinross Brasil extraiu 42 toneladas do minério de Paracatu, sem licenças. Perdas para União seriam de R$ 57 mi

Zulmira Furbino e Marta Vieira – Estado de Minas

O Ministério Público Federal (MPF) moveu uma ação civil pública contra a mineradora canadense Kinross Brasil, que atua em Paracatu, na região Noroeste de Minas, por danos causados ao patrimônio público e ao meio ambiente na extração ilegal de prata. Segundo o MPF, entre 1998 e 2010, a empresa extraiu e comercializou, sem a autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), 42 toneladas do minério no local, com um prejuízo total de R$ 57,2 milhões para a União. Além disso, nesse período, e mesmo depois de obter a licença para a exploração, em 2010, a empresa trabalhou sem licença ambiental, sustenta o procurador da República, José Ricardo Teixeira Alves. O MPF também vai pedir à Justiça a suspensão das atividades da Kinross até a apresentação do licenciamento ambiental para a extração da prata.

Segundo Alves, a Kinross responde por todo o prejuízo gerado pela exploração clandestina, inclusive o relativo às atividades de sua antecessora, a Rio Paracatu Mineração. “Na sucessão empresarial, houve apenas alteração na denominação da companhia, mas a empresa permaneceu a mesma, inclusive com o mesmo CNPJ”, justifica o MPF. Na ação, o órgão relata que a Rio Paracatu conseguiu autorização para extração do minério de ouro em 1985, segundo a Portaria de Lavra nº 1.186, do Ministério das Minas e Energia (MME). Naquele mesmo ano, protocolou pedido de extensão dessa portaria para a exploração do minério de prata. “Mas o ministério nem chegou a analisar o requerimento”, afirma o MPF. Continue lendo “Ministério Público Federal investiga extração ilegal de prata em Minas”

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Números, lobos e os limites da razão, por Claret Fernandes*

*para Combate Racismo Ambiental

A militante encarregada de comprar a passagem ida e volta de Altamira a BH acaba adquirindo-a até São Paulo. A aeronave passa em Belo Horizonte. O trecho entre Altamira e São Paulo é maior, mas o preço é mais em conta. Coisas da aviação e do capital, que faz a mercadoria girar para gerar mais lucro.

Em Confins, sofrendo reforma, o único restaurante vende refeição a quarenta e cinco reais por pessoa. Amanda é criança, então paga dezoito.

 ‘É livre’, diz a atendente. Isso significa que é sem balança e que o cliente pode servir mais de uma vez. Haja estômago para comer desse tanto!

O sabor daquele prato, na noite do dia treze de maio, era de todo especial para quem viajara desde nove horas e não encontrara almoço no aeroporto de Manaus, também em reforma por causa de uns poucos jogos.

A comida mineira, com sua rica culinária, é só por si já apetitosa, mas seu preço, ali, é salgado. Além do calor do fogão, com as panelas sobre a chama acesa, como se fosse à lenha, ela tem a quentura das vésperas de Copa. Agora o calor pode ser ainda maior, pois só faltam 7 dias.

Na acolhedora BH, no entanto, com suas árvores e praças, com cara de interior, as sombras e bancos são gratuitos. É claro que não se pode pensar nos impostos embutidos, nos quase 50% de ICMS na conta de luz e nalgum vereador que, sem criatividade para projetos, queira taxar a sombra, o sol, o ar, o assento. Pois taxa hoje é um dos principais mecanismos de transferência de renda dos oprimidos para a classe opressora.

Há, ainda, pousadas modestas e acessíveis em Belô. Ficamos lá nos dias dezoito a vinte, após vir de São Paulo à noite e enfrentar pelo caminho uma forte chuva de granizo. O barulho era tanto que o ônibus parecia desintegrar-se. Continue lendo “Números, lobos e os limites da razão, por Claret Fernandes*”

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Polícia Militar atinge seis indígenas e dispara mais de 200 bombas de gás lacrimogênio

Mobilização Nacional Indígena – Durante a II Mobilização Nacional Indígena, mais de 600 indígenas se manifestaram durante uma passeata até o estádio Mané Garrincha, em Brasília. O ato já era de conhecimento da Polícia Militar, pois os mesmos acompanhavam toda a mobilização desde o período da manhã, do dia 27 de maio.

Porém, ao chegarmos ao estádio, nós fomos recebidos com mais de 200 bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha (atiradas contra seis indígenas) e spray de pimenta.

Embora a imprensa nacional tenha dado o destaque apenas a flechada que atingiu apenas um policial e não divulgou o ferimento dos indígenas, nós publicamos este vídeo com o intuito de mostrar para toda a sociedade o quanto a mídia nacional está totalmente alinhada à ganância do Governo Federal que por sua vez está nas mãos da bancada ruralista do Congresso Nacional. Até quando, nós vamos ficar à mercê da nossa terra, da nossa cultura, para atender as necessidades capitais do agronegócio brasileiro?

Assistam ao vídeo e vejam o que a mídia brasileira tentou esconder da sua própria nação: PROTEGER UM ESTÁDIO DOA A QUEM DOER. Pátria amada?

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