Empresarios ganaderos deforestan territorio del pueblo Ayoreo en el Chaco

Servindi – El pueblo Ayoreo que habita el norte de Paraguay y el sur de Bolivia ha sido desplazado de sus territorios en las últimas décadas. Compartimos a continuación el reportaje audiovisual que elaboró sobre el tema un equipo de periodistas del E’a.

El material aborda el caso de los ayoreos de Puerto María Auxiliadora, su historia no obstante puede ser el de cualquier otra comunidad de Latinoamérica.

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Depois de serem despejados e resistir, indígenas são atacados por fazendeiros em MS

Aty Justiça e PazPedro Heiderich e Geisy Garnes, Midiamax

Indígenas guaranis-kaiowás da Comunidade Tekoha Kurusu Amba, situada em Coronel Sapucaia, a 380 quilômetros da Capital, tiveram os barracos incendiados por fazendeiros neste domingo (12). Ordem da Justiça na segunda-feira (6) dá 20 dias para os indígenas se retirarem do local. Eles resistiram e de lá para cá eles sofreram ataques de fazendeiros da região.

Eliseu Lopes, liderança dos indígenas, garante que dois ataques já haviam acontecido antes: um tiro para o alto e um ataque aos barracos. “Não vamos sair, a terra é nossa por direito”, frisa. Os indígenas prometem permanecer. Após o terceiro ataque, 40 lideranças indígenas viajaram neste domingo para Brasília para tentar expor a situação à Presidência. Continue lendo “Depois de serem despejados e resistir, indígenas são atacados por fazendeiros em MS”

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A redução da maioridade penal é uma falácia fascista

 Luiz Silveira/Agência CNJ
Luiz Silveira/Agência CNJ

IHU – Sob o título “Bomba-relógio”, Luiz Fernando Vianna, jornalista, publica no jornal Folha de S. Paulo, 13-10-2014, o seguinte artigo.

A redução da maioridade penal é uma falácia fascista.

Falácia porque nada resolve. Países que a adotaram não reduziram a criminalidade. Dois deles, Alemanha e Espanha, voltaram recentemente aos 18 anos como idade mínima.

A Constituição brasileira prevê punição a partir dos 12. O adolescente vai para uma das instituições em que a medida socioeducativa mais praticada por agentes é a tortura.

São presídios de menores, reservados a pobres. O “cidadão de bem” cujo filho comete uma infração suborna o policial ou contrata um bom advogado. Diz que o menino merece uma segunda chance e não permite que ele durma num abrigo. Não se deseja aos outros o que não se quer aos seus. Continue lendo “A redução da maioridade penal é uma falácia fascista”

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Parque Guarani

parque-guarani_rio-camaquaQuando Bento Gonçalves se encontra com os Guarani

Elaine Tavares – Adital

Rio Grande do Sul. Beira do Rio Camaquã. 1600. Já ia um século da ocupação de Pindorama, mas ainda viviam pelas imediações do rio e da Lagoa dos Patos, os índios Guarani, chamados pelos brancos de Carijós, bem como os chamados Patos. Eles tinham avistado os primeiros homens brancos em 1532 quando uma nau portuguesa entrou pelo sangradouro da Lagoa dos Patos. Receberam os estranhos com hospitalidade. Durante muito tempo os interesses dos brancos se voltaram para regiões mais ricas e essas etnias seguiram vivendo em relativa paz. Quando raiou o século XVIII começaram a chegar algumas famílias propondo-se fixar no sul do novo mundo e os indígenas começaram a se mover. Muitos foram mortos, outros escravizados, e uma boa parte fugiu. No início do 1800 a região já tinha vários agrupamentos de famílias dispostas a desbravar o que chamavam erradamente de “terra de ninguém”.

A chegada de Dom João VI ao Brasil em 1806 deu novo ímpeto para a ocupação de terras consideradas “vazias”, e muitos de seus apadrinhados conseguiram grandes fatias. Um deles foi o alferes Joaquim Gonçalves da Silva, que recebeu a Sesmaria do Cordeiro, na beira do mesmo rio onde se banhavam desde há séculos, os índios Guarani. Joaquim passou a ser dono de terras que a vista humana nem podia alcançar. As 400 braças de terra viraram quatro grandes fazendas: da Barra, do Brejo, Paraíso e Cristal. E foi ali, nas suas terras, que nasceu a cidade de Camaquã. O senhor das terras da beira do rio dos Guarani, mais tarde veio a ser o pai de um dos nomes mais cultuados no estado gaúcho: Bento Gonçalves, líder da revolução farroupilha (1835). Continue lendo “Parque Guarani”

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Xukuru-Kariri: em busca da Terra Prometida e do Bem Viver ameríndio

seis assembliNos dias 09, 10 e 11 de outubro realizamos a VI Assembleia do Povo Xukuru-Kariri na aldeia Fazenda Canto, tendo como tema A Memória garante a Existência do Povo na Luta Pela Terra Prometida e o Bem-Viver.

Povo Xukuru-Kariri

Três dias antes do inicio da assembleia fizemos uma preparação espiritual na qual dedicamos nossas orações a padroeira negra de nosso povo, Nossa Senhora Aparecida, em seguida a imagem da Santa foi levada da Aldeia Fazenda Canto para a Aldeia Mata da Cafurna, onde permaneceu até o dia 9. Nesse dia, realizamos uma caminhada carregando uma cruz de jaqueira e a imagem de Nossa Senhora. Esses símbolos católicos revelam o processo histórico pelo qual passou o nosso povo, durante o mesmo se desenvolveu um diálogo interreligioso e intercultural entre a religião Xukuru-Kariri e a religião católica. Na foto, Carlinhos Xukuru-Kariri; ao fundo, no cartaz, a liderança Maninha Xukuru-Kariri.

Partindo de uma reflexão bíblica sobre a história do Povo de Deus em busca da terra prometida e fazendo uma comparação com a luta do povo Xukuru-Kariri pela demarcação do seu território tradicional, podemos perceber como a força de Deus está presente em nossas vidas e nos impulsiona a continuar nessa luta longa e arriscada, pela qual já tombaram muitos guerreiros e guerreiras que hoje fazem parte da memória de nossa história de lutas e conquistas importantes em nossas vidas. Continue lendo “Xukuru-Kariri: em busca da Terra Prometida e do Bem Viver ameríndio”

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Prefeitura de São Pedro da Aldeia organiza concurso para professores a partir de texto preconceituoso

“As infelizes cotas … servem magnificamente para alcançarmos este objetivo:  a  mediocrização também do ensino superior. Alunos que não conseguem raciocinar porque não lhes foi ensinado, numa educação de brincadeirinha. / E, porque não sabem ler nem escrever direito e com naturalidade, não conseguem expor em letra ou fala seu pensamento truncado e pobre. (…) / Além do mais, as bolsas por raça ou cor são altamente discriminatórias: ou teriam de ser dadas a filhos de imigrantes japoneses, alemães, italianos, que todos sofreram grandemente chegando aqui, e muitos continuam precisando de esforços inauditos para mandar um filho à universidade”.

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

O trecho acima faz parte do texto “Buscando a excelência”, escrito por Lya Luft e publicado na Veja no dia 26/09/2012. A parte e o todo poderiam ter ficado lá enterrados mas, lamentavelmente, foram ontem ressuscitados. E não foi a Veja ou qualquer outro veículo da mídia empresarial que os trouxe de volta, mas a Prefeitura de São Pedro da Aldeia, Rio de Janeiro, no concurso para professores de nível superior realizado ontem, 12 de outubro.

Se alguém pensa que ele foi proposto como uma provocação, a partir da qual esperar-se-ia que os futuros professores mostrassem sua capacidade crítica, dialogando em Português bem construído com as posições da autora, está redondamente iludido. Ele foi apresentado como texto de referência, a partir do qual candidatas e candidatos deveriam responder a dez questões de múltipla escolha. Para isso, novamente, foram escolhidas frases (algumas inclusive presentes na citação acima) que ratificavam as opiniões nele expressas, quer propostas para conferir se a pessoa havia entendido a mensagem, quer servindo como base para perguntas relativas a gramática.

A Prefeitura de São Pedro da Aldeia poderá argumentar que não foi ela que organizou a prova, mas o Instituto Nacional de Concurso Público (INCP), que assim se apresenta em seu siteContinue lendo “Prefeitura de São Pedro da Aldeia organiza concurso para professores a partir de texto preconceituoso”

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Pequena cidade argentina enfrenta a gigante Monsanto

Pascal Pavani / AFP
Pascal Pavani / AFP

Os habitantes de Malvinas Argentinas, pequenos povoado em Córdoba, temem os efeitos do glifosato, um herbicida usado pela multinacional dos transgênicos

Por Rayan Hindi, Josefa Suárez, AFP

A construção de uma instalação da gigante dos transgênicos americana Monsanto está paralisada há um ano na província de Córdoba, região agrícola do centro da Argentina, por moradores e ativistas de uma pequena cidade que denunciam seu impacto ambiental.

“A Monsanto contamina. A Monsanto representa agroquímicos, o glifosato, o roundup, o PVC. Não queremos mais que a Monsanto se instale nessa terra”, disse à AFP Vera Figueroa, que mora perto da fábrica. O centro da discórdia é uma usina que servirá para armazenar sementes nas Malvinas Argentinas, uma humilde localidade rural de 15 mil habitantes a 25 km da cidade de Córdoba, a segunda do país e 700 km a noroeste de Buenos Aires.

Os malvinenses cordobeses temem que o vento sopre nos silos da usina e espalhe poeira que possa afetar as vias respiratórias. Temem também que contamine os três poços de água da cidade, e que os campos vizinhos terminem semeando milho transgênico. Essas são as denúncias pontuais, mas moradores e militantes antitransgênicos apontam para todas as atividades da Monsanto. Segundo eles, a empresa não se preocupa com o meio ambiente. Continue lendo “Pequena cidade argentina enfrenta a gigante Monsanto”

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Aquecimento local e o Velho Chico

Seca a principal nascente do Rio São Francisco na Serra da Canastra. Foto: Flávio Tavares / Hoje em Dia / Agência O Globo
Seca a principal nascente do Rio São Francisco na Serra da Canastra. Foto: Flávio Tavares / Hoje em Dia / Agência O Globo

Eduardo Athayde*,  APSFV

A nascente do Rio São Francisco, situada no Parque Nacional da Serra da Canastra, no município de São Roque de Minas, região centro-oeste do Estado de Minas Gerais, secou. Do outro lado do mundo, o Rio Amarelo, berço da civilização chinesa, após fluir ininterruptamente por milhares de anos, tem secado por completo em anos alternados, deixando de chegar ao mar. Em todo o mundo poços estão secando, cursos d’água estão se exaurindo e rios e lagos desaparecendo. Mais da metade da população mundial vive em países em torno de rios e sobre lençóis freáticos que estão diminuindo. Para ser global o problema precisa antes ganhar escala local – é o que vem acontecendo com os recursos hídricos.

A bacia hidrográfica do Velho Chico, como é carinhosamente chamado o São Francisco, conhecido também como Rio da Integração Nacional, estende-se a 504 municípios em sete estados da federação. Bahia, com a maior parte (48,2%), Minas Gerais (36,8%), Pernambuco (10,9%), Alagoas (2,2%), Sergipe (1,2%), Goiás (0,5%) e Distrito Federal (0,2%). São 639.219 km de área de drenagem e vazão média de 2.850 m³/s. Essa bacia, tão importante pelo volume de água levado à região semiárida do país, também sofre com a mudança climática que – para ser global – é antes local. Continue lendo “Aquecimento local e o Velho Chico”

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Associação União das Aldeias Apinajé – PEMPXÀ: Religião e Povos Indígenas

As manifestações culturais Apinajé estão sofrendo interferencias das religiões. (foto: Odair Geraldin. Jul. de 1996)
As manifestações culturais Apinajé estão sofrendo
interferencias das religiões. (foto: Odair Geraldin.
Jul. de 1996)

Historicamente usada pelos colonizadores para dominar e escravizar os povos indígenas, até os dias atuais algumas igrejas e religiões continuam sendo usadas como instrumento ideológico de opressão e manipulação dos povos nativos

Associação União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ

Em 1818, foi fundado o povoado de Boa Vista do Tocantins, hoje, Tocantinópolis em Território Apinajé. No ano de 1840, inicia se um longo e influente contato dos representantes da Igreja Católica, com os Apinaé, na época instala se no povoado Frei Francisco de Monte Santo Vitor, missionário italiano da Ordem dos Capuchinhos, designado por Dom Pedro II responsável pela catequese dos Apinajé. Quase um século depois, em 1936, alguns Apinajé fizeram parte da “força armada” arregimentada e “usada” pelo Padre João Lima, com a finalidade de se apoderar da Prefeitura de Boa Vista.

Nos anos 60, vieram os primeiros Missionários da SIL-Summer Institute of Linguiste para atuar junto ao povo Apinajé. Nesse período a missionária Norte-Americana,Patrícia Ham, chegou à aldeia São José, onde permaneceu até o ano de 1995 prestando voluntariamente serviços humanitários de atenção à Saúde, Educação, além de ministrar Cursos Bíblicos e fazer a tradução da Bíblia Sagrada para a língua Apinajé. Logo depois, vieram os missionários(as) da MNTB-Missão Novas Tribos do Brasil que continuam atuando até hoje nas aldeias São José e Mariazinha. Continue lendo “Associação União das Aldeias Apinajé – PEMPXÀ: Religião e Povos Indígenas”

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O vírus letal da xenofobia, por Eliane Brum

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O primeiro teste no Brasil deu negativo para o ebola, mas positivo para o racismo

por Eliane Brum, El País Brasil

Uma epidemia, como Albert Camus sabia tão bem, revela toda a doença de uma sociedade. A doença que esteve sempre lá, respirando nas sombras (ou nem tão nas sombras assim), manifesta sua face horrenda. Foi assim no Brasil na semana passada. Era uma suspeita de ebola, fato suficiente, pela letalidade do vírus, para exigir o máximo de seriedade das autoridades de saúde, como aconteceu. Descobrimos, porém, a deformação causada por um vírus que nos consome há muito mais tempo, o da xenofobia. E, como o outro, o “estrangeiro”, a “ameaça”, era africano da Guiné, exacerbada por uma herança escravocrata jamais superada. O racismo no Brasil não é passado, mas vida cotidiana conjugada no presente. A peste não está fora, mas dentro de nós.

Foi ela, a peste dentro de nós, que levou à violação dos direitos mais básicos do homem sobre o qual pesava uma suspeita de ebola. Contrariando a lei e a ética, seu nome foi exposto. Seu rosto foi exposto. O documento em que pedia refúgio foi exposto. Ele não foi tratado como um homem, mas como o rato que traz a peste para essa Oran chamada Brasil. Deste crime, parte da imprensa, se tiver vergonha, se envergonhará.

Não sei se há desamparo maior do que alcançar a fronteira de um país distante, nessa solidão abissal. E pedir refúgio, essa palavra-conceito tão nobre, ao mesmo tempo tão delicada. E então se sentir mal, e cada um há de saber como a fragilidade da carne nos escava. Corrói mesmo aqueles que têm o melhor plano de saúde num país desigual. Ele, desabitado da língua, era desterrado também do corpo. Para alcançar o que viveu o homem desconhecido, porque o que se revelou dele não é ele, mas nós, é preciso vê-lo como um homem, não como um rato que carrega um vírus. Para alcançá-lo é preciso vestir o homem. Mas só um humano pode vestir um humano. Continue lendo “O vírus letal da xenofobia, por Eliane Brum”

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