SOS Custódia

Enviado por Ruben Siqueira (CPT Bahia), pedindo apoio:

Boa tarde a todos e todas Quilombolas, amigos/as, simpatizante, defensores/as….

Venho socializar com todos e todas a situação da localidade do Carvalho, município de Custódia. A obra da transposição do Rio São Francisco vai destruir uma antigo patrimônio quilombola que é uma pequena Igreja daquela localidade que fora construída pelos escravos que ali se instaram, portanto, a Igreja constitui um bem identitário daquele povo. Esta Igreja está em terras particular embora seja território quilombola – não legalizado oficialmente – e o proprietário das terras já foi indenizado.

A proposta daquela comunidade juntamente com alguns educadores do Projovem Campo Saberes da Terra II é que a obra seja desviada para menter o patrimônio, porém, a luta desta comunidade está sem êxito por falta de apoio e de parcerias, em contrapartida os responsáveis pela obra estão agilizando os serviços e neste momento já estão executando o quarto lote e a Igreja está no terceiro lote sendo atingida em aproximadamente duas semanas. Essa aceleração das obras dar-se-á pela movimentação dos nossos educadores com a comunidade.

A pergunta é: o que poderá ainda ser feito? Que mobilização para não se perder parte da nossa história? Da história de um povo do qual temos raízes.

Penso que da indignação nasce a ação.

Saudações Quilombolas!

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Alberto Pizango, presidente de la AIDESEP, unas horas después de su liberación, dijo sentirse contento de volver al país

IDESEP – A tres horas del cambio de la orden de detención por comparecencia, el presidente de la AIDESEP, Apu Alberto Pizango Chota, se dirigió a los medios de comunicación nacional e internacional y dijo que le da mucha alegría estar aquí después de once meses y aseguró que su regreso al Perú fue de manera voluntaria para ponerse a derecho y demostrar su inocencia.

Por las restricciones de su calidad de procesado, leyó un comunicado que transcribimos a continuación:

“En los años 2008 y 2009 los pueblos indígenas amazónicos NOS MOVILIZAMOS DEMANDANDO la derogatoria de los decretos legislativos emitidos por Alan García y denunciando la violación de nuestro derecho a ser consultados, Como lo establece el Convenio 169 de la OIT. Como parte de este esfuerzo colectivo de los pueblos Logramos la derogatoria de cuatro decretos legislativos 1015, 1073,1064 y el 1090, considerados los más lesivos por atentar contra los derechos territoriales.

Una de las razones por las que nos movilizamos fue porque el Gobierno, al momento de aprobar los 102 decretos legislativos necesarios para la implementación del TLC con los Estados Unidos, no nos Consultaron 13 de ellos que eran gravemente atentatorios de los derechos colectivos de los pueblos amazónicos, como el derecho  a una vida digna, al territorio, al medio ambiente, entre otros. Continue lendo “Alberto Pizango, presidente de la AIDESEP, unas horas después de su liberación, dijo sentirse contento de volver al país”
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Indígenas isolados ameaçados pelas hidrelétricas na Amazônia: Santo Antônio, Jirau e Belo Monte

A recente denúncia internacional sobre as ameaças que pairam contra os indígenas isolados na Amazônia chama a atenção para o descaso com que esse tema tem sido tratado pelo governo brasileiro e pelas empresas interessadas nos grandes projetos hidrelétricos. Documentos do processo de licenciamento ambiental como pareceres do Ibama e da FUNAI, Projeto Básico Ambiental (PBA), ofícios, Estudos de Impacto Ambiental (EIA), Termos de Referência, comprovam que todos os envolvidos têm conhecimento dos indígenas isolados em áreas que serão afetadas pelas usinas.

Isso está acontecendo em pelo menos três dos maiores projetos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC): Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, que estão em construção e Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, em fase de licenciamento ambiental. Leia mais sobre as ameaças à sobrevivência dos indígenas isolados na Amazônia.

Telma Monteiro

A organização não governamental britânica Survival International denunciou, em 19 de maio, a ameaça à sobrevivência de grupos indígenas isolados em função da construção das duas usinas do Rio Madeira – Santo Antônio e Jirau, em Rondônia. Em comunicado, a ONG informa que há quatro comunidades de indígenas isolados ameaçados pelas obras.

A Survival cita a expedição promovida pela Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé em parceria com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e outros[1], em dezembro de 2009, que comprovou a presença de indígenas isolados em fuga na região onde está sendo construída a usina de Jirau. O relatório concluiu que eles fugiram do território que ocupam na região formada pela Estação Ecológica Serra dos Três Irmãos/Mujica Nava, Parque Nacional do Mapinguari, situadas numa faixa entre 10 e 30 quilômetros das obras da usina de Jirau. Continue lendo “Indígenas isolados ameaçados pelas hidrelétricas na Amazônia: Santo Antônio, Jirau e Belo Monte”

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Bullying e assédio moral: outros ovos da serpente

Muitas pessoas são perseguidas por pertencerem a grupos sociais, no contexto, em desvantagem. Ninguém revela, em profundidade, porque perseguiu ou está perseguindo. O preconceito imanente ao ato permanece secreto e negado pelos algozes.

Luís Carlos Lopes

Em vários ambientes, tem sido notada a presença de relações interpessoais baseadas em diversos tipos de agressão. Estas estão longe de ser os antigos apelidos, a tentativa de integração por meio de rituais de aceitação do novato pelo grupo ou o velho costume de afirmar moderadamente a superioridade real ou imaginária de uns sobre os outros. Essas novas práticas referem-se ao ataque radical aos mais fracos, aos que têm maiores dificuldades de se defender, aos diferentes etc. Em inúmeros casos, chega-se à agressão física e/ou ao constrangimento moral total.

As conseqüências destas práticas entre crianças e adolescentes são muito graves. Levam, por exemplo, ao abandono e à evasão escolar e à construção de personalidades formadas e tangidas pelo medo e pelo ressentimento. Não são menores, quando atingem adultos, podendo provocar a perda de empregos, o isolamento social e facilitar o desenvolvimento de doenças de natureza psicológica. Existem os casos que levam ao suicídio ou ao assassinato. O linchamento moral é algo que se assemelha ao linchamento físico. Deseja-se a morte de seu objeto. Se ela não é possível de fato, quer-se alcançar a destruição e/ou o afastamento/expulsão de seus alvos. Continue lendo “Bullying e assédio moral: outros ovos da serpente”

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Entidades reagem à detenção do líder indígena Alberto Pizango

Adital – O líder indígena peruano Alberto Pizango foi detido na tarde de ontem (26), pela polícia do Peru, no aeroporto Jorge Chávez, quando retornava ao país, para assumir a presidência da Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (AIDESEP). De acordo a imprensa do país, o presidente Alan Garcia denunciou a chegada de Pizango, na manhã do dia 26.

Por um ano, o ativista viveu como refugiado na Nicarágua. Ele é acusado pelo governo de ser responsável pela morte de policiais ocorridas durante o massacre em Bagua, em junho do ano passado.

A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), que se solidariza com os povos do Peru em virtude da detenção do líder Pizango, exige ações imediatas para reverter a situação. A Conaie pede a intervenção da Anistia Internacional para defender o líder indígena e anuncia que realizará protestos nas embaixadas do Peru pelo mundo, de modo a potencializar vigílias permanentes dos povos indígenas. “Pedimos e exigimos ao governo de Alan Garcia que se sensibilize e declare a liberdade com seus plenos direitos de nosso irmão Alberto Pizango”, declara em seu comunicado. Continue lendo “Entidades reagem à detenção do líder indígena Alberto Pizango”

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Debatedores divergem sobre regra para demarcação de terra indígena

Em audiência pública nesta quarta-feira na Câmara, parlamentares divergiram sobre a necessidade de submeter as demarcações de terras indígenas à aprovação do Congresso Nacional, prevista no Projeto de Lei 4791/09, dos deputados Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Ibsen Pinheiro (PMDB-RS).  De acordo com o deputado Nilson Mourão (PT-AC), a medida pode dificultar as demarcações; outros participantes da audiência, porém, argumentaram que a análise do Congresso permitiria um debate mais amplo do tema.

Mourão disse que a transferência, do Executivo para o Congresso, da palavra final sobre as demarcações poderia interromper totalmente esses processos no Brasil.  “Isso retardaria muito as decisões, e nós levaríamos para as calendas qualquer demarcação de reserva indígena”, ressaltou.

Já o deputado Ibsen Pinheiro lembrou que velocidade não é indicativo de eficácia.  “O presidente da República, baseando-se numa repartição respeitável, mas setorial, como a Fundação Nacional do Índio (Funai), não é capaz de expressar todos os interesses envolvidos — de estados, municípios, produtores rurais, caboclos e indígenas.  Só o Congresso pode representar todos esses interesses”, afirmou. Continue lendo “Debatedores divergem sobre regra para demarcação de terra indígena”

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Juiz ordena e Polícia Federal despeja quilombolas de terras que tradicionalmente ocupam

Na manhã de ontem, a Comunidade Quilombola de Barra do Parateca, município de Carinhanha, Bahia, foi surpreendida por uma operação violenta da Polícia Federal. Dez 10 homens, fortemente armados, destruíram casas, roças de abóbora, feijão, milho, mandioca, batata, melancia e expulsaram animais em área ocupada pela comunidade, com 250 famílias, há mais de cem anos.

A operação ocorreu por ordem do Juiz da Vara Federal de Guanambi, que deferiu liminar de reintegração de posse em favor de João Batista Pereira Pinto, Juiz Estadual do mesmo município. O beneficiário da decisão nunca comprovou a posse da área em litígio, mas vem cercando terras tradicionalmente utilizadas por quilombolas e extrativistas da região do Médio São Francisco.

Essas terras integram a Reserva Legal do Projeto de Colonização de Serra do Ramalho, de propriedade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, e também fazem parte da área a ser titulada em nome da comunidade através do procedimento em curso na referida autarquia, por serem terras ocupadas por remanescentes de quilombos (art. 68 do ADCT da Constituição Federal).

O cumprimento desta decisão judicial aconteceu em plena greve dos servidores federais do Poder Judiciário, onde nenhum ato com implicações processuais poderia estar sendo realizado, por configurar claro cerceamento de defesa, haja vista a impossibilidade de reversão do ato pelos quilombolas e o INCRA. Continue lendo “Juiz ordena e Polícia Federal despeja quilombolas de terras que tradicionalmente ocupam”

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Trabalho escravo, um atentado triplo aos preceitos constitucionais

O trabalho escravo não ofende somente as suas vítimas, mas fere a própria Constituição brasileira. A declaração do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, de que a escravidão contemporânea é um atentado triplo aos preceitos constitucionais da primazia do trabalho, da dignidade da pessoa humana e do desenvolvimento marcou a cerimônia de abertura do I Encontro Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, na noite desta terça-feira, dia 25.

A reportagem é de Maurício Hashizume e publicado no sítio Repórter Brasil, 26-05-2010.

Para o ministro do STF, portanto, o poder público tem a obrigação de enfrentar o crime em prol de uma sociedadrole “livre, justa e solidária” – como previsto na Carta Magna. Ele condenou o “resquício renitente e teimoso” estrutural, histórico e cultural dos “quase quatro séculos de escravidão” e admitiu inclusive a “contaminação” do Poder Judiciário por meio de “interpretações leninentes e frouxas, para não dizer cúmplices” da escravidão.

Na mesma cerimônia que reuniu autoridades dos três Poderes da República, o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), lamentou a insistência de determinados “nichos” da sociedade que ainda tentam criar dúvidas relacionadas à ocorrência da escravidão. A tentativa de confundir trabalho escravo (previsto expressamente no Art. 149 do Código Penal) com irregularidades trabalhistas pontuais foi desacreditada pelo integrante do Executivo, que realçou a importância das jornadas sobre o tema realizadas ainda no governo Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) no sentido da consolidação da política estatal. O I Encontro Nacional, adicionou o ministro, pretende inaugurar uma série histórica para o fortalecimento dos esforços para a eliminação do crime nos próximos anos. “Em 2011, 2012 e 2013, mas espero que não em 2020”. Continue lendo “Trabalho escravo, um atentado triplo aos preceitos constitucionais”

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Reunião debate subsistência de comunidade quilombola em área de preservação no Jalapão

Ecodebate – Há mais de cem anos vivendo na região do Jalapão, comunidades apresentaram plano de segurança alimentar que considerou os recursos naturais da área, atualmente sobreposta ao Parque Estadual do Jalapão e à Estação Ecológica da Serra Geral

O Ministério Público Federal no Tocantins (MPF/TO) promoveu uma reunião na comunidade de Mumbuca, no município de Mateiros, no Jalapão, para debater as alternativas de subsistência e manutenção do modo tradicional de viver das comunidades remanescentes de quilombolas na região, que atualmente estão em sobreposição com o Parque Estadual do Jalapão e com a Estação Ecológica da Serra Geral. O encontro foi um dos encaminhamentos definidos durante a última reunião do Fórum Permanente de Acompanhamento da Questão Quilombola no Estado do Tocantins.

As comunidades quilombolas, das quais Mumbuca é mais conhecida, estão em sobreposição com as duas unidades de preservação desde 2001, quando foram criados o Parque Estadual do Jalapão e da Estação Ecológica da Serra Geral. Desde então, tem havido conflitos entre a fiscalização, que busca aplicar a legislação ambiental, e os quilombolas, que mantêm entre suas atividades produtivas práticas que vão de encontro ao estabelecido na lei. Para buscar conciliar as duas situações, foi apresentado um plano de segurança alimentar elaborado pela comunidade que levou em consideração os recursos naturais disponíveis na região. Continue lendo “Reunião debate subsistência de comunidade quilombola em área de preservação no Jalapão”

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