Em entrevista à Carta Maior, 19-11-2010, Marilena Chauí avalia a guerra eleitoral travada na disputa presidencial e chama a atenção para a dificuldade que a oposição teve em manter um alvo único na criação da imagem de Dilma Rousseff: “o preconceito começou com a guerrilheira, não deu certo; passou, então, para a administradora sem experiência política, não deu certo; passou para a afilhada de Lula, não deu certo; desembestou na fúria anti-aborto, e não deu certo. E não deu certo porque a população dispõe dos fatos concretos resultantes das políticas do governo Lula”. Para a professora de Filosofia da USP, essa foi a novidade mais instigante da eleição: a guerra se deu entre o preconceito e a verdadeira informação. E esta última venceu. Eis a entrevista.
Documento final do III Encontro Continental do Povo Guarani
ASSUNÇÃO, PARAGUAI – Nós, representantes de diferentes organizações indígenas da Nação Guarani na Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai, nos reunimos na cidade de Assunção, Paraguai durante o III Encontro Continental do Povo Guarani dando continuidade ao I Encontro Continental realizado em São Gabriel/RS Brasil, em 2006 e do II Encontro Continental que aconteceu na cidade de Porto Alegre/RS Brasil em 2007.
Professores: Distantes da produção científica
Revistas mais citadas: Nova Escola, Veja, Superinteressante e Época. Será que lendo-as @s professor@s estarão aptos a fazer a necessária crítica de Monteiro Lobato, por exemplo, para as crianças por cuja formação são parcialmente responsáveis? TP.
Agência FAPESP – As principais fontes de informação para professores do ensino básico que trabalham com educação ambiental são revistas e livros didáticos e o conhecimento produzido nas universidades não atinge diretamente esses profissionais. A constatação é de uma pesquisa feita na Universidade Estadual Paulista (Unesp).
O estudo avaliou as fontes de informação sobre educação ambiental dos professores de educação básica em 14 municípios de São Paulo que pertencem à bacia hidrográfica do médio Tietê, tendo como polo regional a cidade de Bauru. Continue lendo “Professores: Distantes da produção científica”
Presidente Lula entrega títulos de terra e assina decretos em favor de quilombolas
O evento, marcado para as 10 horas, acontece na comunidade quilombola de Ivaporanduva, que fica no município de Eldorado Paulista, a 229 km da capital. Lá, o presidente vai contemplar a própria comunidade com a entrega de seu título e inaugurar uma ponte dentro da área quilombola.
As outras comunidades que receberão títulos de suas terras estão localizadas em Rondônia, Rio Grande do Sul e Pará. Confira a relação dos grupos beneficiados: Continue lendo “Presidente Lula entrega títulos de terra e assina decretos em favor de quilombolas”
Importante: “O DNA do racismo”

Cicatrizes de chibatadas nas costas de um escravo no estado da Louisiana (EUA) em 1863. Os escravos africanos eram tratados como se não fossem humanos (foto: National Archives and Records Administration).
Colunista conta como as raças foram inventadas e destaca que agora é nosso dever desinventá-las
Por: Sergio Pena
Publicado em 11/07/2008 | Atualizado em 11/12/2009
Parece existir uma noção generalizada de que o conceito de raças humanas e sua indesejável conseqüência, o racismo, são tão velhos como a humanidade. Há mesmo quem pense neles como parte essencial da “natureza humana”. Isso não é verdade. Pelo contrário, as raças e o racismo são uma invenção recente na história da humanidade.
Nas civilizações antigas não são encontradas evidências inequívocas da existência de racismo (que não deve ser confundido com rivalidade entre comunidades). É certo que havia escravidão na Grécia, em Roma, no mundo árabe e em outras regiões. Mas os escravos eram geralmente prisioneiros de guerra e não havia de maneira alguma a idéia de que eles fossem “naturalmente” inferiores aos seus senhores. A escravidão era mais conjuntural que estrutural – se o resultado da guerra tivesse sido outro, os papéis de senhor e escravo estariam invertidos. Continue lendo “Importante: “O DNA do racismo””
Excelente: “Monteiro Lobato, racismo e CNE”
Por Cesar Augusto Baldi*
Nilma Lino Gomes não é uma “sicofanta”, uma “destas burocratas de Brasília” ou uma “doidona”, como foi classificada por alguns dos maiores jornais do País. Trata-se de uma pedagoga, com mestrado em Educação (UFMG), doutorado em Antropologia Social (USP) e pós-doutora pela Universidade de Coimbra. Uma das grandes pesquisadoras, no Brasil, sobre a discussão racial na educação. E foi classificada desta forma “elegante” (seria uma censura às suas posições?), em decorrência do Parecer CNE/CE nº 15/2010.[1]
De acordo com a grande imprensa, o Conselho Nacional de Educação teria incorrido em censura, pretendendo banir o livro de Monteiro Lobato ( “Caçadas de Pedrinho”), por entender inadequado o conteúdo da obra, por seu cunho racista.
Mas o que diz, realmente, o parecer tão combatido? Continue lendo “Excelente: “Monteiro Lobato, racismo e CNE””
ATAQUE AOS VAZANTEIROS: órgãos ambientais de Minas Gerais aterrorizam mais uma vez comunidades ribeirinhas guardiãs do rio São Francisco
As Comunidades Vazanteiras das ilhas de Matias Cardoso e Manga, juntamente com a Comissão de Povos e Comunidades Tradicionais do Norte de Minas vêm a público denunciar: em menos de quatro meses, três ataques são perpetrados às comunidades vazanteiras do São Francisco nos municípios de Matias Cardoso e Manga em Minas Gerais. O primeiro aconteceu em julho de 2010. Policiais militares invadiram o acampamento São Francisco, do Quilombo da Lapinha, ameaçaram mulheres e crianças e levou preso até Jaíba o ancião Jesuíto Gonçalves. No dia 23 de setembro, agora na Ilha de Pau Preto, três policiais de Manga foram até a comunidade do Pau Preto, entraram em algumas casas dos vazanteiros, intimidando as famílias a procura de armas de fogo, amedrontando as famílias e coagindo até uma criança de 10 anos. Agora, no dia 05 de novembro de 2010, o Gerente do Parque da Mata Seca, senhor José Luiz acompanhado por um cabo, dois policiais de Manga e três brigadistas, foram até a Ilha de Pau de Légua. No momento da ação, ao serem abordados e ameaçados, os vazanteiros que ali se encontravam cuidando de suas roças perguntaram aos mesmos se tinham mandado da Justiça para executar esta repressão. Sem nada apresentar, se dirigiram aos lotes do senhor Antonio Alves dos Santos e José Ranolfo Moreira de Souza e derrubaram os barracos, quebraram as telhas, destruíram as hortas, deixando sobre os escombros as ferramentas de trabalho, vasilhas e roupas, além de levarem a rede e a tarrafa.
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SE: Justiça reconhece que área ocupada pela comunidade quilombola Brejão dos Negros pertence à União
Ação foi ajuizada pela União e teve parecer do MPF/SE pedindo para que área da comunidade Brejão dos Negros fosse reconhecida como pertencente à União
A Justiça Federal em Sergipe reconheceu que a comunidade de Brejão dos Negros, localizada no nordeste sergipano na cidade de Brejo Grande, é formada por descendentes de quilombolas e que a área ocupada por eles pertence à União. A decisão atende a uma ação movida pela própria União, que contou um parecer favorável do Ministério Público Federal (MPF/SE).
Na sentença, o juiz federal Ronivon de Aragão autorizou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a cercar a área utilizada pela comunidade, no povoado Resina. Mais de 40 famílias descendentes de quilombolas que vivem no local costumavam tirar seu sustento do plantio de arroz, feito em sistema de “meia” com os supostos proprietários de fazendas às margens dos rios São Francisco e Paraúna. Neste sistema, os quilombolas tinham o direito de utilizar a terra e, como pagamento, entregavam metade da colheita aos particulares.
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Usina de Jirau: acordo garante direitos de comunidades atingidas por barragem
MPF e MP/RO suspenderam a ação civil pública pelo prazo de 90 dias, período no qual verificarão o cumprimento das obrigações pactuadas
Como desdobramento de ação civil pública ajuizada no final de outubro, em que os Ministérios Públicos Federal (MPF/RO) e do Estado de Rondônia (MP/RO) cobravam o cumprimento de obrigações que vinham sendo desrespeitadas pelo poder público e pela empresa construtora da usina de Jirau, o Estado de Rondônia, o Município de Porto Velho, a União, o Ibama, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Energia Sustentável do Brasil (ESBR), organização responsável pelas obras, firmaram acordo perante a Justiça Federal, por meio do qual se comprometem a atender grande parte dos pedidos feitos pelos Ministérios Públicos, adotando medidas nas áreas da saúde, educação, segurança, urbanismo e moradia para com as comunidades de Mutum-Paraná e Nova Mutum.
A conciliação foi selada durante audiência ocorrida no último dia 12, com a presença de representantes dos Ministérios Públicos e dos réus. O ajuste resultou na suspensão da ação civil pública pelo prazo de 90 dias, período no qual os MPs verificarão o cumprimento das obrigações pactuadas.
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Justiça do Pará decide pela não retirada da madeira na Resex Renascer

A madeira apreendida foi extraída ilegalmente por madeireiros, que há anos vêm explorando indevidamente a área. Os moradores do local já haviam denunciado anteriormente a ação ilegal e vinham sofrendo diversas ameaças por parte dos madeireiros. Durante a operação Arco de Fogo foram constatadas grandes áreas de extração ilegal e a existência de pátios ilegais para a estocagem do produto. Ao todo, foram apreendidos 64 mil m³ de madeira em tora, o que foi considerada a maior apreensão de madeira ilegal já feita no Brasil.
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