Perú: “Nos engañaron para aceptar la minería…” Testimonios de mujeres sobre Justicia Climática

Servindi – Mujeres de las comunidades indígenas del Perú compartieron sus experiencias sobre los impactos de la crisis climática que sufren en el Seminario Taller “Justicia Climática para las mujeres y los pueblos”, organizado por la Marcha Mundial de Mujeres.

Se trató de una actividad autogestionada que permitió compartir con cientos de delegados que participaron en el  Foro: Pueblos Indígenas Minería, Cambio Climático y Buen Vivir, que organizó la Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas (CAOI). Estos son algunos de los testimonios compartidos:

Témpora, Frente de Defensa de Tambogrande (Región Piura) . Las mujeres fuimos el blanco de la minera Manhattan, nos engañaron para convencer al pueblo que acepte la minería, pero descubrimos que nos utilizaban y nos organizamos.

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“Elite indignada”

De acordo com Brecht, há momentos em que o humor é a melhor arma… TP.

“A elite branca finalmente desabafa. Assista, abaixo, ao vídeo definitivo para explicar essa tragédia popularesca. Uma obra que revela todas as agruras que têm levado os filhos dos Jardins e da Barra da Tijuca a tomarem uma atitude na internet – e até na porrada mesmo, na rua – contra a invasão negra, nordestina, gay e… petista”.


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Consciência Negra: em defesa da diferença

Uma observação: na verdade, o Dia da Consciência Negra tornou-se uma comemoração Nacional a partir da Lei 10.639/2003. TP.

Igor Vitorino*

Os negros e negras querem um novo lugar na sociedade brasileira. Um lugar distinto daquele que lhes deram (lhes obrigaram) ao longo da história do Brasil. Um lugar de dignidade e positividade. Um lugar de respeito e reconhecimento. O Dia 20 de novembro, criado pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, transformado em feriado em diversos estados e municípios da federação, é um dia de afirmação e renovação da luta pela dignidade da população negra e de defesa do direito à diferença e à diversidade étnico-racial. Nele comemora-se a memória de Zumbi do Palmares (morto nessa data no de ano 1695) e sua história de resistência ao poder colonial português, constituídos em fonte de reflexão, de valores e de referências para comunidade negra brasileira.

Setores da sociedade brasileira acusam de ato discriminatório o estabelecimento de uma data específica para celebrar as memórias e histórias dos negras e negras que com suor e dor construíram o “solo varonil” desse país. Esse tipo de argumento nega a população negra aquilo que muitos imigrantes voluntários como alemães, italianos, sírios, japoneses e outros povos já tem em nosso país, datas específicas para celebrar sua chegada nessa terra, quando dignamente comemoram a história do êxito de sua colonização. Isso também não é, na realidade, um momento de valorização da cultura e história daquele povo, uma exaltação dos seus valores e origens? Por que também não é acusado de um ato discriminatório? Continue lendo “Consciência Negra: em defesa da diferença”

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“A coisa aqui tá preta”: Uma rápida contribuição à construção da consciência histórica negra

Por Eduardo F. (Nem tanto afrocentrado quando poderia, nem tão obcecado que não se permite escutar muito choro, samba e o rock ‘n´roll).

Texto em Homenagem as Crioulas e os Crioulos de Conceição (quilombo vivenciado nas alegrias e tristezas).

No ano de 1975, Chico Buarque lançou o LP “Meus Caros Amigos”, obra com músicas de extrema relevância política, entre elas “O que será? (À Flor da Pele)”, da qual o dueto com o amigo Milton Nascimento ainda é citado como uma das mais belas parcerias da música brasileira. No mesmo LP, músicas relevantes, como Mulheres de Atenas, Olhos nos Olhos, Vai Trabalhar, Vagabundo e Passaredo.

Em uma das “tabelinhas” do LP com Francis Hime, Chico Buarque compôs “Meu Caro Amigo”, que em uma das suas estrofes assevera que a coisa tá preta: “Aqui na terra ‘tão jogando futebol/Tem muito samba, muito choro e rock’n’ roll/Uns dias chove, noutros dias bate sol/Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta/Muita careta pra engolir a transação/E a gente tá engolindo cada sapo no caminho/E a gente vai se amando que, também, sem um carinho/Ninguém segura esse rojão.” Continue lendo ““A coisa aqui tá preta”: Uma rápida contribuição à construção da consciência histórica negra”

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Dia da Consciência Negra: Por um Estado que proteja as crianças negras do apedrejamento moral no cotidiano escolar

Eliane_CavalleiroBrasil, 20 de novembro de 2010 – Dia da Consciência Negra

Excelentíssimo Presidente da República Federativa do Brasil, Sr. Luís Inácio Lula da Silva,

Em um ato político e humano, vossa excelência ofertou asilo a Sakneh Mohammadi Ashtiani como forma de preservar-lhe a vida, visto que a mesma corre risco de ser apedrejada até a morte física em seu país, o Irã.

Se me permite a analogia, pelo exemplo que vossa senhoria encarna para a Nação, creio que seria, além de político e humano, um gesto emblemático e valoroso se vossa senhoria manifestasse sua preocupação e garantisse “proteção” às crianças negras inseridas no sistema de ensino brasileiro, zelando por sua sobrevivência moral e sucesso em sua trajetória educacional. Continue lendo “Dia da Consciência Negra: Por um Estado que proteja as crianças negras do apedrejamento moral no cotidiano escolar”

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México: Migración indígena continúa imparable

Servindi – En México habría unos 14 millones de indígenas, de los cuales 10 millones habitan en las comunidades, en tanto que dos millones radican en la zona urbana y una cantidad similar lo hace en el extranjero. Así lo informó el director general de la Comisión Nacional para el Desarrollo de los Pueblos Indígenas (CDI) de México, Xavier Abreu Sierra.

Abreu señaló que a pesar de todos los esfuerzos realizados, la migración de indígenas continúa y ya son dos millones de mexicanos de esa procedencia quienes se encuentran en el extranjero en busca de mejores oportunidades. “Aún y cuando en estos últimos años el presupuesto para las zonas indígenas se ha casi triplicado, ya que pasó de los 24 mil millones de pesos a los 60 mil millones de pesos, falta mucho por hacer”, puntualizó.

Detalló que de los aborígenes que radican en el país, al menos un millón viviría con “menos de un dólar al día”,
en tanto que otros seis millones estarían en situación de pobreza extrema.
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A face negra do Brasil: do mito ao esboço de uma nova realidade

O racismo é prática criminosa e se fundamenta na idéia de que é possível hierarquizar grupos humanos com base na etnicidade. No Brasil, o racismo é dos poucos crimes que mereceram tipificação no texto constitucional. Segundo o Artigo 5º, XLII da Constituição Federal, a prática do racismo constitui crime inafiançável imprescritível, sujeito a pena de reclusão nos termos da lei.

A realidade social brasileira, no entanto, ainda não acompanha o avanço do quadro jurídico pátrio. O racismo continua sendo disseminado no Brasil ao ponto de produzir efeitos estruturais na sociedade brasileira.

No Brasil, as raízes mais profundas do racismo podem ser traçadas ao regime escravocrata. A escravidão em território brasileiro foi, durante séculos, uma política de estado que lançou bases tão amplas quanto permanentes, seja pelo número de escravos trazidos, seja pela intimidade do sistema econômico com o regime escravista, seja pelo alcance nacional da escravidão como política e ideologia.
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Universidade e racismo

Antonio Ozaí da Silva

A questão racial põe em xeque a universidade e o que ela representa quanto ao saber hegemônico. De um lado, questiona o saber acadêmico e demanda o reconhecimento de outros saberes também legítimos, mas excluídos e/ou estigmatizados pelo campus. De outro, pressiona pela democratização do acesso e revela o ilusionismo da ideologia meritocrática e dos mecanismos pretensamente democráticos para decidir quem tem o direito de freqüentá-la.

A universidade está diante da necessidade de repensar o seu papel e relação com a sociedade. Isso produz insegurança, especialmente na classe média. A resistência às medidas que democratizam a universidade, não apenas no que diz respeito ao ingresso mas também em relação ao seu funcionamento interno – por exemplo os concursos para docentes –, é um dos efeitos visíveis. É a própria idéia de que no Brasil vivemos sob a democracia racial que se encontra na berlinda. Continue lendo “Universidade e racismo”

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Lei antihomofobia: uma resposta à onda do ódio

Pesquisa do Grupo Gay da Bahia mostra que, a cada 2 dias, um homossexual é assassinado no Brasil. A reportagem é de Patrícia Benvenuti e publicada pelo Brasil de Fato, 19-11-2010.

Foi em uma escola pública de Taboão da Serra (SP) que Pierre Freitaz, então com 13 anos, foi vítima de homofobia pela primeira vez. As agressões vieram, inicialmente, na forma de piadas. “Nunca gostei de ser amigo dos meninos, eu andava mais com as meninas. Eu não gostava de jogar futebol, e aí começou”. As “brincadeiras” aumentaram, e os meninos passaram a cobrar “pedágio” para deixá-lo entrar na escola. Com medo, Pierre pagava, até que avisou que não entregaria mais o dinheiro. As ameaças se concretizaram. “Vieram com empurrões, a violência foi crescendo até que quebraram o meu braço”.

A humilhação seguinte partiu da própria escola. Durante uma reunião entre seus pais e os familiares de seus agressores, a diretoria deu a entender, segundo Pierre, que a agressão havia ocorrido devido à sua opção sexual. “Disseram que aquilo [agressão] aconteceu comigo porque eu era gay. Quiseram dizer que eles [meninos] estavam certos e eu errado”, relembra. Continue lendo “Lei antihomofobia: uma resposta à onda do ódio”

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