Classe D já é o dobro da A nas universidades

A classe D já passou a classe A no número total de estudantes nas universidades brasileiras públicas e privadas. Em 2002, havia 180 mil alunos da classe D no ensino superior. Sete anos depois, em 2009, eles eram quase cinco vezes mais e somavam 887,4 mil. Em contrapartida, o total de estudantes do estrato mais rico caiu pela metade no período, de 885,6 mil para 423, 4 mil. Os dados fazem parte de um estudo do instituto Data Popular. A reportagem é de Márcia De Chiara e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 29-11-2010.

“Cerca de 100 mil estudantes da classe D ingressaram a cada ano nas faculdades brasileiras entre 2002 e 2009, e hoje temos a primeira geração de universitários desse estrato social”, observa Renato Meirelles, sócio diretor do instituto e responsável pelo estudo.

Essa mudança de perfil deve, segundo ele, ter impactos no mercado de consumo a médio prazo. Com maior nível de escolaridade, essa população, que é a grande massa consumidora do País, deve se tornar mais exigente na hora de ir às compras. Continue lendo “Classe D já é o dobro da A nas universidades”

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Moradores fazem cerco internacional a siderúrgica no Rio

DENISE MENCHEN

Moradores de Santa Cruz foram buscar ajuda de ONGs com atuação internacional para tentar barrar as atividades da CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico), inaugurada em junho no bairro da zona oeste do Rio.

As queixas contra a siderúrgica chegaram à Europa, sede da ThyssenKrupp. A empresa alemã é dona de 73% do empreendimento de cerca de R$ 14 bilhões. A Vale, com 27%, é parceira.

As reclamações vão desde o suposto envolvimento da siderúrgica com milicianos que atuam na região até danos à pesca local e a emissão no ar de um pó brilhante. Apesar de negar, a empresa não conseguiu evitar que esses assuntos chegassem aos tribunais brasileiros e a organismos internacionais.

Os principais críticos são os pescadores, que responsabilizam a dragagem da baía de Sepetiba, para a construção do porto da companhia, pela redução da pesca local. Segundo eles, metais pesados, que no passado vazaram da falida companhia Ingá, foram trazidos à tona.
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Argentina – Muy grave: podrían ser ya cuatro las muertes en la masacre de Formosa

Por la información recibida serían cuatro los muertos en la represión al pueblo Toba de Formosa. Están confirmadas las muertes del Toba Roberto López y el policía Heber Falcón. Pero al Toba Sixto Gómez se lo dio por muerto -desde un primer momento- en muchos medios.

¿Resucitó Sixto Gómez?

Seguramente no. Fuentes de la comunidad “La primavera” afirman que Sixto Gómez fue parcialmente descerebrado por un balazo policial y aparentemente mantienen su cuerpo con vida -en coma farmacológico- para evitar un mayor costo político a causa de la brutal represión. Continue lendo “Argentina – Muy grave: podrían ser ya cuatro las muertes en la masacre de Formosa”

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Mujeres, violencia y sociedad de consumo

“La mujer es el negro del mundo. La mujer es la esclava de los esclavos” – John Lennon

Si la ONU destacó una fecha precisa a la eliminación de la violencia contra las mujeres, es en razón que este problema no es una cuestión menor, sino que anida profundamente en concepciones y creencias arraigadas por siglos. La instauración del día, hizo visible y puso sobre el tapete en una dimensión más amplia, una lacra socialmente aceptada y culturalmente reiterada en la casi clandestinidad, contra la cual, muchas, venían luchando en cierta soledad y falta de comprensión. ¿A qué obedecían estos comportamientos? ¿Cómo o por qué aceptamos, tamañas discriminaciones o violaciones a los más elementales derechos humanos y a la dignidad de las mujeres? Continue lendo “Mujeres, violencia y sociedad de consumo”

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CANCUN MESS – Diários da COP16 – 28/11/2010 O clima deve esquentar para o Brasil em Cancun

Lúcia Ortiz

Após ter levado à Copenhague o compromisso voluntário de reduzir as emissões domesticas de gases do efeito estufa até 2020, o Brasil pode perder a moral na COP16 em Cancun este ano, com a exposição das contradições nas políticas nacionais e o risco de aumento das emissões por desmatamento decorrente da possível alteração do Código Florestal

Estamos a um dia do início da 16ª Conferencia das Partes (COP) da Convenção Marco sobre Mudanças Climática das Nações Unidas (CMNUMC), que vai até dia 10 de dezembro, em Cancun, no México. Será uma batalha dura retomar o curso das negociações por um acordo global após o golpe do falso acordo de Copenhague ao fim da COP 15 no ano passado, que pôs as estratégias de mercantilização do clima e das florestas e as débeis promessas voluntárias à frente do necessário compromisso com metas de redução de emissões domésticas de poluentes que devem assumir urgentemente aqueles países historicamente responsáveis pelo aquecimento global para deter seus efeitos catastróficos.

Ao longo da história das negociações, o Brasil foi um país protagonista, capaz constranger a falta de ação dos países industrializados. Assim mesmo, sempre buscando as oportunidades desta posição em benefício próprio, para alavancar recursos para megaprojetos de energia e agrocombustíveis e também para a proteção de suas florestas, cujo desmatamento é a principal fonte das emissões do país. Continue lendo “CANCUN MESS – Diários da COP16 – 28/11/2010 O clima deve esquentar para o Brasil em Cancun”

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MPF/BA pede regularização de posse de terras quilombolas no sul do estado


A medida visa garantir a preservação da cultura negra, seu patrimônio cultural e os valores materiais e imateriais portadores de referência à identidade e memória das tradições afro-brasileiras

O Ministério Público Federal (MPF) em Ilhéus (BA) ajuizou ação civil pública, com pedido de tutela antecipada, solicitando que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) conclua, em três anos, o procedimento administrativo de identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas pelas comunidades remanescentes de quilombolas no sul do estado. A medida visa garantir a preservação da cultura negra, seu patrimônio cultural e os valores materiais e imateriais portadores de referência à identidade e memória das tradições afro-brasileiras. A ação foi protocolada no último dia 19 de novembro.

Em caso de descumprimento da decisão, o MPF pede a fixação de multa mensal de R$ 510, corrigida no momento do pagamento, em relação a cada família integrante destas comunidades – valor a ser revertido para enfrentamento das necessidades pessoais dos quilombolas. Na ação, o MPF solicita, ainda, que o cumprimento do art. 2º da Lei nº 8.437/92 se dê com a realização de audiência, onde as partes poderão, eventualmente, convencionar prazos diversos para o cumprimento da medida.
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AÇÃO URGENTE: após ter colega assassinado, líder comunitário corre risco de vida

Flaviano Pinto Neto, líder da comunidade do Charco, no estado do Maranhão, foi morto a tiros em 30 de outubro. Manoel Santana da Costa, outro líder da comunidade, juntamente com mais de vinte outros membros, vem recebendo uma série de ameaças de morte e agora teme por sua vida. No momento, Manoel Santana da Costa encontra-se escondido e busca proteção policial.

A comunidade vem sofrendo ameaças devido a sua luta para ter suas terras reconhecidas oficialmente como quilombo, contra os interesses dos poderosos fazendeiros locais. Apesar da comunidade já existir há quase 200 anos, os moradores vêm sendo ameaçados com ordens de despejo. Atualmente, a comunidade passa por processo administrativo e está em vias de obter o reconhecimento oficial como comunidade quilombola, o que lhes daria garantia da posse da terra.

Em 30 de outubro, Flaviano Pinto Neto, líder da comunidade e presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Povoado do Charco, foi morto com sete tiros na cabeça. De acordo com membros da comunidade, a polícia está investigando o caso. Continue lendo “AÇÃO URGENTE: após ter colega assassinado, líder comunitário corre risco de vida”

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Guarani no velho mundo

“Os inícios de  governos quase sempre tem significado, para os povos indígenas, momentos de muita dificuldade, violências e até retrocessos. Na acomodação e disputa de interesses nos governos, os direitos indígenas tem, geralmente, sido relegados para segundo plano”, analisa Egon Heck, coordenador do CIMI-MS. Eis o artigo.

É hora de inverter a rota. Depois de quinhentos anos é preciso mostrar o balanço, as conseqüências de  um processo de colonialismo, que todavia  perdura. É a hora dos invadidos. Mostrarem os massacres e desgraças causadas, o saldo de mais de 6 milhões de nativos  mortos, num dos maiores genocídios da história da humanidade. Centenas de povos originários foram  exterminados, na Abya Yala – Américas. Mas é hora de mostrar que estão vivos, são milhões e tem muito a contribuir com a construção de novas sociedades.

Não estão arrependidos de terem bem recebido os estranhos chegantes. Não amaldiçoam as traições e malfeitos.  Lamentam a covardia da crueldade e violência que receberam em troca. Exigem reparação histórica e rompimento com tudo que significa continuidade do processo de coloneidade e colonialismo presente ainda hoje nas relações dos Estados nacionais, sociedade e os povos indígenas.
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O Bem Viver, uma nova sociedade

Dos Andes chega um novo horizonte. Inunda Abya Yala com a inspiração e raiz milenar de um novo modelo de vida e sociedade. Sumak Kawsay – o Bem Viver não é apenas uma utopia, é a reconstrução da harmonia e reciprocidade entre a Pacha Mama – Mãe Terra, os seres humanos e todas as formas de vida. É um projeto de futuro  que exige mudanças radicais, rupturas com o atual  modelo neoliberal e neocolonizador.

Depois de décadas de inspiração de caminhos e lutas políticas no Continente, o Bem Viver chega ao Brasil, para aqui fazer seu porto seguro,  transformando-se em  horizonte  diante da profunda crise de civilização e sociedade.

Unimo-nos aos irmãos(as) de toda Abya Yala, que a partir de seus povos originários, em recente encontro em Lima nos lembram “Os povos indígenas e comunidades somos portadores de sabedorias ancestrais que têm conseguido manter o planeta a salvo durante milhares de anos; nossos conhecimentos e praticas ancestrais de reciprocidade e complementariedade com a Mãe Terra constituíram os valores que tem permitido uma vida em harmonia  à qual  hoje chamamos de Bem Viver-Viver Bem” e  conclamam “Chamar à unidade continental e mundial dos povos indígenas e movimentos sociais  a mobilizar-se em defesa da Mãe Terra, pela construção de estados plurinacionais e implementação do Bem Viver em nível global, como alternativa para superar a Crise climática, alimentar e econômica. Voltar ao equilíbrio com a Mãe Terra para salvar a vida no planeta é nosso caminho” (Declaração de Lima, 20/11/2010)
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Campanha tenta salvar escola do MST

Uma campanha se espalhou entre movimentos sociais e entidades ligadas a grupos de esquerda, sindicatos e universidades para contornar a crise da Escola Nacional Florestan Fernandes.

A reportagem é de José Ernesto Credendio e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 28-11-2010.

A escola do MST, alcunha que a direção da entidade rejeita, foi criada em 2005 em Guararema (SP). Custou cerca de R$ 3,5 milhões, financiados pela União Europeia, pelo MST e pelas ONGs cristãs Caritas (Alemanha) e Frères Des Hommes (França).

Houve campanhas com apoio de Chico Buarque, José Saramago e Sebastião Salgado. Em cinco anos, quase 20 mil pessoas passaram pelos cursos e eventos na entidade.
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