“Italianos eram os nordestinos do início do século XX”
Eduardo Sales de Lima, da Redação
Ficou a dúvida. A atitude da estudante de Direito Mayara Petruso hostilizando os nordestinos por causa do peso dessa região na vitória de Dilma Rousseff nas eleições teria sido algo isolado? Para responder essa e outras questões que emergiram a partir da atitude da garota, o Brasil de Fato entrevistou, por e-mail, o professor de História da USP, Francisco Alambert. Leia a seguir. Continue lendo ““Italianos eram os nordestinos do início do século XX””
Desconstruir o preconceito contra o nordestino
Eduardo Sales de Lima, da Redação
A estudante de direito Mayara Petruso clamou, por meio de uma rede social na internet, por um assassinato em massa. “Nordestino não é gente, faça um favor a São Paulo, mate um nordestino afogado!”. A moça proferiu isso por conta da vitória de Dilma Rousseff (PT) nas eleições presidenciais, atribuindo sua vitória ao voto dos nordestinos. A atitude dela, entretanto, apenas traça uma caricatura histórica de alguns setores da sociedade brasileira, especialmente o sulista. É de muito que a infelicidade do preconceito encontra eco nas classes médias e elites do país.
Um exemplo disso. Diogo Mainardi, no artigo “Com Dilma, o PT chega em quinto”, escrito para a revista Veja, esbaldou-se da visão racista do jornalista carioca Euclides da Cunha (autor de Os Sertões, morto em 1909) para criticar o povo brasileiro e nordestino. Diz o texto de Mainardi: “analisando a campanha de Canudos, Euclides da Cunha delineou perfeitamente o caráter nacional”. O articulista de extrema-direita, ao criticar a vitória de Dilma Rousseff e a continuidade do governo petista, capitaneado com relativo sucesso por um pernambucano, afirma que Euclides da Cunha compreende a mente e o comportamento dos brasileiros quando assemelha os seguidores de Antônio Conselheiro a “retardatários”, dotados de uma “moralidade rudimentar” e com uma série de “atributos que impediam a vida num meio mais adiantado e complexo”. Continue lendo “Desconstruir o preconceito contra o nordestino”
Terra de Direitos lança Caderno Direitos Humanos, Justiça e Participação Social 2, sobre Reforma do Judiciário
A Terra de Direitos acaba de lançar a 2ª edição do Caderno que trabalha com temas relacionados ao Poder Judiciário. Para ler todo o material, clique aqui.
Da Reforma do Judiciário à Democratização da Justiça
Mas estas medidas não parecem significar, em si, uma transformação para eficácia dos direitos humanos. Se é possível uma reforma que aponte para uma efetiva democratização da justiça, esta só encontra sua via na medida do protagonismo e mudança de postura da sociedade em relação ao judiciário. De fato, cabe a ela informar e contribuir para a transformação da cultura e senso de justiça dos agentes que atuam no sistema judicial, encontrando no núcleo deste campo social os magistrados. Continue lendo “Terra de Direitos lança Caderno Direitos Humanos, Justiça e Participação Social 2, sobre Reforma do Judiciário”
RN: Prefeito faz lixão na nascente do Rio Sagi, em terra indígena
A Comunidade Indígena de Sagi/Trabanda, última praia do litoral sul do Rio Grande do Norte no Muncípio de Baía Formosa, é vitima há pelo menos dois meses de um crime de Racismo Ambiental praticado sob ordens direta do Prefeito, José Nivaldo de Araújo Melo.
Em 2006, quando foi criada a Associação dos Moradores e Amigos da Praia de Sagi, AMA SAGI, a primeira grande ação da comunidade foi para retirar o lixo, que era aglomerado ao lado do único colégio. O problema não só não foi resolvido, mas piorou. Com a interdição do lixão de Baía Formosa, a solução encontrada pelo Prefeito foi despejar todo o lixo produzido pela sede do Município na Comunidade de Sagi, a 20 metros do rio que é a única fonte de água potável. Segundo os moradores, isso vem acontecendo já há dois meses, com três caminhões fazendo até três viagens diárias para despejar o lixo, que inclui restos de materiais hospitalares.
Mesmo notificado pelo IDEMA para parar imediamente com o despejo, o Prefeito solicitou apoio de uma viatura da Polícia Militar para continuar a praticar o crime. [Enviado por Luciano Falcão]
Colombia: Indígenas Embera-Chamí abandonan práctica de mutilación femenina

Tal fue el anuncio del consejero regional indígena de Risaralda, Martín Siagama, quien indicó que la decisión se había tomado luego de una investigación de tres años en la que se consultó sobre el tema a las parteras, a los sabios y a todos los miembros de la comunidad.
La ablación femenina consiste en mutilar el clítoris de la mujer, y según Siagama, “nos dimos cuenta que no es una práctica tradicional de la comunidad indígena, sino que nos la trajeron los europeos hace más de 500 años”. Incluso, el dirigente aborigen señaló que “ni siquiera las parteras entendían para qué se hacía”. Relató que hace tres años había muerto una menor tras habérsele practicado la ablación, lo que dejo consternada a toda la comunidad.
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A Guerra do Rio – A farsa e a geopolítica do crime
Dr. José Cláudio Souza Alves
Sociólogo, Porfessor da UFRRJ – Seropédica, RJ – 25/11/2010
Nós que sabemos que o “inimigo é outro”, na expressão padilhesca, não podemos acreditar na farsa que a mídia e a estrutura de poder dominante no Rio querem nos empurrar.
Achar que as várias operações criminosas que vem se abatendo sobre a Região Metropolitana nos últimos dias, fazem parte de uma guerra entre o bem, representado pelas forças publicas de segurança, e o mal, personificado pelos traficantes, é ignorar que nem mesmo a ficção do Tropa de Elite 2 consegue sustentar tal versão.
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Membros de comunidades quilombolas fecham BA 093 em protesto contra pedágio
Eles fecharam os dois trechos da rodovia em protesto contra a colocação das praças de pedágio da concessionária Via Bahia no local
Membros de duas comunidades quilombolas de Pitanga dos Palmares, no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, estão fazendo uma manifestação neste momento na BA 093. Eles fecharam os dois trechos da rodovia em protesto contra a colocação das praças de pedágio da concessionária Via Bahia no local.
Segundo os manifestantes, as praças de pedágio estão desmatando uma área onde vivem comunidades quilombolas. Eles prometem ocupar a área até as dez da manhã.
http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/membros-de-comunidades-quilombolas-fecham-ba-093-em-protesto-contra-pedagio/?utm_source=direct&utm_medium=iFrame&utm_campaign=iBahia-mashup&cHash=da7dac68800df5414a161a6fcb110b35
Porque as titulações não acontecem
Comissão pró índio de São Paulo http://www.cpisp.org.br/terras/html/pesquisa_porque.asp
Foi apenas na Constituição de 1988, como resultado da mobilização do movimento negro, que se assegurou às comunidades quilombolas a propriedade de suas terras. Na luta pelo cumprimento do preceito constitucional, os quilombolas e seus parceiros conseguiram dar visibilidade a um setor da população brasileira até então desconhecido da Sociedade e ignorado pelo Poder Público. Como fruto dessa luta, podemos citar ainda a construção de um arcabouço de leis e normas, o estabelecimento de políticas públicas e programas governamentais dirigidos aos quilombolas, e também algumas titulações.
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Bope invade o Complexo do Alemão

Anderson Ramos e Daniel Gonçalves – iG
Homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) começaram por volta das 9h50 desta sexta-feira uma incursão no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, com ajuda de dois carros lagarta anfíbio da Marinha. Em cada veículo blindado, que possui metralhadora MK-19 e lança-chamas, cabem 22 policiais e três militares. Um caminhão mumk do Bope também será usado para remover estruturas pesadas, além de retroescavadeiras para destruir barricadas montadas pelos bandidos. O comboio seguiu pela localidade conhecida como Fazendinha. Há troca de tiros na região da Pedreira, por onde os criminosos passaram na fuga de quinta-feira (25). Continue lendo “Bope invade o Complexo do Alemão”
