Encerrando 2010 – projetos hidrelétricos ameaçam a integridade da Amazônia

Telma Monteiro

Esse post é uma síntese dos fatos apresentados neste Blog durante o ano de 2010. Fatos que afetaram toda a sociedade e que tiveram como principais atores os movimentos sociais, ONGs, povos indígenas, populações tradicionais e ecossistemas brasileiros. Merecem destaque especial o desrespeito de uma parte do judiciário para com as leis ambientais e o trabalho incansável dos procuradores e promotores do Ministério Público para fazer cumprir a lei.

Janeiro

GDF Suez concorre ao prêmio Olho do Público 2010
A empresa franco-belga GDF Suez concorreu ao prêmio Olho do Público, “Public Eye Awards” 2010. Ela ficou em segundo lugar como a empresa mais irresponsável social e ambientalmente

Belo Monte: conclusão do Parecer do Ibama pede novas complementações detalhadasInformações do Ibama confirmaram, já em novembro de 2009, que não havia consenso da equipe técnica sobre a análise dos estudos ambientais da hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu. Estavam sob forte pressão. Continue lendo “Encerrando 2010 – projetos hidrelétricos ameaçam a integridade da Amazônia”

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Lançado o registro em Baturité sobre comunidade quilombola

Quilombolas da região dos Inhamuns, no Sertão Central.

Religião, danças tradicionais, trabalho, costumes, transporte. A história da comunidade quilombola da Serra do Evaristo, em Baturité, está documentada em vídeo e através de uma cartilha que será utilizada nas escolas do município, que fica a 93 quilômetros de Fortaleza.

O trabalho faz parte do Projeto Protagonismo Juvenil no Alto da Serra, de autoria da Organização Não-Governamental Instituto da Juventude Contemporânea (IJC) que integrou os jovens da comunidade no projeto.

“No documentário e na publicação foram abordados vários aspectos da cultura imaterial, do ponto de vista da juventude negra”, explica Rafael Mesquita, coordenador de gestão do IJC, reafirmando que houve participação direta da juventude. “São os primeiros registros da história da comunidade. Continue lendo “Lançado o registro em Baturité sobre comunidade quilombola”

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Entrevista a Adine Gavazzi estudiosa de la arquitectura sagrada del Perú

La arquitecta italo-suiza Adine Gavazzi acaba de publicar en octubre en Milán y Roma, el libro “Arquitectura andina. Formas e historia de los espacios sagrados”, (328 páginas, edición italiana Jaca Book, edición peruana Apus Graph) donde resume su trabajo pionero en el que ha relacionado la arquitectura preincaica e inca de la costa, sierra y selva peruana con el contexto paisajístico. Su obra recupera el cosmos: arquitectura, hombre y paisaje, elementos que permiten conocer al hombre andino.

Gavazzi que estudia desde hace 24 años centros ceremoniales y sagrados del Perú, reúne en su libro fotografías y textos de unos 600 sitios arqueológicos, y destaca “la arquitectura sagrada y ceremonial” de los antiguos peruanos.

Me he reunido con Gavazzi en el Studio Kaleidos, en Milán, donde ella trabaja con un equipo de jóvenes profesionales, utilizando programas informáticos y apuntes de campo, que en algunos casos han durado la paciencia de 15 años, para entender y dibujar construcciones antiguas, allí el Studio da dimensión y volumen a edificios incaicos, palacios moches, casas nazcas o asentamientos de la Amazonía, una labor, que permite reconstruir históricamente, sitios arqueológicos siguiendo una técnica que ella llama “la anatomía de la cebolla”, en el que une fases constructivas que permiten modelos digitalizados en 3 dimensiones de sitios, con unos 5000 años de antigüedad. Continue lendo “Entrevista a Adine Gavazzi estudiosa de la arquitectura sagrada del Perú”

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“Brasil: Carta Magna do Racismo”

Ulisses Soares Passos, concluiu o curso de Ciências Jurídicas e Sociais (Direito), com 22 anos de idade, na Estácio/FIB, apresentando a monografia de final curso com o tema BRASIL: CARTA MAGNA DO RACISMO, auferindo nota máxima com louvor pela banca examinadora. Diante disso, presta-se o devido reconhecimento ao presente estudo, com objetivo de difundí-lo e incentivar novas pesquisas correlatas entre Direito e Escravização.

Sinopse da monografia:

Todos os seres humanos nascem com direitos inalienáveis. Estes direitos capacitam os indivíduos a buscarem uma vida digna — sendo assim, nenhum governo pode conferi-los, mas todos os governos devem protegê-los.

A liberdade, construída sobre uma base de justiça, tolerância, dignidade e respeito — independentemente da etnia, religião, convicção política ou classe social — permite aos indivíduos desse Estado buscar esses direitos fundamentais. Quando tal premissa é respeitada, tem-se a verdadeira democracia, haja vista que esta é o conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana em seu sentido lato, seus direitos fundamentais e sociais.

Acontece que o processo de formação do Estado brasileiro, assim como o da maioria dos Estados Americanos, ocorreu com a constituição de uma colônia de exploração e sob o manto do trabalho escravizado, do racismo institucionalizado e das relações sociais verticalizadas, todos fundamentados no massacre aos Direitos Humanos e na destituição integral de grupos étnicos, culturas, idiomas, costumes e, principalmente, identidades, com intuito único de satisfação econômica às antigas metrópoles e seus reinados. Continue lendo ““Brasil: Carta Magna do Racismo””

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Entrevista Luiza Bairros

Priscila Chammas – Redação CORREIO

A nova ministra da Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, é gaúcha, mas teve todo o seu histórico de militância negra e feminista construído na Bahia, estado onde ganhou a Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi), em agosto de 2008.

Conhecida do movimento negro, sua indicação para assumir o Ministério da Promoção da Igualdade Racial foi muito comemorada pela comunidade afrodescendente baiana.

Luiza é pós-graduada em Sociologia e mestre em Ciências Sociais, com vários livros publicados sobre as lutas dos negros e das mulheres. A ministra falou com exclusividade ao CORREIO do significado da eleição de Dilma e da indicação de nove ministras para a luta pela igualdade entre os gêneros, masculino e feminino. Continue lendo “Entrevista Luiza Bairros”

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UNIFEM – Entrevista com Sandra Maria da Silva, quilombola de Carrapatos da Tabatinga, MG

 A entrevista desta edição do informativo Gênero, Raça e Etnia é com a quilombola (afrorural) brasileira Sandra Maria da Silva, moradora da comunidade Carrapatos da Tabatinga, no município de Bom Despacho/MG. Ela nasceu na cidade de Juiz de Fora e, ainda criança, migrou para região de Bonsucesso após sua família perder o direito ao território. Incentivada pela militância da mãe, desde muito cedo Sandra compreendeu a situação de violação de direitos nas comunidades remanescentes de quilombos.

Ela saiu do quilombo e foi para a cidade, trabalhou em bufês como chefe de cozinha para pagar seus estudos e formou-se em Contabilidade. Ao retornar ao quilombo, deparou-se com a vulnerabilidade e a pobreza da população. A partir deste momento, Sandra intensificou sua militância para a conquista do direito ao território e a formulação de políticas públicas para as comunidades quilombolas. Participou da associação de moradores da comunidade de Carrapatos e integrou a Comissão Estadual da Mulher de Minas Gerais.

O tempo ajudou Sandra a fortalecer sua ligação com a cultura dos seus antepassados e sua auto-estima quilombola que até hoje lhe dão forças para continuar a busca por uma sociedade livre do racismo. Em 2004, durante o 1º Encontro de Comunidades Quilombola de Minas Gerais, Sandra percebeu que não estava sozinha na luta. Conheceu pessoas de outras comunidades quilombolas que se uniram e fundaram a N´golo – Federação Quilombola do Estado de Minas Gerais, a qual hoje preside. Continue lendo “UNIFEM – Entrevista com Sandra Maria da Silva, quilombola de Carrapatos da Tabatinga, MG”

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Mundo: Defensa Penal Internacional de los Derechos de los Pueblos Indígenas

Por Bartolomé Clavero*

30 de diciembre, 2010.- A la media noche del día treinta y uno de diciembre del calendario cristiano, aunque ignoro si por la hora de Ginebra, de Nueva York, de Nairobi o de Bangkok, llega a su término mi mandato como miembro del Foro Permanente de Naciones Unidas para las Cuestiones Indígenas.

Los Estados que forman parte del Consejo Económico y Social podían haberlo renovado, pero no lo han hecho. Como despedida, anticipo mi último estudio para el Foro que habrá de presentarse en su próxima sesión ordinaria (Nueva York, 16-27 de mayo, 2011).

Espero haber sido útil dentro de mis posibilidades. Sólo me queda agradecer a quienes han acompañado y contribuido potenciándolas. Por mí mismo, bien poco hubiera podido.

Y es tanto y tan apremiante todo lo pendiente en la Era Post-Declaración a cuyo arranque he tenido el privilegio de asistir en primera fila o mejor dicho, guardándose el orden debido, en una que habría de situarse entre las subsidiarias y se presume prioritaria.

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As fontes, as nascentes e as cacimbas no Baixo Parnaíba Maranhense

Mayron Régis

A busca pela eterna juventude parece um assunto morto e enterrado para a sociedade moderna e prova-se esse destempero com as inúmeras fontes, nascentes ou cacimbas que secaram, aterrou-se ou cercou-se por obra e graça das monoculturas de soja, eucalipto ou cana-de-açúcar e dos criadores de gado.

Afinal por que acreditar em fontes miraculosas que ao menor gole e fontes de sorte que ao menor pedido satisfazem seus anseios se o mundo receita, imediatamente, para saciar a sede que o individuo compre uma garrafa de água mineral ou uma garrafa de refrigerante e que, para recair a riqueza sobre si, compre cartões de jogos?

Não é que um produto industrializado substitua a contento um produto natural ou que um jogo eletrônico enriqueça alguém mais do que faria o seu trabalho de todo santo dia. Diferente de outras épocas, o ser humano se envaidece mais e mais de suas saídas do seu para que outros mundos o atraiam e fica enfurecido porque essa atração o ilude sem que ele se banhe com o luxo que sustenta a armação. Continue lendo “As fontes, as nascentes e as cacimbas no Baixo Parnaíba Maranhense”

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PA: Despejo Ilegal no Feriado de Natal

Por: Frei Henri Burin des Rosiers- Advogado da CPT da Diocese de Conceição do Araguaia.

Conceição do Araguaia(PA) – No dia 25 de dezembro, por volta do meio-dia, 7 (sete) homens encapuzados e fortemente armados despejaram 45 famílias do Acampamento São José, localizado na fazenda Cruzeiro Novo, distante 20 Km da Vila Alacilândia, no município de Conceição do Araguaia. A fazenda tem como suposto proprietário Milton Gomes de Oliveira, deputado estadual do Estado da Bahia.

Embora o Juiz da Vara Agrária de Redenção, tenha concedido uma liminar, em 25 de novembro, em favor do fazendeiro, o grupo armado sequer esperou que o juiz determinasse a ida de um oficial de justiça ao acampamento, acompanhado de policiais militares para o devido cumprimento da ordem judicial, conforme determina a lei.

De acordo com informações dos acampados, quem comandava ação ilegal eram: um capitão da Polícia Militar de nome “Seade” e um policial civil de nome “César”, ambos lotados em Conceição do Araguaia. As famílias foram expulsas para fora da fazenda e homens armados passaram a fazer vigilância na propriedade para impedir a volta dos trabalhadores. Continue lendo “PA: Despejo Ilegal no Feriado de Natal”

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CERRANDO VENAS. Universo Galeano

El escritor uruguayo Eduardo Galeano, autor de Las venas abiertas de América Latina, recibió en septiembre pasado el premio Stig Dagerman, uno de los más prestigiosos galardones literarios de Suecia, en reconocimiento a su incansable lucha en defensa de los más desfavorecidos. El jurado manifestó que el premio se le concedía por estar “siempre y de forma inquebrantable del lado de los condenados”. En este artículo, y como homenaje, Gustavo Duch convoca varias voces que describen algunas de las singulares facetas de Eduardo Galeano.

Este pasado mes de agosto Eduardo Galeano escribía un artículo titulado ‘Grandes inventos de la humanidad’ donde nos contaba… -fíjense- sobre el paraguas, las puertas giratorias o el semáforo. Añadiré a la lista, con su permiso, otra gran invención: un artilugio que a modo de red enlaza y conecta a muchas personas de cualquier lugar. Y no me refiero al nacimiento de internet –que cumple una misión parecida- sino a un sistema de comunicación mucho más viejo. Una tremenda telaraña invisible, unos latidos de tam-tam, unas señales de humo, que rebotan mensajes, avisos, saludos de una persona a otra y de ésta a una tercera, y así sucesivamente para ensamblar, sin saber cómo -que tampoco hace falta- a las mujeres mutiladas por el machismo con las mujeres que resisten en territorios militarizados; al campesinado asiático acorralado por una multinacional con el campesinado latinoamericano enjaulado por la misma multinacional;  a pensadores privados de libertad de expresión con personas encadenadas por el sistema capitalista sin libertades de ningún tipo; a indígenas cobijados bajo las alas de la Madre Tierra con reskatadores de pueblos abandonados,  sin antecesores… Una invención sin inventor y sin patentes que reúne a las gentes que luchan por transformar el mundo desde el compromiso y la solidaridad.

Desde una esquinita del invento en cuestión, y ante la invitación de la organización de UNIVERSO GALEANO, en Calella de la Costa (Catalunya) donde pasó varios años de su vida desterrada, mi colaboración –pensé- debía ser recoger y ensartar palabras de cariño y reconocimiento de algunas personas de esta red de lucha y creatividad, en diferentes lugares del continente americano… la tierra que pisan los escritos de Galeano. Y accioné el artilugio: Continue lendo “CERRANDO VENAS. Universo Galeano”

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