COIAB envia Carta de Apoio à Pepe Acacho

Manaus, 04 de fevereiro de 2011.

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB vem por meio desta, manifestar total apoio à Jose Pepe Acacho, destacada liderança indígena do povo Shuar, do Equador.

Acreditamos que a prática da perseguição aos militantes dos movimentos sociais é um ato vergonhoso. Sabotagem e terrorismo são atos mais comuns aos truculentos governos ditatoriais que castigam os povos indígenas nas Américas há mais de 500 anos.

Criminalização também acontece às várias lideranças indígenas no Brasil que são perseguidas e até mesmo executadas. Xukuru, Tupinambá, Guajajara todos os povos tem uma história de perseguição para contar. Não é diferente no caso da liderança indígena peruana Alberto Pizango, exilado na Nicarágua por defender os direitos dos povos indígenas do seu país. Continue lendo “COIAB envia Carta de Apoio à Pepe Acacho”

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Sem menções aos quilombolas, pelo menos nesta notícia, Kinross assina TAC para reparar danos ao meio ambiente em MG

Após ser alvo de um inquérito civil por parte do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), a canadense Kinross Gold Corporation assinou nesta semana um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O acordo prevê a reparação de danos causados ao meio ambiente em virtude dos investimentos na expansão da Mina do Ouro, em Paracatu, na região Noroeste do Estado.

De acordo com o promotor Marcelo Azevedo Maffra, o inquérito foi iniciado em 2005, período em que a mineradora realizava a primeira fase da expansão. A Kinross realizou investimentos da ordem de US$ 540 milhões em Paracatu, que entrou em operação no final de 2008.

O projeto elevou a capacidade instalada em 162,5%, passando de 160 mil onças para 420 mil onças. Os aportes realizados na unidade também possibilitaram elevar a vida útil da jazida em 30 anos, para 2037. A previsão incial era atingir a exaustão em 2016.

O acordo também abrangerá os investimentos em andamento que deverão totalizar R$ 700 milhões entre 2011 e 2012, conforme o promotor. Até o próximo ano a Kinross passará a produzir 17 milhões de toneladas/ano, conforme já informado pela empresa. Continue lendo “Sem menções aos quilombolas, pelo menos nesta notícia, Kinross assina TAC para reparar danos ao meio ambiente em MG”

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MG – RIO PERUAÇU E POVO XAKRIABÁ AMEAÇADOS

Pavimentação da estrada que liga Cônego Marinho à Miravania no Norte de Minas coloca em risco à sobrevivência do povo Xakriabá

É preocupante a situação que se encontram as comunidades Xakriabá do Peruaçu e Dizimeiro. Isso é o que afirma o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) de Itacarambi. O problema tem acontecido durante o processo de pavimentação do trecho da estrada que liga os municípios de Cônego Marinho e Miravãnia, realizado pela construtora EMPA, grande parte da água utilizada na obra tem sido retirada de maneira intensa do Rio Peruaçu.

Segundo a comunidade Xakriabá, a empreiteira tem retirado cerca de 30 caminhões pipa de água por dia, equivalente à aproximadamente 500.000 litros de água, o que está baixando significativamente o nível da água do rio de forma repentina. Além disso, como é instalado motor para a retirada da água, muito óleo tem se derramado guas fazendo com que os peixes vá até as margens do rio para respirar. Continue lendo “MG – RIO PERUAÇU E POVO XAKRIABÁ AMEAÇADOS”

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Entrevista a Stephan Halloy – El impacto del cambio climático en la biodiversidad y los seres humanos es poco conocido

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Del 27 al 28 de Enero se llevó a cabo en la sede de la Comunidad Andina de Naciones en Lima, el encuentro de la Red de Monitoreo del Impacto del Cambio Climático en la Biodiversidad de Alta Montaña de la Región Andina. Conversamos con el Dr. Stephan Halloy, quién nos habla sobre los alcances de esta iniciativa.

¿Cómo y por qué surge esta iniciativa?

La mayoría de las investigaciones alrededor del tema del cambio climático se centran en las variaciones de la temperatura en las montañas por lo que lamentablemente la situación de las biodiversidad, es decir, de las plantas y animales, así como de los seres humanos que habitan en ellas es poco conocida.

Reconociendo la importancia de esta información, un grupo de científicos de la Real Academia de las Ciencias de Suecia y de otras instituciones europeas, desarrollaron la idea de crear un observatorio mundial de los medios ambientes y la biodiversidad de montaña. Continue lendo “Entrevista a Stephan Halloy – El impacto del cambio climático en la biodiversidad y los seres humanos es poco conocido”
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El comienzo del año y las culturas originarias

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Si bien para muchos el primer mes del año es un tiempo de renovación, de un nuevo comienzo,  para los pueblos indígenas de América del Sur la celebración del año nuevo se realiza en el marco del solsticio de invierno, el cual tiene lugar entre el 20 de junio y el 23 de junio.

El Inti Raymi o fiesta del Sol, era la fiesta más importante del Imperio del Tahuantinsuyo. Durante la misma, el propio Inca, los sabios mayores, y el pueblo, en su totalidad agradecían al sol y le pedían su gracia para la fecundación de la tierra y la buena cosecha.

El Machaq Mara del pueblo aymara, que también se celebra en esta fecha, conlleva el ayuno para la purificación del alma, las ofrendas a la madre tierra y los ancestros, la observación de las estrellas y la celebración comunitaria, siendo un período profundamente espiritual y religioso. Continue lendo “El comienzo del año y las culturas originarias”

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Os brasileiros precisam conhecer a história dos negros


Responsável pelo parecer do Conselho Nacional de Educação que instituiu, há alguns anos, a obrigatoridade do ensino da história da África e de seus descendentes nas escolas brasileiras, a gaúcha Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva é titular de Ensino-aprendizagem-Relações Étnico-Raciais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e coordenadora do Grupo Gestor do Programa de Ações Afirmativas da mesma universidade. Com vasto currículo acadêmico, a professora possui, ainda, graduação em Português e Francês (1964), mestrado em Educação (1979) e doutorado em Ciências Humanas-Educação (1987), pela Universidade Federal do Rio grande do Sul. No exterior, cursou especialização em Planejamento e Administração no Instituto Internacional de Planejamento da UNESCO, em Paris (1977), e fez estágio de Pós-Doutorado em Teoria da Educação, na University of South Africa, em Pretória, África do Sul (1996). Com toda essa bagagem, tornou-se uma das maiores especialistas em Educação Étnico Racial no Brasil e a primeira negra a pertencer ao Conselho Nacional de Educação. Com exclusividade à RAÇA BRASIL, Petronilha fala sobre os rumos da educação e da Lei 10.639, além do polêmico caso do livro Caçadas de Pedrinho, do escritor Monteiro Lobato. “Ele é um grande literato, mas era racista”, afirma. Continue lendo “Os brasileiros precisam conhecer a história dos negros”

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A caçada a indígenas continuou nesta sexta-feira, 04 de fevereiro

A Policia Federal invadiu a aldeia do Povo Wassu Cocal, em Joaquim Gomes, AL, cumprindo cinco mandados de prisão, busca e apreensão expedidos pela 7ª vara da Justiça Federal. Foram presos 3 indígenas, que não tiveram os nomes divulgados pela PF, quem comandou a operação foi o delegado Políbio Brandão, que junto com mais 16 agentes da PF aterrorizaram a tranquilidade da aldeia.

Dessa vez a acusação é de venda de bebida alcoólica dentro da aldeia e venda de derivados de petróleo sem autorização. Nesta semana foram quatro prisões de indígenas sem um motivo . Desde 2009 as prisões de indígenas tem se intensificado no Brasil e uma lei do governo federal desde 2010 legitima a ação policial dentro das Terras Indígenas e Aldeias, o que favorece as arbitrariedades.

Em 2009 a Policia Federal invadiu aldeia Tupinambá, no sul da Bahia, os agentes chegaram na aldeia atirando, vários indígenas foram feridos com projeteis de borracha, além de ferimentos pelas armas de fogo, os agentes ainda torturou indígenas dentro da aldeia. Continue lendo “A caçada a indígenas continuou nesta sexta-feira, 04 de fevereiro”

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Comentário de uma leitora sobre a notícia “CE- MP autua empresa em Paraipaba”

Meu nome é Cristina e sou proprietária da fazenda vizinha à CBC. Estamos instalados neste local há mais de 30 anos e o que tenho a dizer é que as provas colhidas pelo MP são irrefutáveis. O fato é que nosso gado foi intoxicado por veneno é verídico e foi atestado por um laboratório de especializado do interior de SP.

Neste post da empresa, vi que um dos argumentos da empresas se amparam no fato gerarem emprego na região. Isto é um absurdo! A que preço temos que pagar pela nossa pobreza, em sendo assim temos que nos sujeitar a qualquer condição pelo fato de uma empresa nos fornecer oportunidade de emprego?! Pintar um hospital e contribuir para o social de uma cidade pobre é passaporte para agredir a natureza e poluir o meio ambiente?

Gente, a coisa é muito mais seria; estamos falando que esta empresa está instalada há menos de 75 metros de lagoa que abastece a cidade com água potável; a pulverização dos campos está sendo feita no meio de uma comunidade onde moram mais de 600 pessoas com agrotóxicos de altíssima toxidade. Podem comprovar tudo através dos laudos da SEMACE e da ADAGRI. Continue lendo “Comentário de uma leitora sobre a notícia “CE- MP autua empresa em Paraipaba””

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Senegal: quem paga suas dívidas empobrece

Os EUA e a Europa não seriam o que são hoje se não tivesse havido a escravidão e a colonização. Os países do Norte construíram em grande parte sua riqueza e sua potência sobre a base de uma política muito agressiva e violenta contra as populações do Sul e contra a natureza. Esta parte da história é suficiente, por si só, para afirmar que os povos africanos são credores de uma dívida histórica e ecológica gigantesca, das potências do Norte. No entanto, o “sistema da dívida” que passa a funcionar no início dos anos 60 inverterá o mecanismo: são os povos africanos que ficarão cada vez mais endividados. O artigo é de Adama Soumare e Olivier Bonfond.

Adama Soumare e Olivier Bonfond – Alainet

Salvo para os economistas e outros tecnocratas obnubilados pelas taxas de crescimento do PIB, a situação do povo senegalês em particular, e dos povos africanos em geral persevera dramática. Essa situação não se explica por um fanatismo qualquer ou por uma desorganização “natural’ dos povos desse continente, mas antes por uma longa tradição de pilhagem, de exploração e de opressão no quadro do sistema capitalista.

“Antes de ontem”, a dominação pela escravidão: pilhagem dos recursos humanos

Entre os séculos XV e XVIII, o Senegal constituiu para as potências europeias uma plataforma giratória do comércio triangular. Com Benin e seu porto de Ouidah, o Senegal pagou um alto tributo pelo comércio negreiro: da ilha de Gorée até Dakar, partiram mais de um milhão de escravos para o “novo” mundo. Continue lendo “Senegal: quem paga suas dívidas empobrece”

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