A Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) afirma não haver surpresa na decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que determinou o trancamento da ação movida contra integrantes da organização pela ocupação, em 2009, de fazenda no interior do estado. O movimento pretende agora ampliar as ações de denúncia de grilagem de terra pela empresa.
A decisão, tomada por unanimidade pelos integrantes da 3ª Câmara Criminal do tribunal, livra de acusação os participantes de ocupação ocorrida entre 28 de setembro e 7 de outubro de 2009. À ocasião, a destruição de pés de laranja em fazenda da produtora de sucos Cutrale ganhou amplo espaço na televisão, resultando em uma ofensiva contra o MST.
“Já sabíamos que haveria o trancamento porque é uma aberração a montagem que se fez em torno do episódio”, afirma Gilmar Mauro, coordenador do MST. “Uma armação que qualquer investigação minimamente séria iria comprovar”, acusa. Ele atribui a trama à Polícia Militar, a emissoras de TV e ao governo estadual de São Paulo. Continue lendo “MST quer tornar área da Cutrale exemplo de reforma agrária”




