La energía atómica debe dejar de ser una cuestión de Estado o de expertos y ser plebiscitada

Bernardo Veksler (especial para ARGENPRESS.info)

“Al borde de un holocausto”, “situación desesperada”, “cerca de otra catástrofe”; son los términos que utilizan los comunicadores, con mayor o menor grado de sensacionalismo, para intentar explicar a los hombres y mujeres del mundo lo que está ocurriendo en Japón. Pero, lo más sugestivo es que reflejan expresiones de científicos, políticos y funcionarios de los países más desarrollados que, hasta hace unos días, con el mismo énfasis, explicaban las bondades de la utilización de la energía nuclear para la producción de electricidad. Proclamaban que era la forma de producción de energía “más económica y ambientalmente más segura”. Sin embargo ahora no tienen otra alternativa que aceptar la gravedad de la situación derivada de sus orientaciones.

Pero, lo que es evidente, es que la naturaleza acaba de ofrecer a los seres humanos una formidable lección, frente a la soberbia mancomunada de funcionarios, científicos y empresarios del sector. Nada menos que en Japón, el país catalogado como de la máxima excelencia en el perfeccionamiento tecnológico y de la mayor previsibilidad para detectar posibles fallos, se produjo un notable sismo y un tsunami que pusieron en evidencia la fragilidad de esa creencia sobre la eficiencia nipona. Continue lendo “La energía atómica debe dejar de ser una cuestión de Estado o de expertos y ser plebiscitada”

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¿“Adelantamos” el Apocalipsis?

Homar Garcés (especial para ARGENPRESS.info)

Los últimos desastres naturales ocurridos a nivel mundial han hecho reflexionar a mucha gente sobre sus causas, llegando a concluir que el estilo de vida adoptado bajo los parámetros del capitalismo sería una de las principales, dado que su afán depredador de ganancias inmediatas y fáciles no repara en los daños que pudiera ocasionar al ambiente en cualquiera de nuestras naciones. Sin embargo, aún existen posiciones interesadas que pretenden reducir el impacto de estas afirmaciones, incluso apelando a elementos de carácter religioso, que son difundidas sin ahondar.

Así, la contaminación del aire, del agua y de los suelos, el saqueo de los recursos naturales, la deforestación incontrolada y los problemas de acceso a los recursos vitales para la subsistencia y el mejoramiento de la calidad de vida de muchos pueblos ubicados en Asia, África y nuestra América tienen su origen -indudablemente- en la persistencia de un modelo económico voraz e incontenible. En este aspecto, cabe citar lo expuesto por Carlos Marx al referirse a la gran industria y la agricultura en el tomo I de El Capital: “Al igual que en la industria urbana, en la moderna agricultura la intensificación de la fuerza productiva y la más rápida movilización del trabajo se consiguen a costa de devastar y agotar la fuerza de trabajo del obrero. Continue lendo “¿“Adelantamos” el Apocalipsis?”

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Respostas do governo às propostas do Simpósio sobre Mudanças Climáticas não atendem às demandas da população

Mais uma vez o discurso ficou na promessa e não em encaminhamentos práticos que amenizem ou tragam soluções para os problemas urgentes e pontuais enfrentados pelo país

Por Cleymenne Cerqueira, Assessoria de Comunicação – Cimi

Após três dias de intensas discussões chegou ao fim o 2º Simpósio Nacional de Mudanças Climáticas e Justiça Social. O encerramento do encontro aconteceu ontem (16), com a realização de um ato público no Centro Cultural de Brasília (CCB). Nesse debate final estiveram presentes ministros do Estado e representantes do governo, entre eles Gilberto Carvalho, ministro da secretaria geral da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes, ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Eduardo Delgado Assad, secretário de Mudanças Climáticas e qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, e dom Pedro Luiz Stringhini, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, Justiça e Paz, da CNBB.

“A ideia de convidar os representantes do Estado para participar das discussões apresentadas pelo Simpósio teve por objetivo trazê-los para o debate sobre a perspectiva da construção de políticas públicas sobre mudanças climáticas. Além disso, os participantes também participaram da aprovação de uma carta-compromisso, por meio de suas colocações, afirmações e sugestões, em que se estabelecem metas a serem cumpridas e ações concretas para combater o aquecimento global em território nacional”, destacou o sociólogo Ivo Poletto, coordenador do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social (FMCJS), promotor do evento. Continue lendo “Respostas do governo às propostas do Simpósio sobre Mudanças Climáticas não atendem às demandas da população”

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A fome e as finanças: um retrato da desigualdade

Atualmente, a população mundial conta com mais de 6,8 bilhões de pessoas. De acordo com dados da ONU e seu órgão para Agricultura e Alimentação (FAO), 925 milhões desse total passam fome. Trata-se de um contingente equivalente a 5 vezes o total da população brasileira! Além disso, vale registrar que as crianças são as que mais sofrem com tal quadro. Quase um terço das crianças nascidas no chamado Terceiro Mundo, ou seja, 180 milhões, apresentam problemas de desenvolvimento físico e intelectual em razão de problemas de subnutrição nos primeiros 5 anos de vida.

Paulo Kliass – Especial para Carta Maior

Uma das armadilhas mais perigosas quando se analisam questões macro e de grande amplitude, como é o caso da fome no mundo, reside na tendência a considerar tais fenômenos como “fatalidades”, processos profundos e de longuíssimo prazo, praticamente sem solução à vista. Aquela estória de que “esse quadro está aí desde que o mundo é mundo” e por aí vai. Como os avanços não ocorrem no curto prazo e também não existem instrumentos efetivos de decisão no plano internacional, a coisa vai sendo empurrada com a barriga e a situação dramática continua a afetar a vida de boa parte da população do mundo.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos determina em seu Artigo 25, entre outros princípios, que toda pessoa “tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis” (GN). No entanto, a realidade está bem distante desses direitos básicos, em especial no que se refere à questão da fome. Continue lendo “A fome e as finanças: um retrato da desigualdade”

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Maria da Conceição Tavares: ”Obama foi anulado pelo conservadorismo de bordel dos EUA”

Em entrevista exclusiva à Carta Maior, a economista Maria da Conceição Tavares fala sobre a visita de Obama ao Brasil, a situação dos Estados Unidos e da economia mundial. Para ela, a convalescença internacional será longa e dolorosa. A razão principal é o congelamento do impasse econômico norte-americano, cujo pós-crise continua tutelado pelos interesses prevalecentes da alta finança em intercurso funcional com o moralismo republicano. ‘É um conservadorismo de bordel’, diz. E acrescenta: “a sociedade norte-americana encontra-se congelada pelo bloco conservador, por cima e por baixo. Os republicanos mandam no Congresso; os bancos tem hegemonia econômica; a tecnocracia do Estado está acuada”.

Quando estourou a crise de 2007/2008, ela desabafou ao Presidente Lula no seu linguajar espontâneo e desabrido: “Que merda, nasci numa crise, vou morrer em outra”. Perto de completar 81 anos – veio ao mundo numa aldeia portuguesa em 24 de abril de 1930 – Maria da Conceição Tavares, felizmente, errou. Continua bem viva, com a língua tão afiada quanto o seu raciocínio, ambos notáveis e notados dentro e fora da academia e esquerda brasileira. A crise perdura, mas o Brasil, ressalta com um sorriso maroto, ao contrário dos desastres anteriores nos anos 90, ‘saiu-se bem desta vez, graças às iniciativas do governo Lula’. Continue lendo “Maria da Conceição Tavares: ”Obama foi anulado pelo conservadorismo de bordel dos EUA””

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O que acontece sem a energia nuclear?

O mundo aposta nos possíveis substitutos do átomo. As fontes renováveis competem com as centrais em termos de custo. A eletricidade do futuro será mais verde, mas não mais barata. A reportagem é de Maurizio Ricci, publicada no jornal La Repubblica, 16-03-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

E agora? Se o pós-Fukushima, assim como o pós-Chernobyl, inaugurasse uma segunda era pós-nuclear, o mundo estaria destinado a uma paralisia, além disso escura, fria e intoxicada por petróleo e carvão?

Na realidade, embora muitos defendam que o átomo é uma escolha conveniente, ninguém jamais disse que se trata de um caminho obrigatório. A cota da energia nuclear na oferta de energia mundial está relativamente contida. Hoje está em 16%. Na Itália, se a Enel [maior operadora de eletricidade do país] realizasse as quatro centrais que tem programada, passaríamos de zero para 12-13%. Mas, no mundo, de acordo com a maior parte das previsões, antes de Fukushima, a cota do átomo devia permanecer mais ou menos em 16%, a não ser que houvesse uma drástica reviravolta na luta contra o efeito estufa. Continue lendo “O que acontece sem a energia nuclear?”

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As lições atômicas que o Japão não aprendeu

Em 16 de julho de 2007, às 10h13 um terremoto de magnitude 6.8 na escala Richter danificou a central nuclear japonesa de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo, com sete reatores. No primeiro dia da catástrofe, a Empresa de Eletricidade de Tóquio (Tepco), proprietária também da central de Fukushima, minimizou os danos. No dia seguinte, contudo, admitiu que os projetistas da planta não previram que poderia enfrentar um terremoto dessa magnitude. E assumiu que centenas de litros de água com 600.000 becquerels (unidade de medida da radioatividade) vazaram para o mar. Um dia depois, a empresa reconheceu que a cifra subia para 1.300 litros com 90.000 becquerels. É certo que aquele vazamento foi muito pequeno comparado com o de Fukushima. Mas a informação que a Tepco deu deixou muito a desejar. Os documentos do Departamento de Estado revelados por Wikileaks informavam que ainda que o material vazado não represente uma ameaça para o meio ambiente, o próprio Governo japonês estava muito chateado com a forma como a Tepco havia administrado o incidente.

A reportagem é de Francisco Peregil e está publicada no jornal El País, 16-03-2011. A tradução é do Cepat.

Shinzo Abe, o então primeiro-ministro japonês, declarou: “Os relatórios da Tepco chegaram tarde. Recordei a eles duramente que os relatórios devem ser feito de forma rigorosa e a tempo. As plantas nucleares não podem operar sem a confiança do cidadão. A rapidez na hora de informar e a transparência na informação são necessárias para obter essa confiança”.

A central de Kashiwazaki-Kariwa foi fechada temporariamente e o Organismo Internacional da Energia Atômica (OIEA) se comprometeu a ajudar na investigação do acidente. O diretor do organismo nuclear da ONU, Mohamed El Baradei, pediu a Tóquio que informasse com “total transparência” e destacou: “É importante aprender a lição sobre um terremoto”. Continue lendo “As lições atômicas que o Japão não aprendeu”

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O dever do medo

“Eventos semelhantes ao ocorrido no Japão não são o fim do mundo, mesmo talvez fazendo alusão a isso. São, ao contrário, o fim de um mundo: de certezas, de axiomas obstinadamente cultivados.” A opinião é da jornalista e filósofa italiana Barbara Spinelli, em artigo publicado no jornal La Repubblica, 16-03-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto e revisado pela IHU On-Line. Eis o texto:

Há momentos assim na história dos homens: em que se reage mais com a emoção do que com a racionalidade, porque a emoção desperta, incita a estar alerta. Ainda em Ésquilo, a paixão e o sofrer são fontes de aprendizado. É o caso do Japão, desde que, na sexta-feira, o tsunami se acrescentou ao terremoto e não só varreu casas, vidas, vilarejos, mas também causou a explosão de quatro reatores nucleares em Fukushima.

Ao horror que despontou do subsolo e do mar, acrescenta-se agora uma chuva radioativa que leva quem habita perto das centrais a fugir ou a entrincheirar-se em casa. Há momentos em que se abre uma fissura no mundo, e não só no físico, mas também no mental, e por isso é preciso recorrer aos mais diversos expedientes: à inteligência racional, à discussão pública, mas também ao medo, essa paixão julgada muito triste para servir de remédio. Continue lendo “O dever do medo”

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Llamado de solidaridad de La Vía Campesina con el pueblo de Japón

Via Campesina

La Via Campesina transmite sus sentidas condolencias al pueblo de Japón, a quienes han perdido a sus familias, amistades, hogares, modos de vida y a los que viven con temor a día de hoy el riesgo de una fuga radiactiva de la central nuclear azotada por el terremoto. Expresamos nuestro apoyo y solidaridad y hacemos un llamado a las organizaciones y movimientos sociales aliados, la sociedad civil y a todos los ciudadanos y ciudadanas comprometidos para que se sumen a nuestra ayuda al pueblo de Japón tan necesitado en estos momentos.

La tarea más inmediata y acuciante consiste en acompañar al pueblo de Japón en este momento crítico. Por eso les pedimos que se unan a nosotros; cualquier donación por insignificante que parezca puede ser muy valiosa e irá destinada a las labores de rescate y socorro. Continue lendo “Llamado de solidaridad de La Vía Campesina con el pueblo de Japón”

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