Somos estudantes da turma de Especialização – Residência Agrária Direitos Sociais do Campo, parceria CNPq, INCRA/PRONERA e UFG. Mas somos, fundamentalmente, assentados, assentadas, quilombolas, geraizeiros, professores e professoras de escolas do campo, assessores e assessoras técnicas, integrantes de movimentos sociais de luta pela terra de 14 estados do Brasil. Estamos aqui de forma singela para trazer nossa solidariedade e apoio incondicional à luta dos povos indígenas de todo o país, que se mobilizam durante o período de 30 de setembro a 5 de outubro de 2013, na jornada nacional de luta em defesa dos direitos ao território e a vida dos povos indígenas, consagrados na Constituição Federal.
Completando 25 anos em 2013, a Constituição Federal de 1988, também já mencionada pelos Tribunais como a Constituição do Índio, vem sofrendo fortes agressões pelo Governo, bem como pelos ruralistas, através de sua representatividade no Congresso Nacional. São de todas as formas a repressão e a contenção dos direitos constitucionais indígenas, orquestrados pela frente parlamentar ruralista. Este avanço se dá pela via da produção agrícola nas áreas tradicionalmente ocupadas por povos tradicionais, sejam elas áreas já demarcadas e depois ilegalmente tituladas a particulares, como o caso da terra dos Pataxó Hã Hã Hãe na Bahia, seja pela via da exploração mineral, que ultimamente vem ganhando força através de iniciativa do Governo Federal e de setores privados com interesses nas áreas demarcadas e/ou em processo de demarcação, bem como pela criação de projetos ambientalmente nocivos, como o caso das usinas hidrelétricas no Rio Xingu e Teles Pires, atingindo, entre outras comunidades, os Munduruku no Pará. Continue lendo “Carta de apoio à mobilização nacional indígena da 1ª turma de Residência Agrária/Especialização em Direitos Sociais do Campo”