Governo do Amazonas é sócio de frigorífico acusado de dano ambiental

A Moratória da Carne quer coibir a produção de gado em área de desmate ilegal (Foto: Alberto César Araújo)
A Moratória da Carne quer coibir a produção de gado em área de desmate ilegal (Foto: Alberto César Araújo)

Kátia Brasil, Amazônia Real

O frigorífico Frisam/Agropam – Agricultura e Pecuária Amazonas S/A, uma empresa que tem como acionista principal o pecuarista amazonense José Lopes, também tesoureiro de campanhas eleitorais locais, está respondendo uma ação civil na Justiça Federal por comercializar matéria-prima bovina de fazendas que exploram o trabalho escravo e promovem o desmatamento ilegal da floresta amazônica.

Um dos sócios do Frisam/Agropam é a Ciama (Companhia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas), empresa pública do Governo do Amazonas. A Ciama, que tem entre suas finalidades promover o desenvolvimento ambiental no âmbito estadual, investiu mais de R$ 14 milhões na sociedade com o frigorífico Frisam/Agropam, em 2000. Continue lendo “Governo do Amazonas é sócio de frigorífico acusado de dano ambiental”

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Após leilão, índios prometem reagir contra exploração de petróleo na Amazônia

Grupo de índios marubo, etnia que vive no Vale do Javari. (Foto: Arquivo pessoal/Jader Comapa)
Grupo de índios marubo, etnia que vive no Vale do Javari. (Foto: Arquivo pessoal/Jader Comapa)

Por Elaíze Farias, Amazônia Real

O arremate no último dia 28 de novembro pela Petrobras do bloco AC-T-8 da Bacia do Juruá no leilão da Agência Nacional de Petróleo (ANP) deu o sinal de alerta aos povos indígenas dos Estados do Acre e do Amazonas sobre os impactos que poderão ocorrer em suas terras pela exploração de gás e petróleo. O bloco AC-T-8 tem uma extensão de 1.630,01 quilômetros quadrados e está nas proximidades de ao menos três reservas indígenas, inclusive de índios que vivem isolados na floresta amazônica.

Para evitar o que os indígenas classificam de “tragédia” motivada pela “pressão da atividade petrolífera”, os cinco povos da Terra Indígena do Vale do Javari, no Amazonas, realizam a partir do dia 15 uma assembleia que pretende reunir 200 lideranças na aldeia Maronal, no município de Atalaia do Norte, a 1.138 quilômetros de Manaus, extremo oeste do Amazonas. Continue lendo “Após leilão, índios prometem reagir contra exploração de petróleo na Amazônia”

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HOJE: Transmissão #DeOlhonosRuralistas 5, às 20h

Leilao da Resistencia

#DeOlhonosRuralistas: quinta transmissão, ao vivo, do programa de WebTV. Avisem os amigos!

Temas de hoje: o leilão dos ruralistas, no Mato Grosso do Sul. Cana na Amazônia. A morte do cacique Ambrósio. Turbina explode em usina e mata trabalhador rural em São Paulo. (E muito mais.)

O programa jornalístico, quinzenal, é um observatório do agronegócio e da política no Brasil. Análise de notícias e informações com ênfase nos impactos sociais e ambientais. O outro lado das notícias ruralistas.

O link será divulgado na página do evento, poucos minutos antes. Haverá também informações e interação pelo twitter: endereço @deolhonoagro, perfil DeOlhonosRuralistas. https://twitter.com/deolhonoagro Continue lendo “HOJE: Transmissão #DeOlhonosRuralistas 5, às 20h”

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Guerra Fria contra indígenas

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Nuno Nunes – Acorda Terra!

Deputados e Senadores brasileiros da Bancada Ruralista se posicionaram contra os indígenas e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), ligada ao Ministério da Justiça, obviamente defendendo os interesses de quem financiou suas campanhas. Empresas como Bunge, Klabin, Associação Nacional de Armas e Munições financiam campanhas da Bancada Ruralista, pois seu comércio e suas mercadorias dependem de espaço, terras agricultáveis e conflitos para serem produzidos e vendidos.

Há uma década, o grande inimigo deste negócio se chamava Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e a imprensa-empresa dedicava tempo em seus horários mais nobres mostrando invasões a propriedades privadas, quando o MST estava apenas demostrando ao mundo como é desigual a distribuição da terra no Brasil, com seus latifúndios e latifundiários que comandam a política desde à época do Brasil Império. Lula e o governo do PT buscou resolver o conflito fortalecendo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, e apoiando a regularização de terras, retirando das mãos de especuladores e latifundiários áreas que não utilizavam, mas que guardavam para investimentos futuros, e passando lotes para mãos de famílias de agricultores que não tinham terras. Hoje o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) funciona com a força dos assentamentos feitos pelo INCRA com apoio do MST. Continue lendo “Guerra Fria contra indígenas”

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Casa de Paulino Terena é arrombada em Miranda (MS), por Ruy Sposati

ednocasaRuy Sposati, de Dourados (MS) – CIMI

Três dias após terem ateado fogo em seu carro, a casa de Paulino Terena, foi arrombada, neste domingo, 8, na aldeia Moreira, no município de Miranda (MS). O indígena é liderança da retomada do território reivindicado como Pillad Rebuá, em conflito com fazendeiros da região. No sábado, 7, Paulino deixou o Mato Grosso do Sul e está sob os cuidados do Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

“A gente não sabe o horário, que aconteceu, ninguém viu nada. A casa amanheceu arrombada”, explica o guerreiro Edno Terena. “O Paulino já não está mais aqui. Não sabemos se estavam atrás dele ou de algum documento… Os papéis na casa dele estavam todos bagunçados, documentos dele e sobre a nossa terra indígena”.

Na madrugada do dia 5, quatro homens encapuzados atearam fogo no carro de Paulino. Ele estava dentro do carro e teve algumas lesões, mas passa bem. O carro foi completamente incinerado.

Paulino denunciou à Polícia, Fundação Nacional do Índio (Funai) e Ministério Público Federal (MPF) as sucessivas ameaças de morte que vinha recebendo. No último mês, durante a 4a. Assembleia do Povo Terena, a comunidade de Pillad entregou uma carta ao Conselho Terena, relatando que “[fazendeiros] querem a cabeça dele [Paulino] como troféu”.

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Indígenas isolados avisam militares sobre guerrilheiros e crimes na selva

Professor de comunidade indígena em Querari, na fronteira com a Colômbia, afirma que militares impedem o avanço de guerrilha em território brasileiro, mas diz que falta progresso ao povo (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Professor de comunidade indígena em Querari, na fronteira com a Colômbia, afirma que militares impedem o avanço de guerrilha em território brasileiro, mas diz que falta progresso ao povo (Foto: Tahiane Stochero/G1)

Alerta sobre o Sendero Luminoso provocou mobilização de tropas em 2012. Exército estimula entrada de indígenas nas tropas que protegem fronteiras

Tahiane Stochero – Do G1, em Amazonas e Roraima

Em dezembro de 2012, informes enviados por tribos indígenas na região de Santa Rosa do Purus, na divisa do Acre com o Peru, alarmaram a cúpula do Exército brasileiro em Manaus. As mensagens, segundo o general Guilherme Theópilo, responsável pela logística militar na Amazônia, diziam que caminhonetes com suspeitos de integrar o Sendero Luminoso haviam entrado no Brasil. Continue lendo “Indígenas isolados avisam militares sobre guerrilheiros e crimes na selva”

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Chile: Emplazan a Bachelet a marcar distancia frente a transgénicos y Ley Monsanto

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Servindi – Organizaciones sociales y ambientales emplazaron a la candidata Michelle Bachelet a fijar posición y marcar distancia frente a los transgénicos y la Ley Monsanto. Asimismo, asumir compromisos a favor de la producción de alimentos sanos que protejan el ambiente.

Mediante una carta pública las organizaciones del movimiento Yo No quiero transgénicos en Chile señalaron omisiones importantes en el programa electoral de Bachelet que no incluye ningún incentivo a los métodos naturales de control de plagas ni protege a la apicultura de los cultivos transgénicos. Continue lendo “Chile: Emplazan a Bachelet a marcar distancia frente a transgénicos y Ley Monsanto”

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Violência no campo: uma realidade que ainda mata no Brasil

mapa de órgãos agrários

Por Thaís Mota
Do Minas Livre

Números alarmantes revelam que a violência no campo ainda é muito grande. Nos últimos dez anos, conforme dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), foram 369 vítimas de conflitos de terra no interior do país, sendo 40,65% das mortes somente no estado do Pará. Já este ano, o país soma 26 assassinatos em função de conflitos de terra em assentamentos e acampamentos de trabalhadores rurais sem terra e áreas indígenas e quilombolas.

Segundo o advogado da CPT no Pará, José Batista Afonsio, a questão da violência no campo na região amazônica é hoje a mais grave do país em função do desenvolvimento do agronegócio e de grandes indústrias na região. Continue lendo “Violência no campo: uma realidade que ainda mata no Brasil”

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Mais de 100 camponeses realizam 4° Feira da Reforma Agrária, no Rio

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Da Página do MST

A 4° Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes, no Rio de Janeiro, inicia-se nesta segunda-feira (9) e vai até esta terça-feira (10).

A já tradicional feira da cidade carioca conta com uma série de novidades em sua quarta edição (veja programação completa aqui). Continue lendo “Mais de 100 camponeses realizam 4° Feira da Reforma Agrária, no Rio”

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Ocupación indígena para detener los oleductos

unistotencamp0-391x219Los empresarios se empeñan en atravesar sus ductos por tierras que ni siquiera pertenecen a Canadá, sino a las primeras naciones. Los unist’ot’en responden con un campamento de vigilancia a la mitad de sus tierras

Joseph Jones* – Desinformémonos

Canadá. Como todo el mundo sabe, Rosa Parks ocupó el asiento de un autobús en la ciudad de Montgomery, acto que provocó una revolución en las relaciones interraciales de los Estados Unidos. Ahora, el pueblo unist’ot’en de los wet’suwet’en ocupa, desafiante, un territorio cuya ubicación es fundamental para la nueva ruta propuesta para un oleoducto en Canadá. Están sujetos a vigilancia diaria por medio de helicópteros que a veces sobrevuelan a poca distancia sobre la cabaña principal de la ocupación.

Aunque el propósito principal de la resistencia de los unist’ot’en es impedir la construcción de un oleoducto, su esfuerzo recalca la larga historia canadiense de intentos por silenciar, eliminar y pisotear sin miramientos a los pueblos indígenas que vivieron en el norte de Norteamérica por miles de años antes de la aparición de los colonizadores.  La reciente resistencia por parte de mi’kmaq en Elsipogtog -en la provincia de New Brunswick- dramatiza la injusticia que se extiende por todas las 4 mil millas del Estado moderno llamado Canadá. Continue lendo “Ocupación indígena para detener los oleductos”

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