O que vai ser da nossa vida sem o pastor Marco Feliciano? Por Leonardo Sakamoto

Por Leonardo Sakamoto

A existência de Satanás entra na mesma categoria da Mulher de Branco e do Homem do Saco, na minha opinião, é claro. Mas respeito quem acredita nos três.

“Ah, mas o maior feito do Tinhoso, seu japonês profano, foi fazer com que duvidássemos de sua existência.” Hum, um bom paradoxo. Mais ou menos um Gato de Schrodinger da religião.

É claro que seria muita ignorância fazer de conta que a personificação do mal não tenha sido construída por praticamente todas as sociedades humanas. Lembre-se dó para o Diplik e da Fanta Uva. Diga se não tenho razão.

Mas vincular isso a uma comissão que defende direitos fundamentais de minorias sistematicamente excluídas diante de uma plateia de pessoas que, com o perdão da palavra, são ignorantes no assunto e muito suscetíveis ao que dizem seus guias espirituais sobre o tema, é uma jogada política das mais rasteiras e das mais brilhantes. Se foi ideia do tal do diabo, ele merece parabéns. Fundamentalistas religiosos afirmaram que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias estava com a presença do capeta antes deles chegarem. Continue lendo “O que vai ser da nossa vida sem o pastor Marco Feliciano? Por Leonardo Sakamoto”

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MA – Criado grupo de trabalho para acompanhar assentamento das famílias retiradas de terra indígena

Foto: Heloisa d’Arcanchy/Funai
Foto: Heloisa d’Arcanchy/Funai

Paulo Victor Chagas, Repórter da Agência Brasil 

Brasília – Foi criado ontem (10) grupo de trabalho formado por representantes do governo e de sindicatos de trabalhadores rurais do Maranhão para acompanhar o assentamento das famílias que serão retiradas da Terra Indígena Awá-Guajá.

A decisão da Justiça Federal de notificar os não índios para desocuparem a área deve começar a ser cumprida neste fim de semana, após últimos preparativos feitos nesta sexta-feira pela Justiça Federal e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

A sentença de desintrusão do território foi emitida no último dia 16 de dezembro. Após receberem a notificação, as famílias terão 40 dias para deixar voluntariamente a área indígena. Durante esse período, os posseiros, agricultores, lavradores, madeireiros e criadores poderão retirar seus bens. Continue lendo “MA – Criado grupo de trabalho para acompanhar assentamento das famílias retiradas de terra indígena”

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Cleber Buzatto: “Por qué una vaca vale más que un indio”

Cleber Buzzato. Foto: Gerardo Iglesias
Cleber Buzzato. Foto: Gerardo Iglesias

“No necesitamos el brazo armado del Estado, sino su mano acogedora”

Entrevista a Gerardo Iglesias, em Rel-UITA

Creado en 1972, el Consejo Indigenista Misionario (CIMI) es un organismo vinculado a la Conferencia Nacional de Obispos de Brasil. En el pasado año la Rel-UITA y el CIMI acordaron articular acciones de denuncia y sensibilización internacional sobre la situación de los pueblos indígenas en Brasil. Dialogamos recientemente en Brasilia con Cleber César Buzatto, secretario ejecutivo del Consejo, para entender cuáles son los principales móviles de la violencia que se ejerce contra estos pueblos.

¿Cuál es la situación de los pueblos indígenas en Brasil?

En Brasil se vive un momento de extrema aprehensión y preocupación en relación con los derechos y la supervivencia de los pueblos indígenas gracias a su movilización organizada.

La violencia que padecen no es reciente, es fruto de un proceso sistemático de ataque a los derechos de los pueblos y a las propias comunidades, dirigido no solo contra los individuos sino también contra los derechos consignados de los pueblos indígenas, principalmente aquellos relacionados a la cuestión territorial consagrados en la Constitución de la República de 1988. Continue lendo “Cleber Buzatto: “Por qué una vaca vale más que un indio””

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OAB do Amazonas vai hoje, 11, à Reserva para garantir os direitos dos Tenharim frente à Polícia Federal

Delegacia móvel da Polícia Federal chega na reserva Tenharim. Foto: Gabriel Ivan - Ninja Humaitá
Delegacia móvel da Polícia Federal chega na reserva Tenharim. Foto: Gabriel Ivan – Ninja Humaitá

Por Kátia Brasil, em Amazônia Real

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Amazonas, decidiu nesta sexta-feira (10) intervir na série de depoimentos que a Polícia Federal começou a fazer hoje com os índios supostamente envolvidos no conflito no sul do Amazonas. É que os índios tenharim e jiahui reagiram ao ser chamados para os interrogatórios dentro das aldeias sem a presença do advogado deles, Ricardo Tavares de Albuquerque.

O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Indígenas da OAB será enviado amanhã à Terra Indígena Tenharim. Indígenas ouvidos pelo Amazônia Real afirmaram que a PF está “pressionando” eles para falar sobre o desaparecimento dos três homens dentro da reserva. Continue lendo “OAB do Amazonas vai hoje, 11, à Reserva para garantir os direitos dos Tenharim frente à Polícia Federal”

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Marinha afasta militares envolvidos na prisão de quilombolas de Rio dos Macacos, BA

Lideranças do Quilombo Rio dos Macacos foram espancadas e presas pela Marinha em Aratu, Salvador (Margarida Neide | Ag. A TARDE)
Rose Meire e Ednei: lideranças do Quilombo Rio dos Macacos foram espancadas e presas pela Marinha em Aratu, Salvador.  Foto: Margarida Neide – Ag. A Tarde

Nota: ontem, dezenas de entidades, organizações e movimentos repudiaram a agressão e cobraram atitudes imediatas em Manifesto: Prisão de lideranças da Comunidade Quilombola de Rio dos Macacos pela Marinha de Guerra do Brasil foram ilegais, violentas e arbitrárias. TP.

A Tarde

A Marinha decidiu afastar os militares envolvidos no episódio da prisão de dois moradores da comunidade quilombola Rio dos Macacos na última segunda-feira, 6. O comando do 2º Distrito Naval informou, por meio de nota, que o afastamento acontece como medida preventiva.

Para apurar as circunstâncias a Marinha instaurou um Inquérito Policial Militar e afirmou que as demandas do Ministério Público Federal (MPF) também serão atendidas. Continue lendo “Marinha afasta militares envolvidos na prisão de quilombolas de Rio dos Macacos, BA”

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AM – Prefeituras se reúnem para discutir conflitos entre ‘brancos’ e ‘índios’. Mas só veem desaparecidos a partir de 16/12

Quem são? Os três do dia 16 ou os milhares se contarmos somente desde o início das obras da ditadura na chamada Transamazônica?
Quem são? Os três do dia 16 ou os milhares se contarmos somente desde o início das obras da ditadura na chamada Transamazônica? TP.

Em Tempo

As prefeituras de dez municípios do Sul do Amazonas vão se reunir na próxima terça-feira (14) em Humaitá, para debater a segurança pública e o clima de instabilidade devido à série de conflitos agrários entre brancos e índios.

O evento, promovido pela Associação Amazonense de Municípios (AAM), traz como principal motivador a crise instalada na região, após o desaparecimento de Luciano Ferreira Freire, Stef Pinheiro e Aldeney Ribeiro Salvador, que teriam sido supostamente mortos por indígenas da reserva Tenharim, localizada no quilômetro 85 da BR-230 (Transamazônica), onde foram vistos pela última vez no dia 16 de dezembro. Continue lendo “AM – Prefeituras se reúnem para discutir conflitos entre ‘brancos’ e ‘índios’. Mas só veem desaparecidos a partir de 16/12”

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UNIR envia equipe para Reserva Tenharim

unirRondônia Agora

A Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), por iniciativa do Departamento de Ciências Sociais, está realizando um trabalho de campo, em que acompanha “in loco” o conflito que envolve o povo indígena Tenharim.

Desde o dia 08 de janeiro os professores da UNIR, Josélia Gomes Neves, Mary Gonçalves Fonseca e Vinicius Valentin Raduan Miguel, além da pós-graduanda Inaê Nogueira Level, estão na área de conflito, localizada no estado do Amazonas, nos municípios de Humaitá e Apuí, objetivando acompanhar de perto a realidade local e, posteriormente, elaborar um relatório da real situação em que se encontra aquele povo, com o acompanhamento do Grupo de Trabalho de Saúde Indígena da UNIR (SESI).

Entre os principais problemas já detectados pela comissão estão a falta de alimentação para o povo Tenharim, que se encontra isolado e a questão de doenças como diarreia, desnutrição, hanseníase entre outras. A comissão informou ainda que o povo indígena encontra-se sobre ameaças de novos ataques, e como forma de proteção colocaram cancelas nas entradas das treze aldeias que existem na região. Mesmo assim, no dia 09 de janeiro de 2014, houve uma tentativa de invasão na Aldeia Taboca, o que fez com que os indígenas redobrassem a preocupação. Continue lendo “UNIR envia equipe para Reserva Tenharim”

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Índios Tenharim querem presença de Ministro da Justiça na Reserva

Índio tenharim em frente a uma casa destruída durante atos na região. Foto - Gabriel Ivan (Ninja Humaitá)
Índio tenharim em frente a uma casa destruída durante atos na região. Foto – Gabriel Ivan (Ninja Humaitá)

Por Elaíze Farias em Amazônia Real

Os índios tenharim e jiahui decidiram em assembleia nesta sexta-feira (10) na aldeia Marmelos que só aceitarão discutir sobre a cobrança de pedágio na rodovia BR-230 (Transamazônica) com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pasta da qual a Funai (Fundação Nacional do Índio) é subordinada.

Eles dizem que a Funai recebeu há mais de quatro anos um relatório com pedidos de compensação pela construção da estrada e até hoje não tomou uma decisão para resolver o problema. A cobrança do pedágio na Transamazônica é um dos principais alvos dos protestos de não indígenas iniciados no final de dezembro, no sul do Amazonas, especialmente pelas populações dos municípios Humaitá, Manicoré e Apuí. Continue lendo “Índios Tenharim querem presença de Ministro da Justiça na Reserva”

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Ricardo Albuquerque: “Tenharim querem compensação por danos da Transamazônica”

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Foto: Ana Cotta – Flickr

Não percam! Excelente entrevista! TP.

O programa Amazônia Brasileira recebe, nessa sexta-feira (10), Ricardo Albuquerque,  advogado dos Tenharim na ação que pede compensação pelos danos causados pela Rodovia Transamazônica a esse povo. A rodovia passa por dentro da terra indígena e, desde sua construção, provocou modificações na cultura e no modo tradicional de vida dessa população. Os Tenharim querem ser compensados pelos danos e pela presença constante de não índios atravessando a terra indígena. Segundo eles, essa é a razão pela qual eles têm cobrado pedágio pela passagem nesse trecho da rodovia, o que tem gerado conflito com os que trafegam pelo local.

O advogado Ricardo Albuquerque fala sobre a ação que está pronta e será impetrada pelos Tenharim contra a União para cobrar a compensação que hoje buscam, simbolicamente, através da cobrança de pedágio.

O advogado conta ainda os recentes acontecimentos no local e as novas pressões que a etnia tem sofrido com o aumento da população não índia na região. Segundo ele, há pressão para a retirada de madeira, para a expansão da pecuária em terras públicas, além de pedidos de lavra de diversos tipos de minério. A região também está próxima à BR-319, que liga Porto Velho a Manaus, e que está desativada. Porém há interesse de diversos grupos em reativá-la, o que tornaria a pressão antrópica na região extremamente elevada.

Confira a entrevista na íntegra.  O programa Amazônia Brasileira vai ao ar de segunda a sexta, às 8h (horário de Brasília), na Rádio Nacional da Amazônia. A apresentação é de Beth Begonha. Para ouvir, clique AQUI.

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PF não respeita a Constituição: Tenharim invocam direito constitucional de falar só na presença de seu advogado, mas interrogatório começou

Foto: Claudia Andujar: Índio e a bandeira na Constituinte
Foto: Claudia Andujar: Índio e a bandeira na Constituinte

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

Até onde sabemos, a Constituição está sendo rasgada mais uma vez no sul do Amazonas. Embora estejam invocando o direito constitucional a não serem interrogados sem a presença de seu advogado, neste exato momento os Tenharim não estão sendo respeitados pelo delegado Alexandre Alves, da Polícia Federal.

Na entrevista* que publicamos no início da semana com Ricardo Albuquerque, advogado dos Tenharim e dos Jiahui, uma das questões discutidas foi exatamente o direito constitucional que os povos indígenas, como qualquer brasileiro ou brasileira, têm ao silêncio e à presença de um advogado. E Ricardo explicitou ainda mais a questão:

Minha orientação foi muito clara: não falar com a Polícia sem minha presença. Pedi aos Caciques de todas as aldeias (Jiahui e Tenharim) para que repassassem a todos minha instrução para que ninguém dê depoimento ou responda a perguntas, ou seja, para que eles educadamente declinassem de prestar depoimentos e invocassem seus direitos. Continue lendo “PF não respeita a Constituição: Tenharim invocam direito constitucional de falar só na presença de seu advogado, mas interrogatório começou”

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