Índio É Nós – Neste dia 30 de abril, evento de Conjuntura Indígena do CPEI (Centro de Pesquisa em Etnologia Indígena da Unicamp), coordenado pelo professor José Maurício Arruti, em parceria com o Departamento de Antropologia da Unicamp). O professor Henyo Trindade Barreto Filho, diretor do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), falará com o antropólogo e ex-presidente da Funai Márcio Meira sobre “O Momento Anti-Indígena”.
Governo de Dilma é o que menos criou Unidades de Conservação no país

Nos quase quatro anos de governo, só três Unidades de Conservação foram criadas e 164 mil hectares acabaram diminuídos de áreas protegidas já existentes. Especialistas criticam abandono do setor
Étore Medeiros – Correio Braziliense
A poucos meses do fim do mandato, Dilma Rousseff caminha a passos largos para se tornar a presidente que menos criou Unidades de Conservação (UC), em comparação com as gestões de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). Desde 2011, foram apenas três novas UCs, contra 81 de FHC e 77 de Lula. A área protegida por Dilma é pouco maior do que a região que será alagada pela Usina de Belo Monte (PA). Além da ínfima ampliação, ambientalistas reclamam da política de redução de unidades e da falta de incentivos para efetivar o desenvolvimento sustentável, um dos objetivos das unidades conservadas. Continue lendo “Governo de Dilma é o que menos criou Unidades de Conservação no país”
Contra o racismo nada de bananas, nada de macacos, por favor!

Por Douglas Belchior
A foto da esquerda todo mundo viu. É o craque Neymar com seu filho no colo e duas bananas, em apoio a Daniel Alves e em repulsa ao racismo no mundo do futebol.
Já a foto à direita, é do pigmeu Ota Benga, que ficou em exibição junto a macacos no zoológico do Bronx, Nova York, em 1906. Ota foi levado do Congo para Nova York e sua exibição em um zoológico americano serviu como um exemplo do que os cientistas da época proclamaram ser uma raça evolucionária inferior ao ser humano. A história de Ota serviu para inflamar crenças sobre a supremacia racial ariana defendida por Hitler. Sua história é contada no documentário “The Human Zoo”. Continue lendo “Contra o racismo nada de bananas, nada de macacos, por favor!”
Cotidiano das etnias indígenas do Tocantins em exposição no Palacinho
Conexão Tocantins – O Museu Palacinho recebe a exposição “Os povos indígenas do Tocantins – História e Memória”. Serão 48 fotografias que contemplam os sete povos indígenas, em territórios demarcados, preservados com grande biodiversidade. A vernissage foi nesta segunda-feira, 28, às 19 horas. A mostra segue até o dia 31 de maio.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Tocantins possui uma população indígena aproximada de 13 mil pessoas, distribuída em 151 aldeias. Entre as sete etnias estão: Xerente, Karajá, Javaé, Xambioá, Apinayé, Krahô e Krahô-Kaneça.
Para a professora doutora de antropologia da educação e uma das organizadoras da exposição, Lídia Soraya Liberato Baroso, a mostra vem relatar a cultura e história da luta dos indígenas do Tocantins, mostrando a organização social e política desses povos. “A exposição mostra que os índios do estado do Tocantins têm os seus direitos garantidos. É importante se viver em um estado que tem esse respeito, dignidade e alegria de ter os povos indígenas na sua população”, afirma a antropóloga. Continue lendo “Cotidiano das etnias indígenas do Tocantins em exposição no Palacinho”
Pulmões de Aço
Justiça nos Trilhos JnT – A resistência de três comunidades distantes, unificadas pelas violações sócio-ambientais de três siderúrgicas ligadas à mineradora Vale. Piquiá de Baixo está no Maranhão e sofre a poluição de 4 pólos siderúrgicos em volta das casas. Santa Cruz no Rio de Janeiro é impactada pelos empreendimentos da aciaria TKCSA. E Taranto, na Itália, vive atingida pela maior siderúrgica da Europa, ILVA. As três comunidades uniram-se para enfrentar com mais força e visibilidade a violência escondida desse modelo de desenvolvimento.
Chegaremos a ser humanos?

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes
O racismo é uma coisa brutal. Alguém é considerado inferior apenas por conta da intensidade de sua melanina. O racismo não é algo natural. É coisa construída, em nome da necessidade de poder. Na Europa, o racismo se consolida com as grande invasões do 400, quando portugueses e espanhóis singram os mares em campanhas de conquista, depois seguidos por outros povos da região. Assim, eles invadem a China, o Japão, a Índia, Abya Yala, a África inteira… Discriminam os amarelos, os azuis, os vermelhos, os negros. Chamam de seres inferiores, simplesmente porque não são como eles. Com isso, justificam a dominação, a escravidão, o extermínio. Visão grega de mundo, na qual só o igual é ser. Os demais são não-seres. Portanto, passíveis de destruição. Toda a cultura e história milenar desses povos dominados são ignoradas. Continue lendo “Chegaremos a ser humanos?”
34 pueblos indígenas colombianos están amenazados de desaparecer
Así lo afirmó el Observatorio por la Autonomía y los Derechos de los Pueblos Indígenas
El Tiempo* – Al menos 34 de los más de cien pueblos y comunidades indígenas que viven en Colombia sufren una situación de “crisis humanitaria”, según el Observatorio por la Autonomía y los Derechos de los Pueblos Indígenas de Colombia (ADPI).
El activista colombiano de ese Observatorio, Juan Manuel Ávila, declaró a Efe que la población indígena en Colombia alcanza casi el millón y medio de personas, cuyo estilo de vida se basa en principios de “equilibrio entre los seres vivos, armonía, reciprocidad y defensa de los bienes comunes”.
Pero 34 de estos pueblos ven peligrar su sistema de vida y viven amenazados y corren el riesgo de desaparecer, como ya reconoció la Corte Constitucional colombiana en 2009, situación que, lejos de arreglarse, se ha agravado, según Ávila. Continue lendo “34 pueblos indígenas colombianos están amenazados de desaparecer”
Acusamos o governo de violar a Constituição e tornar-se cúmplice dos crimes contra os índios: Dom Erwin Kräutler
Por Renato Santana, de Brasília (DF), para o Cimi
O episódio que levou o cacique Babau Tupinambá a ser mantido sob custódia da Polícia Federal, em Brasília (DF), onde quatro mandados de prisão impediram a liderança de viajar ao Vaticano para encontro com o papa Francisco, representa para Dom Erwin Kräutler, bispo da Prelazia do Xingu, em Altamira (PA), e presidente do Cimi, a necessidade de ser conservada a aparência ´de um Brasil sensível à causa dos povos autóctones. As aparências de que o Brasil é um estado de direito que honra a sua Carta Magna precisam ser mantidas´. Babau faria denúncias de violações aos direitos indígenas no exterior.
Assim, aponta Dom Erwin, o governo se torna cúmplice de uma campanha anti-indígena corrente no país e dos crimes por ela cometidos. Desde a década de 1960 no Xingu, o bispo já foi preso, sofreu atentados, ameaças e xingamentos públicos. Vive hoje sob escolta de agentes policiais.Trazendo a carta Eu Acuso!, escrita por Émile Zola em 1898, o bispo ressalta o dever de denunciar para não ser cúmplice. E afirma: ´É uma tremenda lástima que Babau foi impedido de fazê-lo’. No início deste mês, Erwin esteve com o papa Francisco (foto) e entregou ao sumo pontífice uma carta detalhando os problemas enfrentados pelas populações indígenas no Brasil.
Em entrevista, Dom Erwin analisa o impedimento de Babau viajar ao encontro de Francisco e de sua consequente custódia, com a determinação judicial de ser levado para detenção temporária no presídio de Ilhéus, na Bahia. Continue lendo “Acusamos o governo de violar a Constituição e tornar-se cúmplice dos crimes contra os índios: Dom Erwin Kräutler”
FEACT-Brasil divulga Nota de Apoio aos Tupinambá
Recebemos com preocupação a noticia da prisão pela Policia Federal neste dia 23 de abril, de Rosivaldo Ferreira dos Santos, cacique do Povo Tupinambá da Serra do Padeiro, sul da Bahia.
Babau, como é mais conhecido, é uma das principais lideranças indígenas do Brasil e sua forte e contundente atuação na defesa do território de seu povo no sul da Bahia vem, há alguns anos, gerando uma série de perseguições e ameaças de morte, perpetradas por fazendeiros e lideranças políticas da região, com forte conivência de outros poderes locais, incluindo o judiciário e as polícias. Alguns meios de comunicação de massa também têm contribuído para aumentar a onda de perseguição aos Tupinambá, criminalizando o direito legítimo desse povo ao seu território ao associar a luta política de sua principal liderança ao banditismo e à violência.
Babau estava com viagem marcada a Roma na quarta-feira, 23/04 para uma audiência com o papa Francisco, no qual entregaria documento relatando o martírio que seu povo vem sofrendo na luta legítima pelo direito ao seu território e à sua cultura. Segundo nota do CIMI, o passaporte de Babau foi suspenso pela Polícia Federal, menos de 24 horas depois de emitido, por quatro mandados de prisão: três arquivados em 2010 e outro da Justiça Estadual de Una acusando-o de participação no assassinato de um pequeno agricultor. O inquérito que levou ao mandado de prisão contra Babau e outras lideranças Tupinambá foi realizado em apenas dez dias, tem depoimentos sem o contraditório e uma série de outras fragilidades jurídicas. A prisão se deu durante audiência unificada das comissões de Direitos Humanos da Câmara e do Senado, da qual participava, no Congresso Nacional, em Brasília (DF) e foi decretada pela Vara Criminal da Justiça Estadual de Una, município baiano. Continue lendo “FEACT-Brasil divulga Nota de Apoio aos Tupinambá”
CPT: Conflitos e Violência atingem povos indígenas e comunidades tradicionais
O número de conflitos no campo em 2013 apresentou um pequeno recuo em relação a 2012. Foram registrados 1266 conflitos, quando, em 2012, foram 1364. Este número menor refere-se a conflitos por terra, que declinaram de 1067, para 1007; conflitos trabalhistas, 182, em 2012, 154, em 2013; outros conflitos de 36 para 12. O número de conflitos pela água é que apresentou considerável crescimento de 32%, de 79, em 2012, para 104, em 2013.
Já em relação ao número de violências contra a pessoa, o número de assassinatos apresentou um pequeno declínio de 36, para 34. Também recuaram os números de tentativas de assassinato de 77, para 15; de ameaçados de morte, de 241 para 195. Em contraposição o número de presos teve aumento de 99 para 143, e de agredidos saltou de 88 para 243. O que chama a atenção nestes dados é o envolvimento das populações indígenas nestes conflitos, que se tornam um clamor por justiça. Das 1.266 ocorrências relacionadas ao conjunto dos conflitos no campo no Brasil, 205 estão relacionadas aos indígenas. 154 referem-se a conflitos por terra ou retomada de territórios e 11 a conflitos pela água.
No quadro de violências, das 829 vítimas de: assassinatos, ameaças de morte, prisões, intimidações, tentativas de assassinato e outras, 238 são indígenas. Das 34 mortes por assassinato, 15 são de indígenas. São também indígenas 10 das 15 vítimas de tentativas de assassinato, e 33 das 241 pessoas ameaçadas de morte. Não se tem registro de situação semelhante em outro momento dos 29 anos que a CPT publica o relatório Conflitos no Campo Brasil.
Os estados que lideram o ranking da violência contra os indígenas são: Mato Grosso do Sul e Bahia. O Mato Grosso do Sul destaca-se: 15 foram ameaçados de morte, 7 sofreram tentativa de assassinato, 3 foram assassinados, 8 presos. 100% dos assassinados e dos que sofreram tentativa de assassinato são indígenas. Também 100% dos assassinados em Roraima são indígenas. Na Bahia, dos 6 assassinatos, 4 são de indígenas e das 3 tentativas de assassinato, 1 é contra indígena, além de 3 ocorrências de ameaça de morte. Chama atenção o alto índice de violência incidente sobre as lideranças indígenas, com 34 ocorrências relacionadas a ameaças de morte, 26 a tentativas de assassinato e 4 assassinatos. Continue lendo “CPT: Conflitos e Violência atingem povos indígenas e comunidades tradicionais”



