PA – Índios desocupam entrada de projeto Onça Puma, em Ourilândia do Norte

Foto: Wesley Costa/ Arquivo pessoal
Foto: Wesley Costa/ Arquivo pessoal

Encontro entre empresa e índios foi agendado para o dia 25 de junho. Ocupação iniciou no dia 12 de junho.

Do G1 PA

Um grupo de indígenas que ocupava a entrada do projeto Onça Puma, em Ourilândia do Norte, na região sudeste do Pará, deixou a área na tarde desta segunda-feira (16). Segundo a Vale, responsável pela atividade no local, os índios da etnia Xikrin do Cateté se comprometeram a retornar às suas aldeias após uma reunião com representantes da empresa e Funai.

No encontro foi acordado que haverá uma nova reunião, marcada para o dia 25 de junho, na aldeia indígena Djudjekô, na Terra Indígena Xikrin do Cateté. Na ocasião estarão presentes representantes da Vale e da Funai. Também será convidado a participar o Ministério Público Federal (MPF). Continue lendo “PA – Índios desocupam entrada de projeto Onça Puma, em Ourilândia do Norte”

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O drama dos muçulmanos nos abatedouros brasileiros

Diagne (em pé) e outro colega senegalês no interior do Paraná
Diagne (em pé) e outro colega senegalês no interior do Paraná

Trabalhadores muçulmanos enfrentam problemas no Centro-Oeste e no Sul

por Cynara Menezes – Carta Capital

O encarregado de selecionar a mão de obra segue até os negros, às centenas, e escolhe os que levará pelas características físicas: os mais jovens, os mais altos, os mais corpulentos, quem tem os braços mais longos, as pernas mais fortes e as canelas mais finas (canela grossa indicaria “preguiça”). Até mesmo a genitália é examinada, para verificar a existência de hérnias capazes de comprometer o trabalho pesado. Mulheres são descartadas. Homens com aparência frágil, velhos ou doentes, idem.

A cena remonta a uma época nem tão distante da nossa história, mas acontece hoje mesmo, em Brasileia, no Acre, principal ponto de chegada de haitianos e senegaleses. O fluxo é constante e não cessará nos próximos anos, apesar do esforço combinado entre os ministros de Relações Exteriores do Brasil e do Haiti para a concessão de vistos antes da chegada dos migrantes. Haitianos, senegaleses, somalis, congoleses e também bengalis (naturais de Bangladesh), sírios e de outras nacionalidades têm migrado não só para fugir dos países de origem, mas por causa de uma forte demanda por seus braços nos frigoríficos do Centro-Oeste e Sul que exportam mensalmente toneladas de frango para o resto do mundo. Continue lendo “O drama dos muçulmanos nos abatedouros brasileiros”

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Comissão da Verdade lança livro com nomes de torturadores da ditadura

Elaine Patrícia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Uma carta escrita por presos políticos do Presídio Romão Gomes, conhecido como Barro Branco, em São Paulo, em 1975, e que trazia nomes e codinomes de 233 torturadores do regime militar no país foi revista e virou um livro, lançado ontem (16) na Assembleia Legislativa paulista pela Comissão Estadual da Verdade de São Paulo.

O livro Bagulhão: A Voz dos Presos Políticos contra os Torturadores traz a carta que foi enviada ao presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (na época) Caio Mário da Silva Pereira. Segundo a comissão, foi a primeira denúncia pública de presos políticos sobre torturas e torturadores, embora outros documentos tenham sido elaborados na época e divulgados, mas de forma clandestina.

O nome Bagulhão se refere, segundo o ex-preso político Reinaldo Morano Filho, ao fato de o documento ganhar volume com o passar do tempo e também porque bagulho, na linguagem usada por quem estava preso, significava algo que os “presos temiam muito” ou algo perigoso. O documento, segundo ele, começou a ser produzido pelos presos em 1969, de forma conjunta, e foi feito de forma sigilosa, para que os militares não tivessem conhecimento sobre ele. O primeiro nome da lista de torturadores é o do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) de São Paulo.

O documento, explicou Morano Filho, consistia em um calhamaço de 28 folhas com as assinaturas de 35 presos. Além da identificação dos torturadores, o documento descrevia também os principais métodos e instrumentos de tortura que eram empregados pelos órgãos de repressão e as condições carcerárias. O texto dessa carta foi encerrado pelos presos no dia 23 de outubro de 1975, mas ganhou um post scriptum dois dias depois para incluir a notícia da morte, sob tortura, do jornalista Vladimir Herzog. Continue lendo “Comissão da Verdade lança livro com nomes de torturadores da ditadura”

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Moradores do terreno da Oi continuam sem teto e longe da Copa

Ex-moradores da favela Oi/Telerj vivem em abrigo improvisado na Igreja Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do GovernadorTomaz Silva/Agência Brasil
Ex-moradores da favela Oi/Telerj vivem em abrigo improvisado na Igreja Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do GovernadorTomaz Silva/Agência Brasil

Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil

A única televisão que o desempregado Ronaldo da Silva tem para ver a Copa só passa a cor vermelha e ainda por cima cheia de chuviscos. Fica impossível diferenciar quem está jogando. Mas esse não é o maior problema dele e das demais 207 famílias expulsas no dia 11 de abril deste ano do terreno onde pretendiam morar, pertencente à empresa Oi, sucessora da antiga Telerj.

O interesse pela Copa é pequeno e o clima de tristeza entre todos é facilmente percebido. Depois de uma peregrinação que começou em frente à prefeitura e continuou até a Catedral Metropolitana, onde permaneceram até o dia 3 de maio, eles acabaram transferidos para uma quadra coberta da Igreja Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do Governador, zona norte da cidade.

No espaço reduzido, foram armadas dezenas de barracas, cada uma ocupada por uma família. Além dos adultos, pelo menos 70 crianças estão alojadas no local, segundo os próprios moradores. Algumas ainda bebês, muitas usando fraldas. Outras, em idade escolar. Mas nem todas indo à escola, pois as unidades que frequentavam ficaram muito distantes. Continue lendo “Moradores do terreno da Oi continuam sem teto e longe da Copa”

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Violência: Copa do Mundo Fifa 2014 estaria instaurando período de exceção

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Ação da polícia suspende de fato garantias constitucionais para garantir sucesso de evento privado

Adital – No primeiro dia da Copa do Mundo da Fifa, 12 de junho, forças de segurança suspenderam na prática uma longa lista de liberdades individuais para garantir o sucesso do evento. Embora não tenha sido decretado Estado de Exceção, as forças de segurança agiram como se vários direitos tivessem sido suspensos entre eles a liberdade de expressão e o direito a manifestar. A avaliação é a organização Conectas Direitos Humanos.

Na manifestação ocorrida na última quinta-feira, dia do jogo entre Brasil e Croácia, em São Paulo, a Polícia Militar repetiu o padrão registrado há exatamente um ano, encurralando manifestantes por ruas estreitas, em vez de facilitar a dispersão. De acordo com o GAPP (Grupo de Apoio ao Protesto Popular), 38 pessoas ficaram feridas no confronto de São Paulo, incluindo socorristas do grupo.

Para a Conectas, em vez de individualizar condutas que infrinjam a lei, a PM atacou indiscriminadamente um grupo de pessoas que protestava próximo à Estação Carrão do Metrô, deixando vários feridos, entre eles jornalistas. Pessoas detidas e imobilizadas foram agredidas por policiais. Um dos vídeos mostra um manifestante recebendo dois jatos de spray de pimenta, um contra cada olho, a poucos centímetros de distância do rosto, numa atitude que pode caracterizar “maus tratos ou tortura”, segundo padrões internacionais. Continue lendo “Violência: Copa do Mundo Fifa 2014 estaria instaurando período de exceção”

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“Teremos duas Copas do Mundo: uma com as imagens bonitas da FIFA e outra tensa, das ruas”: Juca Kfouri

250xNx100614_jucakfouri.jpg.pagespeed.ic.MahvH4xdEKPor Coletivo C.O.P.A., edição do Correio da Cidadania

Às vésperas da Copa do Mundo, uma iniciativa de diversos atores da chamada ‘mídia alternativa’ promoveu uma entrevista coletiva com o consagrado jornalista Juca Kfouri, talvez a maior referência de profissional crítico na mídia esportiva brasileira. Inimigo de longa data da cartolagem nacional, com dezenas de processos sofridos na justiça, Kfouri foi uma das poucas vozes que se levantou contra a Copa em solo brasileiro desde o momento em que FIFA concedeu tal direito ao país.

“A FIFA não é a culpada de todos os males da Copa. Os primeiros culpados somos nós, que aceitamos fazê-la nas condições que a FIFA exige. Se me perguntar qual legado a Copa vai deixar, e não o vejo como nada desprezível, é o de uma nova consciência que o brasileiro passa a ter. Nunca vi nada parecido, antes de um evento esportivo, com as jornadas de junho. A ideia pela qual vou trabalhar daqui por diante é a de que, para que se aceitem novos empreendimentos de tal porte, seja megaevento ou uma obra como Belo Monte, tenha de ser feito um referendo popular”, disse Kfouri.

 A longa entrevista abordou tanto os temas políticos gerais, como aqueles do mundo esportivo, que no fim das contas estão mais interligados do que nunca em nosso atual momento. Juca lembra que o governo brasileiro sempre teve total conhecimento do que se tratava a “máfia que tomou conta do futebol”, que, em suas palavras, sempre existiu, mas em determinado momento percebeu o negócio bilionário em que o esporte mais popular do mundo poderia se tornar e deu o impulso para a sua mercantilização (“hoje em níveis inadministráveis”).

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Protestos adotam tom lúdico para fugir da repressão policial e ameaça de desmobilização

2014_06_foto - protesto em brasília - créd mídia ninjaMarcela Belchior – Adital

Para além de questionar os métodos de organização da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil, a mobilização social de oposição espalhada por várias cidades brasileiras e estrangeiras tem promovido uma série de atividades de formação, debate e integração entre vários setores dos movimentos sociais. Além dos atos públicos, ações como festival de filmes, bate-papos, jogos de futebol de rua e intervenções artísticas têm provocado debate nas cidades.

Neste domingo, 15 de junho, no primeiro jogo da Copa do Mundo de 2014 em Brasília, capital do país, a questão do investimento no serviço público brasileiro foi a motivação principal de protesto organizado pelo Comitê Popular da Copa do Distrito Federal. Outros movimentos, além da reunião de estudantes e de sindicalistas, se concentraram na Rodoviária do Plano Piloto, longe do aparato de repressão policial instalado no Estádio Mané Garrincha, onde ocorria o jogo Suíça X Equador. Continue lendo “Protestos adotam tom lúdico para fugir da repressão policial e ameaça de desmobilização”

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Autonomia indígena: município mexicano ganha na justiça direito de se autogovernar

As fogueiras são elementos centrais da organização popular de Cherán. Ao redor delas são decididos importantes questões locais
As fogueiras são elementos centrais da organização popular de Cherán. Ao redor delas são decididos importantes questões locais

Desde 2011, Cherán, localizado no Estado de Michoacán, enfrenta com sabedoria indígena o avanço dos cartéis e do crime organizado

Federico Mastrogiovanni – Opera Mundi

Cherán não é uma comunidade comum no México. Formado em sua maioria por indígenas de etnia purépecha, localizado no Estado de Michoacán, o município se organizou em abril de 2011 para se defender de grupos de “talamontes” – dedicados ao corte clandestino de árvores e ligados a cartéis de drogas. A ação foi urgente, pois os bosques originários da região estavam sendo completamente destruídos.

Com reuniões tradicionais na rua ao redor das fogueiras, forma de organização típica dos purépecha, os habitantes de Cherán conseguiram reorganizar a Ronda Comunitária e expulsar não apenas os criminosos, mas também eliminar tanto o presidente municipal como os partidos políticos, instituindo um Conselho Maior. Continue lendo “Autonomia indígena: município mexicano ganha na justiça direito de se autogovernar”

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MPF denuncia oito por crimes contra comunidade Retireiros do Araguaia, em Mato Grosso

A casa de Rubem Sales, presidente da Associação dos Retireiros do Araguaia, devastada pelo fogo (Foto: Arquivo Pessoal)
A casa de Rubem Sales, presidente da Associação dos Retireiros do Araguaia, devastada pelo fogo (Foto: Arquivo Pessoal)

A denúncia já foi recebida pela Justiça Federal e os oito denunciados passaram a ser réus em ação penal que tramita em Barra do Garças

MPF MT

Oito integrantes da Associação dos Produtores Rurais (Aprorurais), do município de Luciara (MT), foram denunciados pelo Ministério Público Federal de Barra do Garças pelos crimes de associação criminosa, sequestro e cárcere privado e ameaça contra a comunidade tradicional Retireiros do Araguaia, professores e estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso, por conta de uma disputa fundiária na região.

De acordo com a denúncia oferecida no dia dois de maio, a investigação conduzida pela polícia e pelo Ministério Público Federal possui elementos que comprovam que as manifestações contra a comunidade tradicional da região do rio Araguaia não decorreram da manifestação espontânea e de pessoas insatisfeitas com a proposta de constituição da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mato Verdinho, destinada a assegurar o modo de vida retireiro.

“As manifestações e os crimes delas decorrentes foram efetivamente orquestrados, coordenados, financiados e estimulados pela associação criminosa da qual fazem parte todos os denunciados”, afirma o procurador da República Wilson Rocha Assis, na denúncia. Continue lendo “MPF denuncia oito por crimes contra comunidade Retireiros do Araguaia, em Mato Grosso”

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Movilización nativa en el Pastaza continúa hasta ver atención efectiva

Foto: Fediquep / Observatorio petrolero
Foto: Fediquep / Observatorio petrolero

Cansados de promesas esperarán retorno de comitiva oficial el jueves 19 de junio

Servindi – Las comunidades nativas de la cuenca del Pastaza continuarán movilizadas hasta que se les demuestre que las autoridades adopten las medidas que garanticen acceso al agua apta para el consumo humano así como alimentos libres de contaminación por hidrocarburos.

Así lo señaló el apu o jefe tradicional Aurelio Chino Dahua, presidente de la Federación Indígena Quechua del Pastaza (Fediquep), tras evaluar la reunión sostenida el pasado sábado con el Primer Ministro, René Cornejo, en la comunidad Nuevo Andoas.

El apu de Fediquep sostuvo que la asamblea manifestó su descontento tras la visita del premier, puesto que una vez más se hacen ofrecimientos pero no se dan pasos concretos para atender la situación de emergencia en la que se encuentra la cuenca. Continue lendo “Movilización nativa en el Pastaza continúa hasta ver atención efectiva”

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