por Álvaro Maia, Ciro Barros – A Pública
Reportagem realizada na comunidade da Paz, vizinha do Itaquerão, enquanto o estádio era construído, simboliza o drama das remoções causadas pelo evento.
por Álvaro Maia, Ciro Barros – A Pública
Reportagem realizada na comunidade da Paz, vizinha do Itaquerão, enquanto o estádio era construído, simboliza o drama das remoções causadas pelo evento.
MPF afirmava que tribos indígenas estavam com a estrutura social ameaçada
A Justiça Federal rejeitou o pedido do Ministério Público Federal para suspender as obras da hidrelétrica de Belo Monte (11.233MW), na região do Xingu, no Estado do Pará, ou condenar a Norte Energia, construtora do empreendimento, a indenizar os índios das etnias Arara e Juruna, além dos ribeirinhos da Volta Grande do Xingu.
Segundo a ação do MPF, os Jurunas estariam com sua estrutura social ameaçada e os Araras enfrentariam dificuldades de acesso à água potável devido a um suposto [sic] rebaixamento do lençol freático. A sentença foi proferida pela 9ª Vara do Tribunal Regional Federal da 1ª Região de Brasília (DF), que considerou as alegações inconsistentes. Continue lendo “Belo Monte: Justiça rejeita pedido para suspensão das obras”

Segundo SSP, tropas assumirão comando operacional, que era do Exército. Região de disputa de terra abrange municípios de Buerarema, Una e Ilhéus
Do G1 BA – A Força Nacional e a Polícia Militar reassumiram o comando das operações policiais nas áreas de conflito entre indígenas e produtores rurais, no sul da Bahia, nesta segunda-feira (14). De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), a decisão tomada após reunião do Governo do Estado e o Ministério da Justiça.
Em março, o Exército assumiu o policiamento nos municípios de Buerarema, Una e Ilhéus, após o pedido de aplicação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), feito pelo governador Jaques Wagner ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Segundo a SSP, as tropas deixarão a região em definitivo nesta segunda-feira. No entanto, a assessoria de comunicação do Exército informou que a saída ainda está sendo avaliada, e que terá uma posição até a terça-feira (15).
Segundo a SSP, após reassumir o comando das operações, a Força Nacional, que já disponibilizava um pelotão nas regiões de conflito, irá incorporar mais um grupamento de policiais e reforço logístico. Já o efetivo da PM conta com 130 militares, distribuídos em regime de plantão. Eles irão atuar principalmente na zona rural dos municípios.
Mônica Francisco* – Jornal do Brasil
O racismo institucional e o racismo cotidiano percebido e vivido no calor das relações entre os indivíduos são um fato que não devemos e não podemos ignorar de maneira alguma e agora em tempos de Copa ficam mais e mais óbvios, mas não menos ignorados. Aflorando logo que tem ocasião, mostrando como apregoava o tema de uma campanha realizada por algumas ONGs há anos atrás, onde cada um guarda seu racismo, e eu diria, para usá-lo em momento oportuno ou inoportuno também.
Dos cabelos do David Luiz aos insultos a Camilo Zúñinga após lesionar o jogador Neymar, o racismo se manifesta em suas multifacetadas formas e ações. Falando em David Luiz, ao assistir em uma emissora os repórteres que estavam no local de concentração da Seleção Brasileira falando sobre o jogador, um deles disse à outra repórter que dividia com ele a transmissão, que uma criança de seu prédio achava que o jogador David Luiz não era, pasmem se puderem, “DE VERDADE”, por causa dos cabelos. A criança achou que era um bonequinho de comercial famoso e brindes de ocasião.
Isso para alguns talvez passe como um comentário engraçadinho e inocente de criança, o que, por isso mesmo, gerou muitas risadas dos repórteres citados e dos apresentadores do jornal, mas sabemos que na sutileza das situações está a maior perversidade deste que é um de nossos casos mais mal resolvidos na nossa história como nação.
Em que mundo esta criança se percebe vivendo e qual o conceito de sociedade e diversidade que se está construindo, é um dos questionamento que devemos fazer. São elas que vão compor fileiras de justiceiros amanhã, por não reconhecerem como iguais aqueles que sequer percebem como humanos. Isso deve gerar uma disposição mental, pelo menos equivocada e que de alguma forma vai acompanhar estes indivíduos ao longo de sua existência. É uma questão muito séria. Continue lendo “Racismo em tempos de Copa fica mais evidente”

“Legalizar la prostitución es legalizar la explotación femenina”
Jan Martinez Ahrens – El País
Raúl Vera (Acámbaro, Guanajuato, 1945) es el obispo más amenazado de México. Un prelado que ha salido vivo de más de un atentado y cuyo trabajo en favor de los desaparecidos, migrantes, menores, indígenas, prostitutas y parias de todo tipo le ha granjeado odios feroces, incluido la letal enemistad del narco. Pero las amenazas no parecen hacerle mella. Ingeniero de carrera e hijo intelectual del Mayo del 68, se ha forjado una leyenda de indomable. Su primer pulso llegó en 1995 cuando Juan Pablo II le envió como coadjutor a Chiapas, en plena efervescencia zapatista. Tenía como misión poner orden en la diócesis de san Cristóbal de las Casas, dirigida por el carismático Samuel Ruiz, un adalid de las tesis indigenistas y la teología de la liberación. Al poco de llegar, aquel comisario político al que todos consideraban un conservador y cuyo destino era quitarle la mitra a Ruiz, acabó apoyando al clero local. Roma no olvidó. Cuatro años después fue enviado, como castigo, al árido obispado de Saltillo, en Coahuila, al norte del país. De poco sirvió. Desde ahí volvió a la trinchera. Ha plantado cara a los desmanes del Gobierno y también al terror de Los Zetas. Continue lendo ““Los que dicen que el homosexual es un enfermo son los que están enfermos””
A propósito da reação dos médicos e de parte da população brasileira à vinda dos médicos cubanos, Jorge Pontual fala sobre a entrevista que fez, para a Globo News, com a socióloga estadunidense Julie F. Silver, que há mais de 30 anos estuda a Medicina de Cuba. E conta como ela foi (re)construída, uma vez que pós Revolução ficaram apenas três mil médicos e 14 professores universitários no País. A opção então foi investir no setor e, como resultado, transformou Cuba no país que “tem índices de saúde comparáveis ou até melhores que os Estados Unidos e países da Europa”, além deter “o maior índice de médicos per capita, 6,7″, o que corresponde a “três vezes a taxa americana”.
A gravação tem um ano, mas acho que vale divulgá-la, inclusive porque dificilmente ela terá sido apresentada na tevê aberta. (TP).
As piadas não são isentas e carregam consigo os discursos dos preconceitos. Como se a humilhação diária e a recusa a cidadania já não fossem suficientes
por Djamila Ribeiro – Carta Capital
Assim como houve pensadores como Sartre, que criticava a arte pela arte, propondo uma arte engajada, Henfil, grande cartunista brasileiro, foi adepto de um humor engajado politicamente, não o humor pelo humor, como o próprio definiu: “Procuro dar meu recado através do humor. Humor pelo humor é sofisticação, é frescura. E nessa eu não tou: meu negócio é pé na cara”.
Visivelmente, o cartunista tinha uma posição de embate ao poder instituído. Infelizmente, não é o que vemos na grande mídia, salvo raras exceções. O que se vê é um humor rasteiro, legitimador de discursos e práticas opressoras e que tenta se esconder por trás do riso. Sendo a sociedade racista, o humor será mais um espaço onde esses discursos serão reproduzidos. Não há nada de neutro, ao contrário, há uma posição ideológica muito evidente de se continuar perpetuando as opressões.
Alguns humoristas, quando criticados, dizem estar sendo censurados. Há que se explicar para eles o que é censura. Primeiro, eles dizem e fazem coisas preconceituosas. Quem se sentiu ofendido, reclama. Onde está a censura nisso? Incomodam-se pelo fato de, cada vez mais, muitas pessoas denunciarem e gritarem ao ver suas identidades e subjetividades aviltadas; é como se dissessem “nem se pode mais ser racista, machista em paz”.
Acreditam ter uma espécie de poder divino de falar o que querem sem serem responsabilizados. Atualmente, pululam humoristas com esse viés. Comportam-se como semideuses, como Danilo Gentili, que chamou de macaco um moço que discordou dele. Marcelo Marrom, infelizmente, é um homem negro que faz piadas vergonhosas ridicularizando a si mesmo e pessoas negras. Age como uma espécie de neocapitão do mato, tentando caçar nossa dignidade, nossa autoestima, que há anos lutamos para ter. Capitão do mato do humor para entreter a casa grande. Que a ancestralidade tenha misericórdia dele. Continue lendo “O verdadeiro humor dá um soco no fígado de quem oprime”
Organizaciones no gubernamentales denuncian complicidad de Banco Mundial y esquema REDD+ de las Naciones Unidas. Grave situación del pueblo Sengwer en Kenia revela cómo las compensaciones de carbono potencian la recolonización corporativa del Sur
Por Nafeez Ahmed* – Servindi
Entre 2000 y 2010, unos dos millones de kilómetros cuadrados de tierras en Asia, África y América Latina y el Caribe fue adquirido o negociado bajo acuerdos firmados en nombre de gobiernos extranjeros o empresas transnacionales.
Muchos de esos acuerdos se orientan hacia la producción de cultivos o biocombustibles para su exportación a países ricos y desarrollados – con la consecuencia de que los pequeños agricultores son desplazados de sus tierras y pierden sus medios de vida, mientras las comunidades locales pasan hambre. Continue lendo “Compensaciones de carbono son “cómplices” de acaparamiento genocida de tierras”
¿Cuál es el rol del Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social (BNDES) de Brasil en la región de sudamérica? ¿Cuál es su responsabilidad social y ambiental en los megaproyectos que financia? ¿Cuáles son los estándares ambientales que se deben forjar en la región? Estos y otros temas aleatorios son examinados en el siguiente artículo por Oscar Guerrero Bojorquez.
El BNDES, la industrialización de sudamérica y la biodiversidad como prioridad
Por Óscar Guerrero Bojorquez*
Servindi, 14 de julio, 2014.- Inmersos en una época caracterizada por el avance desenfrenado de las tecnologías de punta y la expansión de los grupos monopólicos más allá de sus fronteras de origen, los planes de integración regional retoman vigencia apareciendo como la única alternativa encaminada a hacer realidad el sueño desarrollista de Suramérica. En este contexto y ante la necesidad de hacer frente a la nueva arquitectura del poder mundial nació la Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR). Desde el punto de vista de la geopolítica la concepción de la UNASUR es por demás atinada entendiendo que en la actualidad los destinos de los habitantes del planeta son regidos por un mundo multipolar donde la idea misma del progreso cuenta con diversas interpretaciones. Continue lendo “El BNDES, la industrialización de sudamérica y la biodiversidad como prioridad”
Adital – O Centro de Direitos Humanos Fray Bartomolé de Las Casas (Frayba) denuncia casos de ameaças e tentativa de homicídio contra povos nativos na localidade de Las Margaritas (Estado de Chiapas), situada ao sudeste do México. Segundo a organização, indígenas da etnia Tojolabales, do povoado Primeiro de Agosto, afirmam que têm sofrido ainda provocações e ataques.
As investidas seriam por parte de integrantes da Central Independente de Operários Agrícolas e Camponeses Histórica (CIOAC) e da Aliança de Organizações Sociais e Sindicatos de Esquerda (ASSI), do Campo Miguel Hidalgo. Camponesas e camponeses responsabilizam os representantes desses campos e o governo da entidade pelas agressões, intensificadas desde agosto de 2013.
Em comunicado recente, habitantes do Primeiro de Agosto afirmam que, em 2011, homens, mulheres e crianças solicitaram em assembleia terras para viverem, trabalharem e alimentarem-se. “Durante meses, foram estabelecidos diálogos sem chegar a acordos com as autoridades de Miguel Hidalgo, que os hostilizaram e perseguiram por povoar um terreno baldio de 73 hectares em 2013, em terras recuperadas por zapatistas em 1994”, acrescenta o Frayba. Continue lendo “Conflito entre indígenas e camponeses gera onda de violência em povoado”