O braço forte da União

O protesto dos aeroviários foi impedido por uma liminar na Justiça
O protesto dos aeroviários foi impedido por uma liminar na Justiça

Para garantir tranquilidade na Copa, AGU conseguiu na Justiça a proibição de greves, piquetes e bloqueio de aeroportos, rodovias e entornos de estádios; ação é criticada por defensores da liberdade de expressão

Por , em A Pública

A poucos dias do final da Copa do Mundo, os procuradores da Advocacia-Geral da União (AGU) estavam bastante satisfeitos. Para eles, seu time jogou bem. “Olha, minha avaliação é extremamente positiva, sou suspeito para falar, mas vejo que a atuação da AGU foi muito articulada, organizada, consistente”, disse ao telefone o Procurador Geral da União, Paulo Henrique Kuhn, à Agência Pública. Ele se referia ao desempenho da força-tarefa da Procuradoria-Geral Federal (PGF) e Procuradoria-Geral da União (PGU), órgãos da AGU, para garantir a manutenção de serviços e acesso aos espaços e vias públicos durante o evento.

Desde maio até o final da Copa, amanhã, 414 advogados e procuradores trabalham em regime de plantão para monitorar e comunicar “notícias ou mesmo indícios de paralisações” de serviços públicos, interdições de rodovias federais e ocupação de prédios públicos – e acionar a Justiça a qualquer momento. “Vínhamos com um grupo em todo país monitorando individualmente, junto com as informações dos órgãos de inteligência e segurança, todas as intervenções que poderiam atrapalhar os jogos”, completa o Procurador-Geral Federal, Marcelo Siqueira. Continue lendo “O braço forte da União”

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Brasil: movimento quilombola pode ser o maior programa do mundo de reparação pela escravidão

Luiz Pinto, who has been fighting eviction for decades, at home with his dog. (Carolina Ramirez/The Huffington Post)
Luiz Pinto, que vem lutando há décadas contra a expulsão, em casa com seu cachorro. (Carolina Ramirez/The Huffington Post)

Este artigo é o primeiro de uma série de duas partes sobre o movimento dos quilombos.

Por Roque Planas, em The Huffington Post

Quando Luiz Pinto estava crescendo, seus pais proibiam a família de falar sobre escravidão. O assunto trazia à tona memórias horríveis.

A avó de Pinto nasceu escrava. Antes do nascimento do neto, ela se jogou num rio, tirando a própria vida depois de ser estuprada pelo filho de um rico e branco dono de terras. Escravidão e racismo viraram temas tabu na casa dos Pinto, uma coleção de casas de tijolos alaranjados empoleiradas num morro do Rio de Janeiro de onde se vê a estátua do Cristo Redentor ao longe, por entre as árvores.

“Só a conheço por fotografias”, diz Pinto, um sambista de 72 anos.

Hoje, o legado da escravidão no Brasil toma muito do tempo de Pinto. Ele viaja pelo Estado do Rio de Janeiro e vai e volta de Brasília para defender os direitos de propriedade das pessoas que vivem em comunidades fundadas por escravos foragidos. Essas comunidades são conhecidas como quilombos. De acordo com a legislação brasileira, os moradores dos quilombos têm direito constitucional às terras ocupadas por seus ancestrais – e esse direito, apesar de raramente respeitado, está revolucionando silenciosamente as relações raciais do país. Continue lendo “Brasil: movimento quilombola pode ser o maior programa do mundo de reparação pela escravidão”

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A Copa e o mistério argentino

CopaArgentina02Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:
Falando com clareza: uma das provas definitivas de subdesenvolvimento mental consiste em torcer contra a Argentina na final de domingo.

Toda pessoa tem seu gosto e sua preferência. Os povos têm sua identidade, sua história e sua cultura, que uns podem admirar ou não.

É claro é legítimo torcer a favor da Alemanha, também. Mas se é para procurar motivos para implicar com um país…

Eu me pergunto pela motivação interna, profunda, de quem diz que “não gosta dos argentinos.” Seria uma forma de racismo?

A implicância de uma parte de brasileiros com a Argentina tem sua origem num velho conhecido da Copa das Copas. Ele mesmo, o complexo de vira-lata.

Deixando de lado, por um minuto, o 7 a 1, o único fracasso da Copa das Copas de 2014 foi o mascote Fuleco. O verdadeiro bichinho de estimação é o vira-lata.

Embora o Brasil tenha um PIB infinitamente maior do que o da Argentina, e ocupe um lugar no continente de liderança não mais questionada, etc, etc, etc, os argentinos provocam um sentimento de insegurança e inferioridade que acompanha muitos brasileiros.

Estes ficam felizes quando o vizinho enfrenta dificuldades. Dizem bem-feito até para a cobiça de fundos abutres que ameaçam derrubar a economia do país e até atingir o Brasil e outras partes do mundo. Continue lendo “A Copa e o mistério argentino”

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Repostando por motivos mais que óbvios: “Os palestinos nos livros escolares de Israel (Como se faz a desumanização de um povo)”

Neste documentário, Nurit Peled-Elhanan fala de sua pesquisa relacionada com o conteúdo dos livros didáticos de Israel. Ela expõe em detalhes como estes livros são elaborados com o objetivo de desumanizar o povo palestino e fomentar nos jovens estudantes israelenses a base de preconceitos que lhes permitirá atuar de forma cruel e insensível com o mesmo durante o serviço militar.

Conforme explica Nurit Peled-Elhanan, a construção de mundo feita a partir dos livros didáticos, por serem as primeiras a se sedimentarem na mente das crianças, são muito difíceis de serem erradicadas. Daí a importância que o establishment israelense dedica à ideologia a ser transmitida nos livros didáticos. Neles, os palestinos nunca são apresentados como seres humanos comuns. Nunca aparecem em condições que possam ser consideradas normais. Segundo Nurit Peled-Elhanan, não há nesses livros nem sequer uma fotografia de um palestino que mostre seu rosto. Eles são sempre apresentados como constituindo uma ameaça para os judeus.

(Enviada por Thiago Lucas e postada originalmente em 19/08/2012)

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Atenção: Estado realiza prisões para reprimir população no Rio, na véspera da final da Copa

Constituição 1988Justiça Global

Na manhã de hoje, 12 de julho de 2014, em torno de 60 sessenta mandados de prisão temporária, impondo cinco dias de detenção, estão sendo cumpridos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro contra manifestantes e participantes dos protestos do último ano. Até o momento, já foram efetuadas aproximadamente 20 prisões. Os mandados foram expedidos desde quinta-feira e cumpridos neste sábado, dia anterior a final da Copa do Mundo, para quando há um grande ato de rua marcado. Detidos e detidas, incluindo duas mães, estão sendo encaminhados para a “Cidade da Polícia”. Chegando na caçamba de camburões e sendo retirados sob a mira de fuzis.

Sua transferência para o Complexo Penitenciário de Bangu pode se dar ainda hoje. Dia no qual Defensoria Pública, Legislativo e outros órgãos do Estado que poderiam atuar contra esta arbitrariedade estão em regime de plantão, dificultando sua atuação. Fatos que, somados ao curto prazo de prisão, evidenciam o propósito único de neutralizar, reprimir e amedrontar aqueles e aquelas que tem feito da presença na rua uma das suas formas de expressão e luta por justiça social.

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Chauvinismo midiático à brasileira

globo e bandeira

bandera-argentina-fotos-11

 

A construção desportiva do outro como antagonista, da alteridade – se me permitem – em termos filosóficos, dessa explicação que no Brasil se tenta esboçar ante o inexplicável (o 7 a 1 diante da Alemanha, ver a Argentina na final do Mundial), é um exercício que a imprensa local trata de cultivar, com uma ligeireza e um chauvinismo que alarma. O curioso é que na Espanha se constrói sentido na mesma sintonia. A revista Marca intitulou em sua capa: “A Argentina arremata o Brasil”. A seleção argentina eliminou a Holanda, mas no imaginário coletivo o rival é outro. É o Brasil.

As identidades futebolísticas prefabricadas com artifícios transformam a alegria alheia em desgraça própria. A tendência de gozar com o sofrimento do outro é forte demais, de viver a consagração estrangeira como um calvário e, se esse outro for o adversário histórico, ainda mais. É uma moda que se impôs como um combustível muito inflamável. Até a mais ingênua das gozações pode tornar-se a mecha para o pior incêndio. O nocivo é que essa visão de recorrido curto, extraviada, seja exacerbada através dos meios de comunicação. A reconstrução, desde as cinzas futebolísticas brasileiras que a goleada sofrida deixou, ergue-se a partir de uma identidade forjada, a-histórica, como a que a revista esportiva Lance mostrou em sua capa.

Este meio brasileiro intitulou: “Agora, somos todos Alemanha”. De onde eles podem se arrogar essa representação de cidadania desportiva? De que coincidências histórico-futebolísticas? Qual é o objetivo com que se intitula assim, a não ser que se trate de encontrar a revanche no outro, esse outro que hoje é a Argentina e que está longe no somatório de títulos mundiais? Cinco a dois. Continue lendo “Chauvinismo midiático à brasileira”

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Las múltiples voces de Pablo (Neruda), por Ariel Dorfman*

Pablo Neruda - verso no muroPágina 12

Hace 110 años, el 12 de julio de 1904, el mundo escuchó por primera vez la voz del recién nacido que algún día se llamaría Pablo Neruda. Bueno, el mundo no: quienes escucharon aquel berrido del futuro poeta fueron la partera y la madre del niño, que fue bautizado con el nombre inverosímil de Neftalí Reyes.

Es esa voz la que ahora deseo evocar en este aniversario más que centenario, un enigma y un mensaje que se esconden muy adentro de la voz tan especial e inolvidable de Neruda.

No fui nunca amigo personal del poeta. Lo conocí de adolescente, muy al pasar: varias visitas con otros estudiantes a su legendaria casa de Isla Negra, algunas ocasiones en que me topé con él en apartamentos de amigos comunistas de mis padres, un par de palabras de admiración y agradecimiento entrecruzadas después de un recital. En cada una de estas oportunidades pude oírlo, a veces en forma somera, otras veces más extensamente, declamar sus versos. Y lo que más me llamó la atención, casi de inmediato, era cómo la sensualidad volcánica del torrente de sus palabras escritas contrastaba con la monotonía casi aburrida, un zumbido sin énfasis y sin gracia, con que el autor insistía en enunciar su obra. Era como si una tortuga tratara de relatar la carrera demencial de una liebre, paso a lento paso, una palabra tras calmosa palabra sin la menor pasión, con un ritmo somnífero. Esos versos tan sutiles, caudalosos, desencadenados, sacudidos entre respiraciones y sollozos, merecían, pensaba yo, una encarnación sonora equivalente, igualmente dramática y opulenta.

¿Cómo podría el creador de una lírica que me estremecía y alumbraba y acompasaba en la soledad y en el amor y en la lucha colocarse a tanta distancia de la emoción que suscitaba? Era algo que discutí con deleite con mi novia y futura esposa Angélica, a quien le leí, justamente, Los Versos del Capitán, los Veinte Poemas de Amor y las Residencias, porque ella incorporaba, para mí, todo lo que era bello y bendito y afluente en el universo. Continue lendo “Las múltiples voces de Pablo (Neruda), por Ariel Dorfman*”

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Banco dos Brics: Reunião aberta Internacional 15 a 17 de julho, em Fortaleza

Sociedade Civil promove atividades paralelas à Cúpula dos Brics. Photo: Roman Leskov
Sociedade Civil promove atividades paralelas à Cúpula dos Brics. Photo: Roman Leskov

HBS

Entre 15 e 17 de julho representantes de organizações da sociedade civil do Brasil, África do Sul, Índia, China, entre outros países estarão reunidos em Fortaleza ao mesmo tempo que líderes participam da Cúpula dos Brics. O objetivo é refletir sobre as questões que envolvem o bloco como a criação do Banco dos Brics. A Fundação Heinrich Böll Brasil é uma das organizações que participará promovento atividades. Veja a programação e participe. 

Banco dos BRICS – Seminário Internacional

FORTALEZA, BRASIL: 15 a 17 de JULHO, 2014

LOCAIS: Hotel Recanto Wirapu’ru (Av. Alberto Craveiro 2222, Castelão – Fortaleza – (85) 3477 3900 e Hotel Maredomus (Av. Almirante Barroso, 1030, Praia de Iracema – (85) 4005-4500. Sala Exitus I) Continue lendo “Banco dos Brics: Reunião aberta Internacional 15 a 17 de julho, em Fortaleza”

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MPF obtém decisão para suspender extração de diamantes em terra Cinta Larga

Indígena Cinta Larga. Foto: Jesco Von Puttkamer, 1972.
Indígena Cinta Larga. Foto: Jesco Von Puttkamer, 1972.

Liminar do STJ mantém decisão do Tribunal Regional Federal que determinava a suspensão das autorizações para lavra de recursos minerais na área

MPF/PGR

A partir de agora, devem ser cancelados os requerimentos para realização de pesquisa mineral em terras indígenas da comunidade Cinta Larga e no seu entorno, conforme decisão obtida pelo Ministério Público Federal (MPF) junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). No dia 1º de julho, o Superior Tribunal de Justiça concedeu liminar para retirar efeito suspensivo que impedia a decisão do TRF1 de ser cumprida. Desde a ação civil pública em primeira instância, o MPF demonstrou que as pesquisas e lavras autorizadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) no interior da terra indígena têm servido para aumentar a criminalidade na área.

Relatório da Polícia Federal (PF) citado nas peças do MPF assinala os conflitos gerados entre garimpeiros, minerados e indígenas por causa da comercialização ilícita de diamantes extraídos nas terras ocupadas pelos índios Cinta Larga, com produção avaliada em torno de US$ 20 milhões mensais. Segundo apuração da PF em Rondônia, a vida dos contrabandistas tem sido facilitada pela concessão de licenças de pesquisas minerais próximas às áreas indígenas pelo DNPM e “a presença de mineradoras nas áreas circunvizinhas às terras indígenas fomenta o contrabando e o crime organizado que atua contrariamente aos interesses indígenas”. Continue lendo “MPF obtém decisão para suspender extração de diamantes em terra Cinta Larga”

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