Povo Karajá se reúne para pensar sobre sua cultura

400_bonecas_karajDurante dois dias, indígenas Karajá estiveram reunidos para proporem ações para o Plano de Salvaguarda das Ritxòkò, suas bonecas de cerâmica

Lilian Brandt Calçavara/AXA

Nos dias 11 e 12 de agosto estiveram reunidos em São Félix do Araguaia (MT) cerca de 60 indígenas da etnia Karajá (autodenominados Iny) para a 1ª Reunião de Articulação para Salvaguarda dos Bens Culturais Registrados do Povo Karajá. A reunião foi promovida em parceria pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e o Museu Antropológico, da UFG (Universidade Federal de Goiás) e contou com a presença de ceramistas, artesãs e lideranças Iny dos estados do Mato Grosso, Tocantins, Goiás e Pará.

Os modos de fazer e as formas de expressão que envolvem a produção das bonecas de cerâmica Karajá foram registrados como um bem cultural nacional em janeiro de 2012. As famosas bonecas de cerâmica, chamadas ritxòkò (na fala feminina) e ritxòò (na fala masculina) são uma importante fonte de renda das famílias Karajá.  Somente as mulheres as fazem, utilizando técnicas tradicionais transmitidas de geração a geração. Continue lendo “Povo Karajá se reúne para pensar sobre sua cultura”

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Morre Sem Terra atropelada por caminhão em protesto no Pará

400_sem_terra_atropelada_no_parMulher participava de manifestação quando foi atingida pelo veículo. Um caminhoneiro tentou furar o bloqueio dos trabalhadores na rodovia, na última terça-feira, dia 12, e atropelou a trabalhadora

Portal G1 Pará

A integrante do MST foi atropelada na madrugada desta terça-feira (12), na BR 155, rodovia que liga Redenção a Marabá (PA), quando teve início o protesto. Ela morreu no local. O Instituto Médico Legal foi acionado para fazer a remoção do corpo da vítima.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhoneiro que atropelou a mulher teria sido agredido e a carga do caminhão conduzido por ele, saqueada. Continue lendo “Morre Sem Terra atropelada por caminhão em protesto no Pará”

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Para UNICEF, países não cumprem compromissos com crianças indígenas

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Jornal GGN* – Mesmo com os ganhos significativos conseguidos desde a adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança, em 1989, os países não cumprem este mesmo compromisso em relação às crianças indígenas. Essas crianças ainda enfrentam diferenças imensas em todos os indicadores de desenvolvimento humano, tanto nos países de baixa, média ou alta renda.

No Brasil, para se ter uma ideia, o índice médio de mortalidade de crianças indígenas de até nove anos é quase o dobro da média de crianças não indígenas.

Este panorama foi divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Dia Internacional dos Povos Indígenas no dia 9 de agosto. “Não é admissível que, um quarto de século após afirmar os direitos das crianças em todas as partes do mundo, as nações continuem deixando para trás parcelas significativas de suas populações”, disse a diretora adjunta de programas do UNICEF, Susana Sottoli, na área de direitos da criança. “Está mais do que na hora de eliminar as diferenças para todas as crianças indígenas, de modo que a Convenção se torne uma realidade também para elas”, completou Susana. Continue lendo “Para UNICEF, países não cumprem compromissos com crianças indígenas”

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Caminhos Divergentes: Moradores da Vila Autódromo Resistem, Seguem o Caminho, ou Aguardam

First-paragraph-Maria-garage-1“O meu lugar,
É cercado de luta e suor,
Esperança num mundo melhor”

Rio On Watch – A filha de Maria do Socorro, de 14 anos, escreveu este verso na garagem de sua casa, chorando enquanto olhava a casa adjacente a sua ser brutalmente demolida, sinalizando a partida de sua amiga e vizinha.  Foi em abril, no início das temidas demolições de moradias na Vila Autódromo, e um burburinho de jornalistas e fotógrafos documentando a cena. Vários deles subiram a escada da porta de Dona Maria para terem uma melhor visão da destruição; azulejos de cozinha quebrados por marretas, estruturas de metal sendo retorcidas, equipamentos de perfuração atacando as paredes, e finalmente, uma escavadeira retirando o que havia sobrado do esqueleto da estrutura.

As demolições continuaram sistematicamente na Vila Autódromo por vários meses. Os próprios moradores estimam que até metade das famílias deixaram a comunidade, a maioria optando por um reassentamento no complexo habitacional Parque Carioca e o restante aceitando indenização. Continue lendo “Caminhos Divergentes: Moradores da Vila Autódromo Resistem, Seguem o Caminho, ou Aguardam”

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“Os políticos encobrem os conflitos da água como se fossem religiosos e étnicos”. Entrevista com a ativista Vandana Shiva

Fonte: http://goo.gl/3UcisX
Fonte: http://goo.gl/3UcisX

“Em abril de 2011 a ONU adotou uma resolução sobre a água como um direito humano. Mesmo com toda a ganância das multinacionais, a energia democrática dos movimentos sociais também está crescendo e desafiando a privatização da água”. É o que aborda Vandana Shiva, física e ativista defensora do meio ambiente e dos direitos das mulheres, nascida na Índia. O jornal britânico The Guardian a definiu como uma das cientistas de maior destaque e mais promissoras do mundo. Em seu livro “As guerras da água”, Shiva destaca que este recurso é um direito humano fundamental, o qual não pode ser tratado como uma mercadoria. No mundo, 768 milhões de pessoas não têm acesso à água potável

Gabriel Díaz – Diário.es

Que importância a água tem para a vida humana, para as comunidades e a natureza? Que importância tem para você e para sua cultura?

A água é o próprio sangue da vida. Compõe 70% do planeta, 70% das plantas, 70% do nosso corpo é água. Sem água não há vida. A água circula através de todas as espécies e pelo ciclo hidrológico, que conecta a todos em uma comunidade. É a comunidade da água.

Eu nasci em Himalaya e cresci na região que é a fonte do Ganges. O movimento Chipko, ao qual me uni há uma década, é um movimento de mulheres para proteger o bosque e a água. Durante 10 anos estamos construindo movimentos para evitar a privatização das águas do Ganges. Nosso lema é “Nossa mãe Ganges não está à venda”. Detivemo-los. Continue lendo ““Os políticos encobrem os conflitos da água como se fossem religiosos e étnicos”. Entrevista com a ativista Vandana Shiva”

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MPF/GO: envolvido em crime de trabalho escravo é condenado

logo mpfEmpresário foi condenado a mais de nove anos de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de multa em valor superior a R$ 8 milhões

Âmbito Jurídico – O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) conseguiu a condenação, nesta quarta-feira, 13 de agosto, de Marcelo Palmério pelos crimes de trabalho escravo e falsidade ideológica (arts. 149 e 299 do Código Penal). Marcelo é proprietário de empresas de florestamento, reflorestamento, extração, industrialização, comércio e exportação de produtos e subprodutos de madeira no município de Catalão, localizado no sudeste do estado, distante 255 quilômetros de Goiânia.

De acordo com a denúncia do MPF/GO, no período de 1996 a 2009, Marcelo Palmério, por intermédio de suas empresas, frustrou, mediante fraude, os direitos trabalhistas de seus empregados. O empresário providenciou a constituição de empresas em nome dos trabalhadores, com vistas à contratação como se fossem autônomos, sem vinculação trabalhista. Para tanto, inseriu declarações falsas sobre as supostas “empresas” na Junta Comercial do Estado de Goiás. Ao todo, foram constituídas 20 empresas, todas com o mesmo endereço, com o objetivo único de burlar a legislação trabalhista. Continue lendo “MPF/GO: envolvido em crime de trabalho escravo é condenado”

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Indígenas Pirahã e Parintintim serão indenizados por filmagens feita por produta inglesa

Foto: Acervo CR Madeira,  Funai
Foto: Acervo CR Madeira, Funai

Indígenas serão indenizados por produtora inglesa de audiovisual. A indenização, no valor total de 70 mil reais, será paga aos índios Pirahã e Parintintim da região de Humatá, no sul do Amazonas, devido ao ingresso irregular em Terra Indígena em novembro de 2013. A produtora inglesa realizou a filmagem para um documentário dentro da Terra Indígena Pirahã, sem autorização da Funai, não atendendo a normativa vigente.

Na ocasião, a produtora havia solicitado junto a presidência da Fundação, o ingresso na Terra Indígena, mas iniciou os trabalhos antes mesmo da conclusão do processo e emissão da autorização.

Ainda faz parte do acordo firmado entre a produtora e a Fundação Nacional do Índio a análise, pelo órgão indigenista, da filmagem produzida na Terra Índigena. Todo o material já foi entregue à Funai para ser avaliado previamente à edição do documentário.

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Veja uma Canaã dos Carajás que a Vale não mostra

morador de canaã

Por Cláudio Castro, em Seminário Carajás 30 Anos

O que diz a Vale e o que diz a população de Canaã dos Carajás sobre o município

A cidade de Canaã dos Carajás, encravada na Amazônia, nas proximidades do novo megaempreendimento da Vale na região, a Mina S11D, e ainda na área de influência da exploração da Serra de Carajás, virou peça de propaganda da empresa na televisão e na Internet. A julgar pelo que dizem moradores da cidade, no entanto, a Canaã que aparece na propaganda nada tem a ver com a Canaã real, que sofre os impactos do “desenvolvimento” propagado pela Vale.

Uma das peças publicitárias mostra “a história de uma cidade e de um chaveiro que experimentaram juntos o desenvolvimento”, diz o filme da Vale, que parte do perfil do chileno David Perez, 57 anos, para mostrar a força de sua influência na região, altamente positiva, segundo tenta demonstrar. No filme, David alcançou o êxito nos negócios depois de participar de dois cursos “apoiados pela Vale em Canãa”. O perfil da cidade, por sua vez, não aparece na peça: sem dados que atestem as benesses da proximidade com a empresa, apenas são feitas imagens, muitas delas aéreas levando a crer que a história de sucesso do personagem David confunde-se com a história da cidade.

Não foi o que atestaram vários moradores de Canaã dos Carajás que participaram do Seminário Internacional Carajás 30 Anos: resistências e mobilizações frente a projetos de desenvolvimento na Amazônia oriental, em sua etapa realizada na cidade de Marabá, no estado do Pará, em março deste ano. Continue lendo “Veja uma Canaã dos Carajás que a Vale não mostra”

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Nicolau Sevcenko: História como Missão

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Nota: Embora realizada em 2010, esta entrevista supera o tempo. Agradavelmente conduzida, ela tem também a qualidade de apresentar Sevcenko para quem não o conhecia, não só revelando um pouco de sua incrível história de vida, como mostrando sua aguda veia crítica, preocupada com as comunidades de São Paulo que viviam o início de sua rotina de incêndios, com a herança da escravidão e do racismo, com o agronegócio e o trabalho escravo. Sempre é tempo de conhecer Sevcenko – o autor de Orfeu Extático na Metrópole, entre outros -, que lamentavelmente nos deixou ontem. (Tania Pacheco)

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Nicolau Sevcenko encontrou no estudo da história o caminho para defrontar-se com os enigmas de seu passado

Por Wilker Sousa, em Cult

Nem todos podem se gabar de terem feito do desejo pessoal o fator preponderante na escolha de uma profissão. Ainda mais raros são aqueles capazes de fundir trajetória pessoal e profissional de tal modo a tornar obscura a fronteira entre elas. Separar Nicolau Sevcenko da história não é tarefa das mais fáceis. Nos idos da Revolução Russa, seu avô – oficial do exército daquele país – lutara ao lado dos tsaristas contra os bolcheviques, o que incutiu em sua família uma série de infortúnios que se arrastou por gerações. Forçados a fugirem do país, ante a implacável perseguição das tropas stalinistas, os Sevcenko perambularam por diversos países; muitos foram dizimados, outros conseguiram refúgio em regiões remotas como o Brasil. Embora distante dos olhos de Stalin, sua família aqui permaneceu sob o signo do medo, confinada em seu mundo particular. Uma vez firmada residência em terras brasileiras, optou-se então por bloquear esse passado, o que despertou a curiosidade do jovem Nicolau pelo estudo da história, na tentativa de desvendar aquele enigma pessoal. Continue lendo “Nicolau Sevcenko: História como Missão”

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Nicolau Sevcenko morre aos 61 anos, em São Paulo. Que perda!

Nicolau Sevcenko na Universidade Harvard, em 2010 Foto: Divulgação - Stephanie Mitchell - Universidade Harvard
Nicolau Sevcenko na Universidade Harvard, em 2010 Foto: Divulgação – Stephanie Mitchell – Universidade Harvard

Morte foi confirmada por familiares na noite desta quarta-feira (13). Determinação da causa da morte dependia da realização de uma autópsia.

orfeu

G1 SP

Nicolau Sevcenko, um dos mais conhecidos historiadores brasileiros, morreu por volta das 19h desta quarta-feira (13) em sua residência em São Paulo, aos 61 anos. A informação foi confirmada ao G1 por familiares do acadêmico. A determinação da causa da morte dependia da realização de uma autópsia. Até o final da noite desta quarta-feira, não tinham sido definidos os horários e locais do velório e enterro do historiador, que era descendente de imigrantes da União Soviética.

Intelectual com múltiplos interesses, em especial história cultural, Sevcenko se preocupava também em comunicar o conhecimento ao grande público, não apenas ao universo acadêmico, motivo pelo qual com frequência escrevia artigos e concedia entrevistas. Continue lendo “Nicolau Sevcenko morre aos 61 anos, em São Paulo. Que perda!”

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