Luto: Morre Mercedes Baptista, a primeira bailarina negra do Theatro Municipal do Rio

Mercedes Baptista. Foto: Acervo Google
Mercedes Baptista. Foto: Acervo Google

 

Ícone da dança no Brasil, Mereces morreu na noite desta segunda, 18.

Retratorio

Ícone do cenário cultural brasileiro, a bailarina Mercedes Baptista morreu na noite desta segunda, 18, no Rio. A informação foi confirmada por Olivier Luciano, o Pelé, – como é conhecido no meio do samba carioca -, presidente da Acadêmicos do Cubango, pela qual em 2008, a bailarina foi homenageada sob o enredo “Mercedes Baptista: de passo a passo, um passo”. Sua história de luta e superação também foi tema do livro “Mercedes Baptista – A criação da identidade negra na dança”, do escritor Paulo Melgaço. Ainda não se sabe a causa da morte da artista.

Sobre Mercedes Baptista:

Mercedes Baptista nasceu em 1921, no município de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro. Ainda jovem, mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, exercendo diversas atividades profissionais. Trabalhou em uma gráfica, em fábrica de chapéus e como não podia fugir a regra de grande parte das meninas negras de seu tempo, foi empregada doméstica. Trabalhou, também, em bilheteria de cinema; quando podia, assistia aos filmes; neste período acalentava o sonho dos palcos. Mobilizada por realizar seu sonho, começou a dedicar-se a dança. Continue lendo “Luto: Morre Mercedes Baptista, a primeira bailarina negra do Theatro Municipal do Rio”

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RJ – Reconstituição mostra como corpos eram incinerados na Usina Cambaíba

Reconstituição mostra como corpos eram incinerados. Foto: Letícia Bucker, G1
Reconstituição mostra como corpos eram incinerados. Foto: Letícia Bucker, G1

Crime aconteceu em Campos durante o período da Ditadura Militar. MPF retomou as investigações sobre o caso

Por Letícia Bucker e Rafaela Lobo, no G1 Norte Fluminense

O Ministério Público Federal (MPF) começou na tarde desta terça-feira (19)  a reconstituição do caso sobre a incineração de corpos durante a Ditadura Militar na Usina de Açúcar Cambaíba, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A ação contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e a presença do ex-delegado da Polícia Civil do Espírito Santo e ex-agente do Serviço Nacional de Informações (SNI), Cláudio Guerra, que prestou depoimento mais cedo no município.

Segundo o MPF, o outro a ser ouvido foi um ex-funcionário da usina, identificado como Erval Gomes da Silva, que disse à polícia  não conhecer Cláudio Guerra. De acordo com o Procurador da República em Campos, Eduardo Oliveira, entre os depoimentos houve muitas contradições que precisam ser melhor apuradas.

“Hoje não aconteceu a acareação, ou seja, os declarantes não foram colocados frente à frente. Nós ouvimos o ex-delegado Cláudio Guerra e o ex-funcionário Erval Gomes da Silva. Foram tantos pontos controvertidos, que a gente vai aguardar o momento mais propício e juntar mais informações. Entre os depoimentos de Cláudio Guerra e Erval Gomes houve muitas contradições, já que Erval nega que tenha participado de qualquer tipo de atividade de queima de corpos na Usina Cambaiba e já Cláudio Guerra diz o contrário”.

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Memória de Margarida Alves é celebrada no encontro de Mulheres Camponesas

Para fortalecer as lutas das mulheres do Oeste baiano | Foto: Claúdio Duarte
Para fortalecer as lutas das mulheres do Oeste baiano | Foto: Claúdio Duarte

“É melhor morrer na luta do que morrer de fome”

Margarida Alves

Por Vanderleia Costa e Ana Paula Alves*, ASA

Cerca de 50 mulheres camponesas de seis municípios que compõem o Território de Identidade da Bacia do Rio Corrente – Santa Maria da Vitória, Canápolis, São Felix do Coribe, Coribe, Jaborandi e Tabocas do Brejo Velho – se reuniram no dia 12 de agosto, na sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santa Maria da Vitória, para debater as lutas e as resistências das mulheres no campo. 

Neste dia, há 31 anos, Margarida Alves, sindicalista e militante pioneira nas lutas pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais no Brasil, foi assassinada por um pistoleiro a mando dos usineiros da região em Alagoa Grande na Paraíba. Continue lendo “Memória de Margarida Alves é celebrada no encontro de Mulheres Camponesas”

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A morte é também cultural. Salvador, cidade túmulo

Bar Galícia (Reprodução do site Reaja ou Será Morto, Reaja ou Será Morta)
Bar Galícia (Reprodução do site Reaja ou Será Morto, Reaja ou Será Morta)

*Lena Azevedo, em Reaja ou Será Morto, Reaja ou Será Morta

A morte é também cultural. No Pelourinho, dos espaços culturais frequentados por negras e negros da periferia resta muito pouco. O primeiro a sucumbir à perseguição das instituições municipais foi o Beco de Gal, em 2006. No ano passado, dois bares com tradição de eventos focados na negritude, o Sankofa African Bar e o Bar do Fua (nome oficial é Galícia), tiveram, em 9 de agosto de 2013, suas aparelhagens de som apreendidas pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom), com apoio da Polícia Militar. As ações geraram uma manifestação nas redes sociais, por meio da campanha “Reação Sankofa: Contra a Criminalização dos Espaços Negros de Cultura” e um manifesto de artistas, produtores e frequentadores, feito a partir de uma audiência do Conselho Estadual de Cultura. Apesar do protesto, o Sankofa African fechou as portas. Um dos últimos pontos de resistência, o Bar do Fua, tem sofrido investidas constantes da PM e só não fechou de vez por conta da resistência da dona do local,Tatiane Dórea. Continue lendo “A morte é também cultural. Salvador, cidade túmulo”

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Pescadoras de todo Brasil debaterão direitos previdenciários e saúde de qualidade em Encontro Nacional

ANP-MarcaNo Encontro da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP), serão levantadas as temáticas das doenças ocupacionais e como garantir junto ao Estado os direitos previdenciários desses grupos tão importantes para a segurança alimentar do brasileiro

Por CPP

Pensar perspectivas para trabalhar os problemas da saúde da mulher pescadora artesanal, no que tange as doenças ocupacionais, e em como garantir seus direitos previdenciários junto ao Estado brasileiro são alguns dos temas do Encontro Nacional da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP). O evento, que é realizado pela quarta vez, acontece entre os dias 26 e 29 de agosto, em Pontal do Paraná/PR, e irá reunir cerca de 100 pescadoras de todo Brasil, organizações e representantes dos Ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e da Pesca.

As pescadoras e marisqueiras de todo país são responsáveis por colocar na mesa dos brasileiros alimentos de qualidade, no entanto, vivem em situações de vulnerabilidade no exercício do trabalho e não possuem o devido reconhecimento do Estado. A grande exposição aos raios solares, as longas jornadas de trabalho, o contato com águas poluídas, ocasionado principalmente pelas indústrias, são alguns dos motivos que acarretam problemas de saúde nesses grupos. Continue lendo “Pescadoras de todo Brasil debaterão direitos previdenciários e saúde de qualidade em Encontro Nacional”

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CONANDA apura suicídios de índios adolescentes

cocarPor Carlos Nicodemos*, em SRZD

O CONANDA- Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes, órgão deliberativo e controlador das políticas de proteção especial dos direitos humanos de crianças e adolescentes no Brasil, deliberou em sua última assembleia, nos dias 13 e 14 de agosto de 2014, apurar a situação das mortes por suicídio de adolescentes da aldeia Guarani-Kaiowá, localizada no estado do Mato Grosso do Sul.

De acordo com dados apurados pelo Portal Fórum, entre os anos de 1986 a 1997 foram registradas 244 mortes por suicídio entre os Guarani-Kaiowá.

Os números são assustadores, pois apontam que nos últimos dez anos o suicídio praticamente triplicou, registrando entre 2000 a 2013, 684 casos.

Estes dados foram consolidados nos relatórios do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI/MS) denominado “Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil”, que já tratamos aqui no Blog Minuto Brasileirinho.

O Procurador da República Marco Antônio Delfino de Almeida, do Ministério Público Federal (MPF) em Dourados (MS) investiga o caso e aponta não somente a falta de programas que possam atender as demandas dos povos indígenas, mas também a pratica recorrente de discriminação e ódio étnico da sociedade local.

Para além da ausência das políticas necessárias do Poder Público, somos sabedores que o processo histórico de demarcação de terra indígena no Brasil é a principal causa deste cenário desolador.

Pode-se citar como exemplo a densidade demográfica em Dourados que é acima de qualquer média nacional, demonstrando bem a política que se adotou nos últimos anos no Brasil sobre este tema para o povo indígena. Continue lendo “CONANDA apura suicídios de índios adolescentes”

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Ricardo Ventura Santos, pesquisador da ENSP/Fiocruz, fala sobre Políticas Públicas e Povos Indígenas no Brasil

Em entrevista à ENSP TV, o pesquisador da Escola e coordenador do Grupo de Trabalho Demografia dos Povos Indígenas no Brasil da Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep), Ricardo Ventura Santos, fez uma análise sobre os dados apresentados pelo IBGE na 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que mostram um crescimento importante desta população e as desigualdades ainda existentes em diversos planos acerca dessa sociedade, explicando também como os resultados podem resultar em políticas públicas voltadas para eles.

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Advogados/as populares entregam dossiê sobre ataques às prerrogativas dos/as advogados/as à OAB

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Foto: OAB

Entre as requisições feitas à OAB está o debate e deliberação do Conselho Federal da Ordem sobre a desmilitarização da polícia e a realização de uma campanha pública de valorização da advocacia voltada para os direitos humanos e movimentos sociais

JusDh

Na manhã desta segunda-feira (18), representantes da Rede Nacional de Advogados/as Populares – Renap e da Articulação Justiça e Direitos Humanos – JusDh entregaram à Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, durante sessão do Conselho Federal, um dossiê sobre ataque às prerrogativas dos/as advogados/as no Brasil. O documento apresenta situações ocorridas de Norte a Sul do Brasil em que se repete o desrespeito e a ameaça a advogados/as que atuam na defesa de movimentos sociais, manifestantes e defensores de direitos humanos. Continue lendo “Advogados/as populares entregam dossiê sobre ataques às prerrogativas dos/as advogados/as à OAB”

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Uma violência invisível. Entrevista especial com Jacqueline Pitanguy

Foto: rufanobombo.com.br
Foto: rufanobombo.com.br

“A violência sexual ainda é a mais encoberta e é mais difícil uma mulher denunciá-la”, constata a socióloga

IHU On-Line – Os dados do Instituto de Segurança Pública – ISP do Rio de Janeiro demonstram que o número de estupros contra mulheres vem crescendo exponencialmente desde 2008, ao menos no estado carioca. Contudo, as informações podem ser interpretadas de outra maneira, como adverte Jacqueline Pitanguy: “Quando temos um número crescente de registros de violência, não necessariamente é porque a violência está aumentando; tem de se considerar também que é porque as mulheres estão registrando, estão rompendo aquele muro de silêncio”.

Na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por telefone, ela enfatiza os limites das estatísticas que registram casos de violência contra a mulher, e assinala a necessidade de haver pesquisas nacionais recorrentes, que permitam comparações de casos e a elaboração de um panorama sobre a violência contra as mulheres, já que “estatísticas nacionais, com séries históricas, não existem”. Segundo a socióloga, “esse é um dos elementos que vem sendo aprimorado e que precisa ser aperfeiçoado porque demonstra, a importância que é atribuída  pela sociedade a essa questão. Quando se tem boas estatísticas, como acontece em casos de homicídio, por exemplo, isso significa que o homicídio é uma questão que precisa ser registrada e quantificada. Mas existem poucas estatísticas sobre a violência contra as mulheres”.

Jacqueline Pitanguy enfatiza que a violência contra a mulher ainda é “invisível” sob certos aspectos, e expõe a mulher a uma situação de dupla vulnerabilidade. Apesar das dificuldades, ela informa que nas comunidades pacificadas pelas Unidades de Polícia Pacificadora – UPPs tem aumentado o número de registros de mulheres agredidas. “Quando as comunidades não eram pacificadas, era praticamente impossível para uma mulher recorrer à polícia num ambiente de violência, pois como ela iria chamar a polícia e colocá-la dentro de uma comunidade dominada por uma facção ou um grupo? Num ambiente de extrema violência — quase uma faixa de Gaza —, a questão da violência doméstica não tinha espaço. Continue lendo “Uma violência invisível. Entrevista especial com Jacqueline Pitanguy”

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“Pré-estreia do filme ‘Matem…os outros’ causa polêmica: Ativistas do Coletivo Terra Vermelha fazem protesto em frente ao MARCO devido ao conteúdo racista do média-metragem”

Foto: Mara Rojas
Foto: Mara Rojas

Por Priscila Anzoategui, em Coletivo Terra Vermelha

A pré-estreia do média metragem “Matem…os outros”, do diretor Reynaldo Paes de Barros, ontem no MARCO (Museu de Arte Contemporânea ), em Campo Grande, causou protestos na plateia. O filme narra a história de dois fazendeiros, interpretados pelos atores Victor Wagner e Espedito di Monte Branco, que estão na estrada com o carro quebrado, pegam carona com dois paulistas até Sidrolândia (município que ficou conhecido nacionalmente devido o assassinato do terena Oziel durante a ação de reintegração de posse da fazenda Buriti).

O diálogo entre os personagens é exclusivamente sobre a questão indígena. Os fazendeiros demonstram uma visão totalmente preconceituosa, afirmam que os índios invadiram suas terras, que compraram a terra legalmente, pois possuem a escritura pública, que o Estado não indeniza e faz tudo que os índios pedem (e a FUNAI seria a mentora dessa relação injusta). Continue lendo ““Pré-estreia do filme ‘Matem…os outros’ causa polêmica: Ativistas do Coletivo Terra Vermelha fazem protesto em frente ao MARCO devido ao conteúdo racista do média-metragem””

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